Considérations psychanalytiques sur les identités à partir de la littérature des femmes autochtones

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i2.e14240

Mots-clés :

femmes autochtones, littérature, identification, semblant, théorie psychanalytique

Résumé

Les rapprochements entre la théorie psychanalytique et la littérature des femmes autochtones sont rares et ne répondent pas aux défis imposés à une psychanalyse forgée sur le sol brésilien, incapable de reconnaître, dans les spécificités de son territoire, « l’inquiétant » qui impulse l'avancement de la théorie. En réponse à cette conjoncture, cet essai théorique a privilégié l'écriture de Freud et de Lacan, en y intégrant des articles actuels qui abordent les autrices autochtones et leurs publications respectives. L’enquête exploratoire initiale a permis d’identifier la récurrence de la thématique identitaire comme une caractéristique de la littérature écrite par des femmes autochtones. Les identités étant un thème étranger au champ psychanalytique, cet article vise à mettre sous tension l’utilisation du concept d’identité au sein de la psychanalyse dite freudo-lacanienne. En lien avec le signifiant ou en référence aux images, sa démarche a orienté le débat vers le concept lacanien de semblant, adopté comme support herméneutique pour le dialogue avec la littérature des femmes autochtones. En ces termes, on croit que l’appel au champ psychanalytique pour la construction de formes solidaires de lien social implique la reconnaissance que la validation des identités autochtones ne se limite pas à la légitimation de leur altérité, puisque leur identification à « l’autre » a toujours impliqué leur anéantissement au profit d’un supposé « égal ».

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Bibliographies de l'auteur-e

Maria Liliane Gomes dos Santos, Universidade Federal do Acre, Rio Branco, Acre, Brasil

Professora do magistério superior do curso de Psicologia da Universidade Federal do Acre, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura - UNB, mestra em Psicologia pela Universidade Federal de Rondônia (2013), graduada em Psicologia pela Faculdade da Amazônia Ocidental (2010) e graduada em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Acre (2006). 

Giovana Oliveira da Silva , Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil

Graduanda em Psicologia, Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília – UnB.

Carla Sabrina Xavier Antloga, Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil

Pós-Doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo, com estágio técnico no Conservatoire dArts et Métiers, Paris. Doutora em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, com ênfase em Qualidade de Vida no Trabalho (PSTO-UnB). Professora Associada do Departamento de Psicologia Clínica (PCL) e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura (PPG-PsiCC). Coordenadora do Grupo de Estudos em Psicodinâmica do Trabalho Feminino - Psitrafem.

Références

Calixto, L. A. G. (2019). Vozes das mulheres indígenas em Eliane Potiguara e em Graça Graúna. Trama, 15(36), 50-59. https://doi.org/10.48075/rt.v15i36.22354

Cunha, E. L. (2000). Uma interrogação psicanalítica das identidades. Caderno CRH, 13(33), 209-228. https://doi.org/10.9771/ccrh.v13i33.18575

Costa, M. V. R., & Feldman, A. K. T. (2019). A representação mítica, simbólica e física da mulher indígena em a Casa Redonda, de Louise Erdrich. Revista Ártemis-Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades, 28(1), 73-87. https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8214.2019v28n1.49887

Danner, L. F., Dorrico, J., & Danner, F. (2019). Em busca da terra sem males: Violência, migração e resistência em Kaká Werá Jecupé e Eliane Potiguara. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, (58), 1-17. https://doi.org/10.1590/2316-4018587

Dorrico, J. (2019). Eu sou Macuxi e outras histórias. Caos e Letras.

Dorrico, J., Danner, F., & Danner, L. F. (2020). Literatura indígena brasileira contemporânea: Autoria, autonomia, ativismo. Editora Fi. https://www.editorafi.org/_files/ugd/48d206_68ccdefa44724e7aaf3feacd956ecb11.pdf

Dunker, C. (2019, 29 de dezembro). Falando nisso 258: Dom e semblante em Lacan [Vídeo]. YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=qrNV_HdkQUA

Dunker, C. (2021, 10 de agosto). Falando nisso 323: Semblantes e mascaradas [Vídeo]. YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=qHPsRkdPQTk

Ferreira, A. L. M. (2021). O papel da bibliografia das publicações indígenas do Brasil na reafirmação das identidades intelectuais ameríndias. Current Issues in Comparative Education, 23(2), 159-174. https://doi.org/10.52214/cice.v23i2.8566

Freud, S. (2010a). Obras completas: Observações psicanalíticas sobre um caso de paranoia relatado em autobiografia ("O caso Schreiber"), artigos sobre técnica e outros textos (Vol. 10, pp. 9-80). Companhia das Letras. Trabalho original publicado em 1911

Freud, S. (2010b). Obras completas: Introdução ao narcisismo, ensaios de metapsicologia e outros textos (Vol. 12, pp. 9-37). Companhia das Letras. Trabalho original publicado em 1914

Freud, S. (2019). Obras incompletas de Sigmund Freud: O infamiliar [Das Unheimliche]: Seguido de o homem de areia de E.T.A. Hoffmann (Vol. monográfico). Autêntica. Trabalho original publicado em 1919

Freud, S. (2020a). Obras incompletas de Sigmund Freud: Cultura, sociedade, religião: O mal-estar na cultura e outros escritos (Vol. 10, pp. 137-232). Autêntica. Trabalho original publicado em 1921

Freud, S. (2020b). Obras incompletas de Sigmund Freud: Amor, sexualidade, feminilidade (Vol. 7, pp. 313-348). Autêntica. Trabalho original publicado em 1933

Graúna, G. (2025). Canción peregrina. Cadernos de Subjetividade, 1(23), 7-11. https://doi.org/10.23925/cs.v1i23.69682

Guanaes, A. R. N. (2019). Passado, presente e futuro das avós nas narrativas indígenas contemporâneas. Interfaces, 19(2), 63-74. https://periodicos-old.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/interfaces/article/view/16603

Guimarães, A. (2018). O que eu faço com a minha cara de índia? Literatura e resistência em Eliane Potiguara. Darandina Revisteletrônica, 11(2), 1-13. https://www-periodicos-capes-gov-br.ez151.periodicos.capes.gov.br/index.php/acervo/buscador.html?task=detalhes&source=all&id=W2975175778

Hall, S. (2017). Quem precisa de identidade? In T. T. Silva (Org.), Identidade e diferença: A perspectiva dos estudos culturais (15a ed., pp. 103-133). Vozes.

Krinski, S. D. S. (2020). A performatividade na psicanálise e suas implicações para o conceito de identidade. [Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul]. Repositório Digital UFRGS. https://lume.ufrgs.br/handle/10183/214527

Krinski, S., Madeira, M., & Moschen, S. (2020). A Noção de Semblante em Jacques Lacan: Contribuição às Identidades Contemporâneas. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, 22(4), 803-827. https://doi.org/10.1590/1415-4714.2019v22n4p803.9

Lacan, J. (1998a). Escritos (pp. 96-103). Jorge Zahar. Trabalho original publicado em 1949

Lacan, J. (1998b). Escritos (pp. 152-194). Jorge Zahar. Trabalho original publicado em 1946

Lacan, J. (1998c). Escritos (pp. 13-66). Jorge Zahar. Trabalho original publicado em 1956

Lacan, J. (2003). O Seminário, Livro 9: A identificação (1961-1962). Centro de Estudo Freudianos de Recife.

Lacan, J. (2009). O Seminário, Livro 18: De um discurso que não fosse semblante. Zahar.

Laplanche, J., & Pontalis, J.-B. L. (2001). Vocabulário de psicanálise (4a ed.). Martins Fontes.

Martinez, A. C. (2021). Ontologia da mulher indígena?: Metade cara, metade máscara de Eliane Potiguara [Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Federal de Santa Catarina]. Repositório Institucional UFSC. https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/224236

Melo, C. A., & Silva Filho, J. V. (2021). Subalternas nunca mais! O grito decolonial das escritoras indígenas brasileiras. Caderno Seminal, (39), 245-291. http://dx.doi.org/10.12957/seminal.2021.58918

Molina, V. P. B. (2019). Kümedungun: Trajetórias de vida e a escrita de si de mulheres poetas Mapuche. Jangada: Crítica, Literatura, Artes, 1(14), 121-140. https://doi.org/10.35921/jangada.v1i14.236

Neves, I. S. (2018). As histórias de Murué Suruí e Kudã’í Tembé: Traduções e temporalidades. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, (53), 149-175. https://doi.org/10.1590/2316-4018536

Olivieri-Godet, R. (2017). Graça Graúna: A poesia como estratégia de sobrevivência. Interfaces, 17(3), 101-117. https://doi.org/10.15210/interfaces.v17i3.12569

Pachamama, A. R. (2019). Mbaima Metlon: Narrativas de mulheres indígenas em situação urbana. Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, 8(2), 134-150. https://doi.org/10.12957/ek.2019.48528

Pachamama, A. R. (2020). Boacé Metlon palavra é coragem: Autoria e ativismo de originários na escrita da história. In J. Dorrico, F. Danner, & L. F. Danner (Orgs.), Literatura indígena brasileira contemporânea: Autoria, autonomia, ativismo (pp. 26-40). Editora Fi. https://www.editorafi.org/_files/ugd/48d206_68ccdefa44724e7aaf3feacd956ecb11.pdf

Potiguara, E. (2018). Metade cara, metade máscara (3a ed.). Grumin.

Starnino, A. (2016). Sobre identidade e identificação em psicanálise: Um estudo a partir do Seminário IX De Jaques Lacan. Doispontos, 13(3), 231-249. http://dx.doi.org/10.5380/dp.v13i3.46901

Soares-Pinto, N., Affonso, A. M. R., & Benítes, S. (2020). Mulheres indígenas e suas coexistências: Uma apresentação. Cadernos de Campo, 29(1), 173-178. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v29i1p173-178

Vieira, F. (2019). “Eu não sou sua princesa”: Um diálogo entre mulheres. Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, 8(2), 151-164. https://doi.org/10.12957/ek.2019.49318

Publié-e

2025-08-27

Comment citer

Santos, M. L. G. dos, Silva , G. O. da, & Antloga, C. S. X. (2025). Considérations psychanalytiques sur les identités à partir de la littérature des femmes autochtones. Revista Subjetividades, 25(2), 1–11. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i2.e14240

Numéro

Rubrique

Estudos Teóricos