La dimension sociale de la psychanalyse: Pour une clinique pour tous
DOI :
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v26i1.e14233Mots-clés :
psychanalyse, clinique publique, sujet, inconscient, socialRésumé
La psychanalyse est un champ de savoir qui s'est établi dynamiquement dans le milieu universitaire brésilien et est enseignée dans de multiples universités. Cependant, la méthodologie dispensée dans ces espaces institutionnels ignore parfois la perspective sociale inhérente à la formulation théorique même de cette conception psychologique. Cette recherche propose de restaurer une psychanalyse qui place au centre la dimension sociale du sujet, en s'appuyant sur l'expérience des cliniques publiques. Pour ce faire, on analyse historiquement l'émergence des cliniques publiques de psychanalyse et on revisite le concept de sujet inconscient, en démontrant comment celui-ci intègre déjà, dans sa formulation théorique, une dimension sociale qui dépasse les conceptions purement psychiques de l'individu. La méthode de cette recherche est l'analyse bibliographique narrative, qui recourt à différentes sources de production scientifique afin d'étayer la problématique proposée dans cette investigation. Parallèlement à la redécouverte d'expériences historiques ponctuelles, on a cherché à identifier les ramifications sociales de la psychanalyse jusqu'au contexte actuel de l'Amérique latine. Cette dimension est ensuite examinée à travers des cas concrets au Brésil, où l'on observe la réappropriation d'espaces collectifs offrant des soins gratuits. Enfin, on conclut que de telles expériences créent des replis, des tensions et des différences dans la manière même de pratiquer la psychanalyse, rapprochant cette pensée clinique d'une pratique fortement ancrée dans la dimension sociale du sujet.
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