Le lien grands-parents/petits-enfants: Une revue bibliographique selon l’approche psychanalytique

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i1.e13591

Mots-clés :

grands-parents, petits-enfants, Psychanalyse , Psychanalyse du lien

Résumé

L'espérance de vie et la population âgée sont en augmentation dans le monde occidental depuis les dernières décennies. Combiné à d'autres facteurs, cela a conduit à une augmentation de l'importance du rôle des grands-parents au sein de la famille. Malgré cela, les études qui abordent directement la dynamique impliquée dans la relation grands-parents/petits-enfants sont rares, surtout en tenant compte du cadre psychanalytique qui a toujours privilégié la relation entre parents et enfants. L'importance de cet article réside dans l'approfondissement de la compréhension de cette thématique associée au propre développement et à l'élargissement des concepts psychanalytiques, après l'apport de Freud. À cette fin, une recherche bibliographique a été menée dans les principales bases de données numériques, selon des descripteurs spécifiques, y compris des livres d'auteurs reconnus dans le domaine, depuis l'origine de la psychanalyse jusqu'au moment actuel. Il a été déduit que, tandis que la psychanalyse intrapsychique met l'accent sur l'importance des grands-parents dans l'élaboration du complexe œdipien de leurs petits-enfants, la psychanalyse du lien s'occupe davantage de la fonction des grands-parents en tant que contenants et transmetteurs des contenus psychiques familiaux et, par conséquent, facilitateurs ou perturbateurs de l'héritage psychique.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Bibliographies de l'auteur-e

Beatriz Rall Daró, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Mestre em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP), tendo recebido apoio financeiro da CAPES e da FAPESP durante o mestrado, e possui graduação em Psicologia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Já trabalhou para a Telefónica Germany como recrutadora de talentos e atualmente atua como psicóloga clínica autônoma e orientadora vocacional.

Isabel Cristina Gomes, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Graduação em Psicologia pela Universidade de São Paulo (1980), mestrado em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (1990) e doutorado em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (1996). Atualmente é Professora Titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e Coordenadora do Laboratório de Casal e Família: Clínica e Estudos Psicossociais; Coordenadora do Convênio Internacional UCES - Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales de Buenos Aires e o IPUSP. Psicanalista de casal e família.

Références

Abraham, K. (1961). Estudios sobre psicoanálisis y psiquiatría (pp. 42-45). Hormé. (Trabalho original publicado em 1913)

Abraham, N., & Torok, M. (1995). A casca e o núcleo. Escuta.

Almeida, C. T. M., & Okamoto, M. Y. (2018). Avós responsáveis pela criação dos netos: Uma análise das relações nas famílias contemporâneas [Apresentação de trabalho]. Sétimo Congresso Internacional de Psicologia da UEM, São Paulo, Brasil. chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://npd.uem.br/eventos/assets/uploads/files/evt/6/trabalhos/6_310_1523761599.pdf

Almeida, C. T. M., & Okamoto, M. Y. (2021). Vivências e significados do Complexo de Édipo em uma família contemporânea. Vínculo – Revista do NESME, 18(1), 134-144. https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v18n1p134-144

Prado, M. C. C. A., & Giovannini, N. F. R. (2001). Histórias de fantasmas: Quando a herança assombra. In T. Féres-Carneiro (Ed.), Casamento e família: Do social à clínica (pp. 96-111). NAU Editora.

Barros, M. L. (1987). Autoridade & afeto: Avós, filhos e netos na família brasileira. Jorge Zahar.

Battistelle, P., & Farneti, A. (1991). Grandchildren’s images of their grandparents: A psychodynamic perspective. In P. K. Smith (Org.), The psychology of grandparenthood: An internacional perspective (pp. 143-156). Routledge.

Benghozi, P., & Féres-Carneiro, T. (2001). Laço frátrio e continente frátrio como sustentação do laço genealógico. In T. Féres-Carneiro (Ed.), Casamento e família: Do social à clínica (pp. 112-118). NAU Editora.

Berenstein, I. (2011). Do ser ao fazer: Curso sobre vincularidade. Via Lettera Editora.

Carreteiro, T. C. (2001). Vinculações entre romance familiar e trajetória social. In T. Féres-Carneiro (Ed.), Casamento e família: Do social à clínica (pp. 112-118). NAU Editora.

Castro, L. G. (2023). Infância em relações entre avós e netos: Vínculo, amor e potência de vida. Childhood & Philosophy, 19, 1-25. https://doi.org/10.12957/childphilo.2023.69733

Fincher, D. (Diretor). (2012). O curioso caso de Benjamin Button [Filme]. Warner Bros./Paramount Pictures.

Correa, O. B. R. (2002). Vínculos e instituições: Uma escuta psicanalítica (pp. 67-84). Escuta.

Daró, B. R. (2018). A influência da tecnologia da informação e da comunicação sobre o vínculo avós e netos, na contemporaneidade: Uma contribuição da psicanálise vincular [Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo]. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP. https://doi.org/10.11606/D.47.2018.tde-24092018-095935

Daró, B. R., & Gomes, I. C. (2022). Quando Édipo encontra Lábdaco: Sobre o Complexo de Édipo entre um avô e uma neta à luz da Psicanálise Vincular. Vínculo – Revista do NESME, 19(2), 201-209. https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v19n2a5

Deutsch, H. (1945). The psychology of women. Grune & Stratton.

Dias, C. M. S. B. (2015). Avôs e bisavôs: Percepções e vivências desses papéis. In L. V. C. Moreira, E. P. Rabinovich & P. C. V. Zucoloto (Eds.), Paternidade na sociedade contemporânea: O envolvimento paterno as mudanças na família (pp. 287-301). Juruá Editora.

Dolto, F. (1998). Os caminhos da educação. Martins Fontes.

Eiguer, A. (1995). O parentesco fantasmático: Transferência e contratransferência em terapia familial psicanalítica. Casa do Psicólogo.

Faimberg, H. (2001). A telescopagem das gerações a propósito da genealogia de certas identificações. In R. Kaës (Ed.), Transmissão da vida psíquica entre gerações (pp. 71-93). Casa do Psicólogo.

Ferenczi, S. (1992). O complexo do avô. In Obras Completas de Sándor Ferenczi – Psicanálise II (pp. 59-60). Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1913).

Freud, S. (2006a). Análise de uma fobia em um menino de cinco anos. In J. Strachey (Ed.), Edição Standard das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud (Vol. 10, pp. 11-133). Imago. (Trabalho original publicado em 1909)

Freud, S. (2006b). Totem e tabu. In J. Strachey (Ed.), Edição Standard das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud (Vol. 13, pp. 13-168). Imago. (Trabalho original publicado em 1913[1912])

Freud, S. (2006c). Sobre o narcisismo: Uma introdução. In J. Strachey (Ed.), Edição Standard das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud (Vol. 14, pp. 75-113, J. Salomão Trad.). Imago. (Trabalho original publicado em 1914)

Freud, S. (2006d). A dissolução do complexo de Édipo. In J. Strachey (Ed.), Edição Standard das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud (Vol. 19, pp. 189-199) Imago. (Trabalho original publicado em 1924)

Gomes, I. C. (2016). Psicanálise de família e casal: Novos constructos teóricos? In I. C. Gomes, M. I. A. Fernandes, & R. B. Levisky (Eds.), Diálogos psicanalíticos sobre família e casal (2a ed., pp. 53-64). Escuta.

Granjon, E. (2001). A elaboração do tempo genealógico no espaço do tratamento da terapia familiar psicanalítica. In O. B. R. Correa (Ed.), Os avatares da transmissão psíquica geracional (pp. 17-43). Escuta.

Jones, E. (1938). Papers on psychoanalysis (pp. 525-530). Bailliére, Tindall & Cox. (Trabalho original publicado em 1913)

Kaës, R. (1993). O grupo e o sujeito do grupo. Casa do Psicólogo.

Kaës, R. (1998). Os dispositivos psicanalíticos e as incidências da geração. In A. Eiguer (Ed.), A transmissão do psiquismo entre gerações (pp. 5-19). Unimarco.

Kaës, R. (2001). Introdução: O sujeito da herança. In R. Kaës, H. Faimberg, M. Enriquez, & J.-J. Baranes (Eds.), Transmissão da vida psíquica entre gerações (pp. 9-26). Dunod.

Kaës, R. (2005). Espaços psíquicos compartilhados: Transmissão e negatividade. Casa do Psicólogo.

Kaës, R. (2014). As alianças inconscientes. Ideias e Letras.

Kohut, H. (1971). The analysis of the self: A systematic approach to the psychoanalytic treatment of narcissistic personality disorders. Hogarth Press.

Marques, I. M. (2012). Adolescentes e idosos: Uma leitura psicanalítica do encontro intergeracional no Oldnet [Dissertação de Mestrado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo]. Repositório de Teses e Dissertações PUCSP. https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/15209

Mijolla, A. (2001). História e pré-história psíquicas: O intergeracional e seus fragmentos de identidade. Psicanálise, 3(2), 305-329. https://revista.sbpdepa.org.br/revista/article/view/57

Missenard, A., Rosolaro, G., Guillaumin, J., Kristeva, J., Gutierrez, Y., Baranes, J.-J., Kaës, R., Roussillon, R., & Moury, R. (1989). Le Négatif: Figures et modalités. Dunod.

Moura, J. G., & Assis, M. F. P. (2018). Psicanálise e contos de fadas no processo de elaboração do luto infantil. Perspectivas em Psicologia, 22(1), 121-137. https://doi.org/10.14393/PPv22n1a2018-09

Naffah Neto, A. (2011). O lugar e a função do avô, aquele que é pai duas vezes: Um estudo a partir de D. W. Winnicott. Winnicott e-prints, 6(2), 1-15. https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-432X2011000200001

Portugal, S. (2007). O que faz mover as redes sociais? Uma análise das normas e dos laços. Revista Crítica de Ciências Sociais, 79, 35-56. https://doi.org/10.4000/rccs.723

Puget, J. (2001). Disso não se fala… Transmissão e memória. In O. B. R. Correa (Ed.), Os avatares da transmissão psíquica geracional (pp. 73-87). Escuta.

Puget, J. (2015). Subjetivación discontinua y psicoanálisis: Incertidumbre y certezas. Lugar Editorial.

Rapaport, E. A. (1958). The grandparent syndrome. Psychoanalytic Quarterly, 27, 518-537. https://doi.org/10.1080/21674086.1958.11926112

Redondaro, L., Freitas, V. O., Santana, G., Oliveira, D. A., & Silva, R. M. F. (2022). A influência dos avós no desenvolvimento Infantil: Uma revisão sistemática da literatura. Psicologia em Foco, 14(20), 201-220. https://revistas.fw.uri.br/psicologiaemfoco/article/view/3847

Schvartzman, A. R. (1998). Mas allá de la historia. La violencia a través de la metapsicología transgeracional. Revista Latinoamericana de Psicoanalisis, 2(1), 199-208.

Santos, I. F. (2023). A parentalidade exercida pelos avós: desafios e impactos na dinâmica familiar [Dissertação de Mestrado, Universidade de Brasília]. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações. http://repositorio.unb.br/handle/10482/49319

Silva, C. C. F. M. (2014). Os avós e os netos: Um encontro de diferentes tempos verbais [Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual Paulista]. Repositório Institucional UNESP. https://repositorio.unesp.br/entities/publication/94a14765-0b11-4765-afb8-9e2c30b4ec16

Silva, C. C. F. M., & Correa, M. R. (2014). Trocas simbólicas entre gerações: avós, netos e a literatura infantil. Pensando Famílias, 18(1), 124-137. https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-494X2014000100011

Vianna, F. P. F. (2006). Transgeracionalidade: “Des-encontro” de gerações. Epistemo-somática, 3(2), 231-236. https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-20052006000200007#:~:text=%C3%89%20o%20momento%20em%20que,do%20nascimento%20de%20uma%20crian%C3%A7a

Winnicott, D. W. (1990). Home is where we start from (Cap. 3, pp. 183-194). Penguin Books. (Trabalho original publicado em 1986[1964])

Winnicott, D. W. (1992). Psycho-analytic explorations (Cap. 28, pp. 168-192). Harvard University Press. (Trabalho original publicado em 1971[1966]).

Publié-e

2025-04-30

Comment citer

Daró, B. R., & Gomes, I. C. (2025). Le lien grands-parents/petits-enfants: Une revue bibliographique selon l’approche psychanalytique. Revista Subjetividades, 25(1), 1–12. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i1.e13591

Numéro

Rubrique

Estudos Teóricos