Territorios racializados en la atención psicosocial de adolescentes: Investigando un dispositivo clínico-político
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25iEsp.e15151Palabras clave:
atención psicosocial, territorio, raza, psicoanálisis, clínico-políticoResumen
Este estudio psicoanalítico tuvo como objetivo investigar los efectos de un dispositivo clínico-político que articule raza y territorios de la ciudad en la atención psicosocial de adolescentes. Se utilizó el método psicoanalítico y más específicamente el psicoanálisis implicado en la dimensión sociopolítica del sufrimiento. La investigación consistió en un grupo semanal con adolescentes que asisten a un servicio de salud mental comunitaria, entre mayo y septiembre de 2022, cuyos encuentros fueron registrados en los diarios de experiencia de la investigadora. El análisis de la experiencia y su discusión se dio a partir de la escucha de la investigadora, y de la lectura de los diarios acerca de los encuentros. Este artículo aborda la discusión de dos de los tres ejes discutidos en la disertación de maestría: (1) Relaciones raciales: experimentando, fallando y sosteniendo hablar de la diferencia, en el cual se dio énfasis a momentos del grupo en que la temática racial se presentó, ya sea por la historia de la ciudad, por la temática de las composiciones familiares interraciales o por la relación con el propio cuerpo; y (2) Colocar el cuerpo en la ciudad, eje temático que aborda los efectos del dispositivo investigado que se relacionan con la circulación por la ciudad y sus diversos territorios. Se concluye que el dispositivo en cuestión posibilitó momentos de ampliación de territorios existenciales y de desplazamientos imaginarios para las adolescentes participantes. Considerando la realidad brasileña de profunda desigualdad racial y sus impactos de sufrimiento para toda la sociedad, se entiende que son oportunas nuevas investigaciones que ejerciten una praxis clínica antimanicolonial en la atención psicosocial, praxis esa necesariamente antirracista.
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