Escucha urbana: Una invitación al Psicoanálisis para habitar la ciudad
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i1.e13765Palabras clave:
escucha urbana, contratransferencia, psicoanálisis implicado, escritura pictórica, miradaResumen
Este artículo propone una reflexión sobre la posibilidad de construir un método de escucha psicoanalítica de la ciudad. A partir de una investigación sobre pintadas (grafitis), a posteriori, identificamos algunos conceptos orientadores de lo que denominamos escucha urbana. Estos son: contratransferencia, comprendida por psicoanalistas vinculados a la concepción de las relaciones objetales como la disponibilidad del analista para experimentar en sí mismo lo que está más allá de la posibilidad (eventualmente momentánea) de enunciación del otro; psicoanálisis implicado, enfoque sugerido por Frayze-Pereira en el análisis de producciones artísticas, que involucra el reconocimiento del lugar desde el cual un analista enuncia sus interpretaciones; tomar las imágenes (en este caso, de las pintadas) como escritura pictórica (según La Interpretación de los Sueños, de Freud), es decir, como susceptibles de lectura; y, finalmente, reconocer los límites de esta escucha, suscitados por los efectos de fascinación y repulsión de la mirada como objeto a, noción propuesta por Lacan en Los Cuatro Conceptos Fundamentales del Psicoanálisis. La escucha propuesta en este artículo consiste en una experiencia singular que puede recrearse con cada enigma que los vestigios urbanos planteen a los psicoanalistas.
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