Race, Gender, Class: daily life and subjective mobilization of female day laborers

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i1.e14933

Keywords:

work, subjectivity, women, race, day laborers

Abstract

This study aims to understand the repercussions of gender, race, and class in the daily work routine and the subjective mobilization of female day laborers. Ten female workers aged between 31 and 64 participated in the study, of whom the majority were black. The instruments used were a sociodemographic questionnaire and an unstructured interview. The method of analysis was hermeneutic-dialectical. The theoretical frameworks were the sociology of the sexual division of labor, the Afrocentric paradigm of gender discussions, and the psychodynamics of work. The analyses (re)affirm the relevance of the intersectional perspective for the workers' experiences of intelligibility. Work overload, self-definition, alienation, harassment, discrimination and unionism are some of the aspects highlighted by listening to the daily workers. We hope that this study will serve as a strengthening resource for them, and we emphasize the responsibility of other sectors of society in this endeavour.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Maria do Socorro Roberto de Lucena, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba, Brasil

Psicóloga e Doutora em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba, tendo desenvolvido tese sobre a relação subjetividade e trabalho de mulheres trabalhadoras domésticas diaristas, com tríplice dimensão de sexo/gênero, raça e classe. Mestra em Psicologia da Saúde pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), cuja dissertação versou acerca do trabalho e saúde mental de psicólogos da atenção básica à saúde via NASF-AB. Trabalhou no Núcleo de Apoio à Saúde da Família, entre 2014 e 2015, nos municípios de Patos e Passagem, ambos localizados no estado da Paraíba. Foi professora substituta na Universidade Federal de Campina Grande (UAPSI/UFCG) de 2017 a 2019. Esteve como professora substituta dos cursos de Psicologia e Administração da Faculdade de Ciências e Tecnologia Prof. Dirson Maciel de Barros (FADIMAB) durante o segundo semestre de 2023. Associada da ABRAPSO (Associação Brasileira de Psicologia Social) e Integrante do Grupo de Pesquisa em Subjetividade e Trabalho (GPST/UFPB).

Paulo César Zambroni-de-Souza, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba, Brasil

Professor de Psicologia do Departamento de Psicologia da Universidade Federal da Paraíba e pesquisador do Grupo de Pesquisa Subjetividade e Trabalho – GPST/UFPB

 

References

Arruzza, C., Bahattacharya, T., & Fraser, N. (2019). Feminismo para os 99%: Um manifesto. Boitempo.

Bernardino-Costa, J. (2015). Decolonialidade e interseccionalidade emancipadora: A organização política das trabalhadoras domésticas no Brasil. Revista Sociedade e Estado, 30(1), 147-163. https://doi.org/10.1590/S0102-69922015000100009

Brito, J. C. (2000). Enfoque de gênero e relação saúde/trabalho no contexto de reestruturação produtiva e precarização do trabalho. Cadernos de Saúde Pública, 16(1), 195-204. https://doi.org/10.1590/S0102-311X2000000100020

Brito, J. C., Bercot, R., Horellou-Lafarge, C., Neves, M. Y., Oliveira, S., & Rotenberg, L. (2014). Saúde, gênero e reconhecimento no trabalho das professoras: Convergências e diferenças no Brasil e na França. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 24(2), 589-605. https://doi.org/10.1590/S0103-73312014000200014

Carneiro, S. (2003). Enegrecer o feminismo: A situação da mulher negra na América latina a partir de uma perspectiva de gênero. Takano.

Davis, A. (2016). Mulheres, raça e classe. Boitempo.

Dejours, C. (2004a). Addendum: Da psicopatologia à psicodinâmica do trabalho. In: S. Lancman, & L. L. Sznelwar (Eds.), Cristopher

Dejours: Da psicopatologia à psicodinâmica do trabalho. Fiocruz.

Dejours, C. (2004b). Subjetividade, trabalho, ação. Revista Produção, 14(3), 27-34. https://doi.org/10.1590/S0103-65132004000300004

Dejours, C. (2012). Trabalho vivo: Trabalho e emancipação. Paralelo 15.

Dejours, C., & Bègue, F. (2010). Suicídio e trabalho: O que fazer? Paralelo 15.

Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos [DIEESE]. (2022). Trabalho Doméstico no Brasil. https://www.dieese.org.br/infografico/2022/trabalhoDomestico.html

Evaristo, C. (2016). Olhos D`Água. Pallas.

Federici, S. (2019). O ponto zero da revolução: Trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. Editora Elefante.

Guimarães, N. A. (2019, 24 a 27 de maio). Os circuitos do cuidado: Reflexões a partir do caso brasileiro. [Apresentação de trabalho]. Congress of the Latin American Studies Association, Boston, Estados Unidos. https://www.studocu.com/es-ar/document/universidad-de-buenos-aires/sociologia/nadya-guimaraes-circuitos-do-cuidado-pdf/13154353

Gonzalez, L. (2020a). Cultura, etnicidade e trabalho: Efeitos linguísticos e políticos da exploração da mulher. In: F. Rios, & M. Lima (Eds.), Por um feminismo afro latino americano: Ensaios, intervenções e diálogos (pp. 20-57). Zahar.

Gonzalez, L. (2020b). Por um feminismo afro-latino-americano. In: F. Rios, & M. Lima (Eds.), Por um feminismo afro latino americano: Ensaios, intervenções e diálogos (pp. 43-57). Zahar.

Gonzalez, L. (2020c). Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: F. Rios, & M. Lima (Eds.), Por um feminismo afro latino americano: Ensaios, intervenções e diálogos (pp. 43-57). Zahar.

Hirata, H. (2002). Nova divisão sexual do trabalho? Um olhar voltado para a empresa e a sociedade. Boitempo.

Hooks, B. (2010). Vivendo de amor. https://www.olibat.com.br/documentos/Vivendo%20de%20Amor%20Bell%20Hooks.pdf

Laville, C., & Dionne, J. (1999). A construção do saber: Manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Editora UFMG.

Lerner, G. (2019). A criação do patriarcado: A história da opressão das mulheres pelos homens. Cultrix.

Ministério do Trabalho. (2002). Classificação Brasileira de Ocupações. http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/informacoesGerais.jsf

Minayo, M. C. S. (2008). Hermenêutica-dialética como caminho do pensamento social. In: M. C. S. Minayo, & S. F. Deslandes (Eds.),

Caminhos do pensamento: Epistemologia e método (pp. 81-106). Fiocruz.

Monticelli, T. A., & Tamanini, M. (2013). O trabalho das diaristas: Novas considerações no trabalho doméstico. Revista Eletrônica, 2(17), 68-81. https://juslaboris.tst.jus.br/bitstream/handle/20.500.12178/96999/2013_monticelli_thays_trabalho_diaristas.pdf?sequence=1

Peçanha, N. B. (2019). Que liberdade? Uma análise da criminalização das servidoras domésticas cariocas (1880-1930). Estudos Históricos, 32(66), 287-306. https://doi.org/10.1590/S2178-14942019000100014

Teixeira, J. (2021). Trabalho doméstico. Jandaíra.

Themis Gênero, Justiça e Direitos Humanos. (2022). Assédio sexual e as trabalhadoras domésticas na América Latina e Caribe. https://themis.org.br/publicacoes/

Vilela, P. R. (27 de Abril de 2022). Mulheres negras são 65% das trabalhadoras domésticas no país. Agência Brasil. https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022-04/mulheres-negras-sao-65-das-trabalhadoras-domesticas-no-pais#:~:text=Mulheres%20negras%20s%C3%A3o%2065%25%20das%20trabalhadoras%20dom%C3%A9sticas%20no%20pa%C3%ADs,-Maioria%20recebe%20menos&text=As%20mulheres%20representam%2092%25%20das,%2C7%20milh%C3%B5es%2C%20em%202021

Published

2025-04-28

How to Cite

Lucena, M. do S. R. de, & Zambroni-de-Souza, P. C. (2025). Race, Gender, Class: daily life and subjective mobilization of female day laborers. Revista Subjetividades, 25(1), 1–12. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i1.e14933

Issue

Section

Relatos de Pesquisa