Raça, Gênero, Classe: cotidiano e mobilização subjetiva de mulheres diaristas
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i1.e14933Palavras-chave:
trabalho, subjetividade, mulheres, raça, diaristasResumo
O presente estudo objetiva compreender as repercussões de gênero, raça e classe no cotidiano laboral e na mobilização subjetiva das mulheres diaristas. Participaram dez trabalhadoras com idades entre 31 e 64 anos, a maioria negras. Os intrumentos utilizados foram questionário sociodemográfico e entrevista não-estruturada. O método de análise foi o hermenêutico-dialético. Os refereciais teóricos foram a sociologia da divisão sexual do trabalho, o paradigma afrocêntrico das discussões de gênero e a psicodinâmica do trabalho. As análises (re)afirmam a pertinência da perspectiva interseccional para a inteligibilidade das vivências das trabalhadoras. Sobrecarga laboral, autodefinição, alienação, assédio, discriminação, sindicalismo são alguns dos aspectos evidenciados a partir da escuta das diaristas. Esperamos que este estudo sirva de recurso de fortalecimento para elas e pontuamos a responsabilidade de outros setores da sociedade nessa empreitada.
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