Escuta urbana: Um convite à Psicanálise para habitar a cidade
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i1.e13765Palavras-chave:
escuta urbana, contratransferência, psicanálise implicada, escrita pictórica, olharResumo
Este artigo propõe uma reflexão acerca da possibilidade de construção de um método de escuta psicanalítica da cidade. A partir de uma pesquisa sobre pichações, a posteriori identificamos alguns conceitos norteadores de seu percurso metodológico. São eles: contratransferência, compreendida como a disponibilidade do analista de experienciar em si o que está para além da possibilidade (eventualmente, momentânea) de enunciação do outro; psicanálise implicada, na medida em que o manejo da contratransferência envolve o reconhecimento do lugar a partir do qual um analista enuncia suas interpretações; tomar as imagens (no caso, das pichações) como escrita pictórica, isto é, como passíveis de leitura; e, por fim, reconhecer os limites dessa escuta suscitada pelos efeitos de fascínio do olhar como objeto a. A escuta proposta neste artigo consiste em uma experiência singular e pode ser recriada a cada enigma que vestígios urbanos proponham a psicanalistas.
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