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				<journal-title>Pensar - Revista de Ciências Jurídicas</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">P. Rev. Cien. Jurid.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2317-1250</issn>
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				<publisher-name>Universidade de Fortaleza</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.5020/2317-2150.2025.15890</article-id>
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					<subject>Eixo Temático 2 - Constituição, Instituições e Democracia no Brasil</subject>
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				<article-title>A Lei n.º 14.133 (Brasil, 2021), as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo na saúde e a busca pelo desenvolvimento de tecnologia</article-title>
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					<trans-title>La Ley n.º 14.133 (Brasil, 2021), las Alianzas para el Desarrollo Productivo en salud y la búsqueda del desarrollo tecnológico</trans-title>
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					<email>yuranqcastro@gmail.com</email>
					<email>giovaniclark@gmail.com</email>
					<email>davi.lelis@ufv.br</email>
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					<label>Editores-chefes</label>
					<p> Katherinne de Macêdo Maciel Mihaliuc <italic>Universidade de Fortaleza, Fortaleza, Ceará, Brasil</italic> katherinne@unifor.br Sidney Soares Filho <italic>Universidade de Fortaleza, Fortaleza, Ceará, Brasil</italic> sidney@unifor.br</p>
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					<label>Editor Responsável</label>
					<p> Sidney Soares Filho <italic>Universidade de Fortaleza, Fortaleza, Ceará, Brasil</italic> sidney@unifor.br</p>
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					<label>*</label>
					<p> Doutorando em Direito pela PUC Minas, na linha de pesquisa &quot;Desenvolvimento e Políticas Públicas&quot;. Bolsista CAPES PROEX. Mestre em Direito e Inovação pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Pesquisador na grande área do Direito Público, especialmente no âmbito do Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Municipal, Direito Eleitoral e Direito Econômico.</p>
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					<label>**</label>
					<p> Doutorado (2000), Mestrado (1990) e Graduação (1986) em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, nos cursos de Graduação e Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado), e da Faculdade de Direito da UFMG (Graduação e Pós-Graduação). Foi Diretor-Presidente da Fundação Brasileira de Direito Econômico (FBDE) de 2007 a 2011. Escrevi diversos artigos jurídicos e de livros, dentre eles: &quot;O Município em Face do Direito Econômico&quot;, &quot;Questões Polêmicas de Direito Econômico (2008).&quot; e &quot;Direito Econômico e a Ação Estatal na Pós-Modernidade (2011)&quot; As duas últimas obras foram escritas e coordenadas juntamente com o saudoso jurista Washington Peluso Albino de Souza.</p>
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					<label>***</label>
					<p> Graduado em Direito pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), com pós-graduação lato pela Anamages-MG, na área de Direito Público; Mestrado em Extensão Rural, com concentração na área de Extensão Rural, Instituições e Desenvolvimento Rural, do Departamento de Economia Rural da UFV e; doutorado em Direito Público pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).</p>
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			</author-notes>
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				<day>18</day>
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				<year>2025</year>
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			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>A realidade do sistema público de saúde demanda constantes medidas de inovação e aperfeiçoamento, tendo em vista a necessidade de avanço nos níveis de exigência da população (maior satisfação da dignidade humana), em meio à perspectiva de evolução dos direitos fundamentais. Nesse aspecto, buscou-se analisar se a abertura concedida pela Lei n.º 14.133 (Brasil, 2021) para que se permita inserir novas tecnologias junto ao sistema de saúde, por meio de contratação direta, seria eficaz para se promover o desenvolvimento desse sistema ou se promoveria ainda mais dependência do país, em relação a empresas privadas, especialmente advindas de países desenvolvidos (com recursos para estimular empresas nacionais a adquirir conhecimento, maquinário e demais insumos). Por meio das estratégias de pesquisa qualitativa, em que se analisou documentos (atos normativos e decisões de órgão de controle externo), bem como mediante análise crítico-reflexiva sobre o estado da arte, constatou-se que a apontada lei geral de licitações e contratos, ao possibilitar a compra de tecnologia pelo sistema público de saúde de empresas privadas especialmente advindas dos países desenvolvidos, mantém a dependência do Brasil frente a essas nações. Além disso, não se constatou iniciativa relevante do Governo Federal para se alterar tal realidade.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title><italic>Resumen</italic></title>
				<p><italic>La realidad del sistema público de salud exige constantes medidas de innovación y perfeccionamiento, teniendo en cuenta la necesidad de responder a niveles cada vez más elevados de exigencia por parte de la población (mayor satisfacción de la dignidad humana), en el marco de la evolución de los derechos fundamentales. En este sentido, se buscó analizar si la apertura concedida por la Ley n.º 14.133 (Brasil, 2021), que permite la incorporación de nuevas tecnologías al sistema de salud mediante contratación directa, sería eficaz para promover el desarrollo de dicho sistema o si, por el contrario, generaría una mayor dependencia del país respecto de empresas privadas, especialmente provenientes de países desarrollados (con recursos para incentivar a empresas nacionales a adquirir conocimientos, maquinaria y demás insumos). A través de estrategias de investigación cualitativa-en las que se analizaron documentos (actos normativos y decisiones de órganos de control externo), así como mediante un análisis crítico-reflexivo sobre el estado del arte-, se constató que la citada ley general de licitaciones y contratos, al permitir la adquisición de tecnología por parte del sistema público de salud a empresas privadas, especialmente provenientes de países desarrollados, mantiene la dependencia de Brasil frente a dichas naciones. Además, no se observaron iniciativas relevantes por parte del Gobierno Federal para revertir esta realidad.</italic></p>
			</trans-abstract>
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				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>sistema público de saúde</kwd>
				<kwd>tecnologia</kwd>
				<kwd>parceria</kwd>
				<kwd>desenvolvimento produtivo</kwd>
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				<title><italic>Palabras clave:</italic></title>
				<kwd>sistema público de salud</kwd>
				<kwd>tecnología</kwd>
				<kwd>asociación</kwd>
				<kwd>desarrollo productivo</kwd>
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		<sec sec-type="intro">
			<title>1 Introdução</title>
			<p>Após a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), junto ao texto da Constituição (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, [2023]</xref>), gerou-se a obrigação de o Estado brasileiro efetivar medidas essenciais para a implementação da saúde universal na estrutura social. Ferramentas jurídicas e administrativas precisaram ser criadas, de modo a permitir que houvesse o acesso à saúde nas distintas partes do país.</p>
			<p>Com o tempo, novas demandas pelas prestações de saúde surgem, já que se objetiva aumentar continuamente os níveis de qualidade de vida da população, sob a ótica da impossibilidade<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref> de se retroagir direitos fundamentais. Nesse movimento contínuo de ampliação e inovação, pressupõe-se que o Direito à Saúde deve se utilizar de inovações tecnológicas. A Lei n.º 14.133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 2021</xref>), lei geral de licitações e contratos, permite essa utilização de novas tecnologias, com a previsão de contratação direta de produtos estratégicos de tecnologia pelo SUS. Dessa forma, questiona-se se esse contexto fomenta o desenvolvimento do sistema de saúde ou gera ainda mais dependência do país, em relação às empresas privadas fornecedoras de novas tecnologias.</p>
			<p>A hipótese do trabalho é de que a contratação direta para a transferência de tecnologia de produtos estratégicos para o SUS cria oportunidades para que empresas estrangeiras atuem na área da saúde. Assim, aumenta-se a dependência nacional em relação às tecnologias estrangeiras e privadas, bem como desestimula o desenvolvimento de maneira autônoma do Brasil de bens e serviços dessa ordem.</p>
			<p>Para verificar a hipótese, utilizou-se do método de pesquisa qualitativo e dedutivo, em que se aferiu a estruturação regulamentar sobre o objeto de pesquisa examinado, mediante análise textual das seguintes normas: Constituição (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, [2023]</xref>); Lei n.º 8.080 (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Brasil, 1990</xref>); Lei n.º 14.133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 2021</xref>); Decreto n.º 11.715 (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Brasil, 2023a</xref>); Decreto n.º 9.245 (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Brasil, 2017a</xref>); Portaria n.º 2.531 (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brasil, 2014</xref>); Portaria n.º 2.261 (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Brasil, 2023b</xref>). Além do Acórdão n.º 1.730 (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brasil, 2017b</xref>), do Tribunal de Contas da União. Fez-se uso, também, da estratégia de análise crítico-reflexiva sobre o estado da arte. A partir dos métodos apresentados, almejou-se aferir se a facilitação conferida pela Lei n.º 14.133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 2021</xref>) para que o SUS absorva tecnologia repercute na realidade econômica nacional. Iniciou-se a exposição com o enfrentamento das disposições normativas previstas na Constituição (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, [2023]</xref>), no que tange à estrutura da ordem econômica (Constituição Econômica) e às diretrizes que essas normas firmam para a consecução de inovações tecnológicas para o SUS. Na sequência, discutiu-se a opção pela ferramenta da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), a fim de se absorver tecnologia para a saúde e essa estratégia não permitir o alcance da autonomia soberana da produção tecnológica, conforme fixa o artigo 219 da Constituição (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, [2023]</xref>). Na seção seguinte, apresentou-se o recorte sobre a telemedicina como política pública de saúde autorizada pela Lei n.º 8.080 (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Brasil, 1990</xref>). Após, enfrentou-se a problemática da Lei n.º 14.133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 2021</xref>), no contexto de facilitação de contratação em comento. Por fim, debateu-se sobre o baixo estímulo à pesquisa e extensão, junto à política educacional no país, e as consequências para a capacidade de inovação tecnológica.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>2 Constituição Econômica, Ideologia Constitucionalmente Adotada e o fomento à inserção de tecnologia no sistema público de saúde</title>
			<p>O entendimento sobre a inserção de tecnologia no sistema de saúde perpassa pelo enfrentamento da estrutura normativo-axiológica do texto constitucional, uma vez que se refere ao arcabouço regulamentar estruturante do Estado Democrático de Direito. Por se tratar da base do sistema jurídico e social, reflete as diferentes manifestações individuais existentes na sociedade, com o objetivo de salvaguardá-las e fomentá-las, a partir da estrutura de Estado. O texto constitucional possui distintas nuances, principalmente no que tange à implementação da política econômica. A Constituição (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, [2023]</xref>), de característica analítica, permite que a sociedade brasileira seja estruturada de maneira plural, de modo a conferir aos cidadãos oportunidades equânimes em meio ao processo de inserção e reconhecimento social.</p>
			<p>Essa ideia, ao ser direcionada para o aperfeiçoamento do sistema de saúde, permite que os cidadãos recebam prestações positivas do Estado, com vistas a melhorar a própria qualidade de vida, a fim de usufruir os direitos constitucionalmente estabelecidos e firmarem-se em sociedade de maneira digna. Nesse sentido, a política econômica de desenvolvimento de tal sistema está resguardada constitucionalmente pelos objetivos nela estabelecidos, como reduzir desigualdades sociais e garantir o desenvolvimento nacional, dispostos, respectivamente, nos incisos III e II, artigo 3º, Constituição (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, [2023]</xref>). A melhoria da prestação dos serviços de saúde, como dito, deve proporcionar a salvaguarda da manutenção da vida do indivíduo com dignidade, de modo a permitir que ele atue como mais um ator da economia e, por consequência, do desenvolvimento do país.</p>
			<p>Tal circunstância se adéqua aos preceitos da Ideologia Constitucionalmente Adotada, tendo em vista que essa construção valorativa é o resultado do processo político-jurídico de conversão de ideologias econômicas puras, como o capitalismo, socialismo e nacionalismo. Essas ideologias estão reunidas e mescladas, segundo uma ordem juridicamente positivada em um único texto (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Clark; Corrêa; Nascimento, 2020b</xref>, p. 42).</p>
			<p>A Ideologia Constitucionalmente Adotada tem a função de se estabelecer como um filtro hermenêutico apto a impedir que ideologias puras sobressaiam e imponham a interpretação constitucional, segundo elas mesmas (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Clark; Corrêa; Nascimento, 2020b</xref>, p. 42). Esse filtro pode ser extraído de um conjunto elementar de disposições previstas entre os artigos 170 a 192 da Constituição (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, [2023]</xref>). Tal conjunto é denominado de Constituição Econômica e representa o vetor normativo-axiológico adequado ao processo de fundamentação das políticas econômicas (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Clark; Corrêa; Nascimento, 2020b</xref>, p. 44). A Constituição Econômica é um compromisso político de construção de um modelo de desenvolvimento centrado na mudança das estruturas produtivas econômicas, na indução do mercado interno e na formação de planejamento para a inserção do país na ordem econômica internacional com justiça social (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Clark; Corrêa; Nascimento, 2020a</xref>, p. 71).</p>
			<p>Contudo, os dispositivos constitucionais mencionados não esgotam as hipóteses de regulamentação desse contexto analisado. As disposições normativas da adequação da política econômica aplicável em meio à realidade nacional também podem ser encontradas em meio aos artigos 1º e 3º da Constituição (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, [2023]</xref>), por exemplo. Salienta-se que a inserção de tecnologia junto ao SUS está em conformidade com os aspectos da Constituição Econômica, previstos como fundamentos do Estado Democrático de Direito, a exemplo da soberania nacional (inciso I, artigo 1º) e dignidade humana (inciso III, artigo 1º). Ademais, o desenvolvimento nacional (inciso II, artigo 3º) estabelece-se como objetivo a ser alcançado junto à estruturação de tal política. A determinação constitucional que impõe dúvida quanto à contratação direta de tecnologias para o SUS, podendo esta privilegiar empresas estrangeiras, é o artigo 219 da Constituição (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, [2023]</xref>), que estabelece o mercado interno como patrimônio nacional, a ser incentivado de modo a viabilizar o desenvolvimento cultural e socioeconômico, o bem-estar da população e a autonomia tecnológica do Brasil.</p>
			<p>A realidade socioeconômica brasileira historicamente dependeu da importação de tecnologia (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Conceição; Dalto, 2022</xref>, p. 27). A opção por desenvolver tecnologia junto à saúde, maior política pública instituída no país, carece, também, do enfrentamento de interesses destacados na busca pelos apontados objetivos constitucionais. A diminuição de garantias sociais constitucionais, em especial atinente à prestação positiva do Direito à Saúde, representa estratégia que estimula a plena capacidade de acumulação do capital, principalmente em prol do setor financeiro (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Clark; Corrêa; Nascimento, 2020a</xref>, p. 69). Essa circunstância se adéqua ao contexto de evolução da realidade brasileira, pós década de 1990, denominada de Neoliberalismo de Regulação e Austeridade. Nessa realidade, a intervenção estatal deveria ser apenas para induzir a economia (políticas de indução) e regular o mercado (via agências reguladoras). O Estado empresário não seria cabível, sobretudo nas nações de economias periféricas (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Clark; Corrêa; Nascimento, 2020b</xref>, p. 48). Assim, as concentrações econômicas são estimuladas ou mantidas, de modo a estratificar a sociedade, impedindo que novos sujeitos possam adquirir relevância social entre camadas com maior capital socioeconômico, que devem permanecer inatingíveis, a exemplo dos super ricos.</p>
			<p>Há a crítica neoliberal às ineficiências do Estado Social, pois representa tentativa de apropriação das áreas mais sustentáveis e até rentáveis (visão mercadológica) desse modelo de Estado. Assim, caberia ao poder público a responsabilidade de intervir em áreas de pouca ou nenhuma rentabilidade (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Barata; Carmo, 2014</xref>, p. 19).</p>
			<p>O desenvolvimento de tecnologia nacional, junto ao sistema de saúde, tem ainda o condão de permitir que o país possa, a partir de meios próprios, alcançar a soberania, a fim de se atenuar modelos modernos de colonização (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Dussel, 1992</xref>). Evitar a inserção de tecnologias, por meio de investimentos externos, em uma política pública de alcance nacional e de tamanha capilaridade, significa manter o controle do país sobre o aparato produtivo e minorar o agravamento da vulnerabilidade da economia interna (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Vasconcelos, 2023</xref>, p. 151).</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>3 As Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo, a absorção de tecnologia pelo SUS e a permanente dependência tecnológica do Estado brasileiro</title>
			<p>A inserção de tecnologias em meio ao SUS é um desafio para o Estado brasileiro, tendo em vista a abrangência desta política pública e a defasagem institucional do país no desenvolvimento autônomo de produtos de inovação, de maneira geral. Desse modo, a União, ente federado responsável por adotar medidas de coordenação das diretrizes junto ao sistema público de saúde, conforme estabelece o artigo 16 da Lei n.º 8.080 (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Brasil, 1990</xref>), adota mecanismo estratégico para atenuar tamanha defasagem, com o escopo de alcançar índices mais satisfatórios de promoção da saúde.</p>
			<p>Nesse sentido, salienta-se que, por meio do Decreto n.º 11.715 (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Brasil, 2023a</xref>), o Governo Federal estabeleceu a Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Trata-se de política de Estado<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref> voltada para a busca de soluções produtivas e tecnológicas para enfrentar os desafios em saúde, reduzir a vulnerabilidade do SUS e ampliar o acesso à saúde, já que, como é notório, há gargalos e desassistências no sistema público que necessitam ser resolvidos. Entre as iniciativas, pode-se apontar: implementação de tecnologia proveniente de parceiro privado, encomendas tecnológicas na área da saúde e medidas de compensação na área da saúde. Ademais, a busca pela institucionalização de política de inovação em meio ao sistema de saúde é um fenômeno recente na realidade brasileira. Com isso, a efetivação de modificações provenientes de projetos em execução depende do transcurso de prazo razoável para tanto. Conforme estabelece a Portaria n.º 2.531 (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brasil, 2014</xref>), o prazo de vigência máximo da PDP é de dez anos, sendo possível a variação dentro desse período, de acordo com o grau de complexidade do projeto executado.</p>
			<p>A referida portaria define, no inciso I, artigo 2º (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brasil, 2014</xref>), as PDP’s como parcerias que envolvem a cooperação, mediante acordo (contratualização), entre instituições públicas e entre instituições públicas e pessoas jurídicas de direito privado para o desenvolvimento, transferência e absorção de tecnologia de produtos estratégicos para o SUS. Assim, a despeito da busca por melhorias junto à mencionada política pública, o instrumento em exame não se restringe aos meios disponibilizados pelo setor público. Por outro lado, promove colaboração com a iniciativa privada, de modo a permitir que todos os participantes inseridos nessa realidade obtenham alguma vantagem.</p>
			<p>Nesse contexto, as PDP’s estão inseridas no denominado Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), conceituado pela Portaria n.º 2.531 (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brasil, 2014</xref>), no inciso IV, artigo 2º, como o sistema produtivo de saúde, que contempla indústrias farmacêuticas, produtos e serviços de saúde. Refere-se, então, à infraestrutura que reúne distintas instituições (Direito Institucional Econômico) estabelecidas para criar, efetivar e avaliar os elementos (bens e serviços) utilizados no sistema de saúde.</p>
			<p>O CEIS constitui estratégia pensada pelo Estado brasileiro para organizar pessoas jurídicas de diferentes naturezas (pública e privada) e finalidades (laboratórios e indústrias, por exemplo), que atuem no ramo da saúde. Objetiva-se, a partir dessa estratégia, possibilitar ao país a autossuficiência na produção de medicamentos, equipamentos médicos e demais insumos.</p>
			<p>No setor de equipamentos, o Brasil possui elevada dependência externa da indústria de componentes eletrônicos, pois há baixa competitividade nacional (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pimentel; Paranhos; Chiarini, 2022</xref>, p. 382). Desse modo, depende da importação de tecnologia para usufruir de equipamentos mais avançados (com alto grau de inovação), o que prejudica a balança comercial.</p>
			<p>Essas importações, em sua maioria, são realizadas com base no Dólar americano. Em virtude da desvalorização do Real, frente a tal moeda, ocasiona o aumento dos custos dos sistemas nacionais de saúde (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Guimarães <italic>et al.,</italic> 2019</xref>, p. 885). Estima-se que o déficit no CEIS alcançou, no ano de 2023, US$ 20 bilhões (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Ministério da Saúde, 2023</xref>). Logo, a busca pelo desenvolvimento autônomo de produtos dotados de maior tecnologia agregada, visa também equilibrar essa realidade orçamentária.</p>
			<p>Desse modo, a vulnerabilidade do SUS perpassa pela fragilidade do sistema industrial brasileiro, que não detém relevância na produção, em comparação às companhias internacionais. Há baixa capacidade de inovação, devido à defasagem dos parques industriais constituídos para esse fim. Ainda, há o deslocamento de sua base científica e tecnológica das necessidades de saúde da população, ou seja, não se busca adequadamente solucionar as demandas de saúde da sociedade, em relação às diferenças socioeconômicas e regionais existentes no país (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pimentel; Paranhos; Chiarini, 2022</xref>, p. 382).</p>
			<p>As PDP’s são o principal instrumento de racionalidade econômica utilizado pela estrutura estatal para desenvolver (tecnologia e inovação) o sistema de saúde. Nesse aspecto, tal ferramenta, em síntese, baseia-se na vinculação de um contrato de compra com a exigência de transferência de tecnologia do bem adquirido para uma instituição pública brasileira (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Rauen, 2022</xref>, p. 34), com o objetivo de que essa entidade a domine e contribua para a diminuição no déficit da balança comercial. Até o ano de 2016, por exemplo, o desenvolvimento das PDP’s gerou uma economia de cerca de R$ 4,5 bilhões nas aquisições de produtos para a saúde (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Guimarães <italic>et al.</italic>, 2019</xref>, p. 883).</p>
			<p>O acordo de PDP envolve três partes: Ministério da Saúde, que se compromete a adquirir o produto para o SUS, por um prazo determinado, geralmente por um ano; o segundo ator é a empresa privada, que tem como contrapartida a necessidade de transferir a tecnologia de produção daquele produto; o terceiro elemento é o laboratório público, que deve ser capaz de absorver a tecnologia transferida no mesmo prazo. Ao final da parceira, espera-se que a entidade pública esteja apta a fornecer o item para o Ministério da Saúde de maneira independente e seja capaz de transferir a tecnologia para outros laboratórios públicos (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pimentel; Paranhos; Chiarini, 2022</xref>, p. 380), conforme previsão dos artigos 59 e 60 da Portaria n.º 2.531 (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brasil, 2014</xref>).</p>
			<p>O Ministério da Saúde não possui a incumbência de selecionar o parceiro privado, tarefa que se destina às entidades públicas, consideradas as principais agentes desse modelo de parceria (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pimentel; Paranhos; Chiarini, 2022</xref>, p. 386). Portanto, há a responsabilidade dessas entidades irem em busca de parceiros comprometidos em fornecer para o Estado brasileiro o produto com a tecnologia por ela desenvolvida para auferir lucro com a atividade. Além disso, é compromisso desses agentes repassar os conhecimentos e insumos necessários à absorção da tecnologia envolvida, de modo a possibilitar a melhoria do sistema de saúde.</p>
			<p>A fiscalização estatal deve ser constante, pois, quanto maior o prazo de transferência de tecnologia, em meio a PDP, maior é a remuneração das empresas privadas fornecedoras de tecnologia, o que induz oportunismos (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pimentel; Paranhos; Chiarini, 2022</xref>, p. 412). É necessário rígido controle em relação aos projetos de aquisição apresentados, bem como da documentação da empresa, a fim de se evitar favorecimentos e coadunar com desvios de finalidade.</p>
			<p>A respeito dessa situação, o Tribunal de Contas de União, por meio do Acórdão n.º 1.730 (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brasil, 2017b</xref>), determinou que o Ministério da Saúde orientasse os laboratórios públicos sobre a necessidade de se realizar processo seletivo ou de pré-qualificação dos parceiros privados aptos a participar de PDP’s. Em virtude da viabilidade de se firmar diretamente as parcerias, questionamentos sobre a lisura do procedimento surgiram, o que ensejou o apontamento sobre a imprescindibilidade da postura mais ativa do Ministério da Saúde. Com efeito, deve haver mais transparência e publicidade nesse procedimento.</p>
			<p>Nota-se que há margem importante para pressões dos setores empresariais, que buscam a formalização dos contratos para fornecer os produtos durante o período de absorção da tecnologia pelas entidades públicas. Desse modo, conseguem atingir margem de lucro no desenvolvimento da atividade, possuem segurança na contratualização com as instituições públicas e desfrutam de tempo hábil para desenvolver novos produtos. O Estado brasileiro adquire produto que a empresa domina os processos de fabricação há algum tempo, por isso não se trata de perda relevante para o seu patrimônio intelectual, de modo a ocasionar retração de mercado. Por outro lado, tal pessoa jurídica detém condições para avançar no ramo de atividade, impulsionada, inclusive, pelos rendimentos advindos do contrato em comento estabelecido.</p>
			<p>Essas tecnologias advêm de um robusto segmento industrial, altamente internacionalizado, oligopolizado e intensivo em pesquisa (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Guimarães <italic>et al.,</italic> 2019</xref>, p. 885). Percebe-se que o país busca bens ou produtos que não são inovações propriamente ditas para a realidade global da implementação de medidas em saúde. Ainda que sejam novidades para a política pública de saúde nacional, não atenua a dependência de formalização de futuras parcerias com o setor privado.</p>
			<p>Assim, não se vislumbra a retirada do país dessa realidade de submissão tecnológica, frente às empresas internacionais, principalmente. A absorção dos conhecimentos, técnicas e equipamentos de fabricação ocorre de situações dominadas por agentes externos, que permanecem com influência sobre o sistema público de saúde. As demandas por melhorias em tal seara são contínuas e precisam ser concretizadas pelo Estado, na maior medida possível, segundo determinação da Constituição (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, [2023]</xref>), especialmente nos artigos 5º, 6º, 196 a 200.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>4 Telemedicina e o desenvolvimento de tecnologia</title>
			<p>A dependência tecnológica do sistema público de saúde brasileiro, em relação às grandes corporações, pode ser percebida em distintos aspectos, conforme apontado na seção anterior. Não somente está adstrito à descoberta de novos medicamentos, mas também abarca a esfera de criação de equipamentos, diretamente ligados à prestação dos serviços por profissionais de saúde. Nesse sentido, apresenta-se o contexto que envolve a telemedicina.</p>
			<p>A Lei n.º 8.080 (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Brasil, 1990</xref>), legislação que regulamenta o sistema de saúde em âmbito nacional, destaca entre os artigos 26-A e 26-H dispositivos legais que tratam da prestação remota de serviços de saúde. Assim, expressamente se autoriza, no SUS, a prestação de serviços de saúde a distância, mediante utilização de tecnologia da informação e comunicação, para transmitir dados e informações de saúde. Essa ferramenta é denominada telessaúde.</p>
			<p>O legislador infraconstitucional notou a relevância dessa modalidade de prestação de serviços de saúde, a fim de aperfeiçoar os atendimentos nessa seara, bem como diminuir níveis de desassistência. Diante da viabilidade de realização de ações de saúde remotamente, dispensa-se a imediata presença física do profissional junto ao paciente e confere a oportunidade de os serviços alcançarem localidades que não os recebiam adequadamente.</p>
			<p>Frisa-se que cabe ao profissional avaliar o uso dessa ferramenta em relação à demanda do paciente, bem como é preciso que os conselhos federais de classe normatizem a maneira ética como devem ser procedidos os atendimentos nessas circunstâncias. Os serviços de saúde são tradicionalmente prestados mediante contato direto entre profissional e paciente, principalmente devido à situação de vulnerabilidade que o indivíduo se encontra e a importância da proximidade com profissional especialista em prestar cuidados de saúde. A cautela na redação da lei vai ao encontro dessa característica e confere a autonomia necessária aos profissionais para avaliarem a pertinência, de acordo com o caso enfrentado.</p>
			<p>A telemedicina se insere nessa realidade como uma das formas de se realizar serviços de saúde, a partir do profissional médico. Trata-se da ferramenta tecnológica que médicos utilizam para efetuar atendimentos, trocar informações sobre casos vivenciados, analisar exames e repassar conhecimentos, por exemplo. Cabe destacar que o constante processo de evolução tecnológica amplia as possibilidades de utilização da telemedicina, podendo abarcar, inclusive, especialidades médicas inicialmente não alinhadas com as características acima apontadas.</p>
			<p>Buscou-se analisar se o Estado brasileiro adota medidas de absorção de tecnologia que abarquem a viabilização da telemedicina como política pública de saúde, em conformidade com a apontada disposição legal da Lei n.º 8.080 (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Brasil, 1990</xref>). Dessa forma, aferiu-se, em meio ao instrumento das PDP’s, se houve a busca pela obtenção de ferramentas tecnológicas relacionadas com o desenvolvimento da telemedicina. Para tanto, considerou-se que, nos atos normativos que regulamentam a temática, deveriam estar presentes equipamentos e <italic>softwares</italic> relacionados à busca pela realização de serviços médicos a distância.</p>
			<p>Salienta-se que é de competência do Ministério da Saúde, a partir do auxílio do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, nos termos do artigo 2º do Decreto n.º 11.715 (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Brasil, 2023a</xref>), definir quais são as demandas prioritárias do SUS, em forma de desafios em saúde e de soluções produtivas e tecnológicas. Assim, cabe ao aludido conjunto de atores públicos direcionar as ações do Estado brasileiro para a realização de medidas importantes para a obtenção/desenvolvimento de tecnologia para ser implementada em meio ao SUS.</p>
			<p>Desse modo, constatou-se que o Ministério da Saúde, em dezembro de 2023, publicou a Portaria n.º 2.261 (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 2023b</xref>), que estabeleceu a matriz de desafios produtivos e tecnológicos em saúde para serem concretizados em meio ao CEIS. Nesse regramento, não foram constatadas iniciativas concretas para se viabilizar a implementação da telemedicina. Somente foi elencado, no Anexo I, no Bloco I, que trata da preparação do sistema de saúde para emergências sanitárias, o item 6. Esse item aponta como um dos desafios em saúde, as tecnologias para sistemas de saúde do SUS. Para tanto, indica como soluções produtivas e tecnológicas plataformas produtivas para <italic>softwares</italic> e aplicativos, inteligência artificial, internet das coisas e sistemas digitais. No mesmo item, são elencados como produtos o desenvolvimento e a produção local de tecnologias utilizadas na atenção à saúde, a exemplo da telessaúde, além de tecnologias de informação e conectividade para gestão de estoques.</p>
			<p>No Anexo II, em que são elencados os produtos estratégicos para o SUS em PDP’s vigentes, não são listados quaisquer equipamentos de tecnologia, mas estão relacionados cinquenta e quatro itens, entre medicamentos, vacinas e drogas. Com efeito, constatou-se que inexiste iniciativa expressamente indicada referente à obtenção de tecnologia, com o fito de se desenvolver a ferramenta da telemedicina.</p>
			<p>Salienta-se, ainda, que a Portaria n.º 2.261 (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 2023b</xref>), revogou a Portaria n.º 704 (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brasil, 2017c</xref>), que, em igual medida, estabelecia os produtos estratégicos para a saúde e não continha equipamentos de tecnologia especificados. Mesmo que esta portaria expressamente estabelecesse previsões de produtos estratégicos para o ano de 2017, permaneceu em vigor até o ano de 2023, sem sofrer alterações, de modo a acrescentar, por exemplo, os aludidos equipamentos de tecnologia.</p>
			<p>Dessa forma, percebeu-se que o Estado brasileiro, apesar da relevância da inserção da telemedicina para a melhoria dos atendimentos de saúde, não considerou a estruturação do sistema de saúde como medida de primeira ordem para esse fim. Cabe destacar, porém, que a alteração na Lei n.º 8.080 (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Brasil, 1990</xref>), em que se inseriu a telessaúde como política pública, somente ocorreu no ano de 2022, mediante a Lei n.º 14.510 (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Brasil, 2022a</xref>). Possivelmente, essa modificação legislativa permitiu a busca por mudança de paradigma na realidade do sistema público de saúde, a fim de inserir equipamentos de tecnologia nessa seara, o que se percebeu, por exemplo, com a publicação da portaria no ano de 2023 (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Brasil, 2023b</xref>).</p>
			<p>Destarte, a pretensão de se inserir a telemedicina como política pública junto ao SUS é um fenômeno recente na realidade brasileira. Dessa forma, padece de normatizações mais sofisticadas e concretizadoras de medidas diretamente apontadas para esse intento.</p>
			<p>Nesse sentido, a título de exemplo, ressalta-se que, em 2021, estavam em desenvolvimento três PDP’s para produtos de saúde (desfibrilador, monitor multiparamétricos e teste rápido) e oitenta e cinco de medicamentos, vacinas e hemoderivados (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pimentel; Paranhos; Chiarini, 2022</xref>, p. 380). Nenhum dos produtos apontados tem correlação com a estruturação de equipamentos para a telemedicina.</p>
			<p>Em reforço, buscou-se analisar o cenário das PDP’s no momento em que se realizou as pesquisas para o desenvolvimento deste trabalho. Sendo assim, averiguou-se, no sítio eletrônico oficial do Ministério da Saúde, situado na plataforma do Governo Federal, o campo referente às ações e programas desenvolvidos em meio ao âmbito da Ciência e Tecnologia em Saúde. Nesse campo, selecionou-se a ferramenta atinente às parcerias para o desenvolvimento produtivo. Na sequência, na página do <italic>site</italic> correspondente às questões afetas às PDP’s, escolheu-se o campo dos “Produtos para saúde” que estariam em desenvolvimento (em vigência) mediante tais parcerias. Assim, constatou-se que haviam apenas três produtos em desenvolvimento, quais sejam, desfibrilador/ cardioversor; monitor multiparamétrico; Teste rápido de imunoglobulina G (IgG) e imunoglobulina M (IgM) para dengue, Zika e Chikungunya. Os dois primeiros, na Universidade Estadual da Paraíba e o terceiro na Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma) (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Ministério da Saúde, 2024</xref>).</p>
			<p>Constatou-se, com isso, que as mesmas três PDP’s aferidas em 2021, mantiveram-se para 2024. Apesar disso, percebeu-se acréscimos em relação aos itens desenvolvidos por PDP’s, conforme o conteúdo da Portaria n.º 2.261 (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Brasil, 2023b</xref>). Ainda assim, inexistiu a evidenciação de informações sobre o desenvolvimento, no ano de 2024, de itens de tecnologia ou <italic>softwares</italic> que pudessem ser utilizados como insumos para a inserção da telemedicina junto ao SUS, o que corrobora a constatação de ausência de enfoque imediato do Estado brasileiro para a efetivação dessa ferramenta como política pública. Caso haja a preocupação futura, inexistem instrumentos institucionais (Direito Institucional Econômico) aptos para se alcançar tal intento de maneira autônoma.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>5 Lei nº 14.133 (Brasil, 2021): facilitação para a aquisição e absorção de tecnologia proveniente da iniciativa privada</title>
			<p>Como apontado anteriormente, as PDP’s são o principal instrumento de absorção de tecnologia pelo SUS. Coadunando-se a isso, há na legislação de licitações e contratos, Lei n.º 14.133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 2021</xref>), dispositivos que estimulam a aquisição facilitada (dispensa de licitação) de produtos desenvolvidos mediante essa sistemática. Cabe destacar que os valores constitucionais estabelecidos no artigo 196; nos incisos I e IV, artigo 200; e nos artigos 218 e 219 (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, [2023]</xref>) serviram de fundamento para a aludida lei afastar o dever de licitar. Todavia, esse regramento manteve a busca pela concorrência e pelo compromisso com a redução de preços, diante da estratégia de se capacitar tecnologicamente novas instituições (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Sundfeld; Souza, 2013</xref>, p. 122).</p>
			<p>O SUS é responsável por cerca de um terço do mercado de medicamentos de saúde, de 90% do mercado de vacinas, de 50% do mercado de equipamentos de saúde e de 100% dos serviços prestados aos brasileiros (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Guimarães <italic>et al.,</italic> 2019</xref>, p. 882). Logo, representa uma política pública relevante para o contexto brasileiro, o que atrai as atenções não somente dos indivíduos que pretendem perceber a garantia do Direito à Saúde, mas também se torna uma via mercadológica importante para o setor privado (especialmente no contexto de absorção de tecnologia). A Lei n.º 14.133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 2021</xref>) estabelece, nos incisos XII e XVI, artigo 75, a dispensa de licitação para se adquirir, resumidamente, insumos estratégicos para a saúde, produzidos por instituição inserida no instrumento da PDP, ou seja, produtos gerados, a partir da transferência de tecnologia para o SUS. Desse modo, o legislador infraconstitucional concedeu importante margem de possibilidade ao poder público para comprar, independente de licitação, item inserido na realidade nacional, para abastecimento do sistema de saúde, em que se verifique a absorção de tecnologia pelo Estado.</p>
			<p>Essa abertura pode ser analisada como uma forma de se fomentar instituições (laboratórios públicos), em meio à realidade do SUS. Não basta realizar licitações para, ao final, viabilizar a compra de equipamentos ofertados por poucos fornecedores multinacionais, que apenas vão importar tecnologia proveniente do exterior a altos custos (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Sundfeld; Souza, 2013</xref>, p. 104). A aquisição direta, nesse contexto, não se restringe aos laboratórios públicos, pois durante as etapas de absorção tecnológica pelo parceiro público e até que ele possua condições de produzir o equipamento ou o medicamento em relevante escala, quem o fabrica para abastecimento de todo o SUS é o parceiro privado (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Sundfeld; Souza, 2013</xref>, p. 119).</p>
			<p>Assim, a legislação em comento, especialmente no apontado inciso XII, artigo 75 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 2021</xref>), não vincula o Ministério da Saúde à aquisição de produtos advindos das PDP’s. Isso permite ao poder público estabelecer relação jurídica com o parceiro privado que esteja inserido na sistemática de transferência de tecnologia, independente da realização de processo competitivo para esse fim (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pimentel; Paranhos; Chiarini, 2022</xref>, p. 414). Há, com isso, margem de possibilidade para a concessão de benefícios econômicos ao setor privado detentor da tecnologia a ser absorvida, tanto no momento em que há a escolha pelo laboratório público, quanto durante o processo de transferência de tecnologia ao Estado brasileiro.</p>
			<p>O parceiro privado tem interesse na exclusividade da compra pelo poder público durante o prazo de execução da PDP, com a remuneração que envolva o custo da transferência de tecnologia (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Varrichio, 2017</xref>, p. 191). Em meio a esse processo, permite-se que o particular aufira margem de lucro relevante, pois a sistemática de absorção da tecnologia começa com a formalização da parceria com a empresa privada, que detém a tecnologia pretendida, e a transfere ao laboratório público. Contudo, durante esse processo, o produto é contratado diretamente pelo SUS. Logo, como apontado acima, em parcerias que, em regra, perduram por anos, tendo em vista a complexidade dessa sistemática, o parceiro privado consegue obter rendimentos consideráveis. Esses, podem ser revertidos para investimentos em novas pesquisas, a fim de se descobrir outras tecnologias passíveis de aquisição futura pelo ente público.</p>
			<p>A escolha do parceiro privado foi objeto de questionamento perante ao Tribunal de Contas da União, devido ao risco de favorecimentos indevidos do parceiro privado (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Menezes; Mikamura, 2023</xref>, p. 267). No Acórdão n.º 2015 (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Brasil, 2023c</xref>), determinou-se que o Ministério da Saúde não celebrasse outras PDP’s, diante da inexistência de critérios objetivos e parâmetros de avaliação para a definição de quais seriam os produtos estratégicos. Não houve critérios de seleção e distribuição de demanda. Dessa forma, verificou-se a falta de transparência na escolha do parceiro privado. Percebe-se que, por mais que os laboratórios públicos tenham capacidade produtiva, não serão eles os responsáveis pela criação das inovações, já que essa é uma atividade privada (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Varrichio, 2017</xref>, p. 192). A todo o momento, nota-se uma busca pelo ente público de produtos desenvolvidos pelo setor privado, independente das possibilidades de se estimular internamente essas criações. O ente estatal está atrasado em relação à iniciativa privada, que se aproveita dessa possibilidade, mediante autorização legal, para se robustecer financeiramente e avançar em mais pesquisas, com o escopo de estabelecer futuras parcerias, em um ciclo de prosperidade para si. A Lei n.º 14.133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 2021</xref>) possibilita que se compre produtos de empresas estrangeiras. Essa realidade, destarte, estimula as perspectivas de influência direta sobre o país, em meio ao âmbito de uma política neocolonialista, que mantém a dependência tecnológica do Brasil, em relação às nações de capitalismo avançado. Essa circunstância confirma a hipótese de pesquisa aventada.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>6 Pesquisa e extensão no ensino superior no país e o desenvolvimento de tecnologia: impactos no sistema de saúde</title>
			<p>Diante do panorama apresentado, notou-se que a opção pelas PDP’s mantém a dependência tecnológica do país, em relação às nações de capitalismo avançado, tendo em vista que as grandes corporações, detentoras do conhecimento tecnológico absorvido pelo Brasil estão sediadas nesses países. Desse modo, a maneira pela qual é possível modificar essa realidade de subordinação, e alterar o padrão de desenvolvimento do Brasil, é investir em pesquisa e inovação.</p>
			<p>Com isso, o elemento fundamental para o avanço da inovação produtiva em saúde é o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, considerada uma política em que se reúne o desenvolvimento articulado dos elementos científico-tecnológico, industrial e de serviços (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Guimarães <italic>et al.,</italic> 2019</xref>, p. 883). A partir do direcionamento de valores do orçamento para esse fim, é possível que, ao menos em médio prazo<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref>, possa surgir alguma alteração desse contexto.</p>
			<p>Contudo, os investimentos federais em ciência e tecnologia reduziram cerca de 37% entre 2013 e 2020, o que culminou na redução da taxa de inovação de 36% para 33,6% no período de 2015 a 2017, em comparação com os anos de 2012 a 2014 (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Fernandes; Gadelha; Maldonado, 2023</xref>, p. 381). O Brasil está entre os 12 países com maior Produto Interno Bruto. Apesar disso, destina a menor taxa de recursos para pesquisa e desenvolvimento. Em 2012, com valores estabelecidos em dólares, os EUA investiram 419,5 bilhões; a China, 132 bilhões; o Japão, 208 bilhões; e a Alemanha, 97 bilhões. Já o Brasil, 28,2 bilhões de dólares (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Santos Neto; Araújo, 2021</xref>, p. 27).</p>
			<p>Em 2023, por exemplo, do orçamento público federal executado, destinou-se 0,29% para a área de ciência e tecnologia, ao passo que, para o pagamento de juros e amortização da dívida pública o percentual destinado foi de 43,23% (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Fattorelli, 2024</xref>). Percebe-se, então, a escolha governamental pela preferência em se atender aos anseios econômicos de indivíduos ligados ao capital financeiro, em detrimento da possibilidade de melhoria do desenvolvimento do país. A inovação tecnológica permite que o mercado interno se fortaleça e adquira relevância, frente às pressões externas.</p>
			<p>Para mais, o investimento em ciência e tecnologia perpassa pelo aperfeiçoamento do ensino superior no país, tendo em vista que é nesta faixa de educação que são estabelecidos projetos de pesquisa e extensão capazes de criar e inovar, de maneira mais célere, em meio à sociedade. Porém, a educação superior no país, em especial as instituições públicas, tem percebido um processo de contingenciamento de recursos.</p>
			<p>Desde os idos dos anos 1990, principalmente após a publicação do Decreto n.º 2.207 (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Brasil, 1997</xref>), que autorizou a exploração da atividade educacional por empresas privadas com fins lucrativos, permitiu-se que no Brasil houvesse a formação de um grande mercado educacional (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Clark; Nascimento, 2008</xref>, p. 4502). Com isso, houve o progressivo afastamento da destinação de valores provenientes do orçamento público para essa área, a fim de se permitir o aumento da capilaridade de instituições privadas. Tal contexto promoveu a concentração do ensino superior nessas instituições de ensino (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Clark; Nascimento, 2008</xref>, p. 4503).</p>
			<p>Desse modo, o ensino superior foi tratado como atividade econômica. O Estado, então, passou a financiar sociedades mercantis de educação superior por meio de políticas públicas especialmente instituídas para a finalidade de capitalização do setor privado, como o Programa Universidade para Todos (PROUNI) e o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Clark; Nascimento, 2008</xref>, p. 4508). A despeito da relevância do debate sobre essas políticas, em virtude do recorte temático da presente pesquisa, não foram tratados os problemas socioeconômicos advindos de tais escolhas.</p>
			<p>Como se verificou, a educação superior, concebida como mercadoria, visa garantir o lucro capitalista (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Chaves; Amaral, 2016</xref>, p. 58). A educação privada confere a possibilidade de crescimento exponencial da esfera financeira, proporcionando rendimentos aos seus investidores no mercado de ações, por exemplo (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Santos Neto; Araujo, 2021</xref>, p. 24). Essa circunstância não se coaduna aos preceitos constitucionais atinentes à prestação do serviço público de educação, considerado um direito fundamental social, conforme estabelecido pelo artigo 6º, Constituição (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, [2023]</xref>). Cabe ao Estado a prestação positiva de ações, que visem à atenuação dos desequilíbrios sociais presentes na realidade nacional, consoante o inciso III, artigo 3º, Constituição (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, [2023]</xref>).</p>
			<p>Além do mais, a grande maioria das instituições de ensino superior privado possui organização acadêmica de faculdade. Em 2022, por exemplo, das instituições de educação superior catalogadas como universidade, 90 eram privadas e 115, públicas. Em relação ao formato de faculdade, essa diferença sobe ainda mais: 1.822, eram faculdades privadas e 146, públicas (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Brasil, 2022b</xref>). Dessa forma, há a pretensão de se pulverizar a estrutura de ensino (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Tonegutti, 2017</xref>, p. 130) e, consequentemente, de pesquisa.</p>
			<p>Ainda, a educação superior privada com fins lucrativos, principalmente, tem como traço ser mais rápida e barata, a fim de se permitir a obtenção de diploma de maneira célere e, possivelmente, permitir a inserção do indivíduo no mercado de trabalho. Destarte, busca-se a atenção do ensino e não o alcance, em conjunto, da pesquisa (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Chaves; Amaral, 2016</xref>, p. 58).</p>
			<p>Os recursos destinados ao setor de pesquisa e desenvolvimento são constantemente desviados ao sistema financeiro e às instituições privadas, direta ou indiretamente, mediante subsídios, anistia fiscal e desoneração trabalhista, por exemplo (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Santos Neto; Araujo, 2021</xref>, p. 28). Logo, a opção por se estabelecer a educação como um mercado para essas instituições não contribui com a evolução da pesquisa e inovação do país.</p>
			<p>Por outro lado, a universidade pública caracteriza-se pelo desenvolvimento de pesquisa. Não possui o intuito de atender à lógica do mercado e ao processo de transformação do conhecimento em mercadoria (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Santos Neto; Araujo, 2021</xref>, p. 28). Com efeito, o investimento nesse modelo de estrutura institucional para a educação contribui para a atenuação de desigualdades sociais e regionais, diante da abertura de vagas para os indivíduos, independente da contrapartida financeira imediata. Também permite o desenvolvimento econômico do país, mediante a descoberta de novas tecnologias.</p>
			<p>Porém, notou-se que empresas transnacionais fazem coro ao processo de desmonte da pesquisa desenvolvida na universidade pública e defendem que os recursos públicos sejam destinados ao setor privado (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Santos Neto; Araujo, 2021</xref>, p. 28). Essa lógica, em alguma medida, tem sido atendida pelas escolhas governamentais.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>7 Conclusão</title>
			<p>O desenvolvimento autônomo de tecnologia no SUS é relevante para o alcance da soberania econômica, bem como possibilita maior equilíbrio na balança comercial. Esse contexto, coaduna-se aos aspectos da Constituição Econômica, tendo em vista que se trata de compromisso político de construção de modelo de desenvolvimento centrado na mudança das estruturas produtivas econômicas, na indução do mercado interno e na formação de planejamento para a inserção do país na ordem econômica internacional com justiça social.</p>
			<p>Assim, a telemedicina se apresenta como estratégia tecnológica importante para se aperfeiçoar a prestação dos serviços de saúde, especialmente acerca da possibilidade de abrangência de tais serviços para áreas que não possuem assistência médica especializada. Apesar disso, verificou-se que, em meio às PDP’s em vigência, não se constatou a busca pela obtenção (absorção de tecnologia) de ferramentas tecnológicas relacionadas com o desenvolvimento da telemedicina. Muito menos se constatou perspectiva de modificação dessa realidade, em relação à análise dos regulamentos que tratam da perspectiva de desenvolvimento tecnológico de insumos e materiais para a saúde, junto ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde.</p>
			<p>Constatou-se, ainda, que a Lei n.º 14.133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 2021</xref>) concedeu relevante margem de possibilidade para empresas estrangeiras, principalmente, fornecerem, via contratação direta, produtos dotados de tecnologia por elas desenvolvidas para o SUS. Essa realidade demonstrou a dependência do Brasil, em relação às demais nações de capitalismo avançado, devido ao fato de adquirir tecnologia já dominada por empresa estrangeira e não fomentar a busca pela autonomia nacional dessa tecnologia.</p>
			<p>Não há, por fim, investimento necessário ao desenvolvimento autônomo de inovação tecnológica. Os recursos não são direcionados à pesquisa e inexiste a estruturação do sistema de educação para contribuir com o processo de evolução tecnológica do país.</p>
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		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>Ao Estado está vedada a possibilidade de extirpar direitos fundamentais já conquistados. Proíbe-se a diminuição da proteção de bens jurídicos já adquiridos, de modo a não desrespeitar a dignidade humana, considerada a finalidade (fim último) dos direitos fundamentais (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Vasconcellos; Luiz, 2015</xref>, p. 41).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>A política pública de Estado perpassa o prazo de vigência dos governos, ou seja, independente de quem exerça as funções de gestor público, as ações estabelecidas em tal função devem ser adotadas. Esse contexto se distingue da política pública de Governo, que, por outro lado, são ações ligadas aos interesses ideológicos dos membros do Poder Executivo durante a sua gestão.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>Para a presente pesquisa, considerou-se médio prazo o período de cinco anos, pois se trata da metade do tempo máximo destinado à vigência das PDP’s. Como para as parcerias se estabelece até dez anos para absorver a tecnologia, esse prazo foi considerado longo para a percepção de avanço junto ao CEIS, a partir do aumento de valores para essa política.</p>
			</fn>
		</fn-group>
		<fn-group>
			<fn fn-type="data-availability" specific-use="data-available" id="fn11">
				<label>Declaração de disponibilidade de dados</label>
				<p> A Pensar - Revista de Ciências Jurídicas adota práticas de Ciência Aberta e disponibiliza, junto à presente publicação, a Declaração de Disponibilidade de Dados (Formulário Pensar Data) preenchida e assinada pelos autores, a qual contém informações sobre a natureza do artigo e a eventual existência de dados complementares. O documento pode ser consultado como arquivo suplementar neste site.</p>
			</fn>
		</fn-group>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.5020/2317-2150.2025.15890</article-id>
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					<subject>Thematic Axis 2 - Constitution, Institutions and Democracy in Brazil</subject>
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				<article-title>Law nº 14,133 (Brazil, 2021), Partnerships for Productive Development in health and the search for technology development</article-title>
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				<fn fn-type="edited-by" id="fn13">
					<label>Editores-chefes</label>
					<p> Katherinne de Macêdo Maciel Mihaliuc <italic>Universidade de Fortaleza, Fortaleza, Ceará, Brasil</italic> katherinne@unifor.br Sidney Soares Filho <italic>Universidade de Fortaleza, Fortaleza, Ceará, Brasil</italic> sidney@unifor.br</p>
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					<label>Editor Responsável</label>
					<p> Sidney Soares Filho <italic>Universidade de Fortaleza, Fortaleza, Ceará, Brasil</italic> sidney@unifor.br</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn15">
					<label><sup>*</sup></label>
					<p>Doutorando em Direito pela PUC-MG, na linha de pesquisa Desenvolvimento e Políticas Públicas. Bolsista CAPES PROEX. Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisa de Direito, Economia e Filosofia, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Mestre em Direito e Inovação pela UFJF</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn16">
					<label><sup>**</sup></label>
					<p>Doutor em Direito Econômico pela UFMG. Professor da Pós-graduação e da Graduação da PUC Minas e Docente da Graduação da Faculdade de Direito da UFMG</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn17">
					<label><sup>***</sup></label>
					<p>Doutor em Direito Público pela PUC Minas. Professor de Direito Econômico da Universidade Federal de Viçosa.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<abstract>
				<title>Abstract:</title>
				<p>The reality of the public health system demands constant innovation and improvement measures, given the need to advance the population's levels of demand (greater satisfaction of human dignity), amidst the perspective of evolution of fundamental rights. In this aspect, we sought to analyze whether the opening granted by Law No. 14,133 (Brazil, 2021) to allow the insertion of new technologies into the health system, through direct contracting, would be effective in promoting the development of this system or whether it would promote even more dependence on the country, in relation to private companies, especially from developed countries (with resources to encourage national companies to acquire knowledge, machinery and other inputs). Through qualitative research strategies, in which documents were analyzed (normative acts and decisions from an external control body), as well as through critical-reflective analysis on the state of the art, it was found that the aforementioned general law on bidding and contracts, by enabling the purchase of technology by the public health system from private companies especially from developed countries, maintains Brazil's dependence on these nations. Furthermore, there was no relevant initiative from the Federal Government to change this reality.</p>
			</abstract>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Public health system</kwd>
				<kwd>Technology</kwd>
				<kwd>Partnership for Productive Development</kwd>
				<kwd>Development</kwd>
			</kwd-group>
		</front-stub>
		<body>
			<sec sec-type="intro">
				<title>1 Introduction</title>
				<p>After the creation of the Unified Health System (SUS), together with the text of the Constitution (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brazil, 1988</xref>), the Brazilian State was obliged to implement essential measures for the implementation of universal health in the social structure. Legal and administrative tools needed to be created to allow access to health in the different parts of the country.</p>
				<p>Over time, new demands for healthcare services arise, as the aim is to continually improve the population's quality of life, given that fundamental rights cannot be retroactive<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>2</sup></xref>. In this ongoing movement of expansion and innovation, it is assumed that the Right to Health must use technological innovations. Law No. 14,133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brazil, 2021</xref>), the general law on tenders and contracts, allows this use of new technologies, with the provision for direct contracting of strategic technology products by the SUS. Thus, the question arises as to whether this context fosters the development of the healthcare system or generates even greater dependence of the country on private companies that supply new technologies.</p>
				<p>The hypothesis of the work is that direct contracting for the transfer of technology of strategic products to the SUS creates opportunities for foreign companies to operate in the healthcare area. Thus, the country's dependence on foreign and private technologies increases, as well as discouraging the autonomous development of goods and services of this nature by Brazil.</p>
				<p>To verify the hypothesis, the qualitative and deductive research method was used, in which the regulatory structure on the examined research object was measured, through textual analysis of the following standards: Constitution (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brazil, 1988</xref>); Law No. 8,080 (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Brazil, 1990</xref>); Law No. 14,133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brazil, 2021</xref>); Decree No. 11,715 (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Brazil, 2023a</xref>); Decree No. 9,245 (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Brazil, 2017a</xref>); Ordinance No. 2,531 (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brazil, 2014</xref>); Ordinance No. 2,261 (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Brazil, 2023b</xref>). In addition to Ruling No. 1,730 (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brazil, 2017b</xref>), of the Federal Court of Auditors. The strategy of critical-reflective analysis on the state of the art was also used. Using the methods presented, the aim was to assess whether the facilitation granted by Law No. 14,133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brazil, 2021</xref>) for the SUS to absorb technology has an impact on the national economic reality. The presentation began by addressing the normative provisions set forth in the Constitution (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brazil, 1988</xref>), regarding the structure of the economic order (Economic Constitution) and the guidelines that these standards establish for the achievement of technological innovations for the SUS. Next, the option for the Partnership for Productive Development (PDP) tool was discussed, in order to absorb technology for health and this strategy does not allow the achievement of the sovereign autonomy of technological production, as established in article</p>
				<p>219 of the Constitution (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brazil, 1988</xref>). The following section presented the excerpt on telemedicine as a public health policy authorized by Law No. 8,080 (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Brazil, 1990</xref>). Afterwards, the problem of Law No. 14,133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brazil, 2021</xref>) was addressed, in the context of facilitating hiring under discussion. Finally, the low stimulus for research and extension, together with the educational policy in the country, and the consequences for the capacity for technological innovation were discussed.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>2 Economic Constitution, Constitutionally Adopted Ideology and the promotion of technology insertion in the public health system</title>
				<p>Understanding the inclusion of technology in the health system involves addressing the normative-axiological structure of the constitutional text, since it refers to the regulatory framework that structures the Democratic State of Law. As it is the basis of the legal and social system, it reflects the different individual manifestations that exist in society, with the aim of safeguarding and fostering them, based on the structure of the State. The constitutional text has different nuances, especially with regard to the implementation of economic policy. The Constitution (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brazil, 1988</xref>), with its analytical nature, allows Brazilian society to be structured in a plural way, so as to provide citizens with equal opportunities in the process of social inclusion and recognition. This idea, when directed towards improving the health system, allows citizens to receive positive benefits from the State, with a view to improving their own quality of life, in order to enjoy the constitutionally established rights and establish themselves in society in a dignified manner. In this sense, the economic policy for the development of such a system is constitutionally protected by the objectives established therein, such as reducing social inequalities and ensuring national development, as set out, respectively, in items III and II, article 3, of the Constitution (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brazil, 1988</xref>). The improvement in the provision of health services, as stated, must provide for the safeguarding of the maintenance of the individual's life with dignity, in order to allow him/her to act as another actor in the economy and, consequently, in the development of the country.</p>
				<p>This circumstance is in line with the precepts of the Constitutionally Adopted Ideology, given that this value construction is the result of the political-legal process of converting pure economic ideologies, such as capitalism, socialism and nationalism. These ideologies are brought together and mixed, according to a legally positive order in a single text (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Clark; Corrêa; Nascimento, 2020</xref>, p. 42a).</p>
				<p>The Constitutionally Adopted Ideology has the function of establishing itself as a hermeneutic filter capable of preventing pure ideologies from standing out and imposing constitutional interpretation, according to themselves (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Clark; Corrêa; Nascimento, 2020</xref>, p. 42a). This filter can be extracted from an elementary set of provisions provided for in articles 170 to 192 of the Constitution (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brazil, 1988</xref>). This set is called the Economic Constitution and represents the normative-axiological vector appropriate to the process of substantiating economic policies (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Clark; Corrêa; Nascimento, 2020</xref>, p. 44a). The Economic Constitution is a political commitment to building a development model centered on changing economic production structures, inducing the domestic market, and forming a plan for the country's insertion into the international economic order with social justice (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Clark; Corrêa; Nascimento, 2020</xref>, p. 71b).</p>
				<p>However, the aforementioned constitutional provisions do not exhaust the regulatory hypotheses for this context under analysis. The normative provisions for the adequacy of the applicable economic policy in the context of the national reality can also be found in articles 1 and 3 of the Constitution (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brazil, 1988</xref>), for example. It is worth noting that the inclusion of technology in the SUS is in accordance with the aspects of the Economic Constitution, provided for as foundations of the Democratic State of Law, such as national sovereignty (item I, article 1) and human dignity (item III, article 1). Furthermore, national development (item II, article 3) is established as an objective to be achieved in the structuring of such a policy. The constitutional provision that raises doubts regarding the direct contracting of technologies for the SUS, which may favor foreign companies, is Article 219 of the Constitution (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brazil, 1988</xref>), which establishes the domestic market as a national asset, to be encouraged in order to enable cultural and socioeconomic development, the well-being of the population, and the technological autonomy of Brazil.</p>
				<p>The Brazilian socioeconomic reality has historically depended on the import of technology (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Conceição; Dalto, 2022</xref>, p. 27). The option to develop technology together with health, the largest public policy instituted in the country, also requires confronting prominent interests in the pursuit of the aforementioned constitutional objectives. The reduction of constitutional social guarantees, especially regarding the positive provision of the Right to Health, represents a strategy that stimulates the full capacity for capital accumulation, mainly in favor of the financial sector (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Clark; Corrêa; Nascimento, 2020</xref>, p. 69b). This circumstance fits the context of the evolution of the Brazilian reality, after the 1990s, called Regulatory and Austerity Neoliberalism. In this reality, state intervention should only be to induce the economy (induction policies) and regulate the market (via regulatory agencies). The entrepreneurial State would not be appropriate, especially in nations with peripheral economies (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Clark; Corrêa; Nascimento, 2020</xref>, p. 48a). Thus, economic concentrations are stimulated or maintained, in order to stratify society, preventing new subjects from acquiring social relevance among layers with greater socioeconomic capital, which should remain unattainable, such as the super rich.</p>
				<p>There is neoliberal criticism of the inefficiencies of the Social State, as it represents an attempt to appropriate the most sustainable and even profitable areas (market vision) of this State model. Thus, the public authorities would be responsible for intervening in areas of little or no profitability (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Barata; Carmo, 2014</xref>, p. 19).</p>
				<p>The development of national technology, together with the health system, also has the power to allow the country to achieve sovereignty using its own means, in order to mitigate modern models of colonization (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Dussel, 1992</xref>). Avoiding the insertion of technologies, through external investments, in a public policy with national scope and such capillarity, means maintaining the country's control over the productive apparatus and mitigating the worsening of the vulnerability of the internal economy (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Vasconcelos, 2023</xref>, p. 151).</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>3 Partnerships for Productive Development, the absorption of technology by the SUS and the permanent technological dependence of the Brazilian State</title>
				<p>The insertion of technologies within the SUS is a challenge for the Brazilian State, given the scope of this public policy and the country's institutional gap in the autonomous development of innovative products, in general. Thus, the Union, the federated entity responsible for adopting measures to coordinate guidelines with the public health system, as established in article 16 of Law No. 8,080 (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Brazil, 1990</xref>), adopts a strategic mechanism to mitigate such a gap, with the aim of achieving more satisfactory health promotion rates.</p>
				<p>In this sense, it is worth noting that, through Decree No. 11,715 (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Brazil, 2023a</xref>), the Federal Government established the National Strategy for the Development of the Health Economic-Industrial Complex. This is a State policy<xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref> aimed at finding productive and technological solutions to face health challenges, reduce the vulnerability of the SUS and expand access to health, since, as is well known, there are bottlenecks and lack of assistance in the public system that need to be resolved. Among the initiatives, we can point out: implementation of technology from a private partner, technological orders in the health area and compensation measures in the health area.</p>
				<p>Furthermore, the search for institutionalization of innovation policy within the healthcare system is a recent phenomenon in Brazil. Therefore, the implementation of changes resulting from ongoing projects depends on a reasonable period of time. As established by Ordinance No. 2,531 (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brazil, 2014</xref>), the maximum term of validity of the PDP is ten years, with variations within this period being possible, according to the degree of complexity of the executed project.</p>
				<p>The aforementioned ordinance defines, in item I, article 2 (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brazil, 2014</xref>), PDPs as partnerships that involve cooperation, through agreement (contracting), between public institutions and between public institutions and private legal entities for the development, transfer and absorption of technology of strategic products for the SUS. Thus, despite the search for improvements in the aforementioned public policy, the instrument under examination is not limited to the means made available by the public sector. On the other hand, it promotes collaboration with the private sector, so as to allow all participants involved in this reality to obtain some advantage.</p>
				<p>In this context, PDPs are part of the so-called Health Economic-Industrial Complex (CEIS), defined by Ordinance No. 2,531 (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brazil, 2014</xref>), in section IV, article 2, as the health production system, which includes pharmaceutical industries, health products and services. It refers, then, to the infrastructure that brings together different institutions (Economic Institutional Law) established to create, implement and evaluate the elements (goods and services) used in the health system.</p>
				<p>The CEIS is a strategy designed by the Brazilian State to organize legal entities of different natures (public and private) and purposes (laboratories and industries, for example), that operate in the health sector. The objective of this strategy is to enable the country to become self-sufficient in the production of medicines, medical equipment and other supplies.</p>
				<p>In the equipment sector, Brazil has a high external dependence on the electronic components industry, as there is low national competitiveness (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pimentel; Paranhos; Chiarini, 2022</xref>, p. 382). Thus, it depends on the import of technology to benefit from more advanced equipment (with a high degree of innovation), which harms the trade balance.</p>
				<p>These imports are mostly made using the US dollar. Due to the devaluation of the Real against that currency, this increases the costs of national health systems (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Guimarães et al, 2019</xref>, p. 885). It is estimated that the deficit in the CEIS reached US$ 20 billion in 2023 (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Ministry of Health, 2023</xref>). Therefore, the search for the autonomous development of products with greater aggregate technology also aims to balance this budgetary reality.</p>
				<p>Thus, the vulnerability of the SUS is due to the fragility of the Brazilian industrial system, which is not relevant in production compared to international companies. There is low capacity for innovation due to the lag in the industrial parks established for this purpose. Furthermore, there is a shift in its scientific and technological basis from the population's health needs, that is, there is no adequate attempt to solve society's health demands, in relation to the socioeconomic and regional differences that exist in the country (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pimentel; Paranhos; Chiarini, 2022</xref>, p. 382).</p>
				<p>PDPs are the main instrument of economic rationality used by the state structure to develop (technology and innovation) the health system. In this aspect, this tool, in summary, is based on the linking of a purchase contract with the requirement of technology transfer of the acquired good to a Brazilian public institution (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Rauen, 2022</xref>, p. 34), with the objective that this entity dominates it and contributes to the reduction of the trade balance deficit. Until 2016, for example, the development of PDPs generated savings of approximately R$ 4.5 billion in the acquisition of health products (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Guimarães et al, 2019</xref>, p. 883).</p>
				<p>The PDP agreement involves three parties: the Ministry of Health, which undertakes to purchase the product for the SUS for a set period, usually one year; the second actor is the private company, which has as a counterpart the need to transfer the production technology for that product; the third element is the public laboratory, which must be able to absorb the transferred technology within the same period. At the end of the partnership, the public entity is expected to be able to supply the item to the Ministry of Health independently and be able to transfer the technology to other public laboratories (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pimentel; Paranhos; Chiarini, 2022</xref>, p. 380), as provided for in articles 59 and 60 of Ordinance No. 2,531 (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brazil, 2014</xref>).</p>
				<p>The Ministry of Health is not responsible for selecting the private partner, a task that is assigned to public entities, considered the main agents of this partnership model (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pimentel; Paranhos; Chiarini, 2022</xref>, p. 386). Therefore, these entities are responsible for seeking partners committed to supplying the Brazilian State with the product with the technology they have developed in order to profit from the activity. In addition, these agents are committed to passing on the knowledge and inputs necessary for the absorption of the technology involved, in order to enable the improvement of the health system.</p>
				<p>State oversight must be constant, because the longer the technology transfer period, in the midst of a PDP, the higher the remuneration of private companies that supply the technology, which leads to opportunism (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pimentel; Paranhos; Chiarini, 2022</xref>, p. 412). Strict control is required regarding the acquisition projects presented, as well as the company's documentation, in order to avoid favoritism and condoning misappropriation of funds.</p>
				<p>Regarding this situation, the Federal Court of Auditors, through Ruling No. 1,730 (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brazil, 2017b</xref>), determined that the Ministry of Health should guide public laboratories on the need to carry out a selection or prequalification process for private partners eligible to participate in PDPs. Given the feasibility of establishing partnerships directly, questions arose about the fairness of the procedure, which led to the need for a more active stance by the Ministry of Health. In fact, there must be more transparency and publicity in this procedure.</p>
				<p>It is noted that there is significant room for pressure from business sectors, which seek to formalize contracts to supply products during the period in which the technology is absorbed by public entities. In this way, they can achieve a profit margin in the development of the activity, have security in contracting with public institutions and enjoy sufficient time to develop new products. The Brazilian State acquires a product whose manufacturing processes the company has mastered for some time, so this is not a significant loss to its intellectual property, which would cause a market retraction. On the other hand, this legal entity has the conditions to advance in the field of activity, driven, among other things, by the income from the contract established in question.</p>
				<p>These technologies come from a robust industrial segment, highly internationalized, oligopolized and research-intensive (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Guimarães et al, 2019</xref>, p. 885). It is clear that the country seeks goods or products that are not innovations per se for the global reality of implementing health measures. Even if they are new to the national public health policy, this does not alleviate the dependence on formalizing future partnerships with the private sector.</p>
				<p>Therefore, there is no prospect of the country escaping this reality of technological submission, especially in the face of international companies. The absorption of knowledge, techniques and manufacturing equipment occurs in situations dominated by external agents, which continue to influence the public health system. The demands for improvements in this area are continuous and need to be met by the State, to the greatest extent possible, as determined by the Constitution (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brazil, 1988</xref>), especially in articles 5, 6, 196 to 200.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>4 Telemedicine and the development of technology</title>
				<p>The technological dependence of the Brazilian public health system on large corporations can be seen in different aspects, as pointed out in the previous section. It is not only restricted to the discovery of new medicines, but also encompasses the sphere of creation of equipment, directly linked to the provision of services by health professionals. In this sense, the context involving telemedicine is presented.</p>
				<p>Law No. 8,080 (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Brazil, 1990</xref>), legislation that regulates the health system at the national level, highlights among articles 26-A and 26-H legal provisions that deal with the remote provision of health services. Thus, the SUS expressly authorizes the provision of remote health services, through the use of information and communication technology, to transmit health data and information. This tool is called telehealth.</p>
				<p>The infra-constitutional legislator noted the relevance of this modality of providing health services, in order to improve care in this area, as well as reduce levels of lack of assistance. Given the feasibility of carrying out healthcare actions remotely, the immediate physical presence of the professional with the patient is dispensed with and provides the opportunity for services to reach locations that did not receive them adequately.</p>
				<p>It is important to emphasize that it is up to the professional to evaluate the use of this tool in relation to the patient's needs, and that federal professional associations must also regulate the ethical manner in which care should be provided in these circumstances. Health services are traditionally provided through direct contact between the professional and the patient, mainly due to the vulnerable situation in which the individual finds himself and the importance of proximity to a professional specialized in providing health care. The caution in drafting the law is in line with this characteristic and grants the necessary autonomy to professionals to assess the relevance, according to the case faced.</p>
				<p>Telemedicine fits into this reality as one of the ways of providing health services, through the medical professional. It is the technological tool that doctors use to provide care, exchange information about experienced cases, analyze exams and pass on knowledge, for example. It is important to emphasize that the constant process of technological evolution expands the possibilities of using telemedicine, and may even encompass medical specialties that were initially not aligned with the characteristics mentioned above.</p>
				<p>The aim was to analyze whether the Brazilian State adopts technology absorption measures that encompass the viability of telemedicine as a public health policy, in accordance with the legal provision of Law No. 8,080 (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Brazil, 1990</xref>). Thus, it was assessed, through the PDP instrument, whether there was an attempt to obtain technological tools related to the development of telemedicine. To this end, it was considered that, in the normative acts that regulate the subject, equipment and software related to the search for the performance of remote medical services should be present.</p>
				<p>It should be noted that it is the responsibility of the Ministry of Health, with the assistance of the Executive Group of the Health Economic-Industrial Complex, under the terms of article 2 of Decree No. 11,715 (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Brazil, 2023a</xref>), to define the priority demands of the SUS, in the form of health challenges and productive and technological solutions. Thus, it is up to the aforementioned group of public actors to direct the actions of the Brazilian State towards carrying out important measures to obtain/develop technology to be implemented within the SUS.</p>
				<p>Thus, it was found that the Ministry of Health, in December 2023, published Ordinance No. 2,261 (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Brazil, 2023b</xref>), which established the matrix of productive and technological challenges in health to be implemented within the CEIS. In this regulation, no concrete initiatives were found to enable the implementation of telemedicine. Only item 6 was listed in Annex I, in Block I, which deals with the preparation of the health system for health emergencies. This item points out technologies for SUS health systems as one of the challenges in health. To this end, it indicates productive and technological solutions such as productive platforms for software and applications, artificial intelligence, the Internet of Things and digital systems. The same item lists the development and local production of technologies used in health care, such as telehealth, as well as information and connectivity technologies for inventory management, as products.</p>
				<p>In Annex II, which lists the strategic products for SUS in current PDPs, no technology equipment is listed, but fifty-four items are listed, including medicines, vaccines and drugs. In fact, it was found that there is no expressly indicated initiative regarding the acquisition of technology for the purpose of developing the telemedicine tool.</p>
				<p>It should also be noted that Ordinance No. 2,261 (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Brazil, 2023b</xref>) revoked Ordinance No. 704 (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brazil, 2017c</xref>), which, to the same extent, established strategic health products and did not contain specified technology equipment. Even though this ordinance expressly established forecasts of strategic products for the year 2017, it remained in force until the year 2023, without undergoing changes, so as to add, for example, the aforementioned technology equipment.</p>
				<p>Thus, it was noted that the Brazilian State, despite the relevance of the insertion of telemedicine for the improvement of health services, did not consider the structuring of the health system as a first-order measure for this purpose. It is worth noting, however, that the change in Law No. 8,080 (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Brazil, 1990</xref>), which included telehealth as a public policy, only occurred in 2022, through Law No. 14,510 (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Brazil, 2022</xref>). This legislative change possibly allowed for a paradigm shift in the public health system, in order to include technology equipment in this area, which was seen, for example, with the publication of the ordinance in 2023 (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Brazil, 2023b</xref>).</p>
				<p>Therefore, the intention to include telemedicine as a public policy within the SUS is a recent phenomenon in Brazil. Thus, it lacks more sophisticated regulations and measures that directly implement this intent.</p>
				<p>In this sense, as an example, it is worth noting that, in 2021, three PDPs were under development for health products (defibrillator, multiparameter monitor and rapid test) and eighty-five for medicines, vaccines and blood products (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pimentel; Paranhos; Chiarini, 2022</xref>, p. 380). None of the products mentioned are related to the structuring of equipment for telemedicine.</p>
				<p>In addition, we sought to analyze the scenario of PDPs at the time the research for the development of this work was carried out. Therefore, we checked the field related to actions and programs developed within the scope of Science and Technology in Health on the official website of the Ministry of Health, located on the Federal Government platform. In this field, the tool related to partnerships for productive development was selected. Next, on the website page corresponding to issues related to PDPs, the field “Health products” that were under development (current) through such partnerships was chosen. Thus, it was found that there were only three products under development, namely, defibrillator/cardioverter; multiparametric monitor; rapid immunoglobulin G (IgG) and immunoglobulin M (IgM) test for dengue, Zika and Chikungunya. The first two, at the State University of Paraíba and the third at the Bahia Foundation for Scientific Research and Technological Development, Supply and Distribution of Medicines (Bahiafarma) (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Ministry of Health, 2024</xref>).</p>
				<p>It was found, therefore, that the same three PDPs measured in 2021 were maintained for 2024. Despite this, increases were noted in relation to the items developed by PDPs, according to the content of Ordinance No. 2,261 (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Brazil, 2023b</xref>). Even so, there was no evidence of information on the development, in the year 2024, of technology items or software that could be used as inputs for the insertion of telemedicine into the SUS, which corroborates the finding of a lack of immediate focus by the Brazilian State to implement this tool as a public policy. Should there be future concern, there are no institutional instruments (Economic Institutional Law) capable of achieving this intent autonomously.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>5 Law No. 14,133 (Brazil, 2021): facilitation for the acquisition and absorption of technology from the private sector</title>
				<p>As previously pointed out, PDPs are the main instrument for absorbing technology by the SUS. In line with this, the bidding and contract legislation, Law No. 14,133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brazil, 2021</xref>), contains provisions that encourage the facilitated acquisition (waiver of bidding) of products developed through this system. It is worth noting that the constitutional values established in article 196; in items I and IV, article 200; and in articles 218 and 219 (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brazil, 1988</xref>) served as the basis for the aforementioned law to eliminate the obligation to bid. However, this regulation maintained the search for competition and the commitment to price reduction, in view of the strategy of technologically qualifying new institutions (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Sundefeld; Souza, 2013</xref>, p. 122).</p>
				<p>The SUS is responsible for approximately one-third of the healthcare medicine market, 90% of the vaccine market, 50% of the healthcare equipment market, and 100% of the services provided to Brazilians (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Guimarães <italic>et al</italic>, 2019</xref>, p. 882). Therefore, it represents a relevant public policy for the Brazilian context, which attracts the attention not only of individuals who intend to realize the guarantee of the Right to Health, but also becomes an important marketing channel for the private sector (especially in the context of technology absorption).</p>
				<p>Law No. 14,133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brazil, 2021</xref>) establishes, in items XII and XVI, article 75, the exemption from bidding to acquire, in summary, strategic health inputs, produced by an institution included in the PDP instrument, that is, products generated from the transfer of technology to the SUS. In this way, the infra-constitutional legislator granted an important margin of possibility to the public authorities to purchase, regardless of bidding, an item inserted in the national reality, to supply the health system, in which the absorption of technology by the State is verified.</p>
				<p>This opening can be analyzed as a way to promote institutions (public laboratories) amid the reality of the SUS. It is not enough to hold bids to, in the end, enable the purchase of equipment offered by a few multinational suppliers, which will only import technology from abroad at high costs (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Sundefeld; Souza, 2013</xref>, p. 104). Direct acquisition, in this context, is not restricted to public laboratories, because during the stages of technological absorption by the public partner and until it is able to produce the equipment or medicine on a significant scale, it is the private partner who manufactures it to supply the entire SUS (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Sundefeld; Souza, 2013</xref>, p. 119).</p>
				<p>Thus, the legislation in question, especially in the aforementioned item XII, article 75 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brazil, 2021</xref>), does not bind the Ministry of Health to the acquisition of products from PDPs. This allows the government to establish a legal relationship with the private partner that is part of the technology transfer system, regardless of whether a competitive process is carried out for this purpose (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pimentel; Paranhos; Chiarini, 2022</xref>, p. 414). This leaves room for the possibility of granting economic benefits to the private sector that owns the technology to be absorbed, both at the time the public laboratory is chosen and during the process of technology transfer to the Brazilian State.</p>
				<p>The private partner has an interest in the exclusive purchase by the government during the PDP execution period, with remuneration that includes the cost of technology transfer (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Varrichio, 2017</xref>, p. 191). In the midst of this process, the private party is allowed to earn a significant profit margin, since the technology absorption system begins with the formalization of the partnership with the private company, which owns the desired technology and transfers it to the public laboratory. However, during this process, the product is contracted directly by the SUS. Therefore, as pointed out above, in partnerships that, as a rule, last for years, given the complexity of this system, the private partner can obtain considerable income. This income can be used to invest in new research, in order to discover other technologies that can be acquired in the future by the public entity.</p>
				<p>The choice of the private partner was questioned by the Federal Court of Auditors, due to the risk of undue favoritism from the private partner (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Menezes; Mikamura, 2023</xref>, p. 267). In Ruling No. 2015 (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Brazil, 2023c</xref>), it was determined that the Ministry of Health should not enter into other PDPs, given the lack of objective criteria and evaluation parameters for defining which products would be strategic. There were no criteria for selection and distribution of demand. Thus, there was a lack of transparency in the choice of the private partner.</p>
				<p>It is clear that, even though public laboratories have production capacity, they will not be responsible for creating innovations, since this is a private activity (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Varrichio, 2017</xref>, p. 192). At all times, the public entity is seeking products developed by the private sector, regardless of the possibilities of stimulating these creations internally. The state entity is lagging behind the private sector, which takes advantage of this opportunity, with legal authorization, to strengthen itself financially and advance in more research, with the aim of establishing future partnerships, in a cycle of prosperity for itself.</p>
				<p>Law No. 14,133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brazil, 2021</xref>) allows the purchase of products from foreign companies. This reality, therefore, encourages the prospects of direct influence over the country, amidst the scope of a neocolonialist policy, which maintains Brazil's technological dependence on advanced capitalist nations. This circumstance confirms the research hypothesis raised.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>6 Research and extension in higher education in the country and the development of technology: impacts on the health system</title>
				<p>Given the scenario presented, it was noted that the option for PDPs maintains the country's technological dependence on advanced capitalist nations, given that large corporations that hold the technological knowledge absorbed by Brazil are headquartered in these countries. Thus, the way in which it is possible to change this reality of subordination and alter Brazil's development pattern is to invest in research and innovation.</p>
				<p>Therefore, the fundamental element for the advancement of productive innovation in health is the strengthening of the Health Economic-Industrial Complex, considered a policy that brings together the articulated development of scientific-technological, industrial and service elements (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Guimarães et al, 2019</xref>, p. 883). By directing budget amounts towards this end, it is possible that, at least in the medium term, some change in this context may arise.</p>
				<p>However, federal investments in science and technology fell by approximately 37% between 2013 and 2020, resulting in a reduction in the innovation rate from 36% to 33.6% in the period from 2015 to 2017, compared to the years 2012 to 2014 (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Fernandes; Gadelha; Maldonado, 2023</xref>, p. 381). Brazil is among the 12 countries with the highest Gross Domestic Product. Despite this, it allocates the lowest rate of resources to research and development. In 2012, with values established in dollars, the USA invested 419.5 billion; China, 132 billion; Japan, 208 billion; and Germany, 97 billion. Brazil, 28.2 billion dollars (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Santos Neto; Araújo, 2021</xref>, p. 27).</p>
				<p>In 2023, for example, 0.29% of the federal public budget was allocated to science and technology, while 43.23% was allocated to paying interest and amortizing the public debt (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Auditoria Cidadã da Dívida, 2024</xref>). It is clear, then, that the government has chosen to meet the economic desires of individuals linked to financial capital, to the detriment of the possibility of improving the country's development. Technological innovation allows the domestic market to strengthen and gain relevance in the face of external pressures.</p>
				<p>Furthermore, investment in science and technology involves improving higher education in the country, given that it is in this area of education that research and extension projects capable of creating and innovating more quickly within society are established. However, higher education in the country, especially public institutions, has been experiencing a process of resource contingency.</p>
				<p>Since the 1990s, especially after the publication of Decree No. 2,207 (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Brazil, 1997</xref>), which authorized the exploration of educational activities by private companies for profit, a large educational market has been formed in Brazil (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Clark; Nascimento, 2008</xref>, p. 4502). As a result, there has been a progressive shift away from the allocation of funds from the public budget to this area, in order to allow for an increase in the capillarity of private institutions. This context has promoted the concentration of higher education in these educational institutions (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Clark; Nascimento, 2008</xref>, p. 4503).</p>
				<p>In this way, higher education was treated as an economic activity. The State then began to finance commercial higher education companies through public policies specifically instituted for the purpose of capitalizing the private sector, such as the University for All Program (PROUNI) and the Higher Education Student Financing Fund (FIES) (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Clark; Nascimento, 2008</xref>, p. 4508). Despite the relevance of the debate on these policies, due to the thematic scope of this research, the socioeconomic problems arising from such choices were not addressed.</p>
				<p>As has been seen, higher education, conceived as a commodity, aims to guarantee capitalist profit (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Chaves; Amaral, 2016</xref>, p. 58). Private education provides the possibility of exponential growth in the financial sphere, providing returns to its investors in the stock market, for example (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Santos Neto; Araujo, 2021</xref>, p. 24).</p>
				<p>This circumstance is not in line with the constitutional precepts relating to the provision of public education services, considered a fundamental social right, as established by article 6 of the Constitution (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brazil, 1988</xref>). It is up to the State to provide positive actions aimed at mitigating the social imbalances present in the national reality, according to item III, article 3 of the Constitution (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brazil, 1988</xref>).</p>
				<p>Furthermore, the vast majority of private higher education institutions have a college-style academic organization. In 2022, for example, of the higher education institutions classified as universities, 90 were private and 115 were public. In relation to the college format, this difference increases even more: 1,822 were private colleges and 146 were public (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Brasil, 2022</xref>). Thus, there is an intention to pulverize the teaching structure (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Tonegutti, 2017</xref>, p. 130) and, consequently, the research structure.</p>
				<p>Furthermore, private for-profit higher education, mainly, has the characteristic of being faster and cheaper, in order to allow for the rapid obtaining of a diploma and, possibly, to allow the individual to enter the job market. Therefore, the focus is on teaching and not on the achievement, in conjunction, of research (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Chaves; Amaral, 2016</xref>, p. 58).</p>
				<p>Resources allocated to the research and development sector are constantly diverted to the financial system and private institutions, directly or indirectly, through subsidies, tax amnesty and labor relief, for example (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Santos Neto; Araujo, 2021</xref>, p. 28). Therefore, the option to establish education as a market for these institutions does not contribute to the evolution of research and innovation in the country.</p>
				<p>On the other hand, public universities are characterized by the development of research. They do not aim to meet the logic of the market and the process of transforming knowledge into a commodity (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Santos Neto; Araújo, 2021</xref>, p. 28). In fact, investing in this model of institutional structure for education contributes to the mitigation of social and regional inequalities, given the opening of vacancies for individuals, regardless of the immediate financial compensation. It also allows the country's economic development, through the discovery of new technologies.</p>
				<p>However, it has been noted that transnational companies are joining the process of dismantling research developed at public universities and defend that public resources be allocated to the private sector (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Santos Neto; Araújo, 2021</xref>, p. 28). This logic, to some extent, has been met by government choices.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="conclusions">
				<title>7 Conclusion</title>
				<p>The autonomous development of technology in the SUS is relevant to achieving economic sovereignty, as well as enabling greater balance in the trade balance. This context is consistent with the aspects of the Economic Constitution, given that it is a political commitment to building a development model centered on changing economic production structures, inducing the domestic market and creating a plan for the country's insertion into the international economic order with social justice.</p>
				<p>Therefore, telemedicine presents itself as an important technological strategy to improve the provision of health services, especially regarding the possibility of extending such services to areas that do not have specialized medical care. Despite this, it was found that, among the PDPs in force, there was no attempt to obtain (absorb technology) technological tools related to the development of telemedicine. Much less was there any prospect of changing this reality, in relation to the analysis of the regulations that deal with the perspective of technological development of health supplies and materials, together with the Health Economic-Industrial Complex.</p>
				<p>It was also found that Law No. 14,133 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brazil, 2021</xref>) granted significant scope for foreign companies, mainly to supply, through direct contracting, products equipped with technology developed by them for the SUS. This reality demonstrated Brazil's dependence on other advanced capitalist nations, due to the fact that it acquires technology already dominated by a foreign company and does not encourage the search for national autonomy of this technology.</p>
				<p>Finally, there is no investment necessary for the autonomous development of technological innovation. Resources are not directed to research and there is no structuring of the education system to contribute to the country's technological evolution process.</p>
			</sec>
		</body>
		<back>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn4">
					<label>2</label>
					<p>The State is prohibited from eliminating fundamental rights that have already been acquired. It is prohibited to reduce the protection of legal assets that have already been acquired, so as not to disrespect human dignity, which is considered the purpose (ultimate goal) of fundamental rights (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Vasconcellos; Luiz, 2015</xref>, p. 41).</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn5">
					<label>3</label>
					<p>The public policy of the State extends beyond the term of office of the governments, that is, regardless of who exercises the functions of public manager, the actions established in such function must be adopted. This context is different from the public policy of the Government, which, on the other hand, are actions linked to the ideological interests of the members of the Executive Branch during their management.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn12">
					<label>12</label>
					<p>Artigo traduzido a partir de Inteligência Artificial.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="data-availability" specific-use="data-available" id="fn18">
					<label>Declaração de disponibilidade de dados</label>
					<p> A Pensar - Revista de Ciências Jurídicas adota práticas de Ciência Aberta e disponibiliza, junto à presente publicação, a Declaração de Disponibilidade de Dados (Formulário Pensar Data) preenchida e assinada pelos autores, a qual contém informações sobre a natureza do artigo e a eventual existência de dados complementares. O documento pode ser consultado como arquivo suplementar neste site.</p>
				</fn>
			</fn-group>
		</back>
	</sub-article>
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