Uma Compreensão Fenomenológico-Existencial em A redoma de vidro de Sylvia Plath
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v21iEsp1.e10664Palavras-chave:
fenomenologia, existencialismo, Sylvia Plath, A redoma de vidro.Resumo
A literatura parece um caminho fecundo para as investigações teóricas da psicologia fenomenológico-existencial. Sendo assim, este estudo se propôs à compreensão de A redoma de vidro, único romance publicado da autora Sylvia Plath, que é descrita como uma das poetisas americanas mais importantes do século XX, e grande nome do movimento literário do confessionalismo. O romance, que é tido como a extensão em prosa de sua poesia, se desenvolve em torno de Esther Greenwood, uma jovem prodigiosa e bastante ambiciosa que aos 17 anos sai de sua cidade natal para um estágio em Nova York, e segue-se ao longo da história por uma profunda caminhada por dentro dos pensamentos e sentimentos conflitantes da personagem diante dos rumos de sua vida, um caminho cheio de perdas e encontros, da necessidade do suicídio e da internação psiquiátrica. Diante desse contexto e da defesa teórica de uma metodologia fenomenológica de estudo, foi realizada uma compreensão da obra, que possibilitou o desvelamento de uma série de sentidos, que, à luz de uma analítica existencial, tomando como ponto central a personagem Esther, revelou temas de interesse, sendo eles: a experiência de inautenticidade; a problemática do sentido da existência; a escolha e a náusea; e a atualização da existência frente ao movimento da consciência, temas esses que puderam ser discutidos a partir dos fenômenos de interesse presentes no romance e das reflexões teóricas existencialistas. Foi possível perceber, com isso, a relevância dessa obra de Plath para a discussão de temas relevantes no âmbito da psicologia fenomenológico-existencial, além da necessidade de novos estudos que se inclinem sobre outras temáticas pertinentes na obra e não trabalhadas neste estudo.Downloads
Referências
André, W. (2018). Literatura e suicídio: Alguns operadores de leitura. Acta Scientiarum. Language and Culture, 40(2), 2-12.
Aquino, T. A. A., Dará, D. M.B., & Simeão, S. S. S. (2016). Depressão, percepção ontológica do tempo e sentido da vida. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, 12(1), 35-41.
Barreira, C. R. A. (2017). Análise fenomenológica aplicada à psicologia: Recursos operacionais para a pesquisa empírica. In M. Mahfoud & J. S. Filho (Orgs), Diálogos com Edith Stein (pp 317-368). São Paulo: Paulus.
Camus, A. (2010). O mito de Sísifo. Bestbolso: São Paulo. (Originalmente publicado em 1941).
Castelo Branco, P. C., & Cirino, S. D. (2017). Fenomenologia nas obras de Carl Rogers: apontamentos para o cenário brasileiro. Revista de Psicologia, 8(2), 44-52.
Cândido, D. M. N. S. (2014). A ilusão da morte como libertação em a redoma de vidro, de Sylvia Plath. Travessias, 8(2), 136-150.
Carvalho, A. C. (1999). A poética do suicídio em Sylvia Plath. EmTese, 3(1), 21-29.
Clini, M. M. (2016). Contemplações entre arte e clínica: Por uma presença fenomenológico-hermenêutica. Tese de Doutorado, Programa de pós-graduação em Psicologia Social, Universidade de São Paulo, SP.
Corbiniano, S. A. M., & Bergamo, T. M. M. (2016). Consciência, intencionalidade e liberdade: contribuições de Sartre na formação do sujeito. Educar em Revista, 59(1), 263-275.
Costa, M. M., & Forteski, R. F. (2013). O constrangimento do ser e a alienação existencial como hipóteses Fenomenológico-Existenciais para o ato de suicidar-se. Psicopatologia Fenomenológica Contemporânea, 2(1), 42-56.
Ericksen, L. (2017). Subjetividade e “autenticidade” em Kierkegaard e a sua influência na on-tologia de Heidegger. Kalagatos, 14(1), 49-66.
Feijoo, A. M. L. C. (2018). Metà-hodós: Da fenomenologia hermenêutica à psicologia. Revista da Abordagem Gestáltica, 24(3), 329-339.
Feijoo, A. M. L. C., & Mattar, C. M. (2014). A fenomenologia como método de investigação nas Filosofias da Existência e na Psicologia. Psicologia: teoria e pesquisa, 30(4), 441-447.
Feijoo, A. M. L. C., & Goto, T. A. (2017). É possível a fenomenologia de Husserl como método de pesquisa em psicologia? Psicologia: Teoria e Pesquisa, 32(4), 1-9.
Giacoia Júnior, O. (2000). Nietzsche. São Paulo: Publifolha.
Holanda, A. F. (2016). Fenomenologia e psicologia no Brasil: Aspectos históricos. Estudos de Psicologia, 33(3), 382-394.
Moreira, V., & Torres, R. B. (2013). Empatia e redução fenomenológica: Possível contribuição ao pensamento de Rogers. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 65(2), 182-197.
Naves, G. S., & Oliveira, M. M. (2013). Fundamentos para uma existência autêntica e ética: sobre a consciência, a angústia e o reconhecimento da finitude em Martin Heidegger. In Núcleo de Estudo e Pesquisa em Filosofia e Educação (Org.), Anais do V Congresso de Fenomenologia da Região Centro-oeste (Vol. 2, pp. 231-238). Goiânia: NEPEFE/FE-UFG.
Noronha, A. P. P., Oliveira, D. A., Barros, L. O., & Moreira, T. C. (2018). Variáveis associadas ao sentido de vida. Revista da Abordagem Gestáltica, 24(1), 35-43.
Plath, S (2014). A Redoma de Vidro. São Paulo: Biblioteca Azul. (Originalmente publicado em 1963).
Reis, B. B., Holanda, A. F., & Goto, T. A. (2016). Husserl e o Artigo para Enciclopédia Britânica (1927): Projeto de Psicologia Fenomenológica. Psicologia em Estudo (UEM), 21(4), 629-640.
Roehe, M. V., & Dutra, E. (2017). Compreendendo narrativas sobre suicídio com base na analítica existencial de Martin Heidegger. Revista da Abordagem Gestáltica, 23(1), 32-41.
Rogers, C. R. (2009). Tornar-se Pessoa. Martins Fontes: São Paulo. (Originalmente publicado em 1961).
Rogers, C. R. (1977). Uma maneira negligenciada de ser: A maneira empática. In C. R. Rogers & R. A. Rosenberg (Orgs.), A pessoa como centro (pp. 69-89). São Paulo: EPU.
Rogers, C. R., & Kinget, M. (1977). Psicoterapia e relações humanas: Teoria e prática da terapia não diretiva. Belo Horizonte: Interlivros.
Rogers, C. R. (1983). Um jeito de ser. São Paulo: EPU. (Originalmente publicado em 1980).
Santos, A. M. (2004). Novos Caminhos na Abordagem Centrada na Pessoa. In A. M. Santos, C. R. Rogers & A. C. V. Bowen (Orgs), Quando fala o coração: A essência da psicoterapia centrada na pessoa (pp. 43-67). Vetor: São Paulo
Sartre, J. (2012). O existencialismo é um humanismo. São Paulo: Vozes. (Originalmente publicado em 1946).
Silva, J. L. L. L., & Cecchini, M. V. G. (2015). Articulação entre hermenêutica e fenomenologia para uma clínica psicológica com bases heideggerianas. Revista da Abordagem Gestáltica - Phenomenological Studies, 21(1), 14-82.
Sousa, K. S. S. (2012). Principais elementos do pessimismo Schopenhaueriano. Lampejo, 2(10), 114-129.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2021 Anderson Barbosa de Araújo, Jéssyca Alana Oliveira Pereira, Polyana Luz de Lucena

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Para autores: Cada manuscrito deverá ser acompanhado de uma “Carta de submissão” assinada, onde os autores deverão declarar que o trabalho é original e inédito, se responsabilizarão pelos aspectos éticos do trabalho, assim como por sua autoria, assegurando que o material não está tramitando ou foi enviado a outro periódico ou qualquer outro tipo de publicação.
Quando da aprovação do texto, os autores mantêm os direitos autorais do trabalho e concedem à Revista Subjetividades o direito de primeira publicação do trabalho sob uma licença Creative Commons de Atribuição (CC BY NC), a qual permite que o trabalho seja compartilhado e adaptado com o reconhecimento da autoria e publicação inicial na Revista Subjetividades.
Os autores têm a possibilidade de firmar acordos contratuais adicionais e separados para a distribuição não exclusiva da versão publicada na Revista Subjetividades (por exemplo, publicá-la em um repositório institucional ou publicá-la em um livro), com o reconhecimento de sua publicação inicial na Revista Subjetividades.
Os autores concedem, ainda, à Revista Subjetividades uma licença não exclusiva para usar o trabalho da seguinte maneira: (1) vender e/ou distribuir o trabalho em cópias impressas ou em formato eletrônico; (2) distribuir partes ou o trabalho como um todo com o objetivo de promover a revista por meio da internet e outras mídias digitais e; (3) gravar e reproduzir o trabalho em qualquer formato, incluindo mídia digital.
Para leitores: Todo o conteúdo da Revista Subjetividades está registrado sob uma licença Creative Commons Atribuição (CC BY NC) que permite compartilhar (copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato) e adaptar (remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim) seu conteúdo, desde que seja reconhecida a autoria do trabalho e que esse foi originalmente publicado na Revista Subjetividades.














