Capitalismo e Angústia

Autores

  • Sonia Borges Universidade Veiga de Almeida

DOI:

https://doi.org/10.5020/23590777.15.3.398-406

Palavras-chave:

psicanálise, arte, capitalismo, angústia

Resumo

Este trabalho apresenta uma reflexão sobre possíveis relações que se estabelecem entre a angústia e os impactos da normatividade social sobre as subjetividades. Em nossos dias, o capitalismo, aliado à ciência moderna, caracteriza-se não só pela definição autoritária de políticas econômicas, mas também por mecanismos gestionais que regulam e afetam a constituição dos indivíduos, estimulando a emergência de diferentes formas de manifestação da angústia, tais como estresse, pânico, desamparo, traumatismo e depressão, que se caracterizam particularmente pelo silencio do sujeito frente ao sentimento de perda de horizontes estáveis de referência, ou seja, pelo sofrimento sem endereço, sem Outro. Recorremos à psicanálise e a algumas ideias de Giorgio Agamben sobre o capitalismo de hoje, para discutirmos estas questões, assim como as possibilidades de a psicanálise e a arte serem consideradas modos particulares de confronto com estes fatos civilizatórios que exacerbam a angústia - colocando-se, portanto, na contra mão dos interesses capitalistas.

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Como Citar

Borges, S. (2015). Capitalismo e Angústia. Revista Subjetividades, 15(3), 398–406. https://doi.org/10.5020/23590777.15.3.398-406

Edição

Seção

Dossiê: Biopolítica