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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">subj</journal-id>
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				<journal-title>Revista Subjetividades</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">R Subj</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2359-0777</issn>
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				<publisher-name>Universidade de Fortaleza</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.5020/23590777.rs.v25i2.e15911</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Revisões de Literatura</subject>
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				<article-title>Mapeamento dos Testes Psicológicos no Brasil: Características dos Instrumentos Aprovados</article-title>
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					<trans-title>Mapeo de las Pruebas Psicológicas en Brasil: Características de los Instrumentos Aprobados</trans-title>
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					<trans-title><italic>Cartographie des Tests Psychologiques au Brésil : Caractéristiques des Instruments Approuvés</italic></trans-title>
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						<given-names>Karina da Silva</given-names>
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						<given-names>Júlia de Mello</given-names>
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				<institution content-type="original">Professora do Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Psicologia da Universidade São Francisco. Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006), especialista em Neurologia Aplicada à Neuropsicologia Infantil pela Universidade Estadual de Campinas (2008), Mestra (2014) e Doutora (2019) em Psicologia pela PUC-Campinas, com pós-doutorado em Avaliação Psicológica na Universidade São Francisco (2020).</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Psicologia</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade São Francisco</institution>
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				<institution content-type="original">Psicólogo formado pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL) em Americana (2021). Mestre em psicologia pelo Programa de Pós--Graduação em Psicologia: Cognição e Comportamento pela Universidade Federal de Minas Gerais (2023). Professor de psicologia na Anhanguera Educacional em Belo Horizonte/MG desde 2024. Aluno de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia: Cognição e Comportamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desde 2024. Temas de investigação relacionados com conceitos da Psicologia Positiva, tais como: resiliência, otimismo, esperança, coping, com foco na construção e adaptação de instrumentos psicológicos.</institution>
				<institution content-type="orgname">Anhanguera Educacional</institution>
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					<city>Belo Horizonte</city>
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				<institution content-type="original">Mestra em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia: Cognição e Comportamento (PPG-CogCom) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Especialização em Psicologia do Esporte na Faculdade Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE). Graduada em Psicologia com Formação Complementar em Psicologia do Esporte pela UFMG. Psicóloga Clínica e Clínica do Esporte com a abordagem da Terapia Cognitivo Comportamental. Associada da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte (ABRAPESP) e Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica (IBAP).</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Minas Gerais</institution>
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			<author-notes>
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					<label>Endereço para correspondência:</label> Karina da Silva Oliveira E-mail: <email>karina_oliv@yahoo.com.br</email> Felipe Bigoto Costa E-mail: <email>felipebigoto@hotmail.com</email> Júlia de Mello Pimenta E-mail: <email>psi.juliapimenta@gmail.com</email>
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			</author-notes>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>25</day>
				<month>09</month>
				<year>2026</year>
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			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2026</year>
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			<volume>25</volume>
			<issue>02</issue>
			<elocation-id>e15911</elocation-id>
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				<date date-type="accepted">
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>A avaliação psicológica é um processo complexo e multifacetado, que pode envolver diferentes métodos e técnicas, entre eles os testes psicológicos, reconhecidos como instrumentos importantes em diversos contextos de atuação profissional. Este estudo teve como foco a caracterização dos testes psicológicos aprovados para uso profissional no Brasil, considerando sua relevância para a prática avaliativa em diferentes contextos da psicologia. Apesar dos avanços regulatórios promovidos pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), ainda são escassos os estudos que sistematizam de forma abrangente as características dos instrumentos disponíveis, dificultando a análise crítica do repertório vigente. Com o objetivo de preencher essa lacuna, este trabalho realizou uma análise descritiva dos testes favoráveis listados no Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos. A amostra compreendeu os 162 instrumentos classificados como favoráveis para uso profissional entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024, com base nas informações públicas disponíveis no site oficial do CFP. Foram analisados aspectos relacionados aos construtos avaliados, ao público-alvo, aos formatos de aplicação e correção, bem como às categorias metodológicas atribuídas aos testes. A análise foi de natureza quantitativa, com tabulação e categorização dos dados em planilha eletrônica. Os resultados apontaram predominância de instrumentos voltados à avaliação da personalidade, atenção e inteligência, com foco em adultos e idosos, e baixa representatividade de medidas informatizadas e construtos afetivos, sociais e contextuais. Esses achados evidenciam a concentração temática dos testes atualmente disponíveis e a necessidade de ampliação do repertório avaliativo, considerando demandas emergentes e avanços tecnológicos. Conclui-se que a sistematização dessas informações contribui para reflexões críticas sobre a formação, a prática profissional, a pesquisa e as políticas de regulação da avaliação psicológica no país, indicando caminhos para o desenvolvimento de novos instrumentos mais sensíveis e diversificados.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title><italic>Resumen</italic></title>
				<p><italic>La evaluación psicológica es un proceso complejo y multifacético, que puede involucrar distintos métodos y técnicas, entre ellos las pruebas psicológicas, reconocidas como instrumentos relevantes en diversos contextos de actuación profesional. Este estudio tuvo como objetivo la caracterización de las pruebas psicológicas aprobadas para el uso profesional en Brasil, considerando su relevancia para la práctica evaluativa en distintos ámbitos de la Psicología. A pesar de los avances regulatorios promovidos por el Consejo Federal de Psicología (CFP), aún son escasos los estudios que sistematizan de manera amplia las características de los instrumentos disponibles, lo que dificulta un análisis crítico del repertorio vigente. Con el propósito de subsanar esta laguna, el presente trabajo realizó un análisis descriptivo de las pruebas favorables listadas en el Sistema de Evaluación de Pruebas Psicológicas. La muestra estuvo compuesta por los 162 instrumentos clasificados como favorables para el uso profesional entre diciembre de 2023 y diciembre de 2024, con base en la información pública disponible en el sitio web oficial del CFP. Se analizaron aspectos relacionados con los constructos evaluados, la población objetivo, los formatos de aplicación y corrección, así como las categorías metodológicas atribuidas a las pruebas. El análisis fue de naturaleza cuantitativa, con tabulación y categorización de los datos en una hoja de cálculo electrónica. Los resultados señalaron un predominio de instrumentos orientados a la evaluación de la personalidad, la atención y la inteligencia, con énfasis en adultos y personas mayores, y una baja representatividad de medidas informatizadas y de constructos afectivos, sociales y contextuales. Estos hallazgos evidencian la concentración temática de las pruebas actualmente disponibles y la necesidad de ampliar el repertorio evaluativo, considerando demandas emergentes y avances tecnológicos. Se concluye que la sistematización de esta información contribuye a reflexiones críticas sobre la formación, la práctica profesional, la investigación y las políticas de regulación de la evaluación psicológica en el país, señalando caminos para el desarrollo de nuevos instrumentos más sensibles y diversificados.</italic></p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="fr">
				<title><italic>Résumé</italic></title>
				<p><italic>L’évaluation psychologique constitue un processus complexe et à multiples facettes, qui peut impliquer diverses méthodes et techniques, parmi lesquelles les tests psychologiques, reconnus comme des outils importants dans de nombreux contextes d’exercice professionnel. Cette étude s’est concentrée sur la caractérisation des tests psychologiques approuvés pour un usage professionnel au Brésil, en prenant en compte leur pertinence pour la pratique évaluative dans divers contextes de la psychologie. Malgré les avancées réglementaires promues par le Conseil Fédéral de Psychologie (CFP), les études systématisant de manière globale les caractéristiques des instruments disponibles demeurent rares, entravant l’analyse critique du répertoire en vigueur. Dans le but de combler cette lacune, ce travail présente une analyse descriptive des tests favorables répertoriés dans le Système d’Évaluation des Tests Psychologiques. L’échantillon était composé des 162 instruments classés comme favorables à l’usage professionnel entre décembre 2023 et décembre 2024, sur la base des informations publiques disponibles sur le site officiel du CFP. On a analysé des aspects relatifs aux construits évalués, au public cible, aux formats d’application et de correction, ainsi qu’aux catégories méthodologiques attribuées aux tests. L’analyse était de nature quantitative, avec la tabulation et la catégorisation des données dans un tableur électronique. Les résultats ont montré une prédominance d’instruments conçus pour l’évaluation de la personnalité, l’attention et l’intelligence, avec un accent sur les adultes et les personnes âgées, et une faible représentativité des mesures informatisées ainsi que des construits affectifs, sociaux et contextuels. Ces résultats mettent en évidence la concentration thématique des tests actuellement disponibles et la nécessité d’élargir le répertoire d’évaluation, en tenant compte des demandes émergentes et des avancées technologiques. Il en ressort que la systématisation de ces informations contribue à des réflexions critiques sur la formation, la pratique professionnelle, la recherche et les politiques de régulation de l’évaluation psychologique dans le pays, indiquant des voies pour le développement de nouveaux instruments plus sensibles et diversifiés.</italic></p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>testes psicológicos</kwd>
				<kwd>avaliação psicológica</kwd>
				<kwd>revisão descritiva</kwd>
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			<kwd-group xml:lang="es">
				<title><italic>Palabras-chave:</italic></title>
				<kwd>pruebas psicológicas</kwd>
				<kwd>evaluación psicológica</kwd>
				<kwd>revisión descriptiva</kwd>
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				<title><italic>Mots-clés :</italic></title>
				<kwd>tests psychologiques</kwd>
				<kwd>évaluation psychologique</kwd>
				<kwd>revue descriptive</kwd>
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		<p>A avaliação psicológica ocupa um espaço relevante na ciência psicológica, destacando-se por integrar a atuação profissional e a produção científica, contribuindo, assim, tanto para a prática quanto para a construção e o avanço do conhecimento na área (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Oliveira &amp; Moreira, 2024</xref>). Os recursos, os métodos e as técnicas empregadas na avaliação têm favorecido o acúmulo de evidências relacionadas aos fenômenos, às medidas e às teorias psicológicas (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bueno &amp; Peixoto, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B10">Hutz, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Oliveira et al., 2022</xref>). Nesse sentido, a avaliação psicológica tem sido considerada uma área estratégica para a articulação entre teoria e prática na ciência psicológica (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Zanini et al., 2022</xref>).</p>
		<p>Embora note-se o caráter protagonista da avaliação psicológica, sua trajetória histórica, notadamente no Brasil, é marcada por diferentes compreensões sobre o fazer avaliativo (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Primi, 2018</xref>). Como forma de estabelecer um diálogo comum, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) compreende a avaliação psicológica como um processo estruturado de coleta de dados que visa compreender o funcionamento psicológico de indivíduos e/ou grupos com vistas a fundamentar a tomada de decisão (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Resolução CFP n° 31, 2022</xref>). Essa compreensão destaca a característica processual e integradora da avaliação psicológica</p>
		<p>Na prática profissional, observa-se com frequência que os termos “avaliação” e “testagem” são tratados como sinônimos (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Primi, 2012</xref>). Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B31">Zanini et al. (2022</xref>), o emprego de métodos e técnicas quantitativas como estratégia principal para o desenvolvimento dos testes psicológicos, aliado à associação direta entre a produção intelectual do campo de investigação e sua aplicação prática, fortaleceu o pensamento de que a avaliação seja equivalente à aplicação de um teste psicológico. Por essa razão, ao longo da história da avaliação psicológica, o uso isolado de um teste, ou mesmo de alguns testes, passou a ser representativo do processo avaliativo (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bueno &amp; Peixoto, 2018</xref>).</p>
		<p>Esse intercâmbio impreciso dos termos - isto é, “avaliação” e “testagem” - pode trazer limitações para a prática profissional, comprometendo, assim, a qualidade do serviço prestado ao avaliando (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Cunha et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Oliveira et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Zaia et al., 2018</xref>). Assim, é importante reforçar que a avaliação psicológica se refere a uma ação processual, integrativa e que envolve diferentes fontes de informações, tais como: as entrevistas, as observações, os testes psicológicos, os documentos multidisciplinares e os testes compartilhados com outras áreas do conhecimento (para aprofundamento, ver a <xref ref-type="bibr" rid="B25">Resolução CFP n° 31/2022</xref>). Por sua vez, a testagem refere-se ao emprego de uma técnica que compõe o processo avaliativo (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Pasquali, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B20">Primi, 2010</xref>, 2018; <xref ref-type="bibr" rid="B26">Rueda &amp; Zanini, 2018</xref>).</p>
		<p>Considerando a diversidade de técnicas que compõem a avaliação psicológica, é necessário reconhecer que a testagem possui características próprias. Os testes psicológicos, nesse sentido, configuram-se como instrumentos estruturados para a observação e descrição sistemática de fenômenos e comportamentos (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Pasquali, 2011</xref>). Por essa razão, podemos afirmar que os testes possuem finalidades específicas, que envolvem a identificação, a descrição e a mensuração das características psicológicas que pretendem acessar (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Urbina, 2007</xref>). Dado o tipo de contribuição que um teste deve oferecer para o processo de integração de dados, há um arcabouço teórico específico, assim como estratégias metodológicas que, em intersecção à psicometria, buscam acumular evidências da qualidade do teste (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Ambiel &amp; Carvalho, 2017</xref>). </p>
		<p>Dessa forma, há um aprofundamento científico dedicado à qualidade dos testes psicológicos, sobretudo ao zelo quanto à cientificidade dessas medidas. Busca-se garantir que esses materiais sejam representativos dos fenômenos psicológicos que devem avaliar (isto, é válidos), que sejam confiáveis (isto é, precisos), que tenham procedimentos específicos que evitem vieses de aplicação (isto é, padronizados) e que permitam uma comparação justa e socialmente representativa (isto é, normativo) (<xref ref-type="bibr" rid="B3">American Educational Research Association [AERA], 2014</xref>).</p>
		<p>Tão relevante quanto a qualidade psicométrica dos testes é a forma como o estímulo é apresentado ao avaliado, tema amplamente debatido na literatura. Em textos mais tradicionais (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Bledow &amp; Frese, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">McDaniel &amp; Nguyen, 2001</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Pasquali, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Urbina, 2007</xref>), é possível observar autores classificarem os testes enquanto objetivos e projetivos. Para esses autores, os testes objetivos podem apresentar características que os diferenciam, propondo subcategorias como escalas (itens em formato de afirmativas, em que a concordância e/ou discordância se dá em resposta a uma escala numérica ou categórica), inventários (itens em forma de afirmações ou perguntas que fazem o levantamento de sintomatologias ou da presença, em frequência, de comportamentos associados a um construto específico), questionários (itens em formato de perguntas abertas ou fechadas sobre comportamentos que são alvos da avaliação), testes de desempenho (itens apresentados de modo a solicitar que o avaliando realize uma tarefa ou expresse um comportamento) e testes de julgamento situacionais (item apresentado como uma situação hipotética na qual o avaliando precisa dizer como seria seu comportamento caso estivesse naquela situação).</p>
		<p>Complementando a categorização, há, como afirmado anteriormente, os instrumentos projetivos que têm sido tradicionalmente definidos como aqueles que apresentam estímulos não estruturados ou ambíguos, demandando do avaliado uma resposta mais livre, subjetiva e espontânea (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Meyer &amp; Archer, 2001</xref>). Com base na forma como o estímulo é apresentado e na natureza da resposta solicitada, é possível organizá-los em diferentes subcategorias (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Bledow &amp; Frese, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">McDaniel &amp; Nguyen, 2001</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Pasquali, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Urbina, 2007</xref>). Os testes temáticos, por exemplo, apresentam imagens ambíguas que convidam o indivíduo a construir uma narrativa. Já os testes gráficos solicitam a produção de desenhos a partir de comandos genéricos, permitindo inferências sobre aspectos da personalidade a partir da análise simbólica e formal. Outros testes se baseiam em estímulos cromáticos ou figurativos diversos, em que a organização de cores permite acessar aspectos afetivos e estruturais do funcionamento psíquico. Há ainda os testes expressivos que envolvem tarefas motoras repetitivas realizadas em espaço estruturado, nas quais se observam elementos gráficos como ritmo, pressão e organização espacial. Por fim, os testes associativos solicitam respostas rápidas a partir de palavras, frases ou imagens, buscando acessar conteúdos inconscientes por meio das associações espontâneas realizadas.</p>
		<p>Embora esse tipo de classificação seja tradicional, existem críticas a essa proposta, notadamente na aparente dicotomia entre objetivo versus projetivo. <xref ref-type="bibr" rid="B14">Miguel (2014</xref>) aponta para, no mínimo, dois problemas decorrentes desta relação. O primeiro refere-se à falsa noção de que os testes objetivos seriam mais confiáveis por haver menor influência de aspectos qualitativos, o que não é verdadeiro. O segundo problema se relaciona ao fato de os dois tipos de testes serem entendidos como antagônicos ou como polos extremos, acreditando-se que o teste projetivo seria uma medida qualitativa com menor rigor metodológico e/ou científico. </p>
		<p>Como forma de endereçar essas questões, textos mais modernos (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Ambiel et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Lins, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Serafini et al., 2017</xref>) sugerem a classificação dos testes da seguinte forma: (1) medidas de autorrelato que envolvem a autoatribuição de características, sintomas ou comportamentos, sendo o próprio indivíduo responsável por fornecer informações sobre si. Esse tipo de medida é comum em inventários de personalidade e escalas de sintomas psicológicos. Por outro lado, (2) as medidas de heterorrelato baseiam-se em informações fornecidas por terceiros - como pais, professores ou cuidadores - que observam o comportamento do avaliado em contextos específicos, sendo especialmente úteis na avaliação de crianças, pessoas com déficits de comunicação ou em contextos nos quais o julgamento externo é relevante. Em seguida, tem-se (3) as medidas de desempenho típico que procuram compreender como o indivíduo percebe, interpreta ou responde a estímulos ambíguos, baseando-se em suas experiências, valores ou modos habituais de funcionamento. São exemplos os testes projetivos ou técnicas expressivas, nos quais não há respostas certas ou erradas. </p>
		<p>Já (4) as medidas de desempenho máximo avaliam o que o indivíduo consegue realizar em seu melhor desempenho possível, sob condições estruturadas e com respostas consideradas corretas ou incorretas, como ocorre nos testes de inteligência, atenção ou memória. Por sua vez, (5) as medidas construtivas requerem que o avaliado produza um material ou resultado observável a partir de uma tarefa proposta, tais como: desenhos, redações ou construções com blocos, sendo analisados tanto o produto quanto o processo envolvido. Por fim, (6) as medidas observacionais são baseadas no registro sistemático do comportamento do indivíduo em situações naturais ou controladas, sendo amplamente utilizadas em contextos clínicos, escolares ou organizacionais, e podendo envolver protocolos específicos de observação ou escalas padronizadas.</p>
		<p>No Brasil, o cuidado com a prática da avaliação psicológica, sobretudo no que tange ao uso dos testes psicológicos, resultou na organização da Comissão Consultiva de Avaliação Psicológica (CCAP) em 2003, instância criada pelo CFP com o propósito de acompanhar e qualificar a produção, a comercialização e o uso de instrumentos de avaliação psicológica no país (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Cardoso &amp; Silva, 2018</xref>). Desde então, a CCAP tem reunido pesquisadores com ampla experiência na área, que, ao longo de diferentes gestões, vêm se dedicando à construção de diretrizes técnicas, à promoção de debates ético-políticos sobre a prática avaliativa e à articulação entre entidades científicas comprometidas com o desenvolvimento da avaliação psicológica no Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Reppold &amp; Noronha, 2018</xref>). </p>
		<p>Como produto desses esforços, surgiu o Sistema de Avaliação dos Testes Psicológicos (SATEPSI), uma vez que a CCAP contribuiu para o estabelecimento de critérios de aprovação técnica e psicométrica dos instrumentos, favorecendo avanços importantes na qualidade dos manuais e no uso responsável dos testes (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Reppold et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Wechsler et al., 2019</xref>). O reconhecimento internacional do SATEPSI (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Evers, 2012</xref>) evidencia a relevância desse sistema como referência para a promoção de uma prática ética e científica da testagem psicológica. </p>
		<p>Diante do exposto, é possível afirmar que a avaliação psicológica no Brasil se encontra respaldada por uma sólida base normativa e técnica, impulsionada também pelas ações regulatórias conduzidas pela CCAP e operacionalizadas por meio do SATEPSI. Após mais de duas décadas da criação da CCAP e do SATEPSI, é oportuno questionar quais são as características desses instrumentos, sobretudo quando se considera a relevância dos dados gerados pelos testes no processo de integração das informações e na tomada de decisão clínica, educacional ou organizacional. Essa pergunta adquire valor adicional ao se refletir sobre o papel do profissional na seleção e no julgamento técnico das estratégias avaliativas que compõem o processo, bem como quando se questiona quais espaços de expansão e de saturação são identificados no momento atual. Dessa forma, este estudo contribui não apenas para a descrição sistemática do repertório de instrumentos disponíveis, mas também para subsidiar a prática psicológica com informações que orientem a escolha de testes, identifiquem lacunas que demandam desenvolvimento de novos instrumentos e favoreçam uma reflexão crítica sobre os rumos da avaliação psicológica no país. Por essas razões, o presente estudo caracteriza-se por um levantamento descritivo que tem por objetivo analisar os testes psicológicos indicados como favoráveis para uso profissional, a partir das informações públicas disponibilizadas na plataforma oficial do SATEPSI (https://satepsi.cfp.org.br), com vistas a oferecer subsídios para o debate técnico e científico.</p>
		<sec>
			<title>Método</title>
			<sec>
				<title>Seleção dos Materiais</title>
				<p>A fim de identificar os testes psicológicos aprovados para uso profissional em psicologia, acessou-se o site do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI - <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://satepsi.cfp.org.br">https://satepsi.cfp.org.br</ext-link>), notadamente, a aba Lista do SATEPSI, selecionando a opção Testes Psicológicos Favoráveis. Em seguida, não foi realizada nenhuma seleção de identificação e/ou de construto, visando gerar uma lista completa com os testes disponíveis para uso. Essas buscas foram realizadas entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024. Ao realizar essas ações, foram identificados 162 testes psicológicos aprovados. </p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Procedimentos</title>
				<p>Após a identificação desses testes, buscaram-se informações sobre as seguintes características dos testes: construto avaliado, público-alvo da testagem, formato de aplicação, formato de correção, formato de aplicação, classificação do teste, classificação do tipo de resposta, prazo de estudos de validade, ano de aprovação, prazo de estudo normativos, editora responsável pela comercialização. É importante destacar que o site do SATEPSI apresenta informações sobre: o nome dos autores, a editora responsável pela comercialização do teste, o construto avaliado ou conjunto de construtos avaliados, o público-alvo informado pela faixa etária ou grupo etário alvo da medida, idade da amostra de normatização, tipo de aplicação e correção, data da aprovação, prazos dos estudos de validade e dos estudos normativos. Portanto, os dados sobre os testes foram obtidos em locais nos quais estão publicizados. Além disos, é relevante informar que, quando os dados não estivessem organizados de forma objetiva - por exemplo, quando mais de um construto indicado no site do SATEPSI -, a informação foi consultada nas páginas dos testes em suas respectivas editoras.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Resultados</title>
				<p>Inicialmente, verificou-se a frequência e a porcentagem dos construtos principais indicados junto ao SATEPSI. Foram identificados 33 construtos avaliados pelos testes disponíveis para uso profissional, sendo o mais frequente a personalidade (n=33; 20,37%), seguido da atenção (n=24; 14,81%), da inteligência (n=21; 12,96%), do raciocínio (n=15; 9,26%) e da memória (n=13; 8,02%). Também é importante destacar que as habilidades sociais e a depressão eram o alvo de testagem de 8 (4,94%) instrumentos cada. </p>
				<p>Ainda, testes que avaliavam processos neuropsicológicos perfizeram 3,09% (n=5) dos testes disponíveis, e testes para orientação profissional 2,48% (n=4) do total de medidas. Por sua vez, construtos como autoeficácia, criatividade, estresse, ideação suicida, inteligência emocional, motivação e suporte social apresentaram a mesma frequência de testes, isto é, dois (1,23%) testes para cada um destes construtos. Por fim, houve construtos que apresentaram um (0,62%) instrumento disponível para uso, são eles: agressividade, altas habilidades/superdotação, ansiedade, apego, assertividade, <italic>burnout</italic>, desenvolvimento cognitivo, desesperança, dislexia, habilidades escolares, impulsividade, psicopatologia, regulação emocional, relações familiares, resiliência, suporte familiar e suporte laboral.</p>
				<p>Quanto ao público-alvo dos instrumentos, a análise mostrou a prevalência de testes voltados a adultos (n=132), seguido de idosos (n=108), adolescentes (n=81) e crianças (n=45). Esses números resultam da soma simples de todos os testes que contemplam cada faixa etária, não devendo ser interpretados como categorias exclusivas, já que muitos instrumentos se destinam a públicos mistos.</p>
				<p>Para evitar a distorção dos dados, a informação referente ao público-alvo foi organizada da seguinte maneira: (1) crianças, quando o teste indicava idades entre zero e 12 anos; (2) crianças e adolescentes, quando a idade indicada era entre zero e 17 anos; (3) crianças, adolescentes e adultos, quando a idade indicada variava entre zero e 59 anos; (4) crianças, adolescentes, adultos e idosos, quando o teste indicava idades entre 0 a idades iguais ou superiores a 60 (60+); (5) adolescentes, quanto o teste indicava idade acima de 12 anos a até 17 anos; (6) adolescentes e adultos, quando as idades estavam acima de 12 anos a até 59 anos; (7) adolescentes, adultos e idosos, para testes cujas idades indicadas eram acima de 12 anos a 60+; (8) adultos, em testes cujas idades variavam entre 18 e 59 anos; (9) adultos e idosos, quando compreendiam idades entre 18 e 60+; e (10) idosos, acima de 60 anos.</p>
				<p>Assim, observou-se que dos 162 testes disponíveis, 54 exemplares (33,38%) têm como público-alvo composto por adultos e idosos. Em seguida, 34 exemplares (20,98%) são voltados para adolescentes, adultos e idosos. Por sua vez, 17 exemplares (10,49%) voltam-se para crianças, adolescentes, adultos e idosos. Ainda, 13 testes, isto é, 8,02% das medidas, voltam-se para crianças e adolescentes. Existem também 12 (7,40%) testes para avaliação de crianças, outros 12 (7,40%) para avaliação de adolescentes e adultos e outros 12 (7,40%) para avaliação de adultos. Também foram identificados três (1,85%) testes voltados para avaliação de crianças, adolescentes e adultos e outros três (1,85%) para avaliação de idosos. Por fim, foram identificados dois (1,23%) instrumentos para avaliação de adolescentes. Buscando aprofundar a compreensão sobre a relação entre construto e público-alvo, realizou-se a análise cruzada dessas informações. As informações estão apresentadas na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t1">
						<label>Tabela 1</label>
						<caption>
							<title><italic>Relação público-alvo e construto</italic></title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="center">Público-alvo</th>
									<th align="center">Construto</th>
									<th align="center">Frequência</th>
									<th align="center">Porcentagem</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="10">Crianças</td>
									<td align="left">Altas habilidades/Superdotação</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">8,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Desenvolvimento cognitivo</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">8,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Habilidades escolares</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">8,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Inteligência</td>
									<td align="center">3</td>
									<td align="center">25,00</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Memória</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">8,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Personalidade</td>
									<td align="center">2</td>
									<td align="center">16,67</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Processos neuropsicológicos</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">8,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Raciocínio</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">8,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Resiliência</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">8,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Total</td>
									<td align="center">12</td>
									<td align="center">100,00</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="12">Crianças e adolescentes</td>
									<td align="left">Atenção</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">7,69</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Criatividade</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">7,69</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Depressão</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">7,69</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Dislexia</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">7,69</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Habilidades sociais</td>
									<td align="center">2</td>
									<td align="center">15,38</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Inteligência</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">7,69</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Motivação</td>
									<td align="center">2</td>
									<td align="center">15,38</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Personalidade</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">7,69</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Processos neuropsicológicos</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">7,69</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Psicopatologia</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">7,69</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Raciocínio</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">7,69</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Total</td>
									<td align="center">13</td>
									<td align="center">100,00</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="4">Crianças, adolescentes e adultos</td>
									<td align="left">Inteligência</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">33,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Personalidade</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">33,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Raciocínio</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">33,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Total</td>
									<td align="center">3</td>
									<td align="center">100,00</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="11">Crianças, adolescentes, adultos e idosos</td>
									<td align="left">Atenção</td>
									<td align="center">4</td>
									<td align="center">23,53</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Depressão</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">5,88</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Inteligência</td>
									<td align="center">2</td>
									<td align="center">11,76</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Inteligência emocional</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">5,88</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Memória</td>
									<td align="center">2</td>
									<td align="center">11,76</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Personalidade</td>
									<td align="center">2</td>
									<td align="center">11,76</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Processos neuropsicológicos</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">5,88</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Raciocínio</td>
									<td align="center">2</td>
									<td align="center">11,76</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Regulação emocional</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">5,88</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Suporte familiar</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">5,88</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Total</td>
									<td align="center">17</td>
									<td align="center">100,00</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="3">Adolescentes</td>
									<td align="left">Orientação profissional</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">50,00</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Suporte social</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">50,00</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Total</td>
									<td align="center">2</td>
									<td align="center">100,00</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="10">Adolescentes e adultos</td>
									<td align="left">Atenção</td>
									<td align="center">3</td>
									<td align="center">25,00</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Autoeficácia</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">8,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Depressão</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">8,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Estresse</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">8,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Habilidades sociais</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">8,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Inteligência</td>
									<td align="center">2</td>
									<td align="center">16,67</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Memória</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">8,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Orientação profissional</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">8,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Raciocínio</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">8,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Total</td>
									<td align="center">12</td>
									<td align="center">100,00</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="12">Adolescentes, adultos e idosos</td>
									<td align="left">Atenção</td>
									<td align="center">4</td>
									<td align="center">11,76</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Criatividade</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">2,94</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Estresse</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">2,94</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Habilidades sociais</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">2,94</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Inteligência</td>
									<td align="center">7</td>
									<td align="center">20,59</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Memória</td>
									<td align="center">5</td>
									<td align="center">14,71</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Orientação profissional</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">2,94</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Personalidade</td>
									<td align="center">11</td>
									<td align="center">32,35</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Processos neuropsicológicos</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">2,94</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Raciocínio</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">2,94</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Suporte laboral</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">2,94</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Total</td>
									<td align="center">34</td>
									<td align="center">100,00</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="8">Adolescentes, adultos e idosos</td>
									<td align="left">Atenção</td>
									<td align="center">4</td>
									<td align="center">11,76</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Criatividade</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">2,94</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Estresse</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">2,94</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Habilidades sociais</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">2,94</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Inteligência</td>
									<td align="center">7</td>
									<td align="center">20,59</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Memória</td>
									<td align="center">5</td>
									<td align="center">14,71</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Orientação profissional</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">2,94</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Total</td>
									<td align="center">12</td>
									<td align="center">100,00</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="19">Adultos e idosos</td>
									<td align="left">Agressividade</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">1,85</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Ansiedade</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">1,85</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Apego</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">1,85</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Atenção</td>
									<td align="center">12</td>
									<td align="center">22,22</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Autoeficácia</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">1,85</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left"><italic>Burnout</italic></td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">1,85</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Depressão</td>
									<td align="center">3</td>
									<td align="center">5,56</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Desesperança</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">1,85</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Habilidades sociais</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">1,85</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Ideação suicida</td>
									<td align="center">2</td>
									<td align="center">3,70</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Inteligência</td>
									<td align="center">5</td>
									<td align="center">9,26</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Inteligência emocional</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">1,85</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Memória</td>
									<td align="center">4</td>
									<td align="center">7,41</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Orientação profissional</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">1,85</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Personalidade</td>
									<td align="center">14</td>
									<td align="center">25,93</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Processos neuropsicológicos</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">1,85</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Raciocínio</td>
									<td align="center">3</td>
									<td align="center">5,56</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Suporte social</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">1,85</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Total</td>
									<td align="center">54</td>
									<td align="center">100,00</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="4">Idosos</td>
									<td align="left">Depressão</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">33,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Personalidade</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">33,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Raciocínio</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">33,33</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Total</td>
									<td align="center">3</td>
									<td align="center">100,00</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN1">
								<p>Nota: público-alvo categorizado conforme apresentado.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>Após a realização dessas ações, buscou-se compreender os diferentes formatos de aplicação dos testes aprovados, cujas categorias são apresentadas integralmente tais quais identificadas no site do SATEPSI. Assim, observou-se que a maior parte dos testes aprovados (82,10%; n=133) apresentam aplicação em formato único, sendo 72,84% (n = 118) exclusivamente em lápis e papel, 5,56% (n = 9) apenas informatizados e 3,70% (n = 6) somente de forma remota. Os demais 17,90% (n = 29) foram classificados como de aplicação mista, contemplando diferentes combinações de formatos: 8,64% (n = 14) podem ser administrados em lápis e papel ou informatizados e/ou de forma remota; 4,32% (n = 7) admitem aplicação informatizada e/ou remota; 3,09% (n = 5) podem ser administrados tanto em lápis e papel quanto de modo informatizado; e 1,85% (n = 3) permitem aplicação em lápis e papel ou de forma remota. Ressalta-se que, devido à sobreposição prevista nas categorias híbridas, os percentuais não devem ser interpretados como mutuamente exclusivos, mas sim como indicativos da diversidade de possibilidades de aplicação previstas pelo SATEPSI.</p>
				<p>Ainda no que diz respeito aos processos de aplicação, 110 (67,90%) dos testes disponíveis podem ser aplicados de forma individual e/ou coletiva, 50 (30,86%) podem ser aplicados somente individualmente, 1 (0,62%) deve ser aplicado somente coletivamente e em somente 1 (0,62%) dos instrumentos não apresentou essa informação no site do SATEPSI. Complementar a essa informação, também foram extraídos os dados referentes ao tipo de correção e/ou apuração dos resultados dos testes. Para essa categoria, houve três agrupamentos, sendo o mais frequente a opção combinada de correção informatizada e não informatizada (n=70; 43,21%), seguida da opção de correção somente não informatizada (n=69, 42,59%) e da correção somente informatizada (n=23; 14,20%).</p>
				<p>Dada as características dos testes, buscou-se compreender as classificações das medidas disponíveis. Essa classificação foi realizada com base na literatura (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Ambiel et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Lins, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Serafini et al., 2017</xref>) e nas informações disponíveis nas páginas de comercialização de cada teste. Nos casos de testes que não são comercializados, os autores foram consultados, e as informações foram classificadas com base em seus relatos e nas publicações compartilhadas. Cabe informar que essa condição ocorreu somente uma vez. Assim, os resultados indicaram que 50,00% (n=81) dos testes são considerados de desempenho máximo, 40,12% (n=65) são instrumentos de autorrelato, 5,56% (n=9) são testes de desempenho típico, 3,70% (n=6) são considerados como medidas construtivas e 0,62% (n=1) é de heterorrelato.</p>
				<p> Ainda nesse tema, a literatura sugere que o tipo de resposta também pode ser classificado (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Bledow &amp; Frese, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">McDaniel &amp; Nguyen, 2001</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Pasquali, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Urbina, 2007</xref>), oferecendo maior informação sobre as características dos testes. Considerando esse tipo de classificação, dos 162 testes aprovados, 84 (51,85%) são medidas de desempenho, 44 (27,16%) são escalas, 18 (11,11%) são inventários, 4 (2,47%) apresentam estímulos não estruturados, 3 (1,85%) são temáticos, 2 (1,23%) são em formato de testes de julgamento situacional, 2 (1,23%) apresentam estímulos diversos e 2 (1,23%) são classificados como questionários. </p>
				<p>Quanto às informações referentes às datas de aprovação desses testes junto ao Conselho Federal de Psicologia, é possível observar, na <xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>, que não há um crescimento linear. Entretanto, o ano de 2013 (n=18), de 2018 (n=13) e os anos de 2011 (n=13) e de 2022 (n=13) apresentam os picos de maiores aprovações. De forma complementar, também foram elencados os anos de vencimento dos estudos de validade e dos estudos normativos. </p>
				<p>
					<fig id="f1">
						<label>Figura 1</label>
						<caption>
							<title><italic>Ano de aprovação dos testes disponíveis</italic></title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2359-0777-subj-25-02-e15911-gf1.png"/>
					</fig>
				</p>
				<p>Por fim, foram observadas as editoras que são nomeadamente responsáveis pela comercialização dos testes em território nacional. Essa informação também é apresentada no site do SATEPSI. Assim, os resultados apontaram que dos 162 testes disponíveis, 45,06% (n=73) são de responsabilidade da Editora Vetor, 33 (20,37%) da Casapsi, 21 (12,96%) da Hogrefe. Em 10 ocasiões (6,17%), não há a indicação dessa informação. Ainda, 7 (4,32%) são de responsabilidade do LABPAM Saber e Tecnologia, 4 (2,47%) na Editora NilaPress, 2 (1,23%) da Edites, e 2 (1,23%) da Pearson. E as editoras Memnon, Terceira Margem, Germinar RH, Núcleo de Estudos em Avaliação Psicológica (NEAP/UFPE), Centro de Neuropsicologia Aplicada (CNA), Fellipelli, Cognição, LAMP/Puc Campinas, Atelie RH e Laboratório de Investigação da Arquitetura Cognitiva (LAICO) têm a responsabilidade pela comercialização de um teste para cada editora e/ou laboratório.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="discussion">
			<title>Discussão</title>
			<p>Visando colaborar com a compreensão e a descrição dos testes disponíveis para uso profissional, a presente revisão foi conduzida. Assim, os dados apresentados nesta pesquisa oferecem uma visão panorâmica sobre os testes psicológicos favoráveis para uso profissional, segundo a listagem do SATEPSI, permitindo reflexões acerca do panorama atual da avaliação psicológica no Brasil. Os resultados obtidos apontam para um cenário que, ao mesmo tempo em que se evidencia avanços, também aponta para lacunas e desafios que devem ser endereçados pela comunidade científica.</p>
			<p>A busca pelos testes aprovados identificou 162 instrumentos avaliados como favoráveis. Tal fato, inicialmente, parece promissor, sugerindo que há uma ampla possibilidade de testes para o uso profissional. Entretanto, ao observar os construtos que são avaliados pelos testes, nota-se que há maior frequência de instrumentos voltados para a avaliação da personalidade, da atenção e da inteligência. Essa prevalência pode estar associada a, pelo menos, duas razões: a primeira refere-se ao processo histórico de organização da avaliação psicológica como foco voltado para esses temas (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bueno &amp; Peixoto, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B10">Hutz, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Oliveira et al., 2022</xref>). A segunda razão, alinhada à primeira, refere-se às demandas mais frequentes dos contextos em que a avaliação psicológica é empregada, tais como o clínico, o educacional, o compulsório e o organizacional, nos quais esses construtos são recorrentemente requisitados (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Oliveira et al., 2021</xref>). </p>
			<p>Ainda nesse tema, enfatiza-se a baixa frequência de instrumentos direcionados à avaliação de aspectos afetivos, sociais e contextuais como suporte social, regulação emocional, ideação suicida ou habilidades interpessoais, o que sugere uma limitação do repertório de testes disponíveis para uma compreensão mais abrangente do funcionamento psicológico (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Hutz, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">Primi, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B32">Zanini et al., 2022</xref>). Desse modo, pode-se afirmar que há espaço para a ampliação dos escopos de pesquisa para a elaboração de instrumentos com voltados aos construtos psicológicos emergentes (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Oliveira et al., 2022</xref>).</p>
			<p>Em seguida, a análise sobre os públicos-alvo contemplados pelos testes mostra que, em sua maioria, os instrumentos se destinam à categoria “adultos e idosos”, que combina simultaneamente estes dois públicos. Ainda que exista uma proporção relevante de testes voltados a diferentes faixas etárias em conjunto, observa-se uma menor disponibilidade de instrumentos desenvolvidos exclusivamente para crianças, para adolescentes e para idosos, quando considerados isoladamente. Considerando os princípios de validade e de representatividade amostral preconizados por diretrizes internacionais (<xref ref-type="bibr" rid="B3">AERA, 2014</xref>), é necessário ponderar os riscos de aplicar instrumentos generalistas em faixas etárias que exigem sensibilidade ao desenvolvimento. Nesse sentido, a escassez de medidas adaptadas para fases específicas do ciclo vital pode trazer prejuízos e influenciar na tomada de decisão decorrente da prática avaliativa. Assim, é relevante que sejam empregados esforços na construção de testes que sejam característicos e representativos da expressão do fenômeno psicológico alvo em faixas etárias específicas (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Oliveira et al., 2021</xref>). </p>
			<p>Em seguida, tomando-se em conjunto a informação referente aos construtos e às faixas etárias, observa-se que há importantes campos de desenvolvimento de pesquisa, visando a ampliação de estratégias de avaliação (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Oliveira et al., 2021</xref>). Ainda, esses dados sugerem que o profissional enfrenta limitações importantes na seleção de materiais. Isso ocorre porque não há medidas para a testagem de construtos ou fenômenos específicos, como o bem-estar e o otimismo, que não são avaliados em nenhuma faixa etária, ou outros que estão disponíveis apenas em períodos específicos do desenvolvimento, como a resiliência, que é testada na infância (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Oliveira &amp; Moreira, 2024</xref>). Além disso, há um número limitado de com foco desenvolvimental específico, sendo importante destacar que dois testes foram desenvolvidos para adolescentes e três para idosos. Por essa razão, a definição de avaliação psicológica apresentada pelo CFP na <xref ref-type="bibr" rid="B25">Resolução CFP n° 31/2022</xref> torna-se relevante por destacar o caráter processual e integrativo dos dados provenientes da avaliação. Em condições que não existem instrumentos para realização da testagem, é necessário que o profissional tenha conhecimento técnico e científico de forma qualificada para realizar a compreensão do funcionamento psicológico a partir de fontes fundamentais qualitativas e/ou complementares (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Zaia et al., 2018</xref>).</p>
			<p>Outro aspecto que merece destaque refere-se aos formatos de aplicação dos testes. A expressiva predominância do modelo tradicional em lápis e papel (mais de 70%) sugere uma tendência à manutenção de práticas consolidadas, mas pouco alinhadas aos avanços tecnológicos contemporâneos. A literatura já aponta para os benefícios da informatização de instrumentos, tanto em termos de padronização da aplicação quanto de agilidade e segurança na correção dos resultados (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Reppold et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">Primi, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Wechsler et al., 2019</xref>). No entanto, o número ainda limitado de testes informatizados ou com aplicação remota pode indicar novos percursos a serem explorados por pesquisadores da área a fim de instrumentalizar profissionais. Esse foco, deve ser refletido com os devidos cuidados éticos para que os processos avaliativos sejam contextualizados às novas gerações e às demandas que têm sido apresentadas em contextos de digitalização de serviços (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Muniz et al., 2021</xref>).</p>
			<p>Quanto ao modo de aplicação, observa-se que a maioria dos testes permite tanto aplicação individual quanto coletiva, o que amplia a versatilidade dos instrumentos em diferentes contextos. Ainda assim, o predomínio da aplicação individual reforça o caráter tradicional da prática avaliativa no Brasil, possivelmente relacionado à ênfase em contextos clínicos e diagnósticos (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Serafini et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Zaia et al., 2018</xref>). Já no que se refere à forma de correção, é notável o equilíbrio entre métodos informatizados e manuais, com predominância de instrumentos que oferecem ambos os formatos. Essa flexibilidade pode ser vista como uma vantagem prática, embora a adoção plena da correção informatizada ainda represente um potencial a ser mais explorado, especialmente para minimizar erros humanos e otimizar o tempo do profissional.</p>
			<p>A análise da classificação dos testes quanto ao tipo de medida (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Bledow &amp; Frese, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">McDaniel &amp; Nguyen, 2001</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Pasquali, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Urbina, 2007</xref>) revelou uma predominância das medidas de desempenho máximo e de autorrelato, seguidas por um número menor de medidas de desempenho típico, construtivas e de heterorrelato. Essa distribuição, embora esperada, dado o histórico da psicometria no Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bueno &amp; Peixoto, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Cunha et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">Oliveira &amp; Moreira, 2024</xref>), pode limitar a diversidade metodológica da avaliação psicológica. Conforme apontam <xref ref-type="bibr" rid="B2">Ambiel et al. (2015</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B5">Bornstein (2007</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B14">Miguel (2014</xref>), é importante que haja a ampliação do repertório de medidas disponíveis para que diferentes dimensões dos construtos e fenômenos psicológicos alvos de avaliações possam ser investigados com maior sensibilidade, sobretudo aqueles que não se expressam por meio de respostas objetivas e padronizadas.</p>
			<p>A classificação dos testes com base no tipo de resposta (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Ambiel et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Lins, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Serafini et al., 2017</xref>) também revelou uma maior presença de instrumentos estruturados, como medidas de desempenho, escalas e inventários, com baixa frequência de instrumentos que utilizam estímulos não estruturados ou técnicas projetivas. Esse dado é coerente com o movimento recente da área, que tem buscado rigor psicométrico e revalidação dos testes projetivos (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Zanini et al., 2022</xref>). No entanto, é necessário evitar que essa tendência reforce uma dicotomia simplificadora entre testes “objetivos” e “projetivos”, como criticado por <xref ref-type="bibr" rid="B14">Miguel (2014</xref>), e reconhecer o potencial complementar de diferentes formatos de estímulo e resposta no processo avaliativo (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Oliveira et al., 2021</xref>).</p>
			<p>A análise da distribuição temporal da aprovação dos testes mostra que, embora não haja um crescimento linear ao longo dos anos, alguns períodos apresentaram maior concentração de aprovações, o que pode estar relacionado a marcos normativos, mudanças nas exigências do SATEPSI ou mesmo movimentos de mercado (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bueno &amp; Peixoto, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B7">Cardoso &amp; Silva, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Reppold &amp; Noronha, 2018</xref>). Já os dados sobre as editoras apontam para a concentração de publicações em algumas casas editoriais. Tal cenário convida à reflexão sobre a necessidade de incentivo à produção de testes por grupos de pesquisa independentes, instituições públicas e redes colaborativas, visando ampliar a pluralidade de abordagens e construtos contemplados pela avaliação psicológica no país.</p>
			<p>De modo geral, os achados deste estudo contribuem para um mapeamento atualizado dos instrumentos disponíveis para uso profissional no Brasil e evidenciam a importância contínua de ações regulatórias, como as desenvolvidas pela CCAP e operacionalizadas pelo SATEPSI, para garantir que a avaliação psicológica seja realizada de forma técnica, ética e socialmente comprometida. Os dados também reforçam a necessidade de investimentos permanentes em pesquisa, desenvolvimento e diversificação de instrumentos, de modo que a avaliação psicológica possa acompanhar as transformações sociais, culturais e tecnológicas contemporâneas. </p>
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		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações Finais</title>
			<p>O presente estudo teve como objetivo caracterizar os testes psicológicos aprovados para uso profissional no Brasil, a partir das informações disponibilizadas pelo SATEPSI. Embora tais dados estejam disponíveis na plataforma, sua sistematização permite construir um panorama do repertório vigente de instrumentos, indicando potencialidades e limites da testagem psicológica no país. Os resultados apontaram para a existência de 162 instrumentos aprovados, número que evidencia o potencial produtivo e criativo dos pesquisadores da área e o compromisso com a qualificação técnica e científica das medidas. Observou-se, contudo, uma concentração temática em construtos - como personalidade, atenção e inteligência -, bem como a prevalência de instrumentos destinados a adultos e idosos. Foram identificadas lacunas no desenvolvimento de medidas específicas para crianças, adolescentes e idosos, além de baixa representatividade de construtos afetivos, sociais e contextuais. Também se destacou o predomínio de instrumentos em formato lápis e papel, em contraste com a menor presença de medidas informatizadas ou aplicáveis de forma remota.</p>
			<p>Entre as limitações do estudo, ressalta-se o caráter descritivo e a dependência das informações disponibilizadas no site do SATEPSI, o que restringe a análise a dados secundários e não permite explorar em profundidade os aspectos qualitativos relacionados ao processo de aprovação dos instrumentos. Para pesquisas futuras, sugere-se a ampliação de estudos que investiguem de que modo o repertório de testes impacta a prática profissional, bem como as comparações internacionais e as análises voltadas a construtos emergentes. Recomenda-se, ainda, que levantamentos semelhantes sejam realizados periodicamente, garantindo uma visão atualizada da avaliação psicológica no Brasil. Por fim, as evidências aqui apresentadas têm aplicabilidade direta para a prática profissional, pois subsidiam psicólogos, pesquisadores e instâncias formativas na seleção crítica de instrumentos e na identificação de lacunas que demandam novos desenvolvimentos. Ao mesmo tempo, há um reforço da compreensão de que os testes psicológicos devem ser empregados como parte de um processo avaliativo integrativo e multimétodo, favorecendo práticas contextualizadas, justas e representativas.</p>
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				<mixed-citation>Zanini, D. S., Faiad, C., Baptista, M. N., Oliveira, K. L., Oliveira, K. S., Rueda, F. J., Ferrari, H., &amp; Henklain, M. H. O. (2022). O papel do Instituto Brasileiro de <italic>Avaliação Psicológica</italic> (IBAP) na construção histórica da Psicologia brasileira. In F. Degani-Carneiro, T. H. Lima, S. S. Fukusima, &amp; A. V. B. Bastos (Eds.), <italic>Entidades nacionais da psicologia brasileira: O FENPB e suas histórias</italic> (pp. 116-127). Conselho Federal de Psicologia.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>Zanini</surname>
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					<chapter-title>O papel do Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica (IBAP) na construção histórica da Psicologia brasileira</chapter-title>
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					<publisher-name>Conselho Federal de Psicologia</publisher-name>
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				<mixed-citation>Zanini, D. S., Oliveira, K. S., Oliveira, K. L., &amp; Henklain, M. H. O. (2022). Desafios da avaliação psicológica no Brasil: Nova realidade, velhas questões. <italic>Avaliação Psicológica</italic> , <italic>21</italic>(4), 407-417. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1677-04712022000400005&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1677-04712022000400005&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt</ext-link>
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					<article-title>Desafios da avaliação psicológica no Brasil: Nova realidade, velhas questões</article-title>
					<source>Avaliação Psicológica</source>
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	<sub-article article-type="translation" id="s1" xml:lang="en">
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            <article-id pub-id-type="doi">10.5020/23590777.rs.v25i2.e15911</article-id>
			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Literature Review</subject>
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				<article-title>Mapping Psychological Tests in Brazil: Characteristics of Approved Instruments</article-title>
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					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-0281-1806</contrib-id>
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				<institution content-type="original">Professor in the Graduate Program in Psychology at USF. BA in Psychology from Pontifical Catholic University of Campinas (PUC-Campinas; 2006), specialist in Applied Neurology to Child Neuropsychology at State University of Campinas (2008), MA (2014) and PhD (2019) in Psychology from PUC-Campinas. Completed a postdoctoral fellowship in Psychological Assessment at USF (2020).</institution>
				<institution content-type="orgname">USF</institution>
				<country country="BR">Brazil</country>
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				<institution content-type="original">BA in Psychology from Salesian University Center of São Paulo (UNISAL; 2021). MA in Psychology from the Graduate Program in Psychology: Cognition and Behavior at UFMG (2023). Psychology lecturer at Anhanguera Educacional since 2024. PhD student in the Graduate Program in Psychology: Cognition and Behavior at UFMG since 2024. Research interests include concepts from Positive Psychology, such as resilience, optimism, hope, and coping, with a focus on the development and adaptation of psychological instruments.</institution>
				<institution content-type="orgname">Anhanguera Educacional</institution>
                <country country="BR">Brazil</country>
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				<institution content-type="original">MA in Psychology from the Graduate Program in Psychology: Cognition and Behavior at UFMG. Specialization in Sport Psychology at Arthur Sá Earp Neto Faculty. BA in Psychology with a complementary focus in Sport Psychology from UFMG. Clinical and Sport Psychologist working within the cognitive behavioral therapy approach. Member of Brazilian Association of Sport Psychology and Brazilian Institute of Psychological Assessment.</institution>
				<institution content-type="orgname">UFMG</institution>
				<country country="BR">Brazil</country>
			</aff>
			<abstract>
				<title>Abstract</title>
				<p>Psychological assessment is a complex and multifaceted process that may involve different methods and techniques, including psychological tests, which are recognized as important instruments across diverse professional contexts. This study aimed to characterize the psychological tests approved for professional use in Brazil, considering their relevance to assessment practice in different areas of psychology. Despite regulatory advances promoted by the Federal Council of Psychology (CFP), comprehensive studies that systematically describe the characteristics of the available instruments remain scarce, limiting critical analyses of the current test repertoire. To address this gap, a descriptive analysis was conducted of the tests classified as favorable in the Psychological Test Evaluation System. The sample comprised 162 instruments approved for professional use between December 2023 and December 2024, based on publicly available information from the official CFP website. Variables related to assessed constructs, target population, administration and scoring formats, and methodological categories assigned to the tests were examined. The analysis was quantitative in nature, with data tabulation and categorization performed using an electronic spreadsheet. The results showed a predominance of instruments designed to assess personality, attention, and intelligence, with a primary focus on adults and older adults, as well as low representation of computerized measures and affective, social, and contextual constructs. These findings highlight the thematic concentration of currently available tests and the need to expand the assessment repertoire to address emerging demands and technological advances. In conclusion, the systematization of this information supports critical reflections on training, professional practice, research, and regulatory policies in psychological assessment in Brazil, and points to directions for the development of more sensitive and diversified instruments.</p>
			</abstract>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>psychological testing</kwd>
				<kwd>psychological assessment</kwd>
				<kwd>descriptive review</kwd>
			</kwd-group>
		</front-stub>
		<body>
			<p>Psychological assessment occupies a central position within psychological science, standing out for its integration of professional practice and scientific production and, therefore, contributing both to applied work and to the construction and advancement of knowledge in the field (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Oliveira &amp; Moreira, 2024</xref>). The resources, methods, and techniques employed in assessment have fostered the accumulation of evidence related to psychological phenomena, measurement processes, and theoretical frameworks (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bueno &amp; Peixoto, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B10">Hutz, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Oliveira et al., 2022</xref>). In this sense, psychological assessment has been regarded as a strategic area for articulating theory and practice in psychological science (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Zanini et al., 2022</xref>).</p>
			<p>Despite the prominent role of psychological assessment, its historical trajectory, particularly in Brazil, has been marked by different understandings of evaluative practice (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Primi, 2018</xref>). In an effort to establish a shared framework, the Federal Council of Psychology (CFP for short, in Portuguese) defines psychological assessment as a structured process of data collection aimed at understanding the psychological functioning of individuals and/or groups in order to support decision-making (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Resolução CFP n° 31, 2022</xref>). This definition emphasizes the procedural and integrative nature of psychological assessment.</p>
			<p>In professional practice, however, the terms <italic>assessment</italic> and <italic>testing</italic> are often treated as synonyms (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Primi, 2012</xref>). According to <xref ref-type="bibr" rid="B31">Zanini et al. (2022</xref>), the predominant use of quantitative methods and techniques in test development, combined with the close association between intellectual production in the field and its practical application, has reinforced the notion that assessment is equivalent to the administration of a psychological test. As a result, throughout the history of psychological assessment, the isolated use of one or a few tests has frequently come to represent the entire evaluative process (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bueno &amp; Peixoto, 2018</xref>).</p>
			<p>This imprecise interchange of terms, i.e., <italic>assessment</italic> and <italic>testing</italic>, may impose limitations on professional practice and compromise the quality of services provided to the examinee (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Cunha et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Oliveira et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Zaia et al., 2018</xref>). It is therefore important to emphasize that psychological assessment refers to a procedural and integrative action that involves multiple sources of information, such as interviews, observations, psychological tests, multidisciplinary records, and tests shared with other fields of knowledge (for further discussion, see <xref ref-type="bibr" rid="B25">CFP Resolution No. 31/2022</xref>). Testing, in turn, refers to the use of a specific technique that constitutes one component of the broader assessment process (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Pasquali, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B20">Primi, 2010</xref>, 2018; <xref ref-type="bibr" rid="B26">Rueda &amp; Zanini, 2018</xref>).</p>
			<p>Because of the diversity of techniques involved in psychological assessment, it is necessary to recognize that testing has distinct characteristics. Psychological tests are structured instruments designed for the systematic observation and description of phenomena and behaviors (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Pasquali, 2011</xref>). Accordingly, tests serve specific purposes, including the identification, description, and measurement of the psychological characteristics they intend to assess (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Urbina, 2007</xref>). Because of the contribution a test is expected to provide to data integration, its development relies on a specific theoretical framework and methodological strategies which, in conjunction with psychometrics, aim to accumulate evidence of test quality (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Ambiel &amp; Carvalho, 2017</xref>).</p>
			<p>Thus, substantial scientific effort has been devoted to the quality of psychological tests, particularly to ensuring their scientific rigor. This includes guaranteeing that tests are representative of the psychological phenomena they are intended to measure (i.e., validity), that they yield consistent results (i.e., reliability), that they follow standardized procedures to minimize application bias, and that they allow for fair and socially representative comparisons (i.e., norm-referenced interpretation) (<xref ref-type="bibr" rid="B3">American Educational Research Association [AERA], 2014</xref>).</p>
			<p>Equally important to psychometric quality is the manner in which test stimuli are presented to the examinee, a topic widely discussed in prior research. In more traditional approaches (Bledow et al., 2007; <xref ref-type="bibr" rid="B12">McDaniel &amp; Nguyen, 2001</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Pasquali, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Urbina, 2007</xref>), tests are commonly classified as objective or projective. Objective tests are further subdivided into categories such as scales (items presented as statements rated on numerical or categorical scales), inventories (statements or questions assessing symptoms or the frequency of behaviors associated with a specific construct), questionnaires (open- or closed-ended questions targeting behaviors of interest), performance tests (tasks requiring the examinee to perform an action or demonstrate a behavior), and situational judgment tests (hypothetical scenarios in which examinees indicate how they would behave).</p>
			<p>Complementing this classification are projective instruments, traditionally defined as those that present unstructured or ambiguous stimuli and require freer, more subjective, and spontaneous responses from the examinee (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Meyer &amp; Archer, 2001</xref>). Based on stimulus presentation and response characteristics, these instruments can be organized into different subcategories (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Bledow et al., 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">McDaniel &amp; Nguyen, 2001</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Pasquali, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Urbina, 2007</xref>). Thematic tests, for example, present ambiguous images that prompt the construction of narratives. Graphic tests request drawings based on general instructions, allowing inferences about personality through symbolic and formal analysis. Other tests rely on chromatic or figurative stimuli, in which color organization is used to access affective and structural aspects of psychological functioning. Expressive tests involve repetitive motor tasks performed in a structured space, focusing on graphic elements such as rhythm, pressure, and spatial organization. Finally, associative tests require rapid responses to words, phrases, or images, aiming to access unconscious content through spontaneous associations.</p>
			<p>Although this classification is traditional, it has been subject to criticism, particularly regarding the apparent dichotomy between objective and projective tests. <xref ref-type="bibr" rid="B14">Miguel (2014</xref>) identifies at least two problems arising from this distinction. The first concerns the mistaken assumption that objective tests are inherently more reliable due to reduced qualitative influence, which is not necessarily true. The second problem relates to the perception of the two types as antagonistic or as opposite poles, leading to the belief that projective tests are purely qualitative measures with lower methodological or scientific rigor.</p>
			<p>To address such issues, more contemporary approaches (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Ambiel et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Lins, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Serafini et al., 2017</xref>) propose an alternative classification of psychological tests. This framework includes i) self-report measures, in which individuals attribute characteristics, symptoms, or behaviors to themselves, commonly used in personality inventories and symptom scales; ii) other-report measures, based on information provided by third parties, such as parents, teachers, or caregivers, who observe the individual in specific contexts, particularly useful in assessments of children, individuals with communication deficits, or situations where external judgment is relevant; iii) typical performance measures, which seek to understand how individuals perceive, interpret, or respond to ambiguous stimuli based on their experiences, values, or habitual functioning, as in projective or expressive techniques without right or wrong answers; iv) maximum performance measures, which assess what individuals can achieve under structured conditions with correct or incorrect responses, such as intelligence, attention, or memory tests; v) constructive measures, which require the production of observable materials or outcomes (e.g., drawings, written texts, block constructions), with analysis focusing on both product and process; and vi) observational measures, based on the systematic recording of behavior in naturalistic or controlled situations, widely used in clinical, educational, and organizational settings and often involving structured observation protocols or standardized scales.</p>
			<p>In Brazil, concern for the quality of psychological assessment practice, particularly regarding the use of psychological tests, led to the establishment of the Psychological Assessment Advisory Committee (CCAP for short, in Portuguese) in 2003. Created by the CFP, the CCAP aims to monitor and improve the development, commercialization, and use of psychological assessment instruments in the country (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Cardoso &amp; Silva, 2018</xref>). Since its inception, the CCAP has brought together researchers with extensive expertise in the field who, across successive administrations, have contributed to the development of technical guidelines, the promotion of ethical and political debates on assessment practice, and the articulation of scientific entities committed to advancing psychological assessment in Brazil (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Reppold &amp; Noronha, 2018</xref>).</p>
			<p>One outcome of these efforts was the creation of the Psychological Test Evaluation System (SATEPSI for short, in Portuguese). Through the CCAP’s work, criteria for technical and psychometric approval of instruments were established, leading to significant improvements in manual quality and the responsible use of tests (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Reppold et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Wechsler et al., 2019</xref>). The international recognition of SATEPSI (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Evers, 2012</xref>) underscores its relevance as a reference for promoting ethical and scientific psychological testing practices.</p>
			<p>Therefore, psychological assessment in Brazil can be understood as being supported by a solid normative and technical foundation, strengthened by regulatory actions conducted by the CCAP and operationalized through SATEPSI. More than two decades after the creation of these bodies, it is timely to examine the characteristics of the approved instruments, particularly given the importance of test-generated data for information integration and decision-making in clinical, educational, and organizational contexts. This question gains additional relevance when considering the professional’s role in selecting and technically judging assessment strategies as well as identifying areas of expansion and saturation within the current repertoire. Accordingly, the present study contributes not only to the systematic description of available instruments but also to supporting psychological practice with information that guides test selection, identifies gaps requiring the development of new measures, and fosters critical reflection on the future directions of psychological assessment in Brazil. To this end, this study presents a descriptive survey aimed at analyzing psychological tests classified as favorable for professional use, based on publicly available information from the official SATEPSI platform (<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://satepsi.cfp.org.br">https://satepsi.cfp.org.br</ext-link>), thereby providing a foundation for technical and scientific debate.</p>
			<sec sec-type="methods">
				<title>Method</title>
				<sec>
					<title>Material Selection</title>
					<p>To identify psychological tests approved for professional use in psychology, the website of the SATEPSI (<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://satepsi.cfp.org.br">https://satepsi.cfp.org.br</ext-link>) was consulted, specifically the SATEPSI List tab, selecting the option <italic>Favorable Psychological Tests</italic>. No filters related to identification or constructs were applied in order to generate a comprehensive list of all tests available for professional use. Searches were conducted between December 2023 and December 2024. Through this procedure, 162 psychological tests approved for professional use were identified.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Procedures</title>
					<p>After identifying the approved tests, information was collected on the following characteristics: assessed construct, target population, administration format, scoring format, test classification, response type classification, validity study expiration date, year of approval, normative study expiration date, and the publisher responsible for commercialization. It is important to note that the SATEPSI website provides information on authorship, publisher, assessed construct(s), target population defined by age range or group, age of the normative sample, type of administration and scoring, approval date, and the expiration dates of validity and normative studies. Accordingly, all data were obtained from publicly available sources. When information was not clearly organized - for example, when more than one construct was listed on the SATEPSI website - additional details were consulted on the publishers’ webpages for the respective tests.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Results</title>
					<p>Initially, the frequency and percentage of the main constructs listed in SATEPSI were examined. A total of 33 constructs were identified among the tests approved for professional use. Personality was the most frequently assessed construct (n = 33; 20.37%), followed by attention (n = 24; 14.81%), intelligence (n = 21; 12.96%), reasoning (n = 15; 9.26%), and memory (n = 13; 8.02%). Social skills and depression were each assessed by eight instruments (4.94%). Tests targeting neuropsychological processes accounted for 3.09% (n = 5) of the available measures, and vocational guidance tests represented 2.48% (n = 4). Constructs such as self-efficacy, creativity, stress, suicidal ideation, emotional intelligence, motivation, and social support were each assessed by two tests (1.23%). Finally, several constructs were represented by a single instrument (0.62%), including aggressiveness, giftedness/high abilities, anxiety, attachment, assertiveness, burnout, cognitive development, hopelessness, dyslexia, academic skills, impulsivity, psychopathology, emotion regulation, family relationships, resilience, family support, and work-related support.</p>
					<p>Regarding target populations, the analysis indicated a predominance of tests designed for adults (n = 132), followed by older adults (n = 108), adolescents (n = 81), and children (n = 45). These figures result from the simple sum of all tests covering each age group and should not be interpreted as mutually exclusive categories, as many instruments target multiple populations.</p>
					<p>To avoid data distortion, target populations were organized into the following categories: i) children (ages 0-12 years); ii) children and adolescents (ages 0-17 years); iii) children, adolescents, and adults (ages 0-59 years); iv) children, adolescents, adults, and older adults (ages 0-60+ years); v) adolescents (ages &gt; 12-17 years); vi) adolescents and adults (ages &gt; 12-59 years); vii) adolescents, adults, and older adults (ages &gt; 12-60+ years); viii) adults (ages 18-59 years); ix) adults and older adults (ages 18-60+ years); and x) older adults (ages ≥ 60 years).</p>
					<p>Based on this classification, 54 tests (33.38%) targeted adults and older adults. Thirty-four tests (20.98%) were designed for adolescents, adults, and older adults, while 17 tests (10.49%) targeted all age groups. Thirteen tests (8.02%) were intended for children and adolescents. Twelve tests (7.40%) were designed exclusively for children, 12 (7.40%) for adolescents and adults, and 12 (7.40%) exclusively for adults. Three tests (1.85%) targeted children, adolescents, and adults, and three (1.85%) targeted older adults only. Finally, two tests (1.23%) were designed exclusively for adolescents. To further examine the relationship between constructs and target populations, a cross-tabulation analysis was conducted; results are presented in <xref ref-type="table" rid="t2">Table 1</xref>.</p>
					<p>
						<table-wrap id="t2">
							<label>Table 1</label>
							<caption>
								<title><italic>Relationship between target population and assessed construct</italic></title>
							</caption>
							<table>
								<colgroup>
									<col/>
									<col/>
									<col/>
									<col/>
								</colgroup>
								<thead>
									<tr>
										<th align="left">Target population</th>
										<th align="left">Construct</th>
										<th align="center">Frequency</th>
										<th align="center">Percentage</th>
									</tr>
								</thead>
								<tbody>
									<tr>
										<td align="left" rowspan="10">Children</td>
										<td align="left">Giftedness/High abilities</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">8.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Cognitive development</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">8.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Academic skills</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">8.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Intelligence</td>
										<td align="center">3</td>
										<td align="center">25.00</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Memory</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">8.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Personality</td>
										<td align="center">2</td>
										<td align="center">16.67</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Neuropsychological processes</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">8.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Reasoning</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">8.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Resilience</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">8.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Total</td>
										<td align="center">12</td>
										<td align="center">100.00</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left" rowspan="12">Children and adolescents</td>
										<td align="left">Attention</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">7.69</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Creativity</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">7.69</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Depression</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">7.69</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Dyslexia</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">7.69</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Social skills</td>
										<td align="center">2</td>
										<td align="center">15.38</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Intelligence</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">7.69</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Motivation</td>
										<td align="center">2</td>
										<td align="center">15.38</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Personality</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">7.69</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Neuropsychological processes</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">7.69</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Psychopathology</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">7.69</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Reasoning</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">7.69</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Total</td>
										<td align="center">13</td>
										<td align="center">100.00</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left" rowspan="4">Children, adolescents, and adults</td>
										<td align="left">Intelligence</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">33.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Personality</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">33.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Reasoning</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">33.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Total</td>
										<td align="center">3</td>
										<td align="center">100.00</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left" rowspan="11">Children, adolescents, adults, and older adults</td>
										<td align="left">Attention</td>
										<td align="center">4</td>
										<td align="center">23.53</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Depression</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">5.88</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Intelligence</td>
										<td align="center">2</td>
										<td align="center">11.76</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Emotional intelligence</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">5.88</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Memory</td>
										<td align="center">2</td>
										<td align="center">11.76</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Personality</td>
										<td align="center">2</td>
										<td align="center">11.76</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Neuropsychological processes</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">5.88</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Reasoning</td>
										<td align="center">2</td>
										<td align="center">11.76</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Emotion regulation</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">5.88</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Family support</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">5.88</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Total</td>
										<td align="center">17</td>
										<td align="center">100.00</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left" rowspan="3">Adolescents</td>
										<td align="left">Vocational guidance</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">50.00</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Social support</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">50.00</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Total</td>
										<td align="center">2</td>
										<td align="center">100.00</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left" rowspan="10">Adolescents and adults</td>
										<td align="left">Attention</td>
										<td align="center">3</td>
										<td align="center">25.00</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Self-efficacy</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">8.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Depression</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">8.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Stress</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">8.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Social skills</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">8.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Intelligence</td>
										<td align="center">2</td>
										<td align="center">16.67</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Memory</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">8.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Vocational guidance</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">8.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Reasoning</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">8.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Total</td>
										<td align="center">12</td>
										<td align="center">100.00</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left" rowspan="12">Adolescents, adults, and older adults</td>
										<td align="left">Attention</td>
										<td align="center">4</td>
										<td align="center">11.76</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Creativity</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">2.94</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Stress</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">2.94</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Social skills</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">2.94</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Intelligence</td>
										<td align="center">7</td>
										<td align="center">20.59</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Memory</td>
										<td align="center">5</td>
										<td align="center">14.71</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Vocational guidance</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">2.94</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Personality</td>
										<td align="center">11</td>
										<td align="center">32.35</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Neuropsychological processes</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">2.94</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Reasoning</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">2.94</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Work-related support</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">2.94</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Total</td>
										<td align="center">34</td>
										<td align="center">100.00</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left" rowspan="19">Adults and older adults</td>
										<td align="left">Aggressiveness</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">1.85</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Anxiety</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">1.85</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Attachment</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">1.85</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Attention</td>
										<td align="center">12</td>
										<td align="center">22.22</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Self-efficacy</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">1.85</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Burnout</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">1.85</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Depression</td>
										<td align="center">3</td>
										<td align="center">5.56</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Hopelessness</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">1.85</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Social skills</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">1.85</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Suicidal ideation</td>
										<td align="center">2</td>
										<td align="center">3.70</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Intelligence</td>
										<td align="center">5</td>
										<td align="center">9.26</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Emotional intelligence</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">1.85</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Memory</td>
										<td align="center">4</td>
										<td align="center">7.41</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Vocational guidance</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">1.85</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Personality</td>
										<td align="center">14</td>
										<td align="center">25.93</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Neuropsychological processes</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">1.85</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Reasoning</td>
										<td align="center">3</td>
										<td align="center">5.56</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Social support</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">1.85</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Total</td>
										<td align="center">54</td>
										<td align="center">100.00</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left" rowspan="4">Older adults</td>
										<td align="left">Depression</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">33.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Personality</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">33.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Reasoning</td>
										<td align="center">1</td>
										<td align="center">33.33</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="left">Total</td>
										<td align="center">3</td>
										<td align="center">100.00</td>
									</tr>
								</tbody>
							</table>
							<table-wrap-foot>
								<fn id="TFN2">
									<p>Note: Prepared by the authors; target populations categorized as presented.</p>
								</fn>
							</table-wrap-foot>
						</table-wrap>
					</p>
					<p>The formats of test administration were then examined, using the categories as defined on the SATEPSI website. Most approved tests (82.10%; n = 133) had a single administration format: 72.84% (n = 118) were exclusively paper-and-pencil, 5.56% (n = 9) were computerized only, and 3.70% (n = 6) were administered exclusively remotely. The remaining 17.90% (n = 29) were classified as having mixed administration formats, including various combinations: 8.64% (n = 14) allowed paper-and-pencil, computerized, and/or remote administration; 4.32% (n = 7) allowed computerized and/or remote administration; 3.09% (n = 5) allowed paper-and-pencil or computerized administration; and 1.85% (n = 3) allowed paper-and-pencil or remote administration. Due to overlap among hybrid categories, percentages should be interpreted as indicative of administration diversity rather than mutually exclusive groups.</p>
					<p>Regarding administration setting, 110 tests (67.90%) could be administered individually and/or collectively, 50 (30.86%) were restricted to individual administration, one test (0.62%) required collective administration only, and for one test (0.62%) this information was not available on the SATEPSI website. Data on scoring methods were also extracted and grouped into three categories: combined computerized and non-computerized scoring (n = 70; 43.21%), non-computerized scoring only (n = 69; 42.59%), and computerized scoring only (n = 23; 14.20%).</p>
					<p>Test classifications were determined based on the literature (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Ambiel et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Lins, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Serafini et al., 2017</xref>) and information available on publishers’ websites. For tests not commercially available, authors were consulted; this situation occurred only once. Results indicated that 50.00% (n = 81) of the tests were classified as maximum performance measures, 40.12% (n = 65) as self-report instruments, 5.56% (n = 9) as typical performance tests, 3.70% (n = 6) as constructive measures, and 0.62% (n = 1) as other-report measures.</p>
					<p>Additionally, response type classifications were examined (Bledow et al., 2007; <xref ref-type="bibr" rid="B12">McDaniel &amp; Nguyen, 2001</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Pasquali, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Urbina, 2007</xref>). Of the 162 approved tests, 84 (51.85%) were performance measures, 44 (27.16%) were scales, 18 (11.11%) were inventories, four (2.47%) involved unstructured stimuli, three (1.85%) were thematic tests, two (1.23%) were situational judgment tests, two (1.23%) involved diverse stimuli, and two (1.23%) were classified as questionnaires.</p>
					<p>Regarding approval dates, <xref ref-type="fig" rid="f2">Figure 1</xref> shows that approvals did not follow a linear growth pattern. Peaks occurred in 2013 (n = 18), 2018 (n = 13), and in 2011 (n = 13) and 2022 (n = 13). Expiration years for validity and normative studies were also recorded.</p>
					<p>
						<fig id="f2">
							<label>Figure 1</label>
							<caption>
								<title><italic>Year of approval of available tests</italic></title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2359-0777-subj-25-02-e15911-gf2.png"/>
							<attrib>Note: Prepared by the authors.</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>Finally, publishers responsible for test commercialization in Brazil were identified based on SATEPSI data. Of the 162 tests, 45.06% (n = 73) were published by Vetor, 20.37% (n = 33) by Casapsi, and 12.96% (n = 21) by Hogrefe. In 10 cases (6.17%), publisher information was not indicated. Additionally, seven tests (4.32%) were published by LABPAM Saber e Tecnologia, four (2.47%) by NilaPress, two (1.23%) by Edites, and two (1.23%) by Pearson. The publishers Memnon, Terceira Margem, Germinar RH, Núcleo de Estudos em Avaliação Psicológica (NEAP/UFPE), Centro de Neuropsicologia Aplicada (CNA), Fellipelli, Cognição, LAMP/PUC Campinas, Ateliê RH, and the Laboratório de Investigação da Arquitetura Cognitiva (LAICO) were each responsible for the commercialization of one test.</p>
				</sec>
			</sec>
			<sec sec-type="discussion">
				<title>Discussion</title>
				<p>This review was conducted to support the understanding and description of psychological tests currently available for professional use in Brazil. The findings provide an overview of the instruments classified as favorable in the SATEPSI list and enable reflections on the current landscape of psychological assessment in the country. Overall, the results suggest a scenario marked by meaningful advances, while also revealing gaps and challenges that should be addressed by the scientific community.</p>
				<p>The search for approved tests identified 162 instruments classified as favorable. At first glance, this number appears promising and suggests a broad range of options for professional practice. However, when the assessed constructs are examined, a clear concentration emerges, with a higher frequency of instruments focused on personality, attention, and intelligence. This predominance may be explained by at least two factors. First, it reflects the historical development of psychological assessment in Brazil, which has traditionally emphasized these domains (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bueno &amp; Peixoto, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B10">Hutz, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Oliveira et al., 2022</xref>). Second, it aligns with the demands most commonly encountered in clinical, educational, compulsory, and organizational contexts, where these constructs are frequently required (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Oliveira et al., 2021</xref>).</p>
				<p>Within this same domain, the low frequency of instruments targeting affective, social, and contextual aspects, such as social support, emotion regulation, suicidal ideation, and interpersonal skills, suggests limitations in the current test repertoire for capturing psychological functioning in a more comprehensive manner (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Hutz, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">Primi, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B32">Zanini et al., 2022</xref>). These findings indicate opportunities to broaden research agendas toward the development of instruments aligned with emerging psychological constructs and contemporary assessment needs (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Oliveira et al., 2022</xref>).</p>
				<p>With respect to target populations, most instruments were designed for the combined category of adults and older adults. Although a considerable number of tests cover multiple age groups, fewer measures were developed exclusively for children, adolescents, or older adults when these groups are considered separately. In light of international guidelines emphasizing validity and sample representativeness (<xref ref-type="bibr" rid="B3">AERA, 2014</xref>), it is important to consider the risks associated with applying generalized instruments to age groups that require developmental sensitivity. The scarcity of measures tailored to specific stages of the life span may compromise assessment quality and influence decision-making. Accordingly, greater effort is needed to develop tests that are characteristic of, and representative for, the expression of target psychological phenomena within specific age groups (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Oliveira et al., 2021</xref>).</p>
				<p>When constructs and age groups are examined jointly, additional gaps become evident, pointing to important areas for further research aimed at expanding assessment strategies (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Oliveira et al., 2021</xref>). These data also suggest meaningful constraints for professionals in selecting instruments. Some constructs or phenomena, such as well-being and optimism, were not assessed in any age group, while others were assessed only at specific developmental stages, such as resilience in childhood (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Oliveira &amp; Moreira, 2024</xref>). Furthermore, the number of tests developed for specific developmental periods was limited, with only two instruments designed exclusively for adolescents and three for older adults. In this context, the definition of psychological assessment presented in <xref ref-type="bibr" rid="B25">CFP Resolution No. 31/2022</xref> is particularly relevant, as it emphasizes the procedural and integrative nature of assessment and the need to combine multiple data sources. When appropriate testing instruments are unavailable, professionals must rely on qualified technical and scientific knowledge to understand psychological functioning through fundamental qualitative and complementary sources (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Zaia et al., 2018</xref>).</p>
				<p>Another relevant finding concerns test administration formats. The strong predominance of traditional paper-and-pencil administration (over 70%) suggests a continued reliance on consolidated practices that may be insufficiently aligned with contemporary technological advances. Prior research has highlighted the benefits of computerized assessment, including improved standardization during administration and greater speed and security in scoring (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Primi, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Reppold et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Wechsler et al., 2019</xref>). Nonetheless, the still limited number of computerized tests or instruments designed for remote administration indicates an important direction for future work, particularly to better support professionals as services become increasingly digital. This development, however, must be approached with careful ethical consideration to ensure that assessment processes remain appropriate to contemporary contexts and to the realities of newer generations (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Muniz et al., 2021</xref>).</p>
				<p>Regarding administration setting, most tests permitted both individual and group administration, increasing their versatility across different contexts. Even so, the predominance of individual administration reflects the traditional profile of psychological assessment practice in Brazil, potentially linked to the emphasis on clinical and diagnostic contexts (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Serafini et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Zaia et al., 2018</xref>). With respect to scoring, the distribution between computerized and manual methods was relatively balanced, with a predominance of instruments that offer both options. This flexibility may be advantageous in practice. At the same time, broader adoption of computerized scoring remains an opportunity to reduce human error and optimize professional time.</p>
				<p>The classification of tests by measurement type (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Bledow et al., 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">McDaniel &amp; Nguyen, 2001</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Pasquali, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Urbina, 2007</xref>) revealed a predominance of maximum performance measures and self-report instruments, followed by fewer typical performance, constructive, and other-report measures. Although this pattern is expected given the history of psychometrics in Brazil (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bueno &amp; Peixoto, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Cunha et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">Oliveira &amp; Moreira, 2024</xref>), it may limit methodological diversity in psychological assessment. As noted by <xref ref-type="bibr" rid="B2">Ambiel et al. (2015</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B5">Bornstein (2007</xref>), and <xref ref-type="bibr" rid="B14">Miguel (2014</xref>), expanding the range of available measures is important to ensure that different dimensions of psychological constructs and target phenomena can be assessed with greater sensitivity, particularly those that are not adequately captured through strictly objective and standardized responses.</p>
				<p>Similarly, classification by response type indicated a higher prevalence of structured instruments, such as performance measures, scales, and inventories, with a low frequency of measures using unstructured stimuli or projective techniques. This pattern is consistent with recent trends emphasizing psychometric rigor and the revalidation of projective tests (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Zanini et al., 2022</xref>). However, it is important to avoid reinforcing a simplistic dichotomy between “objective” and “projective” measures, as criticized by <xref ref-type="bibr" rid="B14">Miguel (2014</xref>), and to recognize the complementary value that different stimulus and response formats can offer within the broader assessment process (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Oliveira et al., 2021</xref>).</p>
				<p>The temporal distribution of test approvals suggested that growth was not linear, with certain periods showing higher concentrations of approvals. This pattern may reflect normative milestones, changes in SATEPSI requirements, or market dynamics (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bueno &amp; Peixoto, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B7">Cardoso &amp; Silva, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Reppold &amp; Noronha, 2018</xref>). Publisher data also indicated a concentration of test commercialization in a small number of publishing houses. This scenario supports the need to encourage test development by independent research groups, public institutions, and collaborative networks in order to expand the diversity of approaches and constructs addressed in psychological assessment in Brazil.</p>
				<p>Overall, the present findings contribute to an updated mapping of the instruments available for professional use in Brazil and underscore the continuing importance of regulatory actions, such as those developed by the CCAP and implemented through SATEPSI, to ensure that psychological assessment is conducted in a technical, ethical, and socially responsible manner. Data also reinforce the need for sustained investment in research, development, and diversification of instruments so that psychological assessment can keep pace with contemporary social, cultural, and technological transformations.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="conclusions">
				<title>Final Considerations</title>
				<p>The present study aimed to characterize the psychological tests approved for professional use in Brazil based on information made available by SATEPSI. Although these data are publicly accessible on the platform, their systematization allows for the construction of a comprehensive overview of the current repertoire of instruments, highlighting both the strengths and limitations of psychological testing in the country. The findings identified 162 approved instruments, a number that reflects the productive and creative capacity of researchers in the field, as well as a sustained commitment to the technical and scientific qualification of assessment measures. At the same time, a thematic concentration was observed in constructs such as personality, attention, and intelligence, along with a predominance of instruments designed for adults and older adults. Gaps were identified in the development of measures specifically targeting children, adolescents, and older adults, as well as a low representation of affective, social, and contextual constructs. In addition, a marked predominance of paper-and-pencil instruments was observed, contrasting with the more limited presence of computerized or remotely administered measures.</p>
				<p>Among the study limitations, the descriptive nature of the investigation and its reliance on information provided on the SATEPSI website should be noted. This reliance restricts the analysis to secondary data and does not allow for an in-depth examination of qualitative aspects related to the instrument approval process. Future research should expand investigations into how the available test repertoire impacts professional practice, as well as incorporate international comparisons and analyses focused on emerging psychological constructs. It is also recommended that similar surveys be be conducted periodically to ensure an updated view of psychological assessment in Brazil.</p>
				<p>Finally, the evidence presented here has direct applicability to professional practice, as it supports psychologists, researchers, and educational and training institutions in the critical selection of instruments and in identifying gaps that require further development. At the same time, the findings reinforce the understanding that psychological tests should be used as part of an integrative and multimethod assessment process, promoting contextualized, fair, and representative practices.</p>
			</sec>
		</body>
	</sub-article>
</article>