Práticas de Socialização Emocional em Instituições de Acolhimento para Crianças e Adolescentes
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i3.e15162Palavras-chave:
socialização, regulação emocional, criança acolhida, acolhimento institucionalResumo
Este artigo tem por objetivo apresentar e discutir as práticas de socialização emocional adotadas por profissionais de instituições de acolhimento frente às expressões emocionais de crianças e adolescentes acolhidos, a partir dos relatos e percepções desses profissionais. Participaram do estudo 17 cuidadoras e cinco psicólogos de instituições de acolhimento de quatro municípios da Região Serrana do Espírito Santo. Os dados foram coletados por meio de entrevistas individuais e analisados pelo método de análise do conteúdo. Os resultados indicaram predomínio de práticas apoiadoras, com uso do diálogo, escuta e contato físico para auxiliar os acolhidos na compreensão e regulação de suas emoções. Entretanto, também foram identificadas práticas distais, como “dar um tempo” ou “distrair”, e práticas não apoiadoras, envolvendo minimização ou supressão das emoções expressadas. Observaram-se convergências e divergências entre cuidadoras e psicólogos quanto às estratégias adotadas, evidenciando diferentes abordagens no manejo das emoções. Discutiu-se a importância do suporte emocional oferecido aos acolhidos e a necessidade de formação continuada para os profissionais do acolhimento, visando o fortalecimento de competências socioemocionais e contribuindo para que os acolhidos expressem, compreendam e manejem as emoções.
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