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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">subj</journal-id>
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				<journal-title>Revista Subjetividades</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">R Subj</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2359-0777</issn>
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				<publisher-name>Universidade de Fortaleza</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.5020/23590777.rs.v25i1.e15138</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>RELATOS DE PESQUISA</subject>
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				<article-title>Suicídio, indivíduo e contexto: Representações sociais de suicídio em um jornal brasileiro</article-title>
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					<trans-title>Suicidio, individuo y contexto: Representaciones sociales de suicidio en un periódico brasileño</trans-title>
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					<trans-title>Suicide, individu et contexte: Représentations sociales du suicide dans un journal brésilien</trans-title>
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					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-3100-849X</contrib-id>
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						<surname>Lucas</surname>
						<given-names>Lorena Schettino</given-names>
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					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-3919-3976</contrib-id>
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						<surname>Bonomo</surname>
						<given-names>Mariana</given-names>
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				<institution content-type="original">Graduada (2016), Mestra (2019) e Doutora (2024) em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com período de estágio doutoral na Universidade de Coimbra/Portugal (2022/2023).</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)</institution>
				<country country="BR">Brazil</country>
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				<institution content-type="original">Doutora e Graduada em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (2010; 2004), com período de estágio doutoral na Università di Bologna/Italia (2008-2009). Atua como Docente permanente do Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento e do Programa de Pós Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo, onde orienta estudantes em Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado na linha de processos psicossociais.</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento</institution>
				<institution content-type="orgdiv2">Programa de Pós Graduação em Psicologia</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal do Espírito Santo</institution>
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			<author-notes>
				<corresp id="c1">
					<label>Endereço para correspondência</label> Lorena Schettino Lucas E-mail: <email>lorenaschettino@hotmail.com</email> Mariana Bonomo E-mail: <email>mariana.bonomo@ufes.br</email>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>08</day>
				<month>02</month>
				<year>2026</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jan-Apr</season>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<volume>25</volume>
			<issue>01</issue>
			<elocation-id>e15138</elocation-id>
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				<date date-type="received">
					<day>29</day>
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					<year>2024</year>
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				<date date-type="accepted">
					<day>26</day>
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					<year>2024</year>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Este estudo investigou as representações sociais de suicídio em reportagens veiculadas pelo jornal <italic>Folha de São Paulo</italic>, a partir de três eixos temáticos definidos <italic>a priori</italic>: i) como o suicídio é retratado; ii) como quem se suicida é caracterizado; e iii) como os contextos práticos do cotidiano se associam ao suicídio. Como fonte de dados, foram utilizadas 103 reportagens veiculadas entre 2015 e 2021 no <italic>Twitter</italic> pelo jornal <italic>Folha de São Paulo,</italic> cujo <italic>corpus</italic> de dados textuais foi submetido à análise de conteúdo. Os resultados demonstraram: i) relações de oposição e complementariedade em relação ao objeto suicídio; ii) denominações descritivas, pejorativas e positivas sobre quem se suicida; e iii) contextos sociais e individuais associados ao fenômeno. Discute-se sobre os processos de ancoragem, a função da nomeação do objeto como transtorno mental, a dimensão contextual das representações sociais de suicídio e a objetivação de quem se suicida como <italic>pessoa com transtorno</italic>, <italic>problemática</italic> e <italic>vitimizada</italic>. Conclui-se que tais representações mantêm uma dualidade na construção de um discurso público que, por um lado, estimula o debate do suicídio como problema de saúde pública evitável e, por outro, faz uso de recursos que têm o potencial de aumentar o número de mortes autoprovocadas para repercutir as notícias.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title><italic>Resumen</italic></title>
				<p><italic>Este estudio investigó las representaciones sociales de suicidio en reportajes vehiculadas por el periódico Folha de São Paulo, a partir de tres ejes temáticos definidos a priori: i) como el suicidio es retratado; ii) como quien se suicida es caracterizado; y iii) como los contextos prácticos del cotidiano se asocian al suicidio. Como fuente de datos, fueron utilizadas 103 reportajes vehiculadas entre 2015 y 2021 en Twitter por el periódico Folha de São Paulo, cuyo corpus de datos textuales fue sometido al análisis de contenido. Los resultados demostraron: i) relaciones de oposición y complementariedad con relación al objeto suicidio; ii) denominaciones descriptivas, peyorativas y positivas sobre quien se suicida; y iii) contextos sociales e individuales asociados al fenómeno. Se discute sobre los procesos de anclaje, la función del nombramiento del objeto como trastorno mental, la dimensión contextual de las representaciones sociales de suicidio y la objetivación de quién se suicida como persona con trastorno, problemática y victimizada. Se concluye que tales representaciones mantienen una dualidad en la construcción de un discurso público que, por un lado, estimula el debate del suicidio como problema de salud pública evitable y, por otro, utiliza recursos que tienen el potencial de aumentar el número de muertes autoprovocadas para repercutir las noticias.</italic></p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="fr">
				<title><italic>Résumé</italic></title>
				<p><italic>Cette étude a examiné les représentations sociales du suicide dans les reportages publiés par le journal Folha de São Paulo, en s’appuyant sur trois axes thématiques définis à l’avance : i) comment le suicide est décrit; ii) comment la personne qui se suicide est caractérisée ; et iii) comment les contextes pratiques du quotidien sont associés au suicide. En tant que source de données, 103 reportages diffusés entre 2015 et 2021 sur Twitter par le journal Folha de São Paulo ont été utilisés, dont le corpus de données textuelles a été soumis à l’analyse de contenu. Les résultats ont montré : i) des relations d’opposition et de complémentarité par rapport à l’objet suicide ; ii) des désignations descriptives, péjoratives et positives concernant ceux qui se suicident ; et iii) des contextes sociaux et individuels associés au phénomène. On discute des processus d’ancrage, du rôle de la nomination de l’objet en tant que trouble mental, de la dimension contextuelle des représentations sociales concernant le suicide et de l’objectivation de ceux qui se suicident en tant que personnes atteintes d’un trouble, problématiques et victimisées. On conclut que ces représentations maintiennent une dualité dans la construction d’un discours public qui, d’une part, stimule le débat sur le suicide en tant que problème de santé publique évitable et, d’autre part, utilise des ressources susceptibles d’augmenter le nombre de décès auto-infligés afin de répercuter les nouvelles.</italic></p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave<italic>
 <italic>:</italic>
</italic></title>
				<kwd>suicídio</kwd>
				<kwd>representação social</kwd>
				<kwd>psicologia social</kwd>
				<kwd>mídia</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title><italic>Palabras clave:</italic></title>
				<kwd>suicídio</kwd>
				<kwd>representación social</kwd>
				<kwd>Psicología social</kwd>
				<kwd>medios</kwd>
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				<title>Mots-clés:</title>
				<kwd>suicide</kwd>
				<kwd>représentation sociale</kwd>
				<kwd>psychologie sociale</kwd>
				<kwd>médias</kwd>
			</kwd-group>
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		<p>Permitindo a mediação entre o sujeito e o mundo, as representações sociais estão intrinsicamente ligadas à esfera pública. É neste universo que elas emergem, bem como é a partir de práticas comunicativas da vida pública que são geradas; através de espaços de diálogo e das diferentes formas de linguagem, de rituais, de padrões de trabalho e de todas as variadas formas de mediações sociais que integram os grupos sociais (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Jovchelovitch, 1996</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B15">2011</xref>).</p>
		<p>Constituindo-se como mediadoras entre o sujeito e o mundo social, as representações sociais se caracterizam como teorias do senso comum, geradas a partir das práticas comunicativas das comunidades, estando intrinsicamente ligadas à esfera pública (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Binotto &amp; Bruno, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Jovchelovitch, 2011</xref>). Sendo um saber prático e socialmente elaborado, a construção de representações sociais acerca de determinado objeto social tem, entre outras finalidades, a função de orientar a maneira como os fenômenos associados a esse objeto são vividos e experienciados por sujeitos sociais (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Jovchelovitch, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>). </p>
		<p>Em relação ao objeto social suicídio, suas representações sociais o têm relegado ao lugar do silenciamento, do não-dito, da repulsa e do intolerável (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Meira et al., 2020</xref>). Entendido na comunidade científica como morte causada pelo próprio indivíduo por um ato projetado para ser letal, o fenômeno é o final de um <italic>continuum</italic> que inclui o comportamento suicida e a ideação suicida (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Moutier et al., 2021</xref>). O comportamento suicida engloba um espectro de ações, de tentativas de suicídio e de comportamentos preparatórios para o suicídio completo. Já a ideação suicida faz referência ao processo de pensar, considerar ou planejar o suicídio (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Moutier et al., 2021</xref>). Tal fenômeno é capaz de evocar julgamentos morais e, de acordo com o senso comum, torna-se um comportamento inaceitável por demonstrar covardia, egoísmo e fraqueza (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Lucas &amp; Bonomo, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">Meira et al., 2020</xref>). Tais elementos pejorativos e estereotipados, presentes nas representações sociais de suicídio, suscitam a importância de compreender a sua constituição, a fim de que propostas adequadas de intervenção sejam pensadas nos contextos sociais contemporâneos (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Lucas &amp; Bonomo, 2022</xref>).</p>
		<p>Com o advento das novas tecnologias, a contemporaneidade é marcada por uma esfera pública cada vez mais digitalizada (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Binotto &amp; Bruno, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Jovchelovitch, 2011</xref>). Nesse panorama, os meios de comunicação desempenham papel importante nas teorias formuladas por grupos acerca de objetos que são concebidos como salientes no seu cotidiano (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>). A mídia ocupa lugar de destaque na produção do conhecimento popular, tanto por compor um dos maiores meios de veiculação de ideologias, crenças e valores, como por promover debates que provocam o engajamento da sociedade (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Oliveira et al., 2024</xref>).</p>
		<p>A divulgação de notícias on-line sobre suicídio e a discussão sobre o tema nas redes sociais simbolizam espaços comuns em que o fenômeno vem sendo discutido com maior frequência (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Lucas &amp; Bonomo, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Sinyor et al., 2021</xref>). A veiculação desses materiais na mídia é fator que pode trazer riscos (aumentando o número de suicídios) ou benefícios (contribuindo para a sua prevenção), a depender da maneira como tais publicações são elaboradas (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Sinyor et al., 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Till et al., 2020</xref>). </p>
		<p>Tendo em vista essas especificidades do tema, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem atualizando manuais voltados para profissionais de todos os tipos de mídia, com o intuito de diminuir os efeitos nocivos da veiculação inadequada sobre suicídio (<xref ref-type="bibr" rid="B31">OMS, 2000</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B32">2008</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B33">2017</xref>). Considerando o fenômeno como objeto social que está presente no debate público on-line, questiona-se de que maneira essas veiculações poderiam contribuir para a sociogênese das representações sociais sobre o tema e como tais representações poderiam orientar ações individuais e coletivas.</p>
		<p>Seguindo necessidades, interesses e desejos dos grupos sociais, as representações sociais são formadas por processos cognitivos socialmente regulados, nomeados de objetivação e de ancoragem (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Trindade et al., 2011</xref>). A objetivação é a operação estruturante que torna concreto aquilo que é abstrato, processo pelo qual o novo objeto será simplificado e tido como dimensão naturalizada da vida social. A partir desse processo, passa a existir um novo parâmetro para a percepção do objeto, de maneira que o núcleo figurativo se constitui como mediador entre o sujeito e a realidade (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Trindade et al., 2011</xref>). Sua existência implica em três movimentos (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>): a) seleção e descontextualização - os sujeitos selecionam parte do conjunto total de informações, que se relacionam a valores culturais, religiosos e experiências prévias; b) formação do núcleo figurativo, a partir dos elementos do núcleo conceitual; e c) naturalização dos elementos - os elementos construídos começam a ser identificados como elementos da realidade do objeto (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>).</p>
		<p>A ancoragem, por sua vez, corresponde ao modo pelo qual os elementos de um objeto são incorporados em sistemas de pensamento pré-existentes, permitindo que o indivíduo assimile o objeto em um sistema de valores de referência (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>). Na ancoragem, as novas representações se inscrevem em sistemas de saber já existentes e transformam o conhecimento precedente, sendo concebido como processo formado por três etapas: a) a atribuição de sentido, em que significados e nomeação são atribuídos ao novo objeto; b) a instrumentalização do saber, que concede valor funcional às representações sociais; e c) o enraizamento em sistemas de pensamento preexistentes, em que as novas representações se tornam familiares (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Trindade et al., 2011</xref>). A ancoragem aproxima-se da categorização social por classificar e atribuir sistemas de nomeação àquilo que é desconhecido (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bonomo et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B7">Cabecinhas, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35">Silva, 2021</xref>).</p>
		<p>
			<xref ref-type="bibr" rid="B25">Moscovici (1961/2012)</xref> também descreveu três modalidades diferentes de comunicação praticadas por organismos de imprensa que incidem sobre o processo formativo das representações: a difusão, a propagação e a propaganda. A difusão tem o objetivo de criar um conhecimento comum a partir de conteúdos interessantes para um público diversificado (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Moscovici, 1961/2012</xref>). Já a propagação é uma adequação das informações a um sistema de crenças preestabelecido, com o intuito de protegê-lo das ameaças oferecidas pelos novos conhecimentos, orientando as atitudes dos indivíduos (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Doise, 2011</xref>). A propaganda, por sua vez, interfere em condutas específicas e conflituosas, evidenciando o contraste entre o saber “verdadeiro” e o “falso” (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Moscovici, 1961/2012</xref>).</p>
		<p>Em relação às representações sociais de suicídio, a depressão tem se mostrado um elemento constante nos estudos conduzidos em diferentes populações. Em diversos grupos, o ato suicida é considerado como consequência final do estado depressivo do indivíduo (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Alexandre et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">Bezerra et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Calile &amp; Chatelard, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Kravetz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Lucas &amp; Bonomo, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B20">Lucas et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">Meira et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Oliveira et al., 2023</xref>), ainda que essa concepção não seja universalmente aceita no campo científico da psicologia e da psiquiatria, por privilegiar características patológicas em detrimento da multiplicidade individual e dos contextos históricos coletivos (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Hjelmeland &amp; Knizeth, 2017</xref>). Ao ser compreendido como resultado de um processo de adoecimento e ancorado nos sintomas clínicos da depressão, que é o transtorno mental mais prevalente no Brasil na atualidade (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Boaventura et al., 2021</xref>), a principal vertente da prevenção do suicídio para o senso comum se materializa no acompanhamento médico e psicológico individual (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Alexandre et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">Bezerra et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Lucas &amp; Bonomo, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Melo et al., 2020</xref>).</p>
		<p>Em relação à sociogênese das representações sociais, ela ocorre através de práticas e discursos dos integrantes da comunidade, que derivam do que veem nos meios de comunicação e nas experiências cotidianas vivenciadas (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Jovchelovitch, 1996</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B15">2011</xref>). Portanto, nesse processo formativo, os meios de comunicação podem desempenhar um papel importante nas teorias formuladas por grupos acerca de objetos que são concebidos como salientes no seu cotidiano. O contexto em que elas se constituem e se expressam também deve ser considerado como aspecto de fundamental importância (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Justo et al., 2014</xref>). Representações distintas podem ser ativadas a depender da demanda contextual em que o objeto social está inserido, tendo em vista que esse contexto abrange fatores contingentes a situações de interação social (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Flament &amp; Rouquette, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Justo et al., 2014</xref>). Essa noção equivale ao conceito de metassistema, que é composto por normas sociais que regulam o sistema cognitivo (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Doise, 2011</xref>).</p>
		<p>A interação entre sujeito, objeto e contexto compreende uma relação dinâmica e dialógica em que o suicídio se constitui como elaboração do sujeito em interação direta com o seu meio social (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Marková, 2006</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Palmonari &amp; Cerrato, 2011</xref>). Além disso, investigar representações sociais de suicídio em discursos midiáticos pode ser útil para subsidiar mudanças voltadas para uma maior qualificação das reportagens no âmbito da prevenção, com o abandono de estereótipos prejudiciais às pessoas que sofrem e com a expansão do que se entende por saúde mental, para além das questões individuais.</p>
		<p>Considerando o exposto, este trabalho buscou investigar as representações sociais de suicídio em reportagens veiculadas pelo jornal <italic>Folha de São Paulo</italic>, tendo como objetivos específicos analisar os seguintes eixos temáticos, <italic>a priori</italic> definidos: i) compreender como o suicídio é retratado nas peças jornalísticas analisadas; ii) conhecer como a pessoa que se suicida é caracterizada no <italic>corpus</italic> textual em análise; e iii) identificar os contextos práticos do cotidiano associados ao fenômeno suicídio.</p>
		<sec>
			<title>Método</title>
			<sec>
				<title>Fonte dos dados</title>
				<p>Como fonte de dados, foram utilizadas 103 reportagens, publicadas pelo jornal <italic>Folha de São Paulo</italic> no seu perfil do <italic>Twitter</italic>, que abordavam o tema suicídio. Para serem incluídas no <italic>corpus</italic> de dados, as reportagens deveriam atender aos seguintes critérios: i) terem o suicídio como tema central, ou seja, possuírem termos descritores para o suicídio em seu título e/ou em seu subtítulo; ii) estarem disponíveis para leitura gratuita; iii) terem sido alvo de discussão com, pelo menos, um comentário dos internautas no <italic>Twitter</italic> ou no próprio site do jornal; e iv) terem sido veiculadas entre 2015 e 2021. Foram desconsideradas, portanto, todas as reportagens que não atendiam aos critérios estabelecidos.</p>
				<p>Quanto à escolha do marco temporal de início da veiculação das reportagens analisadas, elegeu-se o ano de 2015 por conta do maior destaque que o tema obteve na mídia e nas redes sociais devido à criação da campanha nacional de prevenção do suicídio intitulada <italic>Setembro Amarelo</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Oliveira et al., 2020</xref>). Em relação à escolha do jornal <italic>Folha de São Paulo</italic>, esta foi feita a partir dos dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC), que apontam o folhetim do Grupo Folha como o site brasileiro noticioso de jornal com mais audiência no Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B12">IVC, 2020</xref>).</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Procedimento de coleta dos dados</title>
				<p>Para a coleta dos dados, foi utilizada a ferramenta de busca avançada do <italic>Twitter</italic>, que oferece filtros de procura, tendo sido utilizados os seguintes recursos: no campo <italic>Idioma</italic>, selecionou-se o Português; em <italic>Destas Contas</italic>, foi utilizado o perfil oficial do jornal <italic>Folha de São Paulo</italic> no <italic>Twitter</italic>, a saber, @folha; no campo <italic>Filtro</italic>s, foram habilitados as respostas e os links; o <italic>Número mínimo de respostas</italic> foi preenchido com o número um (1); e no campo <italic>Datas</italic>, foi selecionado o dia 01 de janeiro de 2015 como data de início e 31 de dezembro de 2021 como data final.</p>
				<p>No que se refere aos descritores utilizados para acessar o conteúdo jornalístico específico sobre a temática do suicídio, no campo de busca “<italic>Qualquer uma dessas palavras”</italic>, foram adicionados os seguintes termos, considerando as expressões utilizadas pela mídia para o debate acerca do tema: <italic>suicídio</italic>, <italic>suicídios</italic>, <italic>suicida</italic>, <italic>suicidas</italic>, <italic>ideação suicida</italic>, <italic>pensamento suicida</italic>, <italic>pensamentos suicidas</italic> e <italic>parassuicídio</italic>. Das 103 reportagens identificadas, 69 foram a partir do descritor <italic>suicídio</italic> (<italic>f</italic>=69), 15 por meio do descritor <italic>suicídios</italic> (<italic>f</italic>=15), 16 a partir do descritor <italic>suicida</italic> (<italic>f</italic>=16), duas através do descritor <italic>suicidas</italic> (<italic>f</italic>=2) e uma com o descritor <italic>pensamentos suicidas</italic> (<italic>f</italic>=1). Após a aplicação dos filtros de busca, foram excluídas as reportagens duplicadas.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Tratamento e análise dos dados</title>
				<p>O conteúdo das reportagens selecionadas foi organizado em uma tabela de extração dos dados que continha seções específicas para o título e subtítulo da reportagem, a data de publicação, o texto completo da reportagem e o link para acesso direto ao conteúdo on-line. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Bardin, 2002</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Oliveira, 2008</xref>), com o intuito de identificar os seguintes eixos temáticos propostos por <xref ref-type="bibr" rid="B18">Lucas &amp; Bonomo (2022</xref>): i) como o suicídio é retratado; ii) como quem se suicida é caracterizado; e iii) como o contexto do suicídio é abordado. Essa classificação norteadora serviu para organizar o <italic>corpus</italic> base e o processo de categorização foi realizado por dois juízes, internamente a cada conjunto de conteúdo gerado, a partir dos eixos definidos <italic>a priori</italic> por <xref ref-type="bibr" rid="B18">Lucas e Bonomo (2022)</xref>.</p>
				<p>No processo de análise, para cada um dos três eixos propostos (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Lucas &amp; Bonomo, 2022</xref>), foram selecionados fragmentos de textos das reportagens, que se constituíram nas Unidades de Contexto (UC). As UC são segmentos de texto com dimensões que permitem compreender os significados das Unidades de Registro (UR). As UR, por sua vez, são unidades a partir das quais se fazem a segmentação do conjunto do texto para análise, ou seja, os segmentos de texto que contêm uma assertiva sobre o objeto de estudo (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Oliveira, 2008</xref>). Em seguida, foram identificadas as categorias e subcategorias temáticas de cada eixo, apresentadas e descritas na seção de resultados.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="results">
			<title>Resultados</title>
			<p>Os resultados apresentados a seguir foram organizados a partir dos três eixos temáticos, elaborados <italic>a priori</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Lucas &amp; Bonomo, 2022</xref>), visando responder às questões norteadoras: i) como o suicídio é retratado? (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>); ii) como quem se suicida é caracterizado? (<xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>); e iii) como o contexto do suicídio é abordado? (<xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>). Cada eixo é descrito em conjunto com as categorias e subcategorias temáticas a que se referem, com suas descrições, UC e UR.</p>
			<p>Na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>, são apresentadas as categorias do eixo temático 1, que se referem a como o suicídio é retratado no conjunto de reportagens analisadas. Seus conteúdos se relacionam tanto a partir de oposições - como em <italic>Motivado por uma única causa</italic> (<italic>f</italic>=32) e <italic>Fenômeno Multifatorial</italic> (<italic>f</italic>=25); e em <italic>Associado a crimes</italic> (<italic>f</italic>=19) e <italic>Suicídio assistido e eutanásia</italic> (<italic>f</italic>=14) -, quanto a partir de uma complementariedade de sentido - como em <italic>Evitável</italic> (<italic>f</italic>=31) e <italic>Problema de saúde pública</italic> (<italic>f</italic>=24); e em <italic>Associado a transtornos mentais</italic> (<italic>f</italic>=22) e <italic>Fuga da realidade</italic> (<italic>f</italic>=16).</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Tabela 1</label>
					<caption>
						<title><italic>Categorias do eixo temático 1 - como o suicídio é retratado</italic></title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="center">Categorias</th>
								<th align="center">Descrição geral da categoria</th>
								<th align="center">Unidades de Contexto (UC)</th>
								<th align="center">Unidades de Registro (UR)</th>
								<th align="center">Subcategorias</th>
								<th align="center"><italic>f</italic></th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="left" rowspan="9">Motivado por uma única causa</td>
								<td align="left" rowspan="9">Atribui uma única causa ao episódio de suicídio noticiado</td>
								<td align="left" rowspan="9">“A competição começa cedo e é difícil para adultos desligarem o impulso competitivo que desenvolveram como crianças. (...) Na semana passada, houve um dos exemplos mais bizarros da natureza competitiva da Coreia do Sul”.</td>
								<td align="center" rowspan="9">32</td>
								<td align="left">Resultado de uma sociedade competitiva</td>
								<td align="center">4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Resultado de <italic>bullying</italic></td>
								<td align="center">3</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Resultado de <italic>cyberbullying</italic></td>
								<td align="center">3</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Resultado de jogos de desafio</td>
								<td align="center">3</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Resultado de estresse</td>
								<td align="center">2</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Resultado de lendas de espíritos malignos</td>
								<td align="center">1</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Resultado de transfobia</td>
								<td align="center">1</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Resultado do uso de drogas</td>
								<td align="center">1</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Resultado de uma sociedade louca</td>
								<td align="center">1</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Fenômeno multifatorial</td>
								<td align="left">Compreensão do suicídio como fenômeno multifatorial associado a diversos fatores</td>
								<td align="left">“Estudiosos mencionam questões sobre sexualidade, dificuldade de lidar com frustrações, <italic>bullying</italic>, pressão pela escolha carreira e por um bom desempenho escolar como conflitos que surgem nesta idade e podem funcionar como agravantes”.</td>
								<td align="center">25</td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" rowspan="3">Associado a crimes</td>
								<td align="left" rowspan="3">Debate sobre suicídio inserido em contextos de crimes e investigações policiais</td>
								<td align="left" rowspan="3">“A operação da Polícia Federal que investigava desvios de verba na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e que culminou no suicídio do reitor Luiz Carlos Cancellier, dias após sua prisão, é o retrato do Brasil, diz Paulo Markun, autor de <italic>Recurso Final</italic>, livro recém-lançado sobre o caso”.</td>
								<td align="center" rowspan="3">19</td>
								<td align="left">Associado a investigações policiais</td>
								<td align="center">9</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Atentado suicida</td>
								<td align="center">6</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Homicídio seguido de suicídio</td>
								<td align="center">4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" rowspan="2">Suicídio assistido e eutanásia</td>
								<td align="left" rowspan="2">Especificidades do suicídio assistido e da eutanásia como direitos do indivíduo</td>
								<td align="left" rowspan="2">“A função do Estado é proteger o cidadão do mal que terceiros possam causar a ele, não a de impedir os males que ele pode infligir a si mesmo”.</td>
								<td align="center" rowspan="2">14</td>
								<td align="left">Direito do indivíduo</td>
								<td align="center">7</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Suicídio assistido</td>
								<td align="center">7</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" rowspan="2">Evitável</td>
								<td align="left" rowspan="2">O suicídio é um fenômeno evitável e de que existe uma série de medidas que podem ser tomadas para a sua prevenção</td>
								<td align="left" rowspan="2">“Isso quer dizer que nove em cada 10 suicídios são evitáveis”.</td>
								<td align="center" rowspan="2">31</td>
								<td align="left">Evitável</td>
								<td align="center">24</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Como evitar o efeito de contágio</td>
								<td align="center">7</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" rowspan="2">Problema de saúde pública</td>
								<td align="left" rowspan="2">Menção do tema como questão de saúde pública, principalmente durante a pandemia de COVID-19</td>
								<td align="left" rowspan="2"> “Em 2017, o Ministério da Saúde lançou o primeiro boletim epidemiológico sobre o suicídio no Brasil, que apontou um aumento na taxa geral - de 5,3 por cem mil indivíduos em 2011 para 5, 7 em 2015 e estabeleceu como meta reduzir em 10% a mortalidade por suicídio até 2020”.</td>
								<td align="center" rowspan="2">24</td>
								<td align="left">Associado à pandemia de COVID-19</td>
								<td align="center">13</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Problema de saúde pública</td>
								<td align="center">11</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" rowspan="2">Associado a transtornos mentais</td>
								<td align="left" rowspan="2">Suicídio como consequência dos transtornos mentais, principalmente da depressão</td>
								<td align="left" rowspan="2"> “‘Se você criar um diálogo em que fique claro que o suicídio é geralmente o ponto final da depressão, que é a solução permanente para um problema temporário, que a depressão é tratável, muitas vidas seriam salvas’, diz Solomon em entrevista por telefone à Folha. Esta parece ser a principal bandeira de Solomon, que trata sua depressão há décadas”.</td>
								<td align="center" rowspan="2">22</td>
								<td align="left">Resultado da depressão</td>
								<td align="center">14</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Associado a transtornos mentais</td>
								<td align="center">8</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" rowspan="3">Fuga da realidade</td>
								<td align="left" rowspan="3">Suicídio entendido como forma de fugir da realidade em diversos contextos</td>
								<td align="left" rowspan="3">“Tal discrepância sugere que o suicídio dos policiais tem relação direta com as condições de vida e de trabalho desses profissionais, que lidam diariamente com uma realidade repleta de dores e tristezas. Homicídios, perseguições, estupros, assaltos e brigas, entre outras situações violentas, fazem parte de seu cotidiano”.</td>
								<td align="center" rowspan="3">16</td>
								<td align="left">Forma de escapar da realidade de trabalho</td>
								<td align="center">11</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Forma de escapar da realidade</td>
								<td align="center">4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Forma de escapar da realidade escolar</td>
								<td align="center">1</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>Em relação a como o suicídio é retratado, na categoria <italic>Motivado por uma única causa</italic> (<italic>f</italic>=32), os conteúdos das reportagens atribuem uma única causa ao episódio de suicídio que está em pauta. Essa causa única, contudo, é diferente em cada reportagem, sendo o fenômeno considerado como resultado de uma sociedade competitiva e louca, do <italic>bullying</italic> e <italic>cyberbullying</italic>, dos jogos de desafio, das lendas de espíritos malignos, do estresse, do uso de drogas e da transfobia. Em contrapartida, na categoria <italic>Fenômeno multifatorial</italic> (<italic>f</italic>=25), há a compreensão do suicídio como fenômeno associado a diversos fatores.</p>
			<p>Na categoria <italic>Problema de saúde pública</italic> (<italic>f</italic>=24), o suicídio é definido como questão concernente à esfera pública e âmbito da saúde, compreensão esta que foi fortalecida, principalmente, a partir da associação do tema com a <italic>pandemia de COVID-19</italic>. Já na categoria <italic>Evitável</italic> (<italic>f</italic>=31), há o entendimento de que o suicídio é um fenômeno passível de ser evitado e de que existe uma série de medidas que podem ser tomadas para a sua prevenção. Destaca-se, especificamente, <italic>como evitar o efeito de contágio</italic> do suicídio a partir das orientações de veiculação do assunto na mídia.</p>
			<p>Ao ser <italic>Associado a transtornos mentais</italic> (<italic>f</italic>=22), o suicídio é retratado como consequência final de diversos tipos de transtornos, como os de humor e/ou os de personalidade (<italic>borderline</italic>), além de ser visto como resultado da <italic>depressão</italic>. O fenômeno também é caracterizado como <italic>Fuga da realidade</italic> (<italic>f</italic>=16), ou seja, representando suposta dissociação da realidade em contextos diversos, como o de <italic>trabalho</italic> e o <italic>escolar</italic>. Na categoria <italic>Suicídio assistido e eutanásia</italic> (<italic>f</italic>=14), o conteúdo trata sobre as especificidades dessas práticas, sendo representado como <italic>direito do indivíduo</italic>. Em oposição, ao ser <italic>Associado a crimes</italic> (<italic>f</italic>=19), o debate sobre o fenômeno é inserido em contextos de investigações policiais e de crimes que estão sendo noticiados, como <italic>atentado suicida</italic> e <italic>homicídio seguido de suicídio</italic>.</p>
			<p>Na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>, são apresentadas as categorias do segundo eixo temático, em que o foco da análise se volta para o indivíduo que se suicida. Seus conteúdos trazem concepções que retratam quem se suicida de forma mais descritiva - como nas categorias <italic>Possuem transtornos mentais</italic> (<italic>f</italic>=48), <italic>Segundo marcadores sociais</italic> (<italic>f</italic>=43) e <italic>Segundo a Ocupação</italic> (<italic>f</italic>=18) -, de forma pejorativa - como nas categorias <italic>Problemáticos</italic> (<italic>f</italic>=24) e <italic>Criminosos</italic> (<italic>f</italic>=20) -, e através de sentidos positivos - como na categoria <italic>A partir de conotações positivas</italic> (<italic>f</italic>=16).</p>
			<p>
				<table-wrap id="t2">
					<label>Tabela 2</label>
					<caption>
						<title><italic>Categorias do eixo temático 2 - como quem se suicida é caracterizado</italic></title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="left">Categorias</th>
								<th align="left">Descrição geral da categoria</th>
								<th align="left">Unidades de Contexto (UC)</th>
								<th align="center">Unidades de Registro (UR)</th>
								<th align="left">Subcategorias</th>
								<th align="center"><italic>f</italic></th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="left" rowspan="5">Possuem transtornos mentais</td>
								<td align="left" rowspan="5">Pessoa que se suicida como alguém doente, que possui transtornos mentais, principalmente depressão</td>
								<td align="left" rowspan="5">“Bruna Correia, 23, é caloura e a primeira da família a entrar na USP. Diagnosticada com bipolaridade, ela toma medicação, mas não faz terapia por depender da oferta do SUS. ‘Fui ao Instituto de Psicologia e ao Hospital Universitário para tentar atendimento, mas acabei desistindo porque a fila é imensa’, afirma”.</td>
								<td align="center" rowspan="5">48</td>
								<td align="left">Com diagnóstico de transtornos mentais</td>
								<td align="center">17</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Depressivos</td>
								<td align="center">12</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Doentes</td>
								<td align="center">10</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Estressados</td>
								<td align="center">8</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Loucos</td>
								<td align="center">1</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" rowspan="6">Segundo marcadores sociais</td>
								<td align="left" rowspan="6">Caracterização da pessoa que se suicida a partir da sua classificação segundo idade, sexo e orientação sexual</td>
								<td align="left" rowspan="6">“Segundo especialistas, os adolescentes também estão mais vulneráveis ao suicídio porque, entre outros fatores, tendem a ser mais imediatistas e impulsivos. ‘O cérebro do adolescente ainda não está plenamente maduro. O sistema de freios e contrapesos precisa ser formado, em uma gestação social e cultural’, explica Neury Botega, psiquiatra e professor da Unicamp”.</td>
								<td align="center" rowspan="6">43</td>
								<td align="left">Crianças e adolescentes</td>
								<td align="center">20</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Idosos</td>
								<td align="center">8</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Homens</td>
								<td align="center">5</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Jovens adultos</td>
								<td align="center">4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Mulheres</td>
								<td align="center">3</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">População LGBTQIA+</td>
								<td align="center">3</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" rowspan="4">Segundo a ocupação</td>
								<td align="left" rowspan="4">Caracterização das pessoas que se suicidam a partir da sua ocupação, sendo elas figuras públicas, estudantes ou militares</td>
								<td align="left" rowspan="4">“Os números foram publicados na mesma semana em que a estilista Kate Spade e o famoso chef Anthony Bourdain tiraram a própria vida”.</td>
								<td align="center" rowspan="4">18</td>
								<td align="left">Figura pública</td>
								<td align="center">8</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Estudantes</td>
								<td align="center">4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Policiais</td>
								<td align="center">4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Veteranos de guerra</td>
								<td align="center">2</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" rowspan="4">Problemáticos</td>
								<td align="left" rowspan="4">Pessoa que se suicida como alguém com problemas de ordens diversas, que geram sentimentos e reações como isolamento e desespero</td>
								<td align="left" rowspan="4">“Os problemas começaram em 2004, após sua primeira experiência olímpica, e Phelps chegou a buscar refúgio nas drogas. Em 2008 foi fotografado fumando maconha, algo do qual ele se diz arrependido. As drogas eram uma tentativa de escapar ‘de todas as coisas de que eu tentava fugir’, explica”.</td>
								<td align="center" rowspan="4">24</td>
								<td align="left">Usam drogas</td>
								<td align="center">8</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Isolados</td>
								<td align="center">7</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Desesperados</td>
								<td align="center">5</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Com problemas financeiros</td>
								<td align="center">4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Criminosos</td>
								<td align="left">Atribui à pessoa que tenta suicídio a alcunha de criminosa, seja por envolvimento em investigações policiais ou por atentados terroristas</td>
								<td align="left">“Este é o primeiro caso de suicídio envolvendo um político de primeiro escalão investigado no escândalo da Lava Jato -um ex-secretário do governo colombiano também se suicidou, mas ele era apenas testemunha no caso e não era acusado de irregularidades”.</td>
								<td align="center">20</td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" rowspan="4">A partir de conotações positivas</td>
								<td align="left" rowspan="4">Caracteriza a pessoa que se suicida a partir de conotações positivas e ressalta as qualidades do falecido</td>
								<td align="left" rowspan="4">“Lorna não foi a única vítima de suicídio relacionado ao coronavírus entre profissionais da saúde de Nova York”.</td>
								<td align="center" rowspan="5">16</td>
								<td align="left">Vitimizados</td>
								<td align="center">6</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Com muitas qualidades</td>
								<td align="center">4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Guerreiros</td>
								<td align="center">4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Tinham tudo</td>
								<td align="center">2</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>A categoria <italic>Possuem transtornos mentais</italic> (<italic>f</italic>=48) retrata quem se suicida a partir da imagem de pessoa <italic>doente</italic>, que possui <italic>diagnóstico de transtornos mentais.</italic> Dentre os transtornos citados nas reportagens, destaca-se a descrição dos indivíduos que se suicidam como <italic>deprimidos</italic>, ou seja, que possuem os sintomas clínicos da depressão. Já na categoria <italic>Problemáticos</italic> (<italic>f</italic>=24), quem se suicida é adjetivado a partir de sentidos pejorativos, como pessoa com problemas de ordens diversas, como <italic>usuários de drogas</italic> ou que possuem <italic>problemas financeiros,</italic> além de reações como <italic>desespero</italic> e <italic>isolamento</italic>.</p>
			<p>Em outra categoria, há conteúdos que caracterizam quem se suicida <italic>Segundo marcadores sociais</italic> (<italic>f</italic>=43). Destaca-se a figura das <italic>crianças e adolescentes</italic> como vítimas principais, seguidas dos <italic>idosos</italic>, <italic>homens</italic>, <italic>jovens adultos</italic>, <italic>mulheres</italic> e <italic>população LGBTQIA+</italic>. Na mesma lógica de descrição de quem se suicida, a categoria <italic>Segundo a ocupação</italic> (<italic>f</italic>=18) reúne reportagens que identificam as pessoas que se suicidam a partir da sua ocupação profissional, sendo elas <italic>figuras públicas</italic>, <italic>estudantes</italic>, <italic>policiais</italic> ou <italic>veteranos de guerra</italic>.</p>
			<p>Agrupando conteúdos que atribuem à pessoa que tenta suicídio a alcunha de criminosa, seja por envolvimento em investigações policiais ou por atentados terroristas, está a categoria <italic>Criminosos</italic> (<italic>f</italic>=20). Em oposição, a categoria <italic>A partir de conotações positivas</italic> (<italic>f</italic>=16) retrata quem se suicida a partir de conotações positivas e ressalta as qualidades do falecido. Pessoas que se suicidam são vistas como <italic>vitimizados</italic>, <italic>com muitas qualidades</italic>, <italic>guerreiras</italic> e <italic>que tinham tudo</italic>.</p>
			<p>Na <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>, são apresentadas as categorias do eixo temático 3, focalizando o contexto em que o suicídio ocorre. O conteúdo que descreve o contexto do suicídio se subdivide em duas categorias principais: <italic>Contexto social</italic> (<italic>f</italic>=46) e <italic>Contexto individual</italic> (<italic>f</italic>=43).</p>
			<p>
				<table-wrap id="t3">
					<label>Tabela 3</label>
					<caption>
						<title><italic>Categorias do eixo temático 3 - como os contextos cotidianos se associam ao suicídio</italic></title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="center">Categorias</th>
								<th align="center">Descrição geral da categoria</th>
								<th align="center">Unidades de Contexto (UC)</th>
								<th align="center">Unidades de Registro (UR)</th>
								<th align="center">Subcategorias</th>
								<th align="center"><italic>f</italic></th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="left" rowspan="11">Contexto social</td>
								<td align="left" rowspan="11">Conteúdo que retrata o contexto social de episódios de suicídio em diferentes grupos sociais, como a pandemia de COVID-19 e as más condições de trabalho</td>
								<td align="left" rowspan="11">“Pela primeira vez em mais de uma década, o número de suicídios voltou a subir no Japão, em uma tendência que pesquisadores apontam como consequência da pandemia de coronavírus”.</td>
								<td align="center" rowspan="11">46</td>
								<td align="left">Pandemia de COVID-19</td>
								<td align="center">11</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Más condições de trabalho</td>
								<td align="center">10</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Disputas políticas/econômicas</td>
								<td align="center">7</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Sociedade competitiva</td>
								<td align="center">5</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Exposição do suicídio na mídia</td>
								<td align="center">5</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Rotina escolar/universitária</td>
								<td align="center">4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Acesso a armas de fogo</td>
								<td align="center">3</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Jogos de desafios</td>
								<td align="center">3</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Acesso a drogas</td>
								<td align="center">1</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Desigualdade social</td>
								<td align="center">1</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Floresta assombrada</td>
								<td align="center">1</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" rowspan="9">Contexto individual</td>
								<td align="left" rowspan="9">Retrata o contexto individual do caso de suicídio noticiado, sendo ele relacionado a temas diversos</td>
								<td align="left" rowspan="9">“Aos 43 anos, a escritora enfrenta a depressão e a ansiedade desde a adolescência, época em que começou a desenvolver ‘uma vontade muito grande de morrer’”.</td>
								<td align="center" rowspan="9">43</td>
								<td align="left">Adoecimento psicológico</td>
								<td align="center">12</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Investigação policial</td>
								<td align="center">12</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Adoecimento físico</td>
								<td align="center">5</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Envelhecimento</td>
								<td align="center">5</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Homicídio seguido de suicídio</td>
								<td align="center">3</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Dívidas do indivíduo</td>
								<td align="center">2</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Exposição em redes sociais</td>
								<td align="center">2</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Preconceito no trabalho</td>
								<td align="center">1</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Consumo de drogas</td>
								<td align="center">1</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>A categoria <italic>Contexto social</italic> (<italic>f</italic>=46) faz menção ao conteúdo das reportagens, evidenciando o contexto de episódios de suicídio em diferentes grupos sociais, a partir de uma perspectiva macrossocial. Destaca-se o suicídio no contexto da <italic>pandemia de COVID-19</italic>, associado a <italic>más condições de trabalho</italic>, em meio a <italic>disputas políticas/econômicas</italic>, e em uma <italic>sociedade competitiva</italic> e <italic>desigual</italic>. O tema também é considerado a partir da <italic>exposição do suicídio na mídia</italic>, associado à <italic>rotina escolar/universitária</italic>, considerado a partir da facilidade de acesso a <italic>armas de fogo</italic> e a <italic>drogas</italic>, dos <italic>jogos de desafios</italic> e na <italic>floresta assombrada</italic>.</p>
			<p>Já a categoria <italic>Contexto individual</italic> (<italic>f</italic>=43) refere-se às publicações que apresentam o contexto de vida dos indivíduos que tentaram suicídio. Nesses contextos, destaca-se o <italic>adoecimento físico</italic> e <italic>psicológico</italic>, assim como a participação em <italic>investigação policial</italic>. Também estão presentes o <italic>envelhecimento</italic>, os casos de <italic>homicídio seguido de suicídio</italic>, as <italic>dívidas</italic>, situações de <italic>exposição em redes sociais</italic>, de <italic>preconceito no trabalho</italic> e o <italic>consumo de drogas</italic>.</p>
			<p>Na <xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>, observa-se a esquematização gráfica que reúne as três dimensões investigadas e as respostas às três questões norteadoras deste estudo, sendo elas: i) como o suicídio é retratado?; ii) como quem se suicida é caracterizado?; e iii) como o contexto do suicídio é abordado?. As relações de oposição e de complementação entre as categorias, bem como os sentidos descritivos, pejorativos e positivos encontrados, também se encontram destacados na esquematização.</p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Figura 1</label>
					<caption>
						<title><italic>Síntese das categorias e subcategorias dos eixos temáticos.</italic></title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2359-0777-subj-25-01-e15138-gf1.png"/>
				</fig>
			</p>
			<p>Em relação ao eixo temático 1 - <italic>Como o suicídio é retratado</italic> -, observaram-se relações de oposição e de complementação entre os significados presentes no conteúdo analisado. As categorias <italic>Motivado por uma única causa</italic> (<italic>f</italic>=32) e <italic>Fenômeno Multifatorial</italic> (<italic>f</italic>=25) apresentam ideias opostas em relação aos motivadores para o suicídio, considerando que a primeira categoria dispõe sobre causas únicas enquanto a segunda apresenta a ideia de existência do conceito de multifatorialidade do ato. Também as categorias <italic>Associado a crimes</italic> (<italic>f</italic>=19) e <italic>Suicídio assistido e eutanásia</italic> (<italic>f</italic>=14) apresentam sentidos que se opõem, tendo em vista que, na primeira, o suicídio está associado a crimes e, na segunda, ele é entendido como direito dos indivíduos em situações de adoecimento (principalmente físico) e envelhecimento. As relações de complementariedade, por sua vez, estão presentes nas categorias <italic>Evitável</italic> (<italic>f</italic>=31) e <italic>Problema de saúde pública</italic> (f=24), considerando que o suicídio, ao ser associado a problemas de saúde, também é visto como evitável. Nas categorias <italic>Associado a transtornos mentais</italic> (<italic>f</italic>=22) e <italic>Fuga da realidade</italic> (<italic>f</italic>=16), a relação de complementação pode ser entendida a partir da concepção de que a fuga da realidade também integra os entendimentos acerca dos transtornos mentais.</p>
			<p>No eixo temático 2 - <italic>Como quem se suicida é caracterizado</italic> - foram observados categorias e conjuntos de categorias com sentidos descritivos, pejorativos e positivos acerca do indivíduo que se suicida. As categorias <italic>Possuem transtornos mentais</italic> (<italic>f</italic>=48), <italic>Segundo marcadores sociais</italic> (<italic>f</italic>=43) e <italic>Segundo a Ocupação</italic> (<italic>f</italic>=18) possuem compreensões sobre quem se suicida a partir de termos descritivos (como sexo, profissão, idade e se possui diagnóstico de transtorno mental), comumente utilizados em pesquisas científicas acerca do tema. Já os sentidos pejorativos estão presentes nas categorias <italic>Problemáticos</italic> (<italic>f</italic>=24) e <italic>Criminosos</italic> (<italic>f</italic>=20), no qual o suicida é visto como criminoso, usuário de drogas e isolado. Por fim, os sentidos positivos se concentram em uma única categoria, <italic>A partir de conotações positivas</italic> (<italic>f</italic>=16), que traz conteúdos que consideram quem se suicida a partir das suas conquistas e suas características positivamente valoradas pelo meio social.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="discussion">
			<title>Discussão</title>
			<p>A análise dos dados encontrados demonstrou que as comunicações sobre suicídio no jornal <italic>Folha de São Paulo</italic> ocorreram, em grande parte, pela modalidade de difusão. Considerando as particularidades de cada modalidade comunicativa (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Moscovici, 1961/2012</xref>), a difusão se caracteriza a partir do seu caráter informacional, ou seja, o seu foco está voltado para o ato de informar diferentes públicos acerca do objeto social em questão. Ao apresentar o tema do suicídio como questão de saúde pública, ao elencar formas de evitá-lo e ao debater suas possíveis causas, através de dados estatísticos e marcadores sociais, o jornal contribui para a formação de um conhecimento comum sobre o tema e para a adaptação desse conhecimento aos interesses de públicos diversos (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Moscovici, 1961/2012</xref>).</p>
			<p>Em relação aos processos sociocognitivos de formação das representações sociais, é possível observar, no eixo temático 1 dos resultados, os processos de ancoragem do suicídio em diferentes sistemas de saber (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>). A partir da ancoragem, destacou-se a incorporação do fenômeno em categorias familiares e funcionais preexistentes, mediante alguns ajustes na compreensão do objeto. Essa assimilação não foi feita sem juízos de valor, tendo em vista as dimensões valorativas historicamente elaboradas sobre as categorias em que o suicídio é inscrito, que se manifestam, inclusive, na sua nomeação (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Trindade et al., 2011</xref>).</p>
			<p>Correspondendo à atribuição de sentidos, que é uma das etapas do processo de ancoragem (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>), o suicídio foi nomeado neste estudo como <italic>transtorno mental</italic>, <italic>direito do indivíduo</italic> e <italic>crime</italic>. A presença de ambiguidades e dissonâncias na nomeação do fenômeno demonstra que ele se constitui em diferentes unidades de significados (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>). Essas redes articuladas e hierarquizadas de sentidos possibilitam compreensões mais precisas do objeto de acordo com a realidade social e, ancoradas em diversos saberes, aproximam-se do processo de categorização social (<xref ref-type="bibr" rid="B39">Trindade et al., 2011</xref>).</p>
			<p>O processo de familiarização do suicídio pode também ser pensado a partir da categorização social por promover a organização de estruturas semânticas em categorias e estas, por sua vez, ganharem sentido através das representações sociais (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bonomo et al., 2020</xref>). Entretanto, diferentemente da categorização, a ancoragem possibilita transformações em representações sociais já estabelecidas (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Cabecinhas, 2004</xref>). Através do enraizamento em sistemas de pensamento anteriores, as novas representações, ao mesmo tempo em que se inscrevem em um sistema de representações preexistentes, também transformam o conhecimento precedente (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Trindade et al., 2011</xref>).</p>
			<p>Neste estudo, tais transformações podem ser observadas nas unidades de significado que compreendem o suicídio como <italic>transtorno mental</italic>. A partir dessa nomeação, o objeto passa a integrar uma rede de significados que o inscreve dentro da lógica dos cuidados com a saúde. Tais narrativas são orientadas, de forma expressiva, a partir do paradigma médico. Esse paradigma pode, por vezes, focalizar apenas os aspectos individualizantes e patologizantes sobre o tema em detrimento de outros parâmetros, como os psicossociais. Considerando a etapa de instrumentalização do saber no processo de ancoragem, tal nomeação parece ser uma resposta às demandas de atualização das representações sociais de suicídio, que surgiram diante de novos valores, tradições e práticas sociais (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>). </p>
			<p>Por sua vez, a nomeação do objeto como <italic>crime</italic>, dentro de um sistema de categorias historicamente marcadas por estereótipos e valoração negativos (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bonomo et al., 2020</xref>), parece não se adequar totalmente às práticas socialmente aceitas, referentes aos temas em saúde no século XXI. Mesmo em reportagens que apresentam conteúdos que contribuem para a prevenção, tal discurso pode fortalecer dimensões representacionais com potencial de contribuir para o estigma em torno do suicídio.</p>
			<p>Com as novas demandas de assimilação do fenômeno, há uma perturbação no vocabulário e na linguagem utilizada na comunicação dos jornais, aspectos que podem ser vistos nas oposições de sentido presentes neste estudo (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35">Silva, 2021</xref>). Tais ambiguidades são vistas, principalmente, entre os termos <italic>crime</italic>, <italic>direito do indivíduo</italic> e <italic>transtorno mental</italic> e nos termos associados a cada uma dessas nomeações, como <italic>cometer</italic>, <italic>dignidade</italic> e <italic>doença</italic>. Ao conferir significados aos termos utilizados, de acordo com os processos de ancoragem instituídos, a mídia parece fazer o processo de mediação entre os discursos sobre suicídio e as práticas cotidianas, atribuindo e compartilhando tais sentidos por meio de uma linguagem de fácil compreensão (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35">Silva, 2021</xref>).</p>
			<p>Se no eixo temático 1 é possível observar as atualizações em curso das representações sociais de suicídio por meio do processo de ancoragem, no eixo temático 2 observa-se que o suicídio é objetivado a partir da imagem do indivíduo que se suicida. Neste estudo, relacionando-se com a face pública do fenômeno que se manifesta através do sujeito (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Jovchelovitch, 2011</xref>), a objetivação dá forma concreta a conceitos abstratos e organiza os elementos constituintes das representações sociais de suicídio (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>).</p>
			<p>A partir da análise dos resultados, os núcleos figurativos parecem estar relacionados a três imagens principais acerca do sujeito que se suicida: i) como <italic>a pessoa com transtorno</italic>, que, nas reportagens, está presente de forma frequente na imagem de <italic>crianças e adolescentes</italic> com <italic>depressão</italic>; ii) <italic>o problemático</italic>, visto como <italic>usuário de drogas</italic> ou envolvido em <italic>crimes</italic>; e iii) <italic>o vitimizado</italic>, na figura do <italic>guerreiro</italic> injustiçado. Esses estereótipos podem não refletir as estatísticas brasileiras disponíveis sobre o perfil das pessoas que se suicidam e a multiplicidade de fatores que as levam a se suicidar, entretanto, tais elementos reproduzem o objeto de maneira concreta, seletiva e coerente, tornando-se expressões de uma realidade naturalizada nas reportagens analisadas (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Boaventura et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>).</p>
			<p>Além do trabalho psicossocial que envolve a atuação dialógica entre sujeito e objeto sociais, as representações sociais só podem se manifestar a partir do contexto imediato de interação social, que, no presente estudo, é mediado pela mídia jornalística (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Marková, 2006</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Palmonari &amp; Cerrato, 2011</xref>). Ao avaliar as implicações do contexto de inserção das representações sociais no eixo temático 3, nota-se que ele repercute na forma como o conteúdo é exposto nas reportagens (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Flament &amp; Rouquette, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Justo et al., 2014</xref>). Quando são considerados os fatores individuais de vida, que buscam explicar o ato suicida, a força do discurso médico/científico se destaca na constituição das representações, principalmente na atribuição do ato ao sofrimento do sujeito. Quando, por sua vez, os fatores sociais que englobam quem tenta suicídio são pautados, eles aparecem como capazes de aumentar o sofrimento individual, ou seja, as forças macrossociais se projetam sobre o sujeito, de forma a individualizar a questão.</p>
			<p>É possível afirmar que diferentes representações de suicídio são utilizadas conforme a demanda da circunstância, tendo em vista que o contexto abrange fatores contingentes a situações de interação social e faz com que a mesma representação se manifeste de formas distintas (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Flament &amp; Rouquette, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Justo et al., 2014</xref>). Ou seja, ao falar sobre representações sociais de suicídio, considera-se também as condições em que tais representações emergem e são expressas (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Justo et al., 2014</xref>). Essa noção de contexto social também pode ser pensada por meio do conceito de metassistema, que é constituído por regulações sociais normativas que controlam processos cognitivos, em que indivíduos podem intervir diferentes metassistemas, de acordo com a ocasião (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Doise, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Justo et al., 2014</xref>). </p>
			<p>Em relação às escolhas editoriais do jornal <italic>Folha de São Paulo</italic>, discute-se como o jogo midiático se utiliza de narrativas que podem promover a estigmatização do fenômeno. Dentre inúmeras maneiras que poderiam ser escolhidas para noticiar o tema, as dualidades ‘ciência <italic>versus</italic> religião’, ‘bom <italic>versus</italic> mau’ e ‘doença <italic>versus</italic> caráter’ são padrões que parecem se repetir sustentando os conteúdos noticiados. Em conjunto com a presença marcante do discurso científico, esse horizonte de representações sociais mantém uma dualidade na construção de um discurso público que, por um lado, estimula o debate do suicídio como problema de saúde pública evitável e, por outro, faz uso de recursos que têm o potencial de aumentar o número de mortes autoprovocadas para repercutir as notícias (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Binotto &amp; Bruno, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Jovchelovitch, 2011</xref>).</p>
			<p>A partir dessa lógica, reavaliar o contexto de apresentação de tais conteúdos na mídia poderia contribuir para maior qualificação das reportagens no âmbito da prevenção, tendo em vista que ela só se torna possível quando o âmbito social também é considerado. A ampliação das concepções em saúde mental para além das questões individuais poderia favorecer a compreensão do papel das estruturas e práticas cotidianas na produção do sofrimento coletivo. Reitera-se, portanto, a importância de destacar os aspectos psicossociais do suicídio em discursos públicos.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>Este estudo investigou as representações sociais de suicídio em reportagens veiculadas pelo jornal <italic>Folha de São Paulo</italic>. Para alcançar o objetivo geral proposto, a investigação foi guiada a partir dos seguintes objetivos específicos: i) como o objeto social suicídio é abordado nas reportagens; ii) quais significados são associados ao sujeito que se suicida; e iii) quais são os contextos descritos no âmbito do fenômeno suicídio retratado no conteúdo jornalístico analisado.</p>
			<p>Os resultados demonstraram que, nos sentidos elaborados sobre o suicídio, há relações de oposição e de complementariedade. Nas significações sobre o sujeito que se suicida, observaram-se denominações descritivas, pejorativas e com sentidos positivos, enquanto em relação ao contexto do suicídio, os significados foram organizados a partir do contexto social em que o ato ocorre e do contexto de vida individual de quem sofre. A partir do exposto, discutiu-se sobre os processos de ancoragem e de objetivação e sobre a dimensão contextual das representações sociais de suicídio. No processo de ancoragem, a nomeação do objeto como <italic>transtorno mental</italic> pareceu atender a demandas de atualização das representações às práticas de saúde do século XXI. No processo de objetivação, destacaram-se as três classificações do sujeito que se suicida, como <italic>a pessoa com transtorno</italic>, <italic>o problemático</italic> e <italic>o vitimizado</italic>.</p>
			<p>Cabe ressaltar que esta investigação se limitou à análise de reportagens de um único jornal brasileiro, em um período temporal específico e com foco apenas no conteúdo veiculado pelo jornal no <italic>Twitter</italic>. Entretanto, reitera-se o papel dos veículos midiáticos na produção do conhecimento popular sobre assuntos relativos à saúde pública, principalmente em relação ao suicídio, para que as publicações sobre o fenômeno sejam feitas de maneira responsável e benéfica para a população. Por fim, sugere-se que novos estudos sejam realizados com outros tipos de mídia, levando em conta a importância do contexto de inserção das representações sociais de suicídio e considerando a sua repercussão na forma como tais conteúdos podem exercer influência sobre ações individuais e coletivas.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
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			<title>Referências</title>
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					<article-title>Representational structure of suicide by college students and its psychosocial brands</article-title>
					<source>Trends in Psychology</source>
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				<article-title>Suicide, the individual, and context: social representations of suicide in a Brazilian newspaper</article-title>
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				<institution content-type="original">PhD (2010) and Bachelor (2004) in Psychology from the UFES, with a doctoral internship at the Università di Bologna, Italy (2008-2009). Permanent faculty member of the Department of Social and Developmental Psychology and the Graduate Program in Psychology at the UFES, advising students in Scientific Initiation, Master’s, PhD, and Postdoctoral levels in the psychosocial processes track.</institution>
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			<abstract>
				<title>Abstract</title>
				<p>This study examined social representations of suicide in news reports published by the newspaper Folha de São Paulo, guided by three a priori themes: i) how suicide is portrayed; ii) how people who die by suicide are characterized; and iii) how everyday practical contexts are linked to suicide. The data source comprised 103 reports disseminated on Twitter by Folha de São Paulo between 2015 and 2021. The textual corpus was subjected to content analysis. The results showed i) relations of opposition and complementarity regarding the object “suicide”; ii) descriptive, pejorative, and positive labels applied to people who die by suicide; and iii) individual and social contexts associated with the phenomenon. The discussion addresses anchoring processes, the role of naming the object as a mental disorder, the contextual dimension of social representations of suicide, and the objectification of people who die by suicide as disordered, problematic, and victimized. We conclude that these representations sustain a duality in the construction of public discourse: on one hand, they foster debate on suicide as a preventable public health issue; on the other, they employ devices that can increase the number of self-inflicted deaths to amplify news impact.</p>
			</abstract>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>suicide</kwd>
				<kwd>social representation</kwd>
				<kwd>social psychology</kwd>
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		<body>
			<p>Social representations allow mediation between the individual and the world and are intrinsically linked to the public sphere. They emerge and are generated in this universe through communicative practices of public life, spaces for dialogue, different forms of language, rituals, work patterns, and varied modes of social mediation that structure groups (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Jovchelovitch, 1996</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B15">2011</xref>).</p>
			<p>As mediators between the individual and the social world, social representations function as common-sense theories produced by communities’ communicative practices and are therefore intrinsically tied to the public sphere (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Binotto &amp; Bruno, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Jovchelovitch, 2011</xref>). As a practical, socially elaborated form of knowledge, the construction of social representations about a given social object serves, among other purposes, to guide how phenomena associated with that object are lived and experienced by social actors (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Jovchelovitch, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>).</p>
			<p>With respect to suicide as a social object, its social representations have often relegated it to the realm of silence, the unsaid, repulsion, and the intolerable (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Meira et al., 2020</xref>). In the scientific community, suicide is understood as death caused by the individual themselves through an act intended to be lethal, constituting the end of a continuum that includes suicidal behavior and suicidal ideation (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Moutier et al., 2021</xref>). Suicidal behavior spans a spectrum of actions, from suicide attempts to preparatory behaviors for suicide. Suicidal ideation refers to the process of thinking about, considering, or planning suicide (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Moutier et al., 2021</xref>). The phenomenon can evoke moral judgments and, in common sense, is often deemed unacceptable, portrayed as cowardice, selfishness, or weakness (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Lucas &amp; Bonomo, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">Meira et al., 2020</xref>). These pejorative and stereotyped elements, present in social representations of suicide, underscore the importance of understanding how they are formed so that appropriate interventions can be designed for contemporary social contexts (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Lucas &amp; Bonomo, 2022</xref>).</p>
			<p>With the advent of new technologies, the contemporary public sphere is increasingly digital (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Binotto &amp; Bruno, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Jovchelovitch, 2011</xref>). In this landscape, the media plays a central role in the theories groups formulate about objects perceived as salient in everyday life (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>). The media is prominent in producing popular knowledge, both because it is a major vehicle for disseminating ideologies, beliefs, and values and because it fosters debates that spur social engagement (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Oliveira et al., 2024</xref>).</p>
			<p>Online news about suicide and discussions on social networks have become common spaces where the topic is addressed with growing frequency (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Lucas &amp; Bonomo, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Sinyor et al., 2021</xref>). Media coverage can pose risks - by increasing suicides - or confer benefits - by contributing to prevention - depending on how reports are crafted (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Sinyor et al., 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Till et al., 2020</xref>).</p>
			<p>Given these specificities, the World Health Organization (WHO) has updated manuals for professionals across media sectors to reduce the harmful effects of inadequate coverage of suicide (<xref ref-type="bibr" rid="B31">OMS, 2000</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B32">2008</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B33">2017</xref>). Considering suicide as a social object present in online public debate, questions arise about how such coverage may contribute to the sociogenesis of social representations on the topic and how those representations might guide individual and collective actions.</p>
			<p>Social representations form through socially regulated cognitive processes - objectification and anchoring - shaped by groups’ needs, interests, and desires (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Trindade et al., 2011</xref>). Objectification is the structuring operation that makes the abstract concrete. It simplifies the new object and makes it appear as a naturalized dimension of social life. This process creates a new parameter for perceiving the object, such that the figurative nucleus becomes a mediator between the subject and reality (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Trindade et al., 2011</xref>). Its development involves three movements (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>): a) selection and decontextualization - individuals select a portion of the total information set, related to cultural and religious values and prior experiences; b) formation of the figurative nucleus from elements of the conceptual nucleus; and c) naturalization - constructed elements become identified as part of the object’s reality (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>).</p>
			<p>Anchoring, in turn, is the way the elements of an object are incorporated into pre-existing systems of thought, allowing the individual to assimilate the object within a reference system of values (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>). New representations are inscribed in existing knowledge systems and transform prior knowledge. The process comprises three stages: a) attribution of meaning, in which meanings and names are assigned to the new object; b) instrumentalization of knowledge, which confers a functional value on social representations; and c) rooting in pre-existing systems of thought, through which new representations become familiar (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Trindade et al., 2011</xref>). Anchoring approaches social categorization by classifying and assigning naming systems to what is unknown (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bonomo et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B7">Cabecinhas, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35">Silva, 2021</xref>).</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B25">Moscovici (1961/2012)</xref> also described three modes of communication used by news organizations that shape the formation of representations: diffusion, propagation, and propaganda. Diffusion seeks to create common knowledge from content of interest to a diverse audience (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Moscovici, 1961/2012</xref>). Propagation adapts information to a pre-established belief system, aiming to protect it from the threats posed by new knowledge and to orient individuals’ attitudes (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Doise, 2011</xref>). Propaganda intervenes in specific, conflictual behaviors by highlighting contrasts between “true” and “false” knowledge (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Moscovici, 1961/2012</xref>).</p>
			<p>In studies of social representations of suicide, depression consistently appears as a central element across different populations. In many groups, the suicidal act is viewed as the final consequence of a depressive state (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Alexandre et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">Bezerra et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Calile &amp; Chatelard, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Kravetz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Lucas &amp; Bonomo, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B20">Lucas et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">Meira et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Oliveira et al., 2023</xref>), even though this view is not universally accepted in psychology and psychiatry, as it privileges pathological features over individual multiplicity and collective historical contexts (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Hjelmeland &amp; Knizek, 2017</xref>). When suicide is understood as the result of an illness process and anchored in the clinical symptoms of depression - the most prevalent mental disorder in Brazil today (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Boaventura et al., 2021</xref>) - common-sense prevention tends to materialize in individual medical and psychological follow-up (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Alexandre et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">Bezerra et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Lucas &amp; Bonomo, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Melo et al., 2020</xref>).</p>
			<p>Regarding the sociogenesis of social representations, it unfolds through community members’ practices and discourse, which derive from what they see in the media and from everyday experience (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Jovchelovitch, 1996</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B15">2011</xref>). Thus, in this formative process, the media can play an important role in the theories groups develop about objects considered salient in daily life. The context in which representations are formed and expressed must also be regarded as crucial (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Justo et al., 2014</xref>). Distinct representations may be activated depending on the contextual demands surrounding the social object, given that context encompasses factors contingent on situations of social interaction (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Flament &amp; Rouquette, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Justo et al., 2014</xref>). This notion aligns with the concept of a metasystem, composed of social norms that regulate the cognitive system (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Doise, 2011</xref>).</p>
			<p>The interaction among subject, object, and context is dynamic and dialogical: suicide takes shape as a person’s elaboration in direct interaction with their social environment (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Marková, 2006</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Palmonari &amp; Cerrato, 2011</xref>). Examining social representations of suicide in media discourse may support changes that raise the quality of reporting for prevention. It can help move away from stereotypes that harm people who suffer and broaden what is understood as mental health beyond purely individual issues.</p>
			<p>In light of the above, this study set out to investigate social representations of suicide in reports published by the newspaper <italic>Folha de São Paulo</italic>. We pursued three a priori objectives: i) to understand how suicide is portrayed in the analyzed journalistic pieces; ii) to examine how people who die by suicide are characterized in the textual corpus; and iii) to identify everyday practical contexts associated with the phenomenon of suicide.</p>
			<sec sec-type="methods">
				<title>Method</title>
				<sec>
					<title>Data source</title>
					<p>Data comprised 103 news reports posted by the newspaper <italic>Folha de São Paulo</italic> on its Twitter profile that addressed suicide. Reports were included in the corpus if they met the following criteria: i) suicide was the central theme, evidenced by suicide-related descriptors in the title and/or subtitle; ii) the full text was available free of charge; iii) the item had prompted discussion with at least one user comment on Twitter or on the newspaper’s website; and iv) publication occurred between 2015 and 2021. All items that did not meet these criteria were excluded.</p>
					<p>The start year, 2015, was chosen because the topic gained increased prominence in the media and on social networks with the launch of the national suicide-prevention campaign Yellow September (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Oliveira et al., 2020</xref>). <italic>Folha de São Paulo</italic> was selected based on data from the Instituto Verificador de Comunicação (IVC), which identifies the Grupo Folha outlet as the most widely read Brazilian newspaper website (<xref ref-type="bibr" rid="B12">IVC, 2020</xref>).</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Data collection procedure</title>
					<p>We used Twitter’s advanced search tool with the following settings: Language set to Portuguese; “From these accounts” set to the official Folha de São Paulo profile (@folha); “Filters” set to include replies and links; “Minimum replies” set to 1; and dates spanning January 1, 2015, through December 31, 2021.</p>
					<p>To retrieve journalism specific to suicide, the field “Any of these words” included terms commonly used by the media in discussions of the topic: “suicídio,” “suicídios,” “suicida,” “suicidas,” “ideação suicida,” “pensamento suicida,” “pensamentos suicidas,” and “parassuicídio.” Of the 103 reports identified, 69 were found via the descriptor “suicídio” (<italic>f</italic>=69), 15 via “suicídios” (<italic>f</italic>=15), 16 via “suicida” (<italic>f</italic>=16), two via “suicidas” (<italic>f</italic>=2), and one via “pensamentos suicidas” (<italic>f</italic>=1). Duplicates were removed after applying the filters.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Data processing and analysis</title>
					<p>Selected reports were organized in a data-extraction table with fields for title and subtitle, publication date, full text, and direct link to the online content. Corpus underwent content analysis (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Bardin, 2002</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Oliveira, 2008</xref>) to identify three thematic axes proposed by <xref ref-type="bibr" rid="B18">Lucas &amp; Bonomo (2022</xref>): i) how suicide is portrayed; ii) how those who die by suicide are characterized; and iii) how the context of suicide is addressed. This guiding classification structured the base corpus. Categorization was performed by two judges for each content set generated, using the a priori axes defined by <xref ref-type="bibr" rid="B18">Lucas &amp; Bonomo (2022)</xref>.</p>
					<p>For each axis, text fragments from the reports were selected as context units (CUs), segments whose length allows the meanings of recording units (RUs) to be understood. RUs are the segments from which the text is partitioned for analysis, i.e., passages containing an assertion about the object of study (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Oliveira, 2008</xref>). Categories and subcategories for each axis were then identified and are presented and described in the Results.</p>
				</sec>
			</sec>
			<sec sec-type="results">
				<title>Results</title>
				<p>The findings are organized around the three a priori thematic axes (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Lucas &amp; Bonomo, 2022</xref>) to address the guiding questions: i) how is suicide portrayed? (<xref ref-type="table" rid="t4">Table 1</xref>); ii) how are people who die by suicide characterized? (<xref ref-type="table" rid="t5">Table 2</xref>); and iii) how is the context of suicide addressed? (<xref ref-type="table" rid="t6">Table 3</xref>). Each axis is presented with its corresponding thematic categories and subcategories, along with their descriptions, CUs and RUs.</p>
				<p>
					<xref ref-type="table" rid="t4">Table 1</xref> displays the categories for Axis 1, which concerns how suicide is portrayed across the analyzed reports. The content reveals both i) oppositions: <italic>Motivated by a single cause</italic> (<italic>f</italic>=32) versus <italic>Multifactorial phenomenon</italic> (<italic>f</italic>=25), and <italic>Associated with crimes</italic> (<italic>f</italic>=19) versus <italic>Assisted suicide and euthanasia</italic> (<italic>f</italic>=14); and ii) complementarities in meaning: <italic>Preventable</italic> (<italic>f</italic>=31) alongside <italic>Public health issue</italic> (<italic>f</italic>=24), and <italic>Associated with mental disorders</italic> (<italic>f</italic>=22) alongside <italic>Escape from reality</italic> (<italic>f</italic>=16).</p>
				<p>
					<table-wrap id="t4">
						<label>Table 1.</label>
						<caption>
							<title><italic>Categories for Thematic Axis 1 - How suicide is portrayed</italic></title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="left">Category</th>
									<th align="left">Category description</th>
									<th align="left">CU</th>
									<th align="left">RU</th>
									<th align="left">Subcategories</th>
									<th align="center"><italic>f</italic></th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="9">Motivated by a single cause</td>
									<td align="left" rowspan="9">Attributes a single cause to the reported suicide episode</td>
									<td align="left" rowspan="9">“Competition starts early, and it is hard for adults to switch off the competitive drive they developed as children. (…) Last week brought one of the most bizarre examples of South Korea’s competitive nature.”</td>
									<td align="left" rowspan="9">32</td>
									<td align="left">Result of a competitive society</td>
									<td align="center">4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Result of bullying</td>
									<td align="center">3</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Result of cyberbullying</td>
									<td align="center">3</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Result of challenge games</td>
									<td align="center">3</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Result of stress</td>
									<td align="center">2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Result of legends about evil spirits</td>
									<td align="center">1</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Result of transphobia</td>
									<td align="center">1</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Result of drug use</td>
									<td align="center">1</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Result of a “crazy” society</td>
									<td align="center">1</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Multifactorial phenomenon</td>
									<td align="left">Understands suicide as a multifactorial phenomenon associated with diverse factors</td>
									<td align="left">“Scholars mention issues involving sexuality, difficulty coping with frustration, bullying, pressure to choose a career and to perform well at school as conflicts that arise at this age and can act as aggravating factors.”</td>
									<td align="left">25</td>
									<td align="left">-</td>
									<td align="center">-</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="3">Associated with crimes</td>
									<td align="left" rowspan="3">Discusses suicide within contexts of crimes and police investigations</td>
									<td align="left" rowspan="3">“The Federal Police operation that investigated embezzlement at UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) and culminated in the suicide of rector Luiz Carlos Cancellier, days after his arrest, is a portrait of Brazil, says Paulo Markun, author of <italic>Recurso Final,</italic> a newly released book on the case.”</td>
									<td align="left" rowspan="3">19</td>
									<td align="left">Associated with police investigations</td>
									<td align="center">9</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Suicide attack</td>
									<td align="center">6</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Homicide followed by suicide</td>
									<td align="center">4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="2">Assisted suicide and euthanasia</td>
									<td align="left" rowspan="2">Specificities of assisted suicide and euthanasia as individual rights</td>
									<td align="left" rowspan="2">“The role of the State is to protect citizens from harm others may cause them, not to prevent the harms they may inflict upon themselves.”</td>
									<td align="left" rowspan="2">14</td>
									<td align="left">Individual right</td>
									<td align="center">7</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Assisted suicide</td>
									<td align="center">7</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="2">Preventable</td>
									<td align="left" rowspan="2">Frames suicide as preventable and notes that multiple preventive measures exist</td>
									<td align="left" rowspan="2">“This means that nine out of 10 suicides are preventable.”</td>
									<td align="left" rowspan="2">31</td>
									<td align="left">Preventable</td>
									<td align="center">24</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">How to avoid the contagion effect</td>
									<td align="center">7</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="2">Public health issue</td>
									<td align="left" rowspan="2">Mentions the topic as a public health issue, especially during the COVID-19 pandemic</td>
									<td align="left" rowspan="2">“In 2017, the Ministry of Health released the first epidemiological bulletin on suicide in Brazil, which showed an increase in the overall rate - from 5.3 per 100,000 individuals in 2011 to 5.7 in 2015 - and set a goal of reducing suicide mortality by 10% by 2020.”</td>
									<td align="left" rowspan="2">24</td>
									<td align="left">Associated with the COVID-19 pandemic</td>
									<td align="center">13</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Public health issue</td>
									<td align="center">11</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="2">Associated with mental disorders</td>
									<td align="left" rowspan="2">Presents suicide as a consequence of mental disorders, especially depression</td>
									<td align="left" rowspan="2">“‘If you create a dialogue that makes it clear that suicide is generally the end point of depression, that it is a permanent solution to a temporary problem, and that depression is treatable, many lives would be saved,’ says Solomon in a phone interview with Folha. This seems to be Solomon’s main message; he has been treating his depression for decades.”</td>
									<td align="left" rowspan="2">22</td>
									<td align="left">Result of depression</td>
									<td align="center">14</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Associated with mental disorders</td>
									<td align="center">8</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="3">Escape from reality</td>
									<td align="left" rowspan="3">Understands suicide as a way of escaping reality in different contexts</td>
									<td align="left" rowspan="3">“Such a discrepancy suggests that police suicides are directly related to these professionals’ living and working conditions, who deal daily with a reality full of pain and sadness. Homicides, pursuits, rapes, robberies, and fights, among other violent situations, are part of their routine.”</td>
									<td align="left" rowspan="3">16</td>
									<td align="left">Way of escaping work reality</td>
									<td align="center">11</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Way of escaping reality</td>
									<td align="center">4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Way of escaping school reality</td>
									<td align="center">1</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN1">
								<p>CU = context unit; RU = recording unit.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>Regarding how suicide is portrayed, in the category <italic>Motivated by a single cause</italic> (<italic>f</italic>=32), the reports attribute a single cause to the suicide episode under discussion. The specific cause, however, varies by report: a competitive or “crazy” society, bullying or cyberbullying, challenge games, legends about evil spirits, stress, drug use, or transphobia. In contrast, the <italic>Multifactorial phenomenon</italic> category (<italic>f</italic>=25) frames suicide as a phenomenon associated with multiple factors.</p>
				<p>In the <italic>Public health issue</italic> category (<italic>f</italic>=24), suicide is defined as a matter situated in the public sphere and in the health domain - a view strengthened especially by its association with the COVID-19 pandemic. In the <italic>Preventable</italic> category (<italic>f</italic>=31), suicide is treated as avoidable, with multiple measures available for prevention. Particular emphasis is placed on how to reduce contagion effects through responsible media coverage.</p>
				<p>When <italic>Associated with mental disorders</italic> (<italic>f</italic>=22), suicide is depicted as the end point of various disorders - such as mood and/or personality disorders (e.g., borderline) - and as a consequence of depression. The phenomenon is also characterized as an <italic>Escape from reality</italic> (<italic>f</italic>=16), implying a supposed dissociation from reality in different contexts, such as work and school. In <italic>Assisted suicide and euthanasia</italic> (<italic>f</italic>=14), coverage addresses the specificities of these practices and represents them as an individual right. In opposition, when <italic>Associated with crimes</italic> (<italic>f</italic>=19), discussion of the phenomenon is embedded in news about police investigations and criminal events, such as suicide attacks and homicide followed by suicide.</p>
				<p>
					<xref ref-type="table" rid="t5">Table 2</xref> presents the categories of the second thematic axis, which centers the analysis on the individual who dies by suicide. The content includes i) descriptive conceptions: <italic>Having mental disorders</italic> (<italic>f</italic>=48), <italic>According to social markers</italic> (<italic>f</italic>=43), and <italic>According to occupation</italic> (<italic>f</italic>=18); ii) pejorative conceptions: <italic>Problematic</italic> (<italic>f</italic>=24) and <italic>Criminals</italic> (<italic>f</italic>=20); and iii) positive meanings: <italic>Through positive connotations</italic> (<italic>f</italic>=16).</p>
				<p>
					<table-wrap id="t5">
						<label>Table 2.</label>
						<caption>
							<title><italic>Categories for Thematic Axis 2 - How people who die by suicide are characterized</italic></title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="left">Category</th>
									<th align="left">Category description</th>
									<th align="left">CU</th>
									<th align="left">RU</th>
									<th align="center">Subcategories</th>
									<th align="center"><italic>f</italic></th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="5">Having mental disorders</td>
									<td align="left" rowspan="5">Portrays the person who dies by suicide as ill, with mental disorders - especially depression</td>
									<td align="left" rowspan="5">“Bruna Correia, 23, is a freshman and the first in her family to enter USP. Diagnosed with bipolar disorder, she takes medication but does not attend therapy because she depends on public provision. ‘I went to the Institute of Psychology and the University Hospital to try to get care, but I gave up because the line is huge,’ she says.”</td>
									<td align="left" rowspan="5">48</td>
									<td align="center">With a mental-disorder diagnosis</td>
									<td align="center">17</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">Depressive</td>
									<td align="center">12</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">Ill</td>
									<td align="center">10</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">Stressed</td>
									<td align="center">8</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">“Crazy”</td>
									<td align="center">1</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="6">According to social markers</td>
									<td align="left" rowspan="6">Characterizes the person who dies by suicide by age, sex, and sexual orientation</td>
									<td align="left" rowspan="6">“According to specialists, adolescents are also more vulnerable to suicide because, among other factors, they tend to be more immediate and impulsive. ‘The adolescent brain is not yet fully mature. The system of checks and balances needs to be formed through social and cultural “gestation”,’ explains Neury Botega, psychiatrist and professor at Unicamp.”</td>
									<td align="left" rowspan="6">43</td>
									<td align="center">Children and adolescents</td>
									<td align="center">20</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">Older adults</td>
									<td align="center">8</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">Men</td>
									<td align="center">5</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">Young adults</td>
									<td align="center">4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">Women</td>
									<td align="center">3</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">LGBTQIA+ population</td>
									<td align="center">3</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="4">According to occupation</td>
									<td align="left" rowspan="4">Characterizes those who die by suicide by occupation - public figures, students, or military</td>
									<td align="left" rowspan="4">“The numbers were published the same week fashion designer Kate Spade and celebrity chef Anthony Bourdain took their own lives.”</td>
									<td align="left" rowspan="4">18</td>
									<td align="center">Public figure</td>
									<td align="center">8</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">Students</td>
									<td align="center">4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">Police officers</td>
									<td align="center">4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">War veterans</td>
									<td align="center">2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="4">Problematic</td>
									<td align="left" rowspan="4">Portrays the person who dies by suicide as someone facing varied problems that generate feelings and reactions such as isolation and despair</td>
									<td align="left" rowspan="4">“The problems began in 2004, after his first Olympic experience, and Phelps even sought refuge in drugs. In 2008 he was photographed smoking marijuana, something he says he regrets. The drugs were an attempt to escape ‘from all the things I was trying to run away from,’ he explains.”</td>
									<td align="left" rowspan="4">24</td>
									<td align="center">Use drugs</td>
									<td align="center">8</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">Isolated</td>
									<td align="center">7</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">Desperate</td>
									<td align="center">5</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">With financial problems</td>
									<td align="center">4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Criminal</td>
									<td align="left">Labels the person who attempts or dies by suicide as a criminal, whether due to police investigations or terrorist attacks</td>
									<td align="left">“This is the first suicide case involving a high-ranking politician investigated in the Lava Jato scandal - a former Colombian government secretary also died by suicide, but he was only a witness in the case and was not accused of wrongdoing.”</td>
									<td align="left">20</td>
									<td align="center">-</td>
									<td align="center">-</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="4">Through positive connotations</td>
									<td align="left" rowspan="4">Characterizes the person who dies by suicide through positive connotations and highlights the deceased’s qualities</td>
									<td align="left" rowspan="4">“Lorna was not the only coronavirus-related suicide victim among New York health professionals.”</td>
									<td align="left" rowspan="4">16</td>
									<td align="center">Victimized</td>
									<td align="center">6</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">Many positive qualities</td>
									<td align="center">4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">Warriors</td>
									<td align="center">4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">“Had everything”</td>
									<td align="center">2</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN2">
								<p>CU = context unit; RU = recording unit.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>The <italic>Having mental disorders</italic> category (<italic>f</italic>=48) portrays those who die by suicide as <italic>ill</italic> individuals with <italic>diagnosed mental disorders</italic>. Among the conditions cited, depression stands out: individuals are described as <italic>depressed</italic>, i.e., presenting the clinical symptoms of depression. In the <italic>Problematic</italic> category (<italic>f</italic>=24), people who die by suicide are labeled in pejorative terms as facing varied problems - such as <italic>drug use</italic> or <italic>financial difficulties</italic> - alongside reactions like <italic>despair</italic> and <italic>social isolation</italic>.</p>
				<p>Another category characterizes those who die by suicide <italic>According to social markers</italic> (<italic>f</italic>=43). <italic>Children</italic> and <italic>adolescents</italic> appear most prominently, followed by <italic>older adults</italic>, <italic>men</italic>, <italic>young adults</italic>, <italic>women</italic>, and the <italic>LGBTQIA+ population</italic>. In the same descriptive vein, <italic>According to occupation</italic> (<italic>f</italic>=18) groups reports that identify individuals by their professional roles - <italic>public figures</italic>, <italic>students</italic>, <italic>police officers</italic>, or <italic>war veterans</italic>.</p>
				<p>The <italic>Criminals</italic> category (<italic>f</italic>=20) aggregates content that attributes criminal status to the person who attempts or dies by suicide, whether due to involvement in police investigations or terrorist attacks. In contrast, <italic>Through positive connotations</italic> (<italic>f</italic>=16) portrays those who die by suicide in positive terms, emphasizing the deceased’s qualities: they are depicted as <italic>victimized</italic>, <italic>highly capable</italic>, “<italic>warriors</italic>,” or as people who “<italic>had everything</italic>.”</p>
				<p>
					<xref ref-type="table" rid="t6">Table 3</xref> presents the categories of Thematic Axis 3, focusing on the context in which suicide occurs. Content describing the context is subdivided into two main categories: <italic>Social context</italic> (<italic>f</italic>=46) and <italic>Individual context</italic> (<italic>f</italic>=43).</p>
				<p>
					<table-wrap id="t6">
						<label>Table 3.</label>
						<caption>
							<title><italic>Categories for Thematic Axis 3 - How everyday contexts are associated with suicide</italic></title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="left">Category</th>
									<th align="left">Category description</th>
									<th align="left">CU</th>
									<th align="left">RU</th>
									<th align="left">Subcategory</th>
									<th align="left"><italic>f</italic></th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="11">Social context</td>
									<td align="left" rowspan="11">Depicts the social context of suicide episodes across different social groups, such as the COVID-19 pandemic and poor working conditions</td>
									<td align="left" rowspan="11">“For the first time in more than a decade, the number of suicides has risen again in Japan - a trend researchers attribute to the coronavirus pandemic.”</td>
									<td align="left" rowspan="11">46</td>
									<td align="left">COVID-19 pandemic</td>
									<td align="left">11</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Poor working conditions</td>
									<td align="left">10</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Political/economic disputes</td>
									<td align="left">7</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Competitive society</td>
									<td align="left">5</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Media exposure of suicide</td>
									<td align="left">5</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">School/university routine</td>
									<td align="left">4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Access to firearms</td>
									<td align="left">3</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Challenge games</td>
									<td align="left">3</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Access to drugs</td>
									<td align="left">1</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Social inequality</td>
									<td align="left">1</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">“Haunted” forest</td>
									<td align="left">1</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" rowspan="9">Individual context</td>
									<td align="left" rowspan="9">Portrays the individual context of the reported case, covering diverse themes</td>
									<td align="left" rowspan="9">““At 43, the writer has faced depression and anxiety since adolescence, when she began to develop ‘a very strong desire to die.’” 43</td>
									<td align="left" rowspan="9">43</td>
									<td align="left">Psychological illness</td>
									<td align="left">12</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Police investigation</td>
									<td align="left">12</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Physical illness</td>
									<td align="left">5</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Aging</td>
									<td align="left">5</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Homicide followed by suicide</td>
									<td align="left">3</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Personal debt</td>
									<td align="left">2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Exposure on social networks</td>
									<td align="left">2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Workplace prejudice</td>
									<td align="left">1</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Drug use</td>
									<td align="left">1</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>The <italic>Social context</italic> category (<italic>f</italic>=46) highlights report content that situates suicide episodes within different social groups from a macro-social perspective. Suicide is discussed in the context of the <italic>COVID-19 pandemic</italic>, <italic>poor working conditions</italic>, <italic>political/economic disputes</italic>, and a <italic>competitive, unequal society</italic>. The topic also appears through <italic>media exposure of suicide</italic>, the <italic>school/university routine</italic>, ease of access to <italic>firearms</italic> and <italic>drugs</italic>, <italic>challenge games</italic>, and the so-called “<italic>haunted forest</italic>.”</p>
				<p><italic>Individual context</italic> (<italic>f</italic>=43) refers to publications that present the life circumstances of individuals who attempted suicide. These contexts emphasize <italic>physical and psychological illness</italic> and involvement in <italic>police investigations</italic>. Other themes include <italic>aging</italic>, <italic>homicide followed by suicide</italic>, <italic>personal debt</italic>, <italic>exposure on social networks</italic>, <italic>workplace prejudice</italic>, and <italic>drug use</italic>.</p>
				<p>
					<xref ref-type="fig" rid="f2">Figure 1</xref> presents a schematic that brings together the three dimensions investigated and the answers to the guiding questions: i) how is suicide portrayed? ii) how are people who die by suicide characterized? and iii) how is the context of suicide addressed? Relations of opposition and complementarity among categories, as well as the descriptive, pejorative, and positive meanings identified, are also highlighted in the schematic.</p>
				<p>
					<fig id="f2">
						<label>Figure 1.</label>
						<caption>
							<title><italic>Synthesis of the categories and subcategories across the thematic axes.</italic></title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2359-0777-subj-25-01-e15138-gf2.png"/>
					</fig>
				</p>
				<p>Regarding Thematic Axis 1 - <italic>How suicide is portrayed</italic> - oppositional and complementary relationships were observed among the meanings in the analyzed content. The categories <italic>Motivated by a single cause</italic> (<italic>f</italic>=32) and <italic>Multifactorial phenomenon</italic> (<italic>f</italic>=25) present opposing ideas about what motivates suicide: the former posits single causes, whereas the latter advances the notion of multifactoriality. The categories <italic>Associated with crimes</italic> (<italic>f</italic>=19) and <italic>Assisted suicide and euthanasia</italic> (<italic>f</italic>=14) also stand in contrast: in the former, suicide is tied to criminal contexts; in the latter, it is framed as an individual right in situations of illness (primarily physical) and aging. Complementarities appear between <italic>Preventable</italic> (<italic>f</italic>=31) and <italic>Public health problem</italic> (<italic>f</italic>=24), since associating suicide with health issues aligns with treating it as preventable. Complementarity is likewise evident between <italic>Associated with mental disorders</italic> (<italic>f</italic>=22) and <italic>Escape from reality</italic> (<italic>f</italic>=16), given the understanding that “escape from reality” can be subsumed within conceptions of mental disorders.</p>
				<p>For Thematic Axis 2 - <italic>How people who die by suicide are characterized</italic> - categories and sets of categories convey descriptive, pejorative, and positive meanings. <italic>Having mental disorders</italic> (<italic>f</italic>=48), <italic>According to social markers</italic> (<italic>f</italic>=43), and <italic>According to occupation</italic> (<italic>f</italic>=18) describe those who die by suicide using commonly employed research descriptors such as sex, occupation, age, and the presence of a mental-disorder diagnosis. Pejorative meanings are concentrated in <italic>Problematic</italic> (<italic>f</italic>=24) and <italic>Criminals</italic> (<italic>f</italic>=20), where the person is depicted as criminal, a drug user, or socially isolated. Positive meanings are concentrated in a single category, <italic>Through positive connotations</italic> (<italic>f</italic>=16), which portrays individuals in light of their achievements and qualities that are positively valued by the social environment.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="discussion">
				<title>Discussion</title>
				<p>The analysis showed that communications about suicide in <italic>Folha de São Paulo</italic> occurred largely through the diffusion modality. In line with the characteristics of each communicative modality (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Moscovici, 1961/2012</xref>), diffusion is defined by an informational focus-that is, informing diverse audiences about the social object at issue. By presenting suicide as a public health issue, listing ways to prevent it, and debating possible causes using statistics and social markers, the newspaper contributes to the formation of common knowledge on the topic and to the adjustment of that knowledge to the interests of varied audiences (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Moscovici, 1961/2012</xref>).</p>
				<p>With respect to the sociocognitive processes that form social representations, Thematic Axis 1 evidences anchoring of suicide in different knowledge systems (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>). Through anchoring, the phenomenon is incorporated into familiar and functional preexisting categories, with certain adjustments in how the object is understood. This assimilation is not value-free, given the historically elaborated evaluative dimensions attached to the categories in which suicide is inscribed, which are manifested even in its naming (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Trindade et al., 2011</xref>).</p>
				<p>In the stage of meaning attribution - one step of the anchoring process (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>) - suicide is named here as a <italic>mental disorder</italic>, an <italic>individual right</italic>, and a <italic>crime</italic>. The presence of ambiguities and dissonances in this naming indicates that the phenomenon is constituted by different units of meaning (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>). These articulated and hierarchized networks of meaning allow for more precise understandings of the object in light of social reality and, being anchored in multiple bodies of knowledge, approach the process of social categorization (<xref ref-type="bibr" rid="B39">Trindade et al., 2011</xref>).</p>
				<p>The familiarization of suicide can also be considered through social categorization, which organizes semantic structures into categories that, in turn, gain meaning through social representations (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bonomo et al., 2020</xref>). Unlike categorization, however, anchoring enables transformations of already established social representations (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Cabecinhas, 2004</xref>). By rooting new representations in prior systems of thought, they are simultaneously inscribed in preexisting systems and transform previous knowledge (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Trindade et al., 2011</xref>).</p>
				<p>In this study, such transformations are visible in the units of meaning that frame suicide as a <italic>mental disorder</italic>. Once named in this way, the object is integrated into a network of meanings that places it within the logic of health care. Narratives are strongly oriented by the medical paradigm, which can sometimes emphasize individualizing and pathologizing aspects to the detriment of other parameters, such as psychosocial ones. Considering the instrumentalization stage of anchoring, this naming appears to respond to demands to update social representations of suicide that arise with new values, traditions, and social practices (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>).</p>
				<p>By contrast, naming the object as a <italic>crime</italic>, within a system of categories historically marked by stereotypes and negative valuation (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bonomo et al., 2020</xref>), does not fully align with socially accepted practices concerning health topics in the 21st century. Even in reports that include content conducive to prevention, this discourse may reinforce representational dimensions with potential to contribute to stigma surrounding suicide.</p>
				<p>New demands for assimilating the phenomenon disturb the vocabulary and language used in journalistic communication, which can be seen in the oppositional meanings identified in this study (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35">Silva, 2021</xref>). Ambiguities arise particularly among the terms <italic>crime</italic>, <italic>individual right</italic>, and <italic>mental disorder</italic> and among the terms associated with each naming - such as <italic>commit</italic>, <italic>dignity</italic>, and <italic>illness</italic>. As meanings are assigned according to anchoring processes, the media appear to mediate between discourses on suicide and everyday practices, attributing and sharing these meanings through accessible language (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35">Silva, 2021</xref>).</p>
				<p>Whereas Axis 1 reveals ongoing updates to social representations of suicide through anchoring, Axis 2 shows that suicide is objectified through the image of the individual who dies by suicide. In relation to the public face of the phenomenon that becomes visible through the subject (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Jovchelovitch, 2011</xref>), objectification gives concrete form to abstract concepts and organizes the elements that constitute social representations of suicide (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>).</p>
				<p>Based on the results, the figurative nuclei appear to converge on three main images of the person who dies by suicide: i) as the <italic>disordered person</italic>, frequently depicted in reports as <italic>children</italic> and <italic>adolescents</italic> with <italic>depression</italic>; ii) as the <italic>problematic person</italic>, portrayed as a <italic>drug user</italic> or involved in <italic>crime</italic>; and iii) as the <italic>victimized person</italic>, cast as an unjustly treated “<italic>warrior</italic>.” These stereotypes may not reflect available Brazilian statistics on the profile of people who die by suicide or the multiplicity of factors that lead to suicide; nevertheless, they reproduce the object in a concrete, selective, coherent manner, becoming expressions of a naturalized reality in the analyzed reports (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Boaventura et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Jodelet, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Moscovici, 2004</xref>).</p>
				<p>Beyond the psychosocial work that entails a dialogic relationship between social subject and object, social representations can only manifest within the immediate context of social interaction - which, in this study, is mediated by news media (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Marková, 2006</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Palmonari &amp; Cerrato, 2011</xref>). Assessing the implications of contextual insertion in Thematic Axis 3 shows that context shapes how report content is presented (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Flament &amp; Rouquette, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Justo et al., 2014</xref>). When individual life factors used to explain the suicidal act are foregrounded, the strength of medical/scientific discourse stands out in forming representations, particularly by attributing the act to the person’s suffering. When social factors surrounding those who attempt suicide are emphasized, they appear as drivers that intensify individual suffering - macro-social forces projecting onto the subject in ways that individualize the issue.</p>
				<p>Different representations of suicide are mobilized according to situational demands, since context encompasses contingencies of social interaction and allows the same representation to manifest differently (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Flament &amp; Rouquette, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Justo et al., 2014</xref>). In other words, discussing social representations of suicide also requires considering the conditions under which they emerge and are expressed (Justo et al., 2014). This notion of social context can also be approached through the concept of a metasystem, made up of normative social regulations that govern cognitive processes and within which individuals may intervene across different metasystems depending on the occasion (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Doise, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Justo et al., 2014</xref>).</p>
				<p>With regard to editorial choices at <italic>Folha de São Paulo</italic>, the media game appears to employ narratives that may foster stigma. Among many possible ways to report on the topic, dualities such as “science versus religion,” “good versus evil,” and “illness versus character” recur as patterns underpinning coverage. Alongside the strong presence of scientific discourse, this horizon of social representations sustains a dual public narrative that, on the one hand, encourages debate on suicide as a preventable public health issue and, on the other, uses devices that may increase self-inflicted deaths to amplify news impact (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Binotto &amp; Bruno, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Jovchelovitch, 2011</xref>).</p>
				<p>Reassessing how such content is presented in the media could improve reporting for prevention purposes, given that prevention becomes viable only when the social dimension is also considered. Broadening mental-health conceptions beyond individual factors may help clarify the role of everyday structures and practices in producing collective suffering. Emphasizing the psychosocial aspects of suicide in public discourse is therefore essential.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="conclusions">
				<title>Final considerations</title>
				<p>This study investigated social representations of suicide in reports published by <italic>Folha de São Paulo</italic>. To meet the overall aim, the inquiry was guided by three specific objectives: i) how the social object “suicide” is addressed in the reports; ii) which meanings are associated with the person who dies by suicide; and iii) which contexts are described within the phenomenon as portrayed in the journalistic content.</p>
				<p>The findings show oppositional and complementary relations in the meanings attributed to suicide. Regarding the person who dies by suicide, the coverage employs descriptive, pejorative, and positive labels. For context, meanings were organized around the social context in which the act occurs and the individual life context of the person who suffers. The discussion addressed anchoring and objectification processes and the contextual dimension of social representations of suicide. In anchoring, naming the object as a <italic>mental disorder</italic> appeared to meet demands to update representations in line with 21st-century health practices. In objectification, three images of the person who dies by suicide stood out: the <italic>disordered person</italic>, the <italic>problematic person</italic>, and the <italic>victimized person</italic>.</p>
				<p>This investigation was limited to reports from a single Brazilian newspaper, within a specific time frame, and focused only on content posted by the newspaper on Twitter. Even so, the role of media outlets in producing popular knowledge on public-health topics - especially suicide - remains central to ensuring that coverage is responsible and beneficial to the population. Future studies should examine other types of media considering the importance of the context in which social representations of suicide are embedded and how this context may influence individual and collective actions.</p>
			</sec>
		</body>
	</sub-article>
</article>