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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">subj</journal-id>
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				<journal-title>Revista Subjetividades</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">R Subj</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2359-0777</issn>
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				<publisher-name>Universidade de Fortaleza</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.5020/23590777.rs.v25i1.e14630</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>RELATOS DE PESQUISA</subject>
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				<article-title>Revisão crítica das práticas de profissionais nas consultas de acompanhamento do bebê</article-title>
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					<trans-title>Consultas de acompañamiento del bebé en la Atención Básica: Una revisión crítica de la literatura</trans-title>
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					<trans-title>Consultations de suivi du bébé en soins de santé primaires : Une revue critique de la littérature</trans-title>
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						<given-names>Rita de Cássia Sobreira</given-names>
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				<institution content-type="original">Doutorando em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) (2018); Mestre em Psicologia e Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) (2018); graduado em psicologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) (2016.</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio Grande do Sul</institution>
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				<institution content-type="original">Psicólogo pelo Centro Universitário da Serra Gaúcha (2017). Mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2021) e Doutorado em Psicologia em curso pela mesma Instituição. Integra o Núcleo de Estudos e Intervenção Psicossocial à Diversidade (NEPsiD). Em formação em Psicanálise pelo Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre, núcleo da Serra (CEPdePA/Serra).</institution>
				<institution content-type="orgname">Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre</institution>
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				<institution content-type="original">Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Possui graduação em Comunicação Social - Jornalismo pela PUCRS (2013).</institution>
				<institution content-type="orgname">Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul</institution>
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				<institution content-type="original">Graduanda de Psicologia pela Graduanda de Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</institution>
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				<institution content-type="original">Graduanda de Psicologia pela Graduanda de Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</institution>
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			<author-notes>
				<corresp id="c1">
					<label>Endereço para correspondência:</label> Georgius Cardoso Esswein E-mail: <email>georgius.esswein@gmail.com</email> Pedro Henrique Conte Gil E-mail: <email>pedro_gil12@hotmail.com</email> Amanda Costa Schnor E-mail: <email>amanda.schnor@gmail.com</email> Adriana de Paula Dias E-mail: <email>pdias.adriana@gmail.com</email> Rita de Cássia Sobreira Lopes E-mail: <email>ritasobreiralopes@gmail.com</email>
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			</author-notes>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>09</day>
				<month>02</month>
				<year>2026</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jan-Apr</season>
				<year>2025</year>
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			<volume>25</volume>
			<issue>01</issue>
			<elocation-id>e14630</elocation-id>
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					<year>2023</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
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					<year>2024</year>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>Este estudo realizou uma revisão crítica da literatura (2015-2023) sobre as práticas dos profissionais de saúde, nas consultas de acompanhamento do bebê (0 a 24 meses), etapa da vida com maior frequência de consultas e reconhecida como prioritária na Atenção Básica do Sistema Único de Saúde. As buscas foram realizadas em seis bases de dados: LILACS, SciELO, PubMed, IndexPsi, PsycNet e Portal da BVS. Inicialmente, identificaram-se 3.035 registros e, após aplicação dos critérios de exclusão, incluíram-se 25 artigos para análise. Os resultados foram analisados e discutidos a partir de três eixos: objetivos e métodos; descrição das consultas de acompanhamento do bebê; e desafios para as práticas dos profissionais de saúde. Constatou-se que os objetivos dos estudos foram diversificados, sendo a maioria descrita pelas ações desenvolvidas pelos profissionais nas consultas. As práticas do acompanhamento enfatizavam a avaliação da saúde física do bebê e a educação em saúde dos cuidadores. Pouca atenção foi atribuída aos aspectos e aos desafios subjetivos enfrentados pelos profissionais. Os desafios, indiretamente descritos, referem-se, sobretudo, à formação dos profissionais, estrutura das Unidades de Saúde e na sobrecarga de trabalho dos profissionais. Discutiu-se em que medida a integralidade é contemplada pelas pesquisas e práticas descritas pelos artigos, além da importância de inserir o campo da psicologia nesse debate para a consolidação de um cuidado integral. </p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>Resumen</title>
				<p>Este estudio realizó una revisión crítica de la literatura (2015-2023) sobre las prácticas de los profesionales de salud en las consultas de acompañamiento del bebé (0 a 24 meses), etapa de la vida reconocida como prioritaria en la Atención Básica del SUS y con mayor frecuencia de consultas. Las búsquedas fueron realizadas en seis bases de datos: LILACS, SciELO, PubMed, IndexPsi, PsycNet y Portal de la BVS. Inicialmente, fueron identificados 3.035 registros y, después de la aplicación de los criterios de exclusión, se incluye 25 artículos para análisis. Los resultados fueron analizados y discutidos a partir de tres ejes: objetivos y métodos; descripción de las consultas de acompañamiento del bebé; y retos para las prácticas de los profesionales de salud. Fue comprobado que los objetivos de los estudios fueron diversificados, siendo que la mayoría describía las acciones desarrolladas por los profesionales en las consultas. Las prácticas de los acompañamientos enfocaban la evaluación de la salud física del bebé y la educación en salud de los cuidadores. Poca atención fue atribuida a los aspectos y retos subjetivos enfrentados por los profesionales. Los retos indirectamente descriptos se refieren sobre todo a la formación de los profesionales, estructura de las Unidades de Salud y en la sobrecarga de trabajo de los profesionales. Se discute en que medida la integralidad es contemplada por las investigaciones y prácticas descriptas por los artículos, además de considerar la importancia de inserir el campo de la Psicología en este debate para la consolidación de un cuidado pleno. </p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="fr">
				<title>Résumé</title>
				<p>Cette étude a mené une revue critique de la littérature (2015-2023) concernant les pratiques des professionnels de santé lors des consultations de suivi du bébé (0 à 24 mois), une étape de la vie reconnue comme prioritaire dans les soins de santé primaires du SUS (Système Unique de Santé) et caractérisée par une fréquence élevée de consultations. Les recherches ont été menées dans six bases de données : LILACS, SciELO, PubMed, IndexPsi, PsycNet et Portail BVS. Initialement, 3 035 enregistrements ont été identifiés et, après l'application des critères d'exclusion, 25 articles ont été inclus pour l'analyse. Les résultats ont été analysés et discutés à partir de trois axes : les objectifs et les méthodes ; la description des consultations de suivi du bébé ; et les défis pour les pratiques des professionnels de santé. Il a été constaté que les objectifs des études étaient diversifiés, la plupart décrivant les actions menées par les professionnels lors des consultations. Les pratiques de suivi mettaient l’accent sur l’évaluation de la santé physique du bébé et sur l’éducation à la santé des soignants. Peu d’attention a été accordée aux aspects et aux défis subjectifs rencontrés par les professionnels. Les défis décrits indirectement se rapportent principalement à la formation des professionnels, à la structure des unités de santé et à la surcharge de travail des professionnels. On discute dans quelle mesure l'intégralité est prise en compte par les recherches et pratiques décrites dans les articles, tout en considérant l'importance d'intégrer le domaine de la psychologie dans ce débat pour consolider une approche de soin intégral. </p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>cuidado da criança</kwd>
				<kwd>cuidado do lactente</kwd>
				<kwd>Sistema Único de Saúde</kwd>
				<kwd>Atenção Primária</kwd>
				<kwd>revisão de literatura</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Palabras clave:</title>
				<kwd>cuidado del niño</kwd>
				<kwd>cuidado del lactante</kwd>
				<kwd>sistema único de salud</kwd>
				<kwd>atención primaria</kwd>
				<kwd>revisión de la literatura</kwd>
			</kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="fr">
				<title>Mots-clés:</title>
				<kwd>soins aux enfants</kwd>
				<kwd>soins aux nourrissons</kwd>
				<kwd>Système Unique de Santé</kwd>
				<kwd>soins de santé primaires</kwd>
				<kwd>revue de la littérature</kwd>
			</kwd-group>
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			</counts>
		</article-meta>
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	<body>
		<p>A saúde da criança é uma área de atenção prioritária na Atenção Básica do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao longo de sua história, diversas foram as políticas voltadas a esse público visando, sobretudo, a redução da mortalidade materno-infantil, tais como o Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança (PAISC), a Atenção Humanizada do Recém-Nascido de Baixo Peso - Método Canguru, a Agenda de Compromissos para a Saúde Integral da Criança e Redução da Mortalidade Infantil, a Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis (EBBS), dentre outros (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Araújo et al., 2014</xref>). De fato, essas iniciativas impactaram a diminuição de tais índices, de forma que o Brasil antecipou em quatro anos a meta de reduzir em dois terços a mortalidade infantil, conforme <italic>Objetivos do Milênio</italic> estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>).</p>
		<p>Reconhecendo a necessidade de atentar-se para além da sobrevivência, mas ao pleno desenvolvimento de bebês e crianças do Brasil, em 2015, o Ministério da Saúde articulou políticas e programas já existentes para a construção da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35"><italic>Portaria nº 1.130</italic>, 2015</xref>). Por sua vez, a PNAISC objetiva proteger e promover a atenção integral à saúde das crianças, desde a gestação até os nove anos, com especial atenção para a primeira infância e para o aleitamento materno (<xref ref-type="bibr" rid="B35"><italic>Portaria nº 1.130</italic>, 2015</xref>).</p>
		<p>A PNAISC possui um eixo específico para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento de bebês e crianças, o qual tem por definição “orientar as práticas de vigilância e estímulo do crescimento e desenvolvimento do bebê e da criança, incluindo também ações de apoio às famílias para fortalecimento de vínculos familiares, a partir de consultas periódicas e sistematizadas” ((<xref ref-type="bibr" rid="B35"><italic>Portaria nº 1.130</italic>, 2015</xref>, p. 60). Em seu documento, a PNAISC também se refere a essas consultas sistematizadas como “puericultura”, termo amplamente difundido na literatura das áreas da medicina e da enfermagem (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Lima et al., 2016</xref>). Para o presente trabalho, optou-se por adotar o conceito “consultas de acompanhamento”: “consultas”, por considerar que nosso interesse está voltado especificamente para essas consultas, evitando abarcar outras práticas que também poderiam ser consideradas enquanto puericultura; e “acompanhamento”, por entender que este é o conceito que está presente no título do Eixo III da PNAISC ((<xref ref-type="bibr" rid="B35"><italic>Portaria nº 1.130</italic>, 2015</xref>) e que nos parece melhor descrever uma proposta longitudinal e de cuidado integral.</p>
		<p>As consultas de acompanhamento são realizadas em Unidades de Saúde da Atenção Básica, nível de atenção considerado a base coordenadora do cuidado, e de posição estratégica, considerando a proximidade à população atendida. A maior expressão da Atenção Básica no Brasil é a Estratégia da Saúde da Família (ESF), a qual conta com uma equipe de profissionais de saúde constituída por, no mínimo, um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e quatro agentes comunitários de saúde (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>).</p>
		<p>Embora o acompanhamento seja preconizado até os nove anos de idade da criança, observa-se maior ênfase e periodicidade específica para as consultas do bebê de zero a dois anos, justificado por materiais do Ministério da Saúde por tratar-se de um período do desenvolvimento humano que requer maior atenção (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>). Nesse sentido, as consultas são previstas na 1ª semana, e nos 1º, 2º, 4º, 6º, 9º, 12º, 18º e 24º meses de vida. A partir dos dois anos de idade, estas passam a ser anuais (<xref ref-type="bibr" rid="B31"><italic>Nota Técnica nº 3</italic>, 2020</xref>).</p>
		<p>Durante as consultas de acompanhamento, o profissional de saúde responsável, seja pediatra, médico clínico geral ou enfermeiro, deve avaliar e registrar o peso, a altura, o estado nutricional, os marcos do desenvolvimento global, a vacinação, possíveis intercorrências e identificar problemas ou riscos para a saúde (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>). Tais registros são feitos na Caderneta da Criança (CC), uma ferramenta que oportuniza que os profissionais e cuidadores realizem o acompanhamento longitudinal da saúde e desenvolvimento dos bebês e crianças (<xref ref-type="bibr" rid="B31"><italic>Nota Técnica nº 3</italic>, 2020</xref>). Ademais, também é atribuição dos profissionais orientar os cuidadores sobre os cuidados de alimentação, incentivar o aleitamento materno, higiene individual e ambiental, prevenção de acidentes, vacinação, entre outros (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>). </p>
		<p>Importante destacar que a PNAISC tem como um de seus princípios a integralidade do cuidado (<xref ref-type="bibr" rid="B35"><italic>Portaria nº 1.130</italic>, 2015</xref>). Dessa forma, incorpora em sua proposta a compreensão de cuidado a diferentes aspectos da saúde e desenvolvimento, sobretudo na primeira infância, não limitando-se apenas ao tratamento de doenças. Além disso, trata-se de um avanço em relação a modelos biomédicos de saúde, pois visa contemplar para além de indicadores orgânicos, o desenvolvimento global, emocional, condições de vida, entre outros aspectos da saúde do bebê e sua relação com o território e contexto social (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>).</p>
		<p>No entanto, a participação de outros profissionais, como nutricionistas, dentistas e psicólogos, que poderiam contribuir para qualificar uma perspectiva integral de cuidado, não é assegurada nas Unidade de Saúde, mas varia conforme gestão e repasse de verbas da federação para cada município (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Araújo &amp; Rocha, 2007</xref>). Em 2020, o Ministério da Saúde expediu uma nota técnica (<xref ref-type="bibr" rid="B31"><italic>Nota Técnica nº 3</italic>, 2020</xref>) na qual revoga os serviços dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB), que servia, até então, enquanto equipe especializada para realização de matriciamento com profissionais de diferentes formações, paradoxalmente dificultando a consolidação das prerrogativas do cuidado integral.</p>
		<p>Portanto, considerando a importância das consultas de acompanhamento para a saúde integral do bebê e possíveis contribuições que a interface entre essa prática e o olhar do campo da psicologia pode produzir, este estudo se propõe a realizar uma leitura e análise de trabalhos acadêmicos sob a perspectiva de pesquisadores da psicologia. Destacamos, nesse sentido, o ineditismo deste trabalho, pois, até o momento, não foi encontrada nenhuma revisão com essa proposta, apesar da relevância do tema. Entendemos também como algo pertinente o apontamento da formação dos autores deste trabalho, considerando que este é um aspecto sempre presente em toda pesquisa, mas pouco valorizado e, por vezes, seus atravessamentos desconsiderados no processo de produção de conhecimento (<xref ref-type="bibr" rid="B42">Taquette &amp; Souza, 2022</xref>). Além disso, aposta-se nessa leitura enquanto uma experiência de diálogo entre diferentes áreas do saber, uma vez que a psicologia ainda carece de melhor inserção nas consultas de acompanhamento. </p>
		<p>Sendo assim, considerando a carência de revisões nessa área implicadas com a psicologia, e considerando as especificidades de nosso sistema de saúde, este artigo objetiva analisar a literatura (2015-2023), sobre as práticas dos profissionais de saúde, nas consultas de acompanhamento do bebê de zero a 24 meses na Atenção Básica do SUS. Em particular, buscou-se identificar como os artigos descrevem as práticas realizadas nessas consultas e possíveis desafios envolvidos.</p>
		<p>Este artigo integra trabalhos produzidos a partir de um projeto de pesquisa conduzido pelo Núcleo de Infância e Família (NUDIF), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), intitulado “SUSBEBÊ: Desafios envolvidos nas ações e práticas de profissionais do SUS voltadas à saúde integral do bebê” que, em consonância com os pressupostos da Saúde Coletiva, pensa a produção de conhecimento a partir dos territórios investigados (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Haraway, 1995</xref>). Nesse sentido, não se pretende com o presente trabalho a comparação com trabalhos desenvolvidos em outros sistemas de saúde, mas a análise a partir das produções feitas sobre o próprio SUS.</p>
		<sec>
			<title>Método</title>
			<p>Trata-se de uma revisão crítica da literatura que partiu da seguinte questão de pesquisa: Como os artigos que investigam as consultas de acompanhamento do bebê da Atenção Básica descrevem a prática profissional de saúde e seus principais desafios? O processo de seleção e inclusão dos estudos da presente revisão foi realizado com o auxílio do protocolo PRISMA <italic>(Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis)</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Page et al., 2021</xref>). O processo de revisão pode ser sintetizado a partir dos seguintes itens: a) levantamento bibliográfico em bases de dados, a partir de palavras-chave relacionadas ao tema; b) leitura, avaliação e inclusão de resumos; c) leitura e avaliação dos artigos completos; d) análises do conteúdo dos artigos, a partir dos objetivos do presente estudo, visando, sobretudo, entender como os artigos descrevem e discutem as práticas dos profissionais de saúde no contexto de consultas de acompanhamento do bebê. </p>
			<p>As buscas foram realizadas a partir de seis bases de dados nacionais e internacionais: LILACS, SciELO, PubMed, IndexPsi, PsycNet e Portal da BVS. Essas fontes foram escolhidas em virtude de estarem entre as mais importantes bases de dados da área da saúde para estudos desenvolvidos no Brasil, possibilitando a identificação de artigos do escopo dessa revisão. Consideraram-se, para este levantamento, artigos publicados entre 2015 e junho de 2023 (data da última busca), sem restrição de idiomas. Tendo em vista que em 2015 foi o ano de publicação da PNAISC, tal período foi escolhido como um importante marco para a organização da rede de cuidado à saúde do bebê, como mencionado anteriormente.</p>
			<p>Os descritores foram combinados em dois conjuntos em português e três conjuntos em inglês, considerando aqueles registrados nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e outros termos sinônimos ou equivalentes não indexados no DeCS, todavia presentes na literatura. O conjunto de termos em português consistiu em: “SUS” OR &quot;atenção básica&quot; OR &quot;atenção primária à saúde&quot; OR &quot;estratégia saúde da família&quot;; AND &quot;desenvolvimento infantil&quot; OR &quot;crescimento e desenvolvimento&quot; OR “puericultura” OR &quot;cuidado do lactente&quot;. Para o inglês, utilizaram-se os equivalentes no idioma: &quot;SUS&quot; OR &quot;primary health care&quot; OR &quot;family health strategy&quot; OR &quot;Unified Health System&quot;; AND &quot;child development&quot; OR &quot;growth and development&quot; OR &quot;child care&quot; OR &quot;infant care&quot;. Ainda, acrescentaram-se os descritores &quot;Brazil&quot; OR &quot;Brazilian&quot;, visando encontrar estudos voltados ao contexto brasileiro do SUS nas bases internacionais. Destaca-se que os conjuntos de descritores em português e inglês foram utilizados em todas as bases de dados. Os resumos identificados nas bases de dados foram analisados com o auxílio do <italic>software Rayyan</italic>.</p>
			<p>A partir da primeira etapa do levantamento bibliográfico, foram encontrados 3.035 registros. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 25 artigos foram incluídos para análise nesta revisão. A <xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref> apresenta o detalhamento deste processo, considerando as etapas de identificação, seleção, elegibilidade e inclusão dos artigos, conforme estabelecido pelo protocolo PRISMA (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Page et al., 2021</xref>). Ressalta-se que todas as etapas envolveram, no mínimo, dois juízes, autores do artigo, que realizaram o processo de seleção de forma simultânea e independente. Em situações de desacordo sobre a inclusão do resumo ou artigo na presente revisão, consultou-se um terceiro juiz, coautor desta revisão, para a tomada de decisão. Dessa forma, utilizou-se o critério de consenso para a inclusão do estudo na revisão (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Lotzin, et al., 2015</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Figura 1:</label>
					<caption>
						<title><italic>Fluxograma do processo de busca e seleção dos artigos</italic></title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2359-0777-subj-25-01-e14630-gf1.png"/>
				</fig>
			</p>
			<p>Os artigos selecionados foram exaustivamente lidos e discutidos em grupo composto pelos autores deste manuscrito. A partir dessas leituras iniciais, criaram-se as seguintes categorias para auxiliar no aprofundamento da discussão do material: a) área de publicação; b) objetivos; c) enfoque metodológico; d) participantes/amostra; e) coleta e análise de dados; f) principais resultados; g) práticas atribuídas aos profissionais e conceitos utilizados para nomear as consultas de acompanhamento; h) aspectos da saúde do bebê considerados pelo estudo e a integralidade do cuidado; i) a relação entre profissionais de saúde e cuidadores dos bebês; j) desafios envolvidos no trabalho dos profissionais e possíveis recomendações descritas pelos autores dos artigos.</p>
			<p>Para apresentar a análise e discussão das publicações no presente artigo, realizou-se uma análise temática indutiva (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Braun &amp; Clarke, 2006</xref>), ou seja, a partir da análise dos materiais, criou-se os seguintes três eixos de discussão: “análise dos objetivos e aspectos metodológicos dos artigos”, em que são apresentadas algumas considerações sobre a área de publicação, objetivos e métodos descritos pelos artigos; “a descrição das consultas de acompanhamento do bebê”, em que se discute como os artigos apresentam e conceituam o trabalho dos profissionais nas consultas de acompanhamento; e “os desafios para as práticas dos profissionais que realizam as consultas de acompanhamento do bebê”, em que se analisam descrições sobre os desafios enfrentados por esses profissionais para a realização de seu trabalho. Destaca-se que, para além de uma comumente realizada síntese dos resultados e evidências dos estudos, esta revisão se propõe a fazer uma análise crítico-reflexiva sobre como os estudos apresentam a prática dos profissionais de saúde nas consultas de acompanhamento do bebê na Atenção Básica do SUS.</p>
			<p>O detalhamento dos objetivos, aspectos metodológicos e principais resultados de cada um dos estudos encontram-se na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>. Para apresentação dos eixos de discussão, considerando a quantidade de referências e citações e a necessidade de manter uma leitura fluida do presente manuscrito, adotou-se a seguinte organização: ao invés de serem apresentadas as referências de todos os artigos que corroboram as informações apresentadas, os artigos serão representados por números, conforme numeração apresentada na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>. Ainda, apresenta-se, na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>, uma síntese com todos os artigos que respaldam cada informação apresentada e discutida no manuscrito. Desta forma, o leitor poderá ler os achados desta revisão de forma fluída e, caso deseje consultar, poderá encontrar agrupados todos os artigos que embasam cada tópico de nossa análise.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Tabela 1</label>
					<caption>
						<title><italic>Caracterização dos artigos analisados conforme autores, ano, aspectos metodológicos e principais resultados (n=25)</italic></title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col span="2"/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="center" rowspan="2">Nº Autores</th>
								<th align="center" rowspan="2">Objetivo</th>
								<th align="center" rowspan="2">Composição da amostra/participantes</th>
								<th align="center" colspan="2">Forma de coleta e análise dos dados </th>
								<th align="center" rowspan="2">Principais resultados destacados pelos artigos</th>
							</tr>
							<tr>
								<th align="center"><italic>Coleta</italic></th>
								<th align="center"><italic>Análise</italic></th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="center">1 <xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>
								</td>
								<td align="justify">Divulgar as atividades de um projeto de extensão realizado junto a uma UBS de uma cidade de médio porte.</td>
								<td align="justify">Relato de experiência sobre as atividades de um projeto de extensão, realizado por alunos de psicologia da UFSM, que intervém sobre a relação mãe-filho.</td>
								<td align="justify" colspan="2">Relato de experiência: Apresentação das atividades realizadas pelo curso de extensão, a partir de sua caracterização, utilização do instrumento IRDI (Indicadores clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil), método de ação (observação das consultas; entrevistas e orientações aos familiares; encaminhamentos para outros profissionais e serviços de saúde) e principais resultados. </td>
								<td align="justify">O estabelecimento de uma boa relação entre a equipe e a díade mãe-bebê implica em maior comparecimento das consultas de acompanhamento. Alguns indicadores de saúde podem passar despercebidos por profissionais que realizam as consultas de acompanhamento do bebê, uma vez que podem estar mais sensíveis aos aspectos físicos de sua saúde e desenvolvimento. Por outro lado, estes podem ser a via para escutar e atender as angústias dos cuidadores. </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">2 <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>
								</td>
								<td align="justify">Identificar a concepção de educação em saúde que norteia a prática educativa de enfermeiras da APS.</td>
								<td align="justify">10 enfermeiras que atuavam em ESFs de João Pessoa (PB).</td>
								<td align="center">- Entrevistas semiestruturadas.</td>
								<td align="center">- Análise de conteúdo temática.</td>
								<td align="justify">Apesar das enfermeiras referirem a educação em saúde enquanto uma prática para a promoção de saúde, em seu discurso permanecem resquícios de uma lógica biomédica e higienista. Os profissionais relataram orientar a mãe sobre questões de higiene, calendário vacinal, aspectos nutricionais e atividades educativas individuais e coletivas. Contudo, o estudo faz menção às dificuldades de orientação sobre a estimulação do desenvolvimento psicomotor, em virtude de uma sobrecarga de atribuições dos profissionais.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">3 <xref ref-type="bibr" rid="B37">Reis et al., 2015</xref>
								</td>
								<td align="justify">Investigar os conhecimentos, as práticas e as atitudes em saúde bucal nas ações de puericultura de médicos e enfermeiros.</td>
								<td align="justify">47 médicos e 27 enfermeiros contratados e residentes de 11 Unidades de Saúde em Porto Alegre (RS).</td>
								<td align="center">- Questionário com 32 questões fechadas de múltipla escolha. </td>
								<td align="center">- Teste qui-quadrado e teste t.</td>
								<td align="justify">Há pouca diferença estatisticamente significativa entre os conhecimentos, práticas e atitudes de médicos e enfermeiros do SSC-GHC, inclusive considerando o tempo de formação e a área de atuação.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">4 <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>
								</td>
								<td align="justify">Avaliar ações do processo de trabalho e infraestrutura, na consulta de enfermagem, às crianças menores de um ano, no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento na Estratégia Saúde da Família.</td>
								<td align="justify">Sete enfermeiras das equipes de saúde da família de sete UBS de uma capital nordestina e 80 consultas observadas.</td>
								<td align="center">- Roteiros de observação da estrutura da UBS e da consulta de enfermagem na puericultura. - Prontuário da família. -Entrevista estruturada. </td>
								<td align="center">- Análises quantitativas de medidas de tendência central, de dispersão, e qui-quadrado. - Entrevistas analisadas através da Análise de Conteúdo quantitativa.</td>
								<td align="justify">Os autores destacaram aspectos positivos em relação à estrutura física das UBS, como a exclusividade das salas de atendimento e condições de limpeza. No entanto, apresentaram-se falhas na disponibilização de materiais para a antropometria. Constatou-se que todas as enfermeiras preenchiam o registro de peso, comprimento e perímetro cefálico na CSC durante a consulta. Porém, nenhum dos marcos do desenvolvimento foram preenchidos em 49% dos bebês menores de um ano, sendo que destes, 66,7% eram menores de um mês. </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">5 <xref ref-type="bibr" rid="B28">Moreira &amp; Gaíva, 2016</xref>
								</td>
								<td align="justify">Analisar como a comunicação interpessoal dos enfermeiros favorece ou limita a autonomia das mães/família no processo de cuidado na consulta à criança.</td>
								<td align="justify">Quatro enfermeiros responsáveis pelas consultas de enfermagem em quatro UBS de Cuiabá (MT).</td>
								<td align="center">- Observação de 21 consultas e registro de diários de campo de três pesquisadores. - Gravações das consultas.</td>
								<td align="center">- Análise de conteúdo temática indutiva.</td>
								<td align="justify">Observou-se que o enfermeiro pode tanto manter uma comunicação impositiva, autoritária e verticalizada - que prejudica o desenvolvimento da autonomia materna e de habilidades pessoais para o cuidado da criança - quanto proporcionar uma comunicação que favorece a promoção da autonomia dos cuidadores - facilitando a construção e fortalecimento da relação de confiança entre profissional e cuidadores.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">6 <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>
								</td>
								<td align="justify">O artigo não explicita um objetivo, contudo, discute sobre a organização e desenvolvimento do trabalho interprofissional na Atenção Básica. </td>
								<td align="justify">Uma díade mãe-bebê atendida por uma equipe de saúde da Atenção Básica</td>
								<td align="justify" colspan="2">Estudo de caso: Caracterização do caso e apresentação de intervenções realizadas pela equipe de saúde. </td>
								<td align="justify">A importância do trabalho interprofissional foi destacada, enquanto uma condição que transformou as práticas de saúde. As ações compartilhadas entre diferentes profissionais promoveram um trabalho que atendeu às necessidades específicas de saúde do cuidador e seu bebê.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">7 <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaíva, 2017</xref>
								</td>
								<td align="justify">Analisar as ações desenvolvidas, pelos enfermeiros durante a consulta e relacionadas ao contexto de vida e ambiente familiar da criança, na perspectiva de promover sua saúde.</td>
								<td align="justify">21 consultas de bebês de zero a dois anos, de quatro UBS de Cuiabá (MT).</td>
								<td align="center">- Observação e registro de diários de campo de três pesquisadores. - Gravações das consultas.</td>
								<td align="center">- Análise de conteúdo temática indutiva.</td>
								<td align="justify">Constatou-se que alguns enfermeiros consideravam o ambiente e contexto de vida durante as consultas de acompanhamento. No entanto, outros os desconsideravam. Mesmo entre estes, que contemplavam esses aspectos, não abordavam questões relacionadas à cultura e à situação econômica da família.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">8 <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>
								</td>
								<td align="justify">Identificar, sob a perspectiva materna, a existência de vínculo entre enfermeiros e mães de crianças menores de dois anos na consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde.</td>
								<td align="justify">Sete mães de crianças menores de dois anos atendidas em sete USF do Distrito Sanitário III da cidade de João Pessoa (PB).</td>
								<td align="center">- Entrevistas semiestruturadas.</td>
								<td align="center">- Análise de conteúdo temática, com contagem de frequência que os temas apareciam.</td>
								<td align="justify">Observou-se que as mães valorizam a disponibilidade, atenção, apoio e resolutividade dos profissionais. A relação entre mãe-profissional se estabelece especialmente em duas condições: quando o foco do cuidado não se restringia ao bebê; ou quando as mães percebem competência no profissional. O diálogo e a escuta entre profissionais e mães potencializa a relação com o profissional, oportunizando que os atendimentos não sejam buscados apenas para fins curativos.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">9 <xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>
								</td>
								<td align="justify">Descrever uma experiência de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, coletiva e compartilhada.</td>
								<td align="justify">Relato de experiência sobre atividades desenvolvidas em uma Residência Multiprofissional. </td>
								<td align="justify" colspan="2">Relato de experiência: apresentação das atividades realizadas no modelo proposto de CD coletivo e compartilhado. </td>
								<td align="justify">Ações realizadas pela equipe: consulta inicial, conversa com os cuidadores, colaboração interprofissional e aplicação de medidas de vigilância. A interação entre os diferentes profissionais potencializou aspectos de prevenção e promoção de saúde bucal, fortalecendo o trabalho interprofissional.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">10 <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>
								</td>
								<td align="justify">Compreender o atendimento de puericultura, na perspectiva de enfermeiros atuantes na área dos atendimentos às crianças de zero a dois anos.</td>
								<td align="justify">Nove enfermeiros que atuam em ESF do município de Parnaíba (PI).</td>
								<td align="center">- Entrevista semiestruturada.</td>
								<td align="center">- Análise de conteúdo temática.</td>
								<td align="justify">Observaram-se fatores facilitadores para sua realização: o momento da vacinação, identificação das necessidades individuais das famílias; infraestruturas adequadas; trabalho em equipe multidisciplinar para atender ao cuidado integral; atuação do ACS para captação dos bebês; e o estabelecimento de vínculo entre família e profissionais de saúde. Os fatores que dificultavam a realização das consultas foram: a busca pelo atendimento unicamente curativo; infraestrutura inadequada; e sobrecarga de trabalho dos profissionais. </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">11 <xref ref-type="bibr" rid="B12">Dantas et al., 2018</xref>
								</td>
								<td align="justify">Apreender as representações sociais dos enfermeiros da Atenção Primária à Saúde sobre o cuidado de enfermagem no pós-parto.</td>
								<td align="justify">31 enfermeiros de ESFs de Mossoró (RN).</td>
								<td align="center">- Entrevistas semiestruturadas.</td>
								<td align="center">- Análise lexical através de Classificação Hierárquica Descendente.</td>
								<td align="justify">Os enfermeiros do estudo valorizavam mais o cuidado dispensado aos recém-nascidos, em detrimento do atendimento puerperal. Discute-se a necessidade do profissional em atuar de forma integral, abarcando os cuidados do pós-parto, e orientando suas práticas para além dos procedimentos técnicos, por meio de uma escuta qualificada e de atenção integral a todas as dimensões da saúde das puérperas. </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">12 <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>
								</td>
								<td align="justify">Descrever as ações de enfermeiros da ESF acerca da Primeira Semana Integral no cuidado ao RN.</td>
								<td align="justify">9 enfermeiros de UBSs de João Pessoa (PB)</td>
								<td align="center">- Entrevistas semiestruturadas.</td>
								<td align="center">- Análise de conteúdo temática.</td>
								<td align="justify">Constatou-se que puérperas submetidas à cesariana não retornaram ao domicílio dentro do período de sete dias, postergando a Primeira Semana Integral. Para superar tal desafio, sugere-se orientar os cuidadores durante o pré-natal. A não realização da visita domiciliar em tempo adequado trouxe comprometimentos ao aleitamento materno exclusivo, o que afeta a saúde e desenvolvimento ao longo da vida do bebê. Destacou-se a importância da relação entre profissional-cuidador para a continuidade da assistência. </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">13 <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>
								</td>
								<td align="justify">Identificar a atuação do enfermeiro da ESF na detecção precoce do TEA em crianças.</td>
								<td align="justify">10 enfermeiros que atuavam em ESFs de Maceió (AL).</td>
								<td align="center">-Entrevistas semiestruturadas. -Observação das consultas. -Diário de campo, com descrições sistematizadas por um protocolo.</td>
								<td align="center">-Análise de conteúdo temática. -Triangulação de dados qualitativos.</td>
								<td align="justify">Apesar de os enfermeiros participantes acreditarem ser possível investir em intervenções precoces, relataram dificuldades em detectar sinais e sintomas do TEA. Dentre os desafios estão: falta de formação, instrumentos, e a concepção de que a identificação do TEA não é de sua responsabilidade. No entanto, quando sinais eram identificados, os profissionais encaminham para serviços da rede. Os profissionais relatam sentimento de frustração para tratar do assunto. </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">14 <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>
								</td>
								<td align="justify">Analisar as ações de cuidado realizadas pelo enfermeiro durante as consultas de puericultura.</td>
								<td align="justify">31 enfermeiros que realizavam consultas de puericultura de crianças de até dois anos em ESFs de João Pessoa (PB).</td>
								<td align="center">- Observação de três consultas de cada enfermeiro participante, totalizando 93 observações.</td>
								<td align="center">- Análises estatísticas. - Instrumento elaborado pelos autores para avaliação do desempenho.</td>
								<td align="justify">As práticas assistenciais mais frequentemente praticadas pelos enfermeiros foram imunização, suplementação de ferro e avaliação de índices de vitamina A. As menos praticadas foram anamnese, acolhimento, exame físico/desenvolvimento neuropsicomotor e a educação em saúde. Nenhuma das práticas descritas atingiu média acima de 70% no índice geral de avaliação. Apenas um enfermeiro apresentou desempenho aceitável (&gt;75%). Os demais apresentaram desempenho razoável (entre 25% e 75%).</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">15 <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>
								</td>
								<td align="justify">Descrever o discurso de pais e mães sobre as concepções e o conhecimento sobre triagem neonatal.</td>
								<td align="justify">18 mães e dois pais de recém-nascidos acompanhados em três USF de São Felipe (BA).</td>
								<td align="center">- Questionário sociodemográfico. - Entrevista com roteiro de questões abertas.</td>
								<td align="center">- Análise de Discurso do Sujeito Coletivo.</td>
								<td align="justify">As mães e pais compreendem a finalidade do teste do pezinho e tiveram acesso ao conhecimento sobre triagem neonatal. O estudo sugere que esse conhecimento é potencializado pela atuação do profissional e da assistência no pré-natal, bem como pela influência de amigos e pela mídia.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">16 <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>
								</td>
								<td align="justify">Investigar a adesão de mães às consultas de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento (CD) da criança, identificando os fatores associados a essa adesão.</td>
								<td align="justify">70 mães/cuidadoras de crianças menores de dois anos acompanhadas em UBS de Pau dos Ferros (RN).</td>
								<td align="center">- Formulário com questões abertas e fechadas.</td>
								<td align="center">- Análise de conteúdo (quantitativa).</td>
								<td align="justify">A relação entre o enfermeiro e o cuidador do bebê é um dos principais fatores que motivam esses cuidadores a continuar a levar o bebê nas consultas de acompanhamento. Destacaram também outros fatores para tal adesão, como: agendamento das consultas; o conhecimento sobre a importância dos acompanhamentos; e a atenção satisfatória dos enfermeiros.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">17 <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>
								</td>
								<td align="justify">Avaliar as ações de vigilância e estímulo ao crescimento e desenvolvimento da criança, realizadas na Atenção Básica. </td>
								<td align="justify">40 enfermeiros e 503 cuidadores de bebês (zero a dois anos) de 40 ESFs de Caruaru (PE).</td>
								<td align="center">- Questionário para avaliação de estrutura das ESFs, processo de trabalho; e de caracterização dos cuidadores.</td>
								<td align="center">- Análises estatísticas descritivas.</td>
								<td align="justify">Os profissionais realizam exame físico, aferição das medidas antropométricas e orientam sobre o cuidado com o bebê. Nas CSC, os registros de peso, comprimento e perímetro cefálico estavam presentes, com lacunas no Índice de Massa Corporal e Idade. O estudo classificou a dimensão estrutural das unidades como inadequada (64%).</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">18 <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>
								</td>
								<td align="justify">Investigar o processo de trabalho de enfermeiros, nas consultas de puericultura, em relação à vigilância do desenvolvimento infantil. </td>
								<td align="justify">19 enfermeiros que realizavam consultas de puericultura em ESFs de Teresina (PA).</td>
								<td align="center">- Entrevistas semiestruturadas.</td>
								<td align="center">- Análise de conteúdo temática.</td>
								<td align="justify">Os enfermeiros implementaram algumas ações de cuidado preconizadas para consulta de puericultura: anamnese, exame físico, antropometria e orientações à saúde. A prática de acompanhamento do desenvolvimento estava fragilizada, sobretudo em razão da precária infraestrutura, escassez de insumos e baixa adesão dos cuidadores. Os profissionais referiram a importância dos registros na CSC, bem como a necessária atuação multidisciplinar.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">19 <xref ref-type="bibr" rid="B5">Araújo et al., 2021</xref>
								</td>
								<td align="center">Apreender o vivido materno, frente ao acompanhamento da criança realizado pelo serviço de APS até o sexto mês de vida.</td>
								<td align="center">19 mães atendidas em diferentes UBSs de um município da Região Sul. </td>
								<td align="center">- Entrevista semiestruturadas.</td>
								<td align="center">Análise qualitativa fundamentada na Fenomenologia Social de Alfred Schutz .</td>
								<td align="justify">As consultas foram compartilhadas e intercaladas entre clínico geral e enfermeiro. Alguns bebês tiveram suas consultas fora do intervalo preconizado pelo Ministério da Saúde. Identificou-se o desejo das mães de maior frequência de consultas e proximidade com os profissionais de saúde. Outro desafio identificado foi a falta de profissionais </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">20 <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>
								</td>
								<td align="justify">Analisar a compreensão das mães sobre a consulta de enfermagem em puericultura na Estratégia Saúde da Família de um município paraibano.</td>
								<td align="justify">13 mães de bebês menores de dois anos acompanhados em consultas de UBS de Matinhas (PA).</td>
								<td align="center">-Entrevistas semiestruturadas.</td>
								<td align="center">-Análise de conteúdo temática.</td>
								<td align="justify">As mães entendem que as consultas de puericultura oportunizam o acompanhamento da saúde do bebê e a detecção de possíveis problemas de saúde ou de desenvolvimento do bebê. Destaque é dado para as orientações realizadas pelos enfermeiros e para a relação com profissionais. Horários das consultas e a dificuldade de conciliar com o trabalho é referido como um impedimento para comparecimento. </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">21 <xref ref-type="bibr" rid="B34">Pitz et al., 2021</xref>.</td>
								<td align="justify">Descrever o conhecimento de profissionais da enfermagem da ESF sobre indicadores para triagem de TEA e sua experiência na aplicabilidade prática na consulta de puericultura. </td>
								<td align="justify">Nove enfermeiras de ESFs de um município do Norte de Santa Catarina. </td>
								<td align="center">-Entrevistas semiestruturadas. - Observação e diário de campo.</td>
								<td align="center">-Análise de conteúdo temática.</td>
								<td align="justify">As enfermeiras apresentam dúvidas e dificuldades na descrição do TEA. Mas reconhecem a importância de levar em conta sinais precoces, sobretudo marcos do desenvolvimento, presentes na CC. As profissionais referiram possível aplicabilidade de instrumento de identificação de sinais de autismo nas consultas de puericultura.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">22 <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>
								</td>
								<td align="justify">Analisar a Prática Interprofissional Colaborativa (PIC) realizada pelos profissionais da ESF e do NASF-AB, no contexto da APS em um município de pequeno porte</td>
								<td align="justify">Cinco profissionais atuantes na PIC foram realizadas em três UBSs no município de Montadas (PB). </td>
								<td align="center">-Entrevistas semiestruturadas. - Questionários de caracterização, e de competências colaborativas. - Observação estruturada com diário de campo.</td>
								<td align="center">-Análise de conteúdo temática.</td>
								<td align="justify">Foram observadas a presença das seguintes competências colaborativas na PIC de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento de bebês zero a dois anos: comunicação interprofissional; clareza de papéis; resolução de conflitos; e liderança colaborativa. Os profissionais atribuíram o desenvolvimento de tais competências a experiências de práticas colaborativas, entendido pelos autores enquanto uma ferramenta educacional.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">23 <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>
								</td>
								<td align="justify">Compreender a experiência de mães e profissionais de saúde quanto à amamentação e à alimentação complementar de crianças, em uma região de fronteira. </td>
								<td align="justify">12 mães de bebês menores de dois anos. 12 profissionais que atendem bebês .</td>
								<td align="center">-Entrevistas semiestruturadas.</td>
								<td align="center">-Análise de conteúdo temática.</td>
								<td align="justify">Apesar do trabalho relacionado à amamentação ser descrito enquanto satisfatório, é dificultado pelo excesso de demanda. É atribuída fragilidade no atendimento a bebês “brasiguaios”, uma vez que os cuidadores buscam as unidades de saúde apenas quando identificam demandas de saúde.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">24 <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>
								</td>
								<td align="justify">Analisar a consulta de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento e o registro na Caderneta de Saúde da Criança, em serviços de Atenção Básica no interior do estado do Paraná. </td>
								<td align="justify">230 mães de bebês menores de seis meses. </td>
								<td align="center">-Análise de informações registradas nas Cadernetas de Saúde das participantes. -Entrevista com mães.</td>
								<td align="center">- Análises estatísticas descritivas e Teste Qui-quadrado de Pearson.</td>
								<td align="justify">Houve predomínio de registro de informações na CSC, nas consultas realizadas nos dois primeiros trimestres de vida do bebê, havendo sub-registros a partir do terceiro trimestre. Identificaram-se diferenças significativas entre as cidades de médio e grande porte. Orientações fornecidas aos familiares sobre aleitamento materno, introdução alimentar e vacinação foram frequentes nas consultas conduzidas pelos profissionais.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">25 <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
								</td>
								<td align="justify">Relatar a experiência da consulta de enfermagem em puericultura à puérpera refugiada e seu recém-nascido na perspectiva de educação em saúde, a partir da Teoria Transcultural de Leininger</td>
								<td align="justify">Relato de experiência de estágio em Residência em Enfermagem Neonatológica</td>
								<td align="justify" colspan="2">Relato de experiência de residentes, tutoras, preceptora do Programa de Residência em Enfermagem Neonatológica e coordenadoras do projeto de extensão Aprender Saúde da Escola Paulista de Enfermagem (EPE) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). </td>
								<td align="justify">As primeiras consultas do caso apresentado foram realizadas por chamada de vídeo, com a presença de um intérprete da língua crioulo haitiano, com a demanda de compra de leite artificial. Após a identificação da necessidade de seguimento desse acompanhamento, para a realização de orientações sobre cuidado e saúde do bebê, foram agendadas consultas presenciais. O principal desafio referido pelos autores foi a comunicação, devido às diferenças linguísticas e culturais. </td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>
				<table-wrap id="t2">
					<label>Tabela 2</label>
					<caption>
						<title><italic>A descrição das consultas de acompanhamento e seus desafios: resultados discutidos</italic></title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col span="2"/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="center" colspan="2">A descrição das consultas de acompanhamento do bebê </th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="center" colspan="2"><italic>Práticas descritas pelos artigos</italic></td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Avaliação da saúde geral do bebê</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; Araújo et al., 2020; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Educação em saúde/orientação aos cuidadores</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Moreira &amp; Gaiva, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Avaliação do crescimento</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Avaliação do desenvolvimento</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Registro na CC</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Incentivo ao aleitamento materno e ao desenvolvimento nutricional</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Reis et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">Araújo et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Avaliação da situação vacinal</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Encaminhamento para outros profissionais ou serviços de saúde</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Prevenção de acidentes domésticos</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Vigilância de casos de violência doméstica</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center" colspan="2"><italic>Conceitos para definir consultas de acompanhamento</italic></td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Puericultura</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Reis et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Pitz et al., 2021</xref>; Araujo et al., 2020; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; Araujo et al., 2020, <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Vigilância do crescimento e do desenvolvimento</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Consulta de enfermagem</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B28">Moreira &amp; Gaiva, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Reis et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center" colspan="2"><italic>Outros aspectos da saúde do bebê contemplados pelos artigos: para além de um corpo</italic></td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Saúde emocional dos bebês e cuidadores</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Contexto social ou realidade de vida</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Moreira &amp; Gaiva, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Dantas et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center" colspan="2"><italic>A relação profissional-cuidador</italic></td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">A relação profissional-cuidador e a presença nas consultas</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">A relação profissional-cuidador e o necessário respeito e acolhimento pela diversidade</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Dantas et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Moreira &amp; Gaiva, 2016</xref>; Moreira &amp; Gaiva, 2017; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center" colspan="2">Os desafios para as práticas dos profissionais que realizam as consultas de acompanhamento do bebê </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center" colspan="2"><italic>Desafios</italic></td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Artigos que, indiretamente, descrevem desafios envolvidos no trabalho com o acompanhamento dos bebês</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Reis et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaíva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Dantas et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; Araújo et al., 2020; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Pitz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Desafios relacionados à formação</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Dantas et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Reis et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Desafios relacionados à estrutura da Unidade de Saúde ou rede de saúde</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Dantas et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; Araújo et al., 2020; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Excesso de atribuições e dedicação a atividades administrativas do enfermeiro</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Falta de adesão às consultas</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Desafios na utilização da Caderneta de Saúde da Criança (CSC)</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Desafios relacionados à diversidade cultural e idiomática</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Desafios relacionados ao contexto de pandemia</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center" colspan="2"><italic>Sugestões propostas pelos artigos para superação dos desafios</italic></td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Formações voltadas às especificidades do bebê</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Reis et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Reorganização de processos de trabalho</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Melhora de estrutura física e recursos materiais</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Promoção da aproximação dos profissionais aos usuários e seu contexto sociocultural</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Participação de diferentes cuidadores nas consultas</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Investimentos na humanização das equipes</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Utilização de protocolos para identificação e encaminhamento de casos de TEA</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B34">Pitz et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Estratégias de educação em saúde</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
								</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Oportunizar o diálogo com outras equipes e agentes de outros países</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>
								</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
				</table-wrap>
			</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results|discussion">
			<title>Resultados e Discussão</title>
			<sec>
				<title>Análise dos objetivos e aspectos metodológicos dos artigos</title>
				<p>Em relação à área dos artigos selecionados, observa-se o predomínio de publicações em revistas de enfermagem (2,4,5,7,8,11,12,13,14,16,17,18,20,23,24,25), seguido por publicações em revistas interdisciplinares (9,15,21,22), Saúde Coletiva (6,10,19), odontologia (3), e psicologia (1). Apesar de as consultas de acompanhamento do bebê se basearem em uma compreensão de cuidado integral à saúde, ou seja, a articulação de diferentes áreas, saberes e práticas em saúde (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>), chama a atenção a predominância de publicações na área da enfermagem. Tal disparidade pode ser explicada pelo fato de o enfermeiro ser um dos principais profissionais que realizam as consultas de acompanhamento. Por outro lado, observa-se a ausência de estudos na área da pediatria ou medicina, uma vez que, assim como o enfermeiro, o pediatra ou médico de família também são profissionais que comumente realizam consultas de acompanhamento.</p>
				<p>Os objetivos dos estudos são diversificados, visando, sobretudo, descrever ações desenvolvidas nas consultas (4,6,7,12,13,14,17,18,24), conhecer a percepção de profissionais ou usuários sobre aspectos importantes que envolvem as consultas (2,3,8,10,11,15,19,20,21), descrever experiências singulares de consultas (1,9,22,23,25), investigar a adesão de cuidadores dos bebês ao serviço de saúde (16) e estudar a comunicação entre profissionais e usuários (5). Salienta-se, ainda, que um dos artigos (6) identificados não tinha uma seção específica em que definia seu objetivo, inferindo-se a partir da descrição das justificativas e resultados.</p>
				<p>Em relação aos métodos utilizados pelas pesquisas descritas nos artigos, observa-se o predomínio de abordagens qualitativas (1,2,5,6,7,8,9,10,11,12,13,15,18,19,20,21,22,23,25), com a utilização de entrevistas, observação e diário de campo como método de coleta de dados; e de análise de conteúdo temática enquanto método de análise. Dentre esses artigos, observaram-se três relatos de experiência (1,9,25). As pesquisas de abordagens quantitativas (3,4,14,16,17,24) utilizaram - para coleta de dados - questionários, escalas e roteiros de observação. As análises estatísticas mais utilizadas foram as descritivas, Qui-Quadrado e Teste <italic>t</italic>. </p>
				<p>Observa-se diversidade nos métodos de investigação das consultas de acompanhamento. Tal característica pode ser vista como um aspecto positivo, considerando que diferentes metodologias podem contemplar aspectos distintos das consultas de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento. No entanto, considerando a complexidade do fenômeno, a área poderia se beneficiar de delineamentos longitudinais e pesquisas de delineamento misto, considerando que todas as pesquisas se demonstraram de corte transversal, de abordagem quali ou quantitativa. A maioria dos artigos analisados nesta revisão apresentam informações básicas da metodologia utilizada (participantes, instrumentos/dispositivos, procedimentos de coleta e procedimentos de análise de dados), com exceção de um artigo (16), que apesar de descrever um método de análise quantitativo, apresenta e discute dados qualitativos em seus resultados.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>A descrição das consultas de acompanhamento do bebê</title>
				<p>Dentre as práticas descritas pelos artigos, observa-se a predominância da avaliação da saúde geral do bebê (1,4,6,8,9,10,12,13,15,16,17,18,19,20,22,25), seguido de orientação aos pais/cuidadores dos bebês ou a prática também conhecida como “educação em saúde&quot;(1,2,5,6,7,9,12,15,16,17,20,22,24,25), avaliação do crescimento (4,6,9,10,12,13,16,17,18,20,22,24), do desenvolvimento (1,4,10,12,13,17,18,20,22,24), o registro na CC (2,4,9,13,14,17,18,22,24), o incentivo ao aleitamento materno e desenvolvimento nutricional (3,9,12,13,19,22,23,24,25), a avaliação da situação vacinal (10,12,14,17,20), o encaminhamento para outros profissionais e/ou especialidades (7,9,13,17,22), além de ações para prevenção de acidentes domésticos e vigilância de casos de violência doméstica, descritos por um dos estudos (22). Observa-se que os artigos descrevem diversas atribuições aos profissionais de saúde que realizam as consultas de acompanhamento, que, muitas vezes, é realizado pelo mesmo profissional em uma mesma consulta. Apesar do recorte de tempo proposto na presente revisão contemplar todo o período de pandemia, apenas um estudo retratou o trabalho dos profissionais considerando esse contexto (25).</p>
				<p>Ainda que todos os artigos estejam tratando da mesma prática, a realização das consultas é conceituada de perspectivas distintas, utilizando-se os conceitos: puericultura (1,2,3,4,6,8,9,10,12,13,14,15,16,18,19,20,21,23); acompanhamento do crescimento e desenvolvimento (1,2,4,7,8,9,14,15,16,17,18,19,22,24); vigilância do crescimento e desenvolvimento (2,4,8,12,17,18,20); e consulta de enfermagem, sobretudo quando incorporada ao trabalho do enfermeiro (3,5,8,13,14,18,25). Destaca-se que a maioria dos artigos utiliza mais de um conceito ao referir-se às consultas, evidenciando uma arbitrariedade conceitual. No entanto, importante ressaltar que tais nomenclaturas são oriundas de diferentes campos do saber e que expressam diferentes formas de compreensão sobre o cuidado.</p>
				<p>O conceito mais utilizado, o de “puericultura”, foi produzido historicamente dentro de um contexto educativo. Apesar de o conceito já existir desde o século XVI, é no século XVIII que a puericultura passa a ser uma preocupação no Brasil, época em que são escritos tratados de educação física e guias de higiene infantil dirigidos às mães, e teses sobre o assunto (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bonilha &amp; Rivorêdo, 2005</xref>). Já o conceito de vigilância remonta à Idade Média, quando foram implementadas medidas compulsórias de isolamento e quarentena que separavam os indivíduos sadios dos doentes. Com o desenvolvimento da epidemiologia, especialmente na década de 1960, a vigilância epidemiológica foi definida como o acompanhamento sistemático para o controle de doenças (<xref ref-type="bibr" rid="B46">Waldman, 1991</xref>). Já o conceito de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento é aquele que está presente tanto na Portaria nº 1.130 de 2015 (<xref ref-type="bibr" rid="B35"><italic>Portaria n° 3</italic>, 2015</xref>), que institui a PNAISC, como em seu manual de implementação (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>). Porém, observa-se que a PNAISC também descreve a definição do acompanhamento enquanto uma “prática de vigilância”, o que sugere que os próprios materiais também apresentam a mesma arbitrariedade conceitual que foi percebida nos artigos analisados nesta revisão.</p>
				<p>Apesar de entendermos que os conceitos de puericultura, vigilância e acompanhamento são utilizados de forma indiscriminada nos artigos e materiais, salienta-se em como seus significados parecem ainda bastante atuais; especificamente o conceito de puericultura, ao analisarmos o destaque dado às práticas educativas, que apostam em estratégias de fundamento pedagógico em uma tentativa de transmitir uma forma de cuidar do bebê para o cuidador. Cabe refletir o quanto tal ênfase está reforçando mais as práticas de controle do que de cuidado. <xref ref-type="bibr" rid="B14">Dunker e Thebas (2019</xref>) diferenciam essas perspectivas, explanando que o cuidado é, na verdade, o inverso do controle. Quando se cuida do outro “apesar do outro”, em uma lógica de se pressupor o que lhe é melhor, desconsiderando sua subjetividade, é estabelecida uma relação de controle. Atuações dessa ordem colocam o sujeito, usuário dos serviços de saúde, no lugar de instrumento, sem considerar sua autonomia. Já o cuidado é colocado, enquanto espera, em uma prática de escuta e encontro com o outro. É na dinâmica desse encontro entre o profissional de saúde, o bebê e o seu cuidador que reside a importância de aproximar-se cada vez mais de uma prática de acompanhamento, ou seja, de estar junto, em uma postura de cuidado e alteridade.</p>
				<p>Outro aspecto conceitual a ser destacado é a ênfase que os artigos dão à caracterização das consultas de acompanhamento enquanto uma prática de cuidado e saúde integral. Ou seja, atenta a aspectos biológicos, psicológicos e sociais da saúde do indivíduo. No entanto, enfatiza-se como aspectos da saúde, discutidos nos artigos desta revisão, que eles se centram majoritariamente em aspectos físicos. Poucos são os artigos que discutem a importância de atentar para demandas emocionais dos bebês e de seus cuidadores (1,10,23). Alguns artigos mencionam o contexto social ou a realidade de vida como aspectos importantes a serem considerados pelo profissional de saúde (1,5,6,7,10,11,12,14,16,25). No entanto, apenas um deles aprofunda uma discussão sobre o contexto de vida dos usuários a partir de seus dados (7). O estudo 7 descreve tanto práticas de enfermeiros, que consideravam as particularidades socioculturais das mães, como dos que não consideravam. Para os autores, conhecer a realidade cultural das famílias facilita a comunicação e a construção de uma relação de confiança entre profissional-usuário, aspecto essencial para a realização do trabalho do enfermeiro que realiza consultas de acompanhamento (7).</p>
				<p>A importância da relação entre profissionais e cuidadores para a realização das consultas de acompanhamento é destacada por diversos outros artigos desta revisão. Alguns deles estabelecem uma associação entre o que entendem como vínculo e a presença dos cuidadores nas consultas de acompanhamento (6,7,8,10,12,14,16,20,25). Segundo esses estudos, o comparecimento dos cuidadores nas consultas reflete um bom vínculo entre os cuidadores, os profissionais e o serviços de saúde, uma característica importante para a continuidade do cuidado. Já outro estudo, 22, destaca que uma relação de confiança entre profissionais-usuários é uma condição fundamental para a efetividade das condutas terapêuticas. Além disso, outros artigos salientam que a comunicação entre profissionais e cuidadores não pode ter como objetivo o controle, mas deve considerar o respeito pelas especificidades, o acolhimento e o reconhecimento dos diferentes contextos de vida e culturas (1,5,7,11,20,25).</p>
				<p>Ainda, é importante estar atento à relação que se estabelece entre profissionais, cuidadores e seus bebês. Uma revisão de literatura sobre assimetrias na relação médico-paciente (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Caprara &amp; Rodrigues, 2004</xref>) aponta que essa relação fica fragilizada quando a postura adotada pelo profissional desconsidera aspectos subjetivos e sociais dos pacientes, assumindo uma posição de detentor do saber absoluto. O impacto disso, por vezes, é expresso tanto na baixa satisfação dos usuários como no seu estado de saúde. No entanto, salienta-se como o conceito de vínculo é utilizado para nomear essa relação, sem uma definição clara, resvalando a um termo genérico e indefinido. Considerando que a literatura considera o “vínculo” um elemento importante para as consultas, questiona-se a ausência de um significado implicado.</p>
				<p>A escuta também é um elemento fundamental para a consolidação de um cuidado integral à saúde do bebê. As queixas trazidas pelos usuários nem sempre podem ser solucionadas por intervenções pautadas no modelo biomédico. Frequentemente, por trás delas, há a expressão de outras formas de sofrimento que poderão ser identificadas caso haja alguém disposto a escutar (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Val et al., 2017</xref>). Tais efeitos são descritos por um estudo incluído na revisão (1), que reconhece que diversos aspectos da angústia dos cuidadores só puderam ser trabalhados a partir de perguntas e queixas que, em um primeiro momento, expressavam preocupações com o desenvolvimento físico do bebê. Já outro estudo, 23, reitera a importância da escuta qualificada, acolhedora e sem preconceitos no acompanhamento do desmame, uma vez que se trata de um período de inseguranças, com implicações emocionais, biológicas e sociais. Portanto, a relação que se estabelece entre o profissional de saúde e os usuários ultrapassa a definição de uma prestação de serviços. Trata-se de um contato cotidiano e oportuno para realizar uma escuta qualificada (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Val et al., 2017</xref>).</p>
				<p>A disponibilidade para a escuta implica em abandonar certas tradições tecnicistas da área da saúde. Atualmente, percebe-se uma tentativa de padronização do cuidado através da criação de protocolos que, se por um lado evitam erros técnicos, por outro, interferem na possibilidade de o profissional ver e estar com o outro, implicando em um cuidado que vai de acordo com as necessidades do usuário (<xref ref-type="bibr" rid="B40">Serralha, 2013</xref>). Escutar enquanto experiência que se renova a cada novo encontro implica estar aberto ao inesperado (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Dunker &amp; Thebas, 2019</xref>), situação somente possível a partir da disponibilidade de cada profissional.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Desafios para as práticas dos profissionais nas consultas de acompanhamento do bebê</title>
				<p>Nenhum dos artigos analisados teve como objetivo principal investigar os desafios enfrentados pelos profissionais. No entanto, foi possível identificar indiretamente a descrição de desafios e adversidades vividas no trabalho, especialmente com o acompanhamento de bebês em diversas situações (2,3,4,6,7,8,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19,20,21,22,23,24,25). Dentre esses desafios, o mais mencionado refere-se à formação dos profissionais (2,3,4,11,12,13,17,22,23), considerando tanto a formação acadêmica como a continuada. As lacunas identificadas referem-se especialmente às especificidades do desenvolvimento e da saúde do bebê e da família, além de questões concernentes ao funcionamento do próprio sistema de saúde e do trabalho interprofissional. Outro aspecto destacado refere-se à estrutura e ao funcionamento das Unidades de Saúde (4,7,10,11,18,19,20), com destaque para a insuficiência de condições adequadas para a realização do trabalho, incluindo a falta de equipamentos, de profissionais, horário de funcionamento e ausência de um ambiente acolhedor.</p>
				<p>Em relação aos enfermeiros (2,4,10,12,18,23), o excesso de funções e dedicação às atividades administrativas contribuem para uma sobrecarga de trabalho que dificulta a realização das consultas de acompanhamento do bebê. A sobrecarga de trabalho parece estar normalizada no trabalho dos profissionais, tendo em vista a quantidade de atribuições que esta revisão identificou na descrição dos artigos. Além disso, a priorização da quantidade em detrimento da qualidade das consultas, acrescido ao sentimento de desvalorização dos profissionais, são vistos como elementos que dificultam o processo e a qualidade do trabalho.</p>
				<p>A falta de adesão às consultas também é mencionada como uma condição que compromete a continuidade do cuidado, que é um dos elementos estruturantes do acompanhamento realizado (4,8,10,12,13,16,18). Por outro lado, as consultas de pré-natal são referidas como uma importante estratégia para a formação do vínculo necessário para que os cuidadores sigam realizando o acompanhamento dos bebês (4,8,10,11,16).</p>
				<p>Os artigos ainda citam, como um desafio ao trabalho dos profissionais, a precariedade com a qual a Caderneta de Saúde da Criança (CSC) é utilizada, sobretudo em relação às orientações e registros a serem realizados (4,13,17,24). Essa informação trata de um ponto de atenção importante, pois a CSC é entendida como um elemento crucial para o acompanhamento longitudinal dos bebês. É através dela que os cuidadores podem acompanhar o trabalho realizado pelos profissionais e serviços de saúde, além de ser um importante meio de registro de todas as ações em saúde que envolvem o bebê.</p>
				<p>Ainda, um dos artigos (25) relata que a diversidade cultural e idiomática no acompanhamento de bebês e cuidadores imigrantes pode ser um desafio ao trabalho dos profissionais. Além do contexto pandêmico, que dificultou a vinda dos cuidadores às unidades de saúde e a necessidade de utilização de medida de segurança, alguns artigos ainda apresentam sugestões para superar tais desafios, como: a proposição de formações voltadas às especificidades do trabalho com os bebês (2,3,4,6,8,10,13,14,15,17,23); a reorganização de processos de trabalho (10,14,17,18,20,25); a melhora da estrutura física e recursos materiais (4,10,17,18); a promoção da aproximação dos profissionais aos usuários a partir de um contexto sociocultural (7,18,25); a participação de diferentes cuidadores nas consultas (15); investimento na humanização das equipes (16); a utilização de protocolos para identificação e encaminhamento para casos de TEA (21), estratégias de educação em saúde (25); e no caso do acompanhamento de bebês em territórios fronteiriços com outros países, promoção de diálogo com outras equipes e agentes do governo (23).</p>
				<p>Observa-se que os artigos reconhecem as especificidades do trabalho do profissional nas consultas de acompanhamento, que implica na superação de diversos desafios, a nível institucional, de formação e de relação com os usuários dos serviços. No entanto, constata-se que esses desafios são predominantemente abordados pela literatura somente a nível descritivo, com enfoque nas condições de trabalho externas, considerando o ambiente e o contexto de trabalho. Certamente, tais condições são cruciais para o trabalho, no entanto, a implicação subjetiva desses profissionais são fundamentais para a realização de seu trabalho, aspecto pouco abordado pelos materiais. A exemplo, apenas dois artigos fazem menção a sentimentos experienciados pelos profissionais, como insegurança e despreparo. Nos artigos em questão, há referência sobre a realização de diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) durante as consultas de acompanhamento (13,21). Inclusive, um desses estudos (21) sugere, como forma de super a angústia dos profissionais em não saber, a utilização de um protocolo de indicadores de risco. Tal iniciativa não implica o profissional e tem como efeito resguardá-lo a partir de um dispositivo técnico que, nesse caso, ainda, trata-se de um instrumento que não tem o diagnóstico de TEA (21) como propósito.</p>
				<p>Cabe lembrar que o trabalho com os bebês exige que o profissional se doe como sujeito na relação com os usuários do serviço. Trata-se de uma relação entre o cuidador e o bebê, dispondo de seus recursos psíquicos e implicando-se na sustentação dessas relações (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Campos, 2014</xref>). Esse processo demanda um deslocamento do trabalho puramente técnico para um trabalho subjetivo, no qual a própria subjetividade do profissional se revela. Não se trata aqui de negligenciar o reconhecimento da importância do trabalho técnico, mas de reconhecer que a prática puramente técnica pode ser tomada enquanto uma postura evitativa desse contato. Nesse sentido, pode-se questionar se os artigos analisados nesta revisão seguiram esse mesmo caminho, ao produzir conhecimento sobre descrições de desafios relacionados a questões técnicas, estruturais dos serviços e de condições de trabalho, sem atentar-se para os desafios subjetivos dos profissionais. Trata-se de uma questão importante, que precisa ser mais bem explorada em pesquisas futuras.</p>
				<p>Essa poderia ser uma importante contribuição do campo da psicologia, inserindo-se enquanto área do conhecimento que ajude a evidenciar os desafios subjetivos dos profissionais, fomentar a escuta e o cuidado para com as relações. Temos observado que a inserção da psicologia nas políticas públicas para a infância, incluindo as consultas de acompanhamento do bebê, tem se dado em grande parte a partir da fundamentação de diversas práticas de orientação de cuidados padronizados, o que é expresso em diversos documentos (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Lopes et al., no prelo</xref>). No entanto, inserir-se enquanto área, a partir de uma posição de escuta, é uma importante contribuição que a psicologia tem a fazer para esse âmbito, no sentido de o profissional disponibilizar-se enquanto sujeito, possibilitando que as reais demandas dos cuidadores e seus bebês se apresentem nos atendimentos, os quais podem destoar da lógica padronizada das práticas contidas nas políticas (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Gil &amp; Lopes, 2024</xref>). No entanto, entende-se que para tal é necessário que a pesquisa em psicologia também esteja implicada com a escuta desses profissionais, já que, como referido, os únicos referenciais disponíveis para sustentar as práticas de trabalho são justamente os pressupostos de orientações padronizadas e sistematizadas contidas nas políticas públicas. Nesse sentido, em termos dessa articulação entre prática profissional e políticas públicas, apontamos a necessidade de fomento de espaços de trabalhos interdisciplinares na atuação da Atenção Básica, tal como o matriciamento, anteriormente oportunizados pelos NASF-AB, e agora pelas equipes multiprofissionais na APS- eMulti. A presença de apenas um estudo da área da psicologia evidencia a ausência dessa interface, que requer maior aprofundamento.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>Esta revisão sistemática da literatura analisou 25 artigos publicados entre 2015 e 2023, sobre as práticas dos profissionais de saúde nas consultas de acompanhamento do bebê de zero a 24 meses na Atenção Básica do SUS. Identificaram-se artigos de diferentes desenhos metodológicos, sendo predominante trabalhos de enfoque qualitativo, publicados em revistas da enfermagem. Observou-se que a descrição trazida pelos artigos ilustra, sobretudo, práticas voltadas à educação em saúde, avaliação do crescimento e desenvolvimento e atenção a aspectos físicos da saúde dos bebês.</p>
			<p>Enfatiza-se que, apesar dos trabalhos analisados terem como referencial teórico concepções de cuidado e saúde integral, que contemplaria aspectos biológicos, psicológicos e sociais da saúde do indivíduo, poucos foram os artigos que aprofundaram uma visão além dos aspectos físicos. Ainda que alguns mencionem a importância da relação profissional-cuidador, do vínculo ou escuta, o fazem, em sua maioria, a partir de definições genéricas e pouco aprofundadas. Assim, cabe refletir se a literatura, ao apresentar uma definição ampla e genérica sobre cuidado integral, tal como identificado nos artigos, expressa uma ingenuidade que segue perpetuando a negligência com outros aspectos da saúde, tal como o desenvolvimento emocional e o contexto social dos bebês e seus cuidadores. Tal apontamento é importante, uma vez que a PNAISC é uma política que se propõe a endossar a saúde integral da criança, considerando diferentes dimensões da saúde (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35"><italic>Portaria n° 3</italic>, 2015</xref>).</p>
			<p>Alguns desafios ao trabalho dos profissionais foram identificados pelos materiais, com destaque para a formação profissional, precária estrutura dos serviços, sobrecarga de trabalho, falta de adesão por parte dos cuidadores, e necessidade de formação e reorganização de alguns processos de trabalho. Pouco se discute sobre os desafios subjetivos enfrentados por esses profissionais. Diante disso, destaca-se a importância de investimentos em estudos que reconheçam a especificidade do trabalho com os bebês, a partir de uma concepção de cuidado integral. Tal avanço poderia contribuir para formação dos profissionais que realizam as consultas de acompanhamento. Entendemos, então, que a psicologia tem uma importante função nesse investimento, podendo ser uma área de interface que contribua para discussões sobre a implicação subjetiva dos profissionais em seu trabalho.</p>
			<p>Destarte, salienta-se que o presente artigo possui limitações, como a restrição do tipo de material investigado - considerando apenas artigos - e o período de abrangência dos últimos oito anos. Ainda, não foram considerados os artigos que investigavam ou discutiam o trabalho realizado nas consultas ao longo dos nove anos da criança, pois não seria possível realizar um recorte de quais aspectos tratavam das especificidades do acompanhamento do bebê.</p>
			<p>Por fim, destacamos as potencialidades das consultas de acompanhamento, pois, por estarem próximos às famílias, os profissionais podem realizar um acompanhamento longitudinal dos bebês e atento às demandas e particularidades do território. Espera-se que esse artigo de revisão ajude a lançar luz sobre as formas de produção de conhecimento sobre as consultas de acompanhamento, além da necessidade de investimento em pesquisas que atentem para as demandas desse acompanhamento na Atenção Básica do SUS.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
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					<article-title>Intervenções precoces na infância: Observando a relação mãe-bebê em um serviço de saúde</article-title>
					<source>Psicologia em Revista</source>
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					<fpage>37</fpage>
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				<institution content-type="original">Psychologist (Centro Universitário da Serra Gaúcha, 2017). MSc in Psychology (UFRGS, 2021) and current PhD students at UFRGS. Member of the Núcleo de Estudos e Intervenção Psicossocial à Diversidade (NEPsiD). In psychoanalytic training at the Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre, Serra branch (CEPdePA/Serra).</institution>
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				<institution content-type="original">BA in Psychology from the Universidade de Brasília (UnB, 1982); Teaching Licensure in Psychology (UnB, 1981); PhD in Psychology (University of London, 1993).</institution>
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			</aff>
			<abstract>
				<title>Abstract</title>
				<p>This study presents a critical literature review (2015-2023) on health professionals’ practices during infant follow-up visits (0-24 months) - the life stage with the highest visit frequency and a recognized priority within primary health care of Brazil’s Unified Health System (SUS). Searches were conducted across six databases: LILACS, SciELO, PubMed, IndexPsi, PsycNet, and the BVS Portal. We identified 3,035 records and, after applying exclusion criteria, included 25 articles for analysis. Findings were examined along three axes: study aims and methods; descriptions of infant follow-up visits; and challenges affecting professional practice. Study aims were diverse, with most works describing actions performed by professionals during visits. Reported practices emphasized assessment of infants’ physical health and caregivers’ health education. Little attention was given to the subjective aspects of care and to the challenges faced by professionals. The challenges, often indirectly described, mainly concerned professional training, health unit infrastructure, and workload pressures. We discuss the extent to which comprehensive care is addressed in the research and practices described and highlight the importance of integrating psychology into this debate to advance truly comprehensive care.</p>
			</abstract>
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				<title>Keywords:</title>
				<kwd>child care</kwd>
				<kwd>infant care</kwd>
				<kwd>Unified Health System</kwd>
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		<body>
			<p>Child health is a priority area within primary health care of Brazil’s Unified Health System (SUS). Throughout its history, multiple policies have targeted this population, chiefly to reduce maternal and infant mortality - for example, the Comprehensive Child Health Care Program (PAISC), the Humanized Care for Low-Birth-Weight Newborns - Kangaroo Method, the Agenda of Commitments for Comprehensive Child Health and Reduction of Infant Mortality, and the Healthy Brazilian Babies Strategy (EBBS), among others (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Araújo et al., 2014</xref>). These initiatives contributed to lowering mortality rates; Brazil reached - 4 years early - the goal of reducing infant mortality by two-thirds set by the United Nations Millennium Development Goals (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>).</p>
			<p>Acknowledging the need to look beyond survival to the full development of Brazil’s infants and children, in 2015 the Ministry of Health coordinated existing policies and programs to establish the National Policy for Comprehensive Child Health Care (PNAISC) (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35"><italic>Portaria nº 1.130</italic>, 2015</xref>). PNAISC aims to protect and promote comprehensive child health, from pregnancy through age 9, with special attention to early childhood and breastfeeding (<xref ref-type="bibr" rid="B35"><italic>Portaria nº 1.130</italic>, 2015</xref>).</p>
			<p>PNAISC includes a specific axis on monitoring growth and development that “guides surveillance practices and the stimulation of infant and child growth and development, including actions to support families and strengthen family bonds through periodic, systematized visits” (<xref ref-type="bibr" rid="B35"><italic>Portaria nº 1.130</italic>, 2015</xref>, p. 60). In its documentation, PNAISC also refers to these systematized visits as “childcare,” a term widely used in the medical and nursing literature (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Lima et al., 2016</xref>). For this study, we chose the term “follow-up visits.” We use “visits” because our interest lies specifically in these consultations, without extending to other activities that might also be considered childcare. We use “follow-up” because it appears in the title of PNAISC’s Axis III (<xref ref-type="bibr" rid="B35"><italic>Portaria nº 1.130</italic>, 2015</xref>) and better conveys a longitudinal, comprehensive approach to care.</p>
			<p>Follow-up visits are conducted at primary health care units, the level of care that coordinates patient pathways and holds a strategic position due to its proximity to the population served. In Brazil, the most prominent expression of primary health care is the family health strategy (ESF), whose teams include at minimum one physician, one nurse, one nursing assistant, and four community health workers (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>).</p>
			<p>Although follow-up is recommended through age 9, Ministry of Health materials place greater emphasis -and specify a stricter schedule - on visits from 0 to 24 months, a developmental period requiring heightened attention (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>). Visits are scheduled for the 1st week of life and at 1, 2, 4, 6, 9, 12, 18, and 24 months. From age 2 onward, visits occur annually (<xref ref-type="bibr" rid="B31"><italic>Nota Técnica nº 3</italic>, 2020</xref>).</p>
			<p>During follow-up visits, the responsible professional - pediatrician, general practitioner, or nurse - must assess and record weight, length/height, nutritional status, global developmental milestones, vaccination status, and any intercurrences, and identify health problems or risks (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>). These records are entered in the Child Health Handbook, which enables professionals and caregivers to track children’s health and development over time (<xref ref-type="bibr" rid="B31"><italic>Nota Técnica nº 3</italic>, 2020</xref>). Professionals are also responsible for counseling caregivers on feeding practices, encouraging breastfeeding, personal and environmental hygiene, accident prevention, vaccination, and related topics (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>).</p>
			<p>It is important to note that PNAISC is grounded in the principle of comprehensive care (<xref ref-type="bibr" rid="B35"><italic>Portaria nº 1.130</italic>, 2015</xref>). Its approach addresses multiple dimensions of health and development - especially in early childhood - rather than focusing solely on disease treatment. It also moves beyond biomedical models by seeking to encompass not only organic indicators but also global and emotional development, living conditions, and other aspects of infant health in relation to territory and social context (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>).</p>
			<p>However, the participation of other professionals - such as nutritionists, dentists, and psychologists - who could strengthen a comprehensive care perspective is not guaranteed within health units; it varies according to local management and federal transfers to municipalities (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Araújo &amp; Rocha, 2007</xref>). In 2020, the Ministry of Health issued a technical note (<xref ref-type="bibr" rid="B31"><italic>Nota Técnica nº 3</italic></xref>, 2020) that revoked the activities of the Family Health and Primary Care Support Centers (NASF-AB), which had provided specialized matrix support across disciplines - thereby, paradoxically, hindering the consolidation of comprehensive-care principles.</p>
			<p>Because of the importance of follow-up visits for comprehensive infant health and the potential contributions of a psychological lens to this practice, this study offers a reading and analysis of academic works from the perspective of psychology researchers. We underscore the originality of this effort: to date, we have not identified any review with this focus, despite the topic’s relevance. It is also pertinent to disclose the authors’ disciplinary backgrounds, as this dimension is inherent to all research yet often undervalued - and at times disregarded - in knowledge production (<xref ref-type="bibr" rid="B42">Taquette &amp; Souza, 2022</xref>). We also view this effort as a dialogue across fields, since psychology remains insufficiently integrated into follow-up visits.</p>
			<p>Accordingly, in light of the scarcity of psychology-informed reviews in this area and the specificities of Brazil’s health system, this article analyzes the 2015-2023 literature on healthcare professionals’ practices during follow-up visits for infants aged 0-24 months in SUS primary health care. In particular, we examine how the studies describe the practices carried out in these visits and the challenges involved.</p>
			<p>This article is part of a broader research project conducted by the Childhood and Family Research Group (NUDIF) at the Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), titled “SUSBEBÊ: Challenges in SUS Practices and Actions Aimed at Comprehensive Infant Health.” In keeping with Collective Health principles, the project approaches knowledge production from within the territories under study (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Haraway, 1995</xref>). Our aim here is not to compare findings with work from other health systems, but to analyze the body of research produced about SUS itself.</p>
			<sec sec-type="methods">
				<title>Method</title>
				<p>This critical literature review addressed the following research question: How do studies investigating infant follow-up visits in primary health care describe health professionals’ practices and their main challenges? Study selection and inclusion followed the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) statement (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Page et al., 2021</xref>). The review process comprised (a) a database search using topic-related keywords; (b) screening, appraisal, and inclusion of abstracts; (c) full-text reading and appraisal; and (d) content analysis of the included articles, aligned with this study’s aims, with particular attention to how the literature describes and discusses healthcare professionals’ practices in the context of infant follow-up visits.</p>
				<p>Searches were conducted in six national and international databases - LILACS, SciELO, PubMed, IndexPsi, PsycNet, and the BVS Portal - chosen because they are among the most important health databases for studies conducted in Brazil and allow identification of articles relevant to this review’s scope. We included publications from 2015 through June 2023 (date of the last search), with no language restrictions. The year 2015 was selected as a starting point because it marked the publication of PNAISC and, as noted earlier, represents a key milestone in organizing Brazil’s infant health-care network.</p>
				<p>Descriptors were combined into two Portuguese sets and three English sets, drawing on DeCS (Health Sciences Descriptors) terms and additional synonymous or equivalent terms not indexed in DeCS but present in the literature. The Portuguese set was: “SUS” OR “atenção básica” OR “atenção primária à saúde” OR “estratégia saúde da família”; AND “desenvolvimento infantil” OR “crescimento e desenvolvimento” OR “puericultura” (translated here as “childcare”) OR “cuidado do lactente.” The English set was: “SUS” OR “primary health care” OR “family health strategy” OR “Unified Health System”; AND “child development” OR “growth and development” OR “child care” OR “infant care.” We also added “Brazil” OR “Brazilian” to capture SUS-context studies within international databases. Both Portuguese and English descriptor sets were applied across all databases. Abstract screening was assisted by the Rayyan software.</p>
				<p>The initial search retrieved 3,035 records. After applying inclusion and exclusion criteria, 25 articles were included for analysis. <xref ref-type="fig" rid="f2">Figure 1</xref> details the PRISMA flow - identification, screening, eligibility, and inclusion (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Page et al., 2021</xref>). All stages involved at least two authors acting as independent reviewers. Disagreements regarding abstract or article inclusion were resolved by a third reviewer, a coauthor of this review. Study inclusion was therefore determined by consensus (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Lotzin et al., 2015</xref>).</p>
				<p>
					<fig id="f2">
						<label><italic>Figura 1:</italic></label>
						<caption>
							<title><italic>Fluxograma do processo de busca e seleção dos artigos</italic></title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2359-0777-subj-25-01-e14630-gf2.png"/>
					</fig>
				</p>
				<p>The selected articles were read in full and discussed by the author group. Based on these initial readings, we created the following categories to deepen analysis of the material: (a) publication area; (b) objectives; (c) methodological approach; (d) participants/sample; (e) data collection and analysis; (f) main findings; (g) practices attributed to professionals and the terms used to name the follow-up visits; (h) infant health aspects considered by each study and the scope of comprehensive care; (i) the relationship between health professionals and infant caregivers; and (j) challenges in professionals’ work and any recommendations reported by the article authors.</p>
				<p>To present the analysis and discussion in this paper, we conducted an inductive thematic analysis (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Braun &amp; Clarke, 2006</xref>). From the material, three discussion axes were developed: “analysis of article objectives and methodological aspects,” which summarizes the publication areas, objectives, and methods; “description of infant follow-up visits,” which examines how the articles portray and conceptualize professionals’ work in these visits; and “challenges for professionals conducting infant follow-up visits,” which reviews descriptions of the obstacles these professionals face in carrying out their work. Beyond a conventional synthesis of results and evidence, this review offers a critical, reflective analysis of how studies present health professionals’ practices in infant follow-up visits within SUS primary health care.</p>
				<p>Details on the objectives, methodological aspects, and main findings of each study are provided in <xref ref-type="table" rid="t3">Table 1</xref>. For the discussion axes, given the number of references and the need to keep the manuscript readable, we adopted the following approach: rather than listing every citation in the body text, articles are referred to by numbers corresponding to <xref ref-type="table" rid="t3">Table 1</xref>. In addition, <xref ref-type="table" rid="t4">Table 2</xref> presents a synthesis showing all articles that support each statement discussed in the manuscript. This allows readers to follow the review’s findings smoothly and, if they wish, to locate in one place all studies that underpin each topic of our analysis.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t3">
						<label>Table 1</label>
						<caption>
							<title><italic>Characterization of the analyzed articles by authors, objectives, methodological aspects, and main findings (n=25)</italic></title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col span="2"/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="center" rowspan="2">Study ID</th>
									<th align="center" rowspan="2">Objective</th>
									<th align="center" rowspan="2">Sample/participants</th>
									<th align="center" colspan="2">Data collection and analysis methods </th>
									<th align="center" rowspan="2">Main findings reported by the articles</th>
								</tr>
								<tr>
									<th align="center"><italic>Data collection</italic></th>
									<th align="center"><italic>Data analysis</italic></th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="center">1 <xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>
									</td>
									<td align="justify">To publicize the activities of an outreach project at a BHU in a mid-sized city.</td>
									<td align="justify">Experience report on a psychology extension project (UFSM) focused on the mother-infant relationship.</td>
									<td align="justify" colspan="2">Experience report: description of activities; use of IRDI; observation of visits; caregiver interviews and guidance; referrals. </td>
									<td align="justify">A strong relationship between the team and the mother-infant dyad increased attendance at follow-up visits. Some health indicators may be overlooked when professionals are more attuned to physical aspects; however, these visits can open space to hear and address caregivers’ concerns.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">2 <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>
									</td>
									<td align="justify">To identify the concept of health education guiding nurses’ educational practice in PHC.</td>
									<td align="justify">10 nurses working in ESF units in João Pessoa (PB).</td>
									<td align="center">Semi-structured interviews.</td>
									<td align="center">Thematic content analysis.</td>
									<td align="justify">Although nurses framed health education as health promotion, their discourse retained biomedical/hygienist traces. Guidance commonly covered hygiene, vaccination schedule, nutrition, and individual/group education. Difficulties were noted regarding guidance on psychomotor stimulation due to workload.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">3 <xref ref-type="bibr" rid="B37">Reis et al., 2015</xref>
									</td>
									<td align="justify">To investigate knowledge, practices, and attitudes in oral health within childcare activities among physicians and nurses.</td>
									<td align="justify">47 physicians and 27 nurses (contracted and residents) from 11 health units in Porto Alegre (RS).</td>
									<td align="center">32-item multiple-choice questionnaire.</td>
									<td align="center">Chi-square and <italic>t</italic>-tests.</td>
									<td align="justify">Few statistically significant differences between physicians and nurses at SSC-GHC, including by time since graduation and field of practice.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">4 <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>
									</td>
									<td align="justify">To assess work-process actions and infrastructure in nursing consultations for children &lt;1 year within growth and development follow-up in the ESF.</td>
									<td align="justify">7 nurses from seven BHUs in a state capital; 80 observed consultations.</td>
									<td align="center">Observation checklists of BHU structure and nursing consultation in childcare; family chart; structured interview.</td>
									<td align="center">Descriptive statistics (central tendency, dispersion) and chi-square; quantitative content analysis of interviews.</td>
									<td align="justify">Positive aspects in BHU physical structure (exclusive rooms, cleanliness). Shortages in anthropometry materials. All nurses recorded weight, length, and head circumference in the CHH; developmental milestones were not recorded for 49% of infants &lt; 1 year, 66.7% of whom were &lt; 1 month.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">5 <xref ref-type="bibr" rid="B28">Moreira &amp; Gaíva, 2016</xref>
									</td>
									<td align="justify">To analyze how nurses’ interpersonal communication fosters or limits mothers’/families’ autonomy in child-care consultations.</td>
									<td align="justify">4 nurses responsible for nursing consultations in four BHUs in Cuiabá (MT).</td>
									<td align="center">Observation of 21 consultations; field diaries by 3 researchers; audio recordings.</td>
									<td align="center">Inductive thematic content analysis.</td>
									<td align="justify">Communication could be imposing/authoritarian and vertical - hindering maternal autonomy - or could promote caregiver autonomy, strengthening trust between professionals and caregivers.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">6 <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>
									</td>
									<td align="justify">No explicit objective. The article discuss the organization and development of interprofessional work in PHC.</td>
									<td align="justify">One mother-infant dyad followed by a PHC team.</td>
									<td align="justify" colspan="2">Case study: case description and team interventions. </td>
									<td align="justify">Interprofessional work transformed practices. Shared actions across professions addressed specific needs of the caregiver and infant.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">7 <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaíva, 2017</xref>
									</td>
									<td align="justify">To analyze actions performed by nurses during consultations that relate to the child’s living context and family environment to promote health.</td>
									<td align="justify">21 consultations for infants 0-2 years in 4 BHUs in Cuiabá (MT).</td>
									<td align="center">Observation; field diaries; audio recordings.</td>
									<td align="center">Inductive thematic content analysis.</td>
									<td align="justify">Some nurses considered living environment/context; others did not. Even among those who did, culture and family economic situation were generally not addressed.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">8 <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>
									</td>
									<td align="justify">To identify, from mothers’ perspective, the presence of bonding between nurses and mothers of children &lt;2 years in PHC nursing consultations.</td>
									<td align="justify">7 mothers of children &lt;2 years in 7 FHUs in João Pessoa (PB).</td>
									<td align="center">Semi-structured interviews.</td>
									<td align="center">Thematic content analysis with frequency counts.</td>
									<td align="justify">Mothers valued professionals’ availability, attention, support, and problem-solving. Bond formed when care did not focus solely on the infant or when professionals were perceived as competent. Dialogue and listening strengthened relationships and encouraged non-curative service use.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">9 <xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>
									</td>
									<td align="justify">To describe a collective, shared model for growth and development follow-up.</td>
									<td align="justify">Experience report from a Multidisciplinary Residency.</td>
									<td align="justify" colspan="2">Experience report of activities in the proposed collective/shared G&amp;D model. </td>
									<td align="justify">Team actions: initial consultation, caregiver conversation, interprofessional collaboration, surveillance measures. Interprofessional interaction enhanced prevention and oral-health promotion, strengthening collaborative work.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">10 <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>
									</td>
									<td align="justify">To understand childcare consultations from the perspective of nurses attending children 0-2 years.</td>
									<td align="justify">9 nurses in ESF units in Parnaíba (PI).</td>
									<td align="center">Semi-structured interviews.</td>
									<td align="center">Thematic content analysis.</td>
									<td align="justify">Facilitators: vaccination moments; identifying families’ individual needs; adequate infrastructure; multidisciplinary teamwork for comprehensive care; CHW outreach; bonding between families and professionals. Barriers: demand for curative care only; inadequate infrastructure; professional workload.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">11 <xref ref-type="bibr" rid="B12">Dantas et al., 2018</xref>
									</td>
									<td align="justify">To explore PHC nurses’ social representations of postpartum nursing care.</td>
									<td align="justify">31 nurses from ESF units in Mossoró (RN).</td>
									<td align="center">Semi-structured interviews.</td>
									<td align="center">Descending hierarchical classification (lexical analysis).</td>
									<td align="justify">Greater value placed on newborn care than on puerperal care. Need for comprehensive practice beyond technical procedures, with qualified listening and attention to all health dimensions of postpartum women.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">12 <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>
									</td>
									<td align="justify">To describe ESF nurses’ actions regarding the “First Comprehensive Week” for newborn care.</td>
									<td align="justify">9 nurses from BHUs in João Pessoa (PB). </td>
									<td align="center">Semi-structured interviews.</td>
									<td align="center">Thematic content analysis.</td>
									<td align="justify">Post-cesarean mothers often did not return home within 7 days, delaying the First Comprehensive Week. Prenatal counseling for caregivers is suggested. Late home visits compromised exclusive breastfeeding and long-term health/development. The professional-caregiver relationship was key to continuity of care.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">13 <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>
									</td>
									<td align="justify">To identify ESF nurses’ role in early ASD detection.</td>
									<td align="justify">10 nurses from ESF units in Maceió (AL).</td>
									<td align="center">Semi-structured interviews; observation of consultations; field diary with protocol-based notes.</td>
									<td align="center">Thematic content analysis; qualitative data triangulation.</td>
									<td align="justify">Although nurses believed in early intervention, they reported difficulties detecting ASD signs and symptoms (lack of training, tools, and a sense that ASD identification is not their responsibility). When signs were identified, referrals were made. Professionals reported frustration discussing the topic.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">14 <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>
									</td>
									<td align="justify">To analyze nursing care actions during childcare consultations.</td>
									<td align="justify">31 nurses conducting childcare consultations for children ≤2 years in ESF units in João Pessoa (PB).</td>
									<td align="center">Observation of three consultations per nurse (93 total); author-developed performance tool.</td>
									<td align="center">Statistical analyses; instrument developed by the authors for performance evaluation.</td>
									<td align="justify">Most frequent practices: immunization, iron supplementation, vitamin A index assessment. Less frequent: history-taking, reception, physical exam/neuropsychomotor development assessment, and health education. No practice averaged &gt;70% overall; only one nurse had acceptable performance (&gt;75%); others ranged 25%-75%.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">15 <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>
									</td>
									<td align="justify">To describe parents’ discourse on concepts and knowledge about newborn screening.</td>
									<td align="justify">18 mothers and 2 fathers of newborns followed in three FHUs in São Felipe (BA).</td>
									<td align="center">Sociodemographic questionnaire; open-ended interview.</td>
									<td align="center">Collective subject discourse analysis.</td>
									<td align="justify">Parents understood the purpose of the heel-prick test and had access to information on newborn screening. Knowledge was reinforced by professional/prenatal care, peers, and media.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">16 <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>
									</td>
									<td align="justify">To investigate mothers’ adherence to child growth and development follow-up visits and associated factors.</td>
									<td align="justify">70 mothers/caregivers of children &lt;2 years followed in BHUs in Pau dos Ferros (RN).</td>
									<td align="center">Form with open/closed questions.</td>
									<td align="center">Quantitative content analysis.</td>
									<td align="justify">The nurse-caregiver relationship was a key factor motivating adherence. Other factors: scheduled appointments; knowledge of the importance of follow-up; satisfactory attention from nurses.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">17 <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>
									</td>
									<td align="justify">To evaluate surveillance and stimulation actions for child growth and development carried out in PHC.</td>
									<td align="justify">40 nurses and 503 caregivers of infants (0-2 years) from 40 ESF units in Caruaru (PE).</td>
									<td align="center">Questionnaires assessing unit structure, work processes, and caregiver characteristics.</td>
									<td align="center">Descriptive statistics.</td>
									<td align="justify">Professionals performed physical exams, anthropometric measurements, and provided infant-care guidance. In the CHH, weight, length, and head circumference were recorded; BMI-for-age had gaps. Unit structural dimension was rated inadequate (64%).</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">18 <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>
									</td>
									<td align="justify">To investigate nurses’ work process in childcare consultations regarding developmental surveillance.</td>
									<td align="justify">19 nurses in ESF units in Teresina (PI).</td>
									<td align="center">Semi-structured interviews.</td>
									<td align="center">Thematic content analysis.</td>
									<td align="justify">Nurses implemented recommended actions (history, physical exam, anthropometry, counseling). Developmental follow-up was weakened by poor infrastructure, lack of supplies, and low caregiver adherence. CHH records and multidisciplinary action were deemed important.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">19 <xref ref-type="bibr" rid="B5">Araújo et al., 2021</xref>
									</td>
									<td align="left">To understand mothers’ lived experience with PHC follow-up through the child’s 6th month.</td>
									<td align="left">19 mothers seen in different BHUs in a Southern municipality.</td>
									<td align="center">Semi-structured interviews.</td>
									<td align="center">Qualitative analysis based on Alfred Schutz’s Social Phenomenology.</td>
									<td align="justify">Consultations alternated/shared between a general practitioner and a nurse. Some infants were seen outside the MOH-recommended intervals. Mothers desired more frequent visits and closer ties with professionals. Another challenge was staff shortages.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">20 <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>
									</td>
									<td align="justify">To analyze mothers’ understanding of nursing childcare consultations in the ESF of a city in Paraíba.</td>
									<td align="justify">13 mothers of infants &lt;2 years followed in BHUs in Matinhas (PB).</td>
									<td align="center">Semi-structured interviews.</td>
									<td align="center">Thematic content analysis.</td>
									<td align="justify">Mothers viewed childcare consultations as opportunities to monitor infant health and detect possible health/development problems. They highlighted nurses’ guidance and the relationship with professionals. Scheduling and work-time conflicts hindered attendance.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">21 <xref ref-type="bibr" rid="B34">Pitz et al., 2021</xref>.</td>
									<td align="justify">To describe ESF nursing professionals’ knowledge of ASD screening indicators and practical applicability in childcare consultations.</td>
									<td align="justify">9 nurses from ESF units in a city in northern Santa Catarina.</td>
									<td align="center">Semi-structured interviews; observation and field diary.</td>
									<td align="center">Thematic content analysis.</td>
									<td align="justify">Nurses reported doubts/difficulties describing ASD but recognized the importance of early signs, especially developmental milestones in the CHH. They saw potential for using ASD sign-identification tools in consultations.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">22 <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>
									</td>
									<td align="justify">To analyze CIP among ESF and NASF-AB professionals in PHC in a small municipality.</td>
									<td align="justify">5 professionals engaged in CIP across three BHUs in the city of Montadas (PB).</td>
									<td align="center">Semi-structured interviews; characterization and collaborative-competency questionnaires; structured observation with field diary.</td>
									<td align="center">Thematic content analysis.</td>
									<td align="justify">Observed collaborative competencies in G&amp;D follow-up for infants 0-2 years: interprofessional communication; role clarity; conflict resolution; and collaborative leadership. Competencies were attributed to collaborative practice experiences, viewed as an educational tool.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">23 <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>
									</td>
									<td align="justify">To understand mothers’ and health professionals’ experiences with breastfeeding and complementary feeding in a border region.</td>
									<td align="justify">12 mothers of infants &lt;2 years; 12 professionals who attend infants.</td>
									<td align="center">Semi-structured interviews.</td>
									<td align="center">Thematic content analysis.</td>
									<td align="justify">Work related to breastfeeding was considered satisfactory but hampered by excessive demand. Care for “Brazilian-Paraguayan” infants was fragile, as caregivers sought services only when health needs arose.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">24 <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>
									</td>
									<td align="justify">To analyze growth and development follow-up consultations and recording in the CHH in PHC services in inland Paraná.</td>
									<td align="justify">230 mothers of infants &lt;6 months.</td>
									<td align="center">Review of participants’ CHHs; interviews with mothers.</td>
									<td align="center">Descriptive statistics and Pearson’s chi-square.</td>
									<td align="justify">CHH recording predominated during consultations in the first 2 trimesters of life, with under-recording from the third trimester onward. Significant differences were found between mid- and large-sized cities. Counseling on breastfeeding, complementary feeding, and vaccination was frequent.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">25 <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
									</td>
									<td align="justify">Report the experience of a nursing childcare consultation for a refugee puerperal woman and her newborn from a transcultural health-education perspective (Leininger).</td>
									<td align="justify">Experience report from a Neonatal Nursing Residency.</td>
									<td align="justify" colspan="2">Experience report by residents, mentors, preceptor, and coordinators of the “Aprender Saúde” extension project (EPE/UNIFESP). </td>
									<td align="justify">Initial consultations were conducted via video call with a Haitian Creole interpreter due to a request for infant formula. In-person visits were later scheduled for ongoing guidance on infant care and health. The main challenge was communication due to linguistic and cultural differences.</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN1">
								<p>AL = Alagoas; ASD = autism spectrum disorder; BA = Bahia; BHU = Basic Health Unit; BMI = body mass index; CHH = Child Health Handbook; CHW = community health worker; CIP = Collaborative Interprofessional Practice; EPE = Escola Paulista de Enfermagem; ESF = Family Health Strategy; FHU = Family Health Unit; G&amp;D = growth and development; IRDI = Clinical Indicators of Risk for Child Development; MOH = Ministry of Health; MT = Mato Grosso; NASF-AB = Family Health and Primary Care Support Centers; PB = Paraíba; PE = Pernambuco; PHC = primary health care; PI = Piauí; RN = Rio Grande do Norte; RS = Rio Grande do Sul; SSC-GHC = Serviço de Saúde Comunitária - Grupo Hospitalar Conceição; UFSM = Universidade Federal de Santa Maria; UNIFESP = Universidade Federal de São Paulo.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>
					<table-wrap id="t4">
						<table>
							<colgroup>
								<col span="2"/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="center" colspan="2">Description of infant follow-up visits </th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="center" colspan="2"><italic>Practices described by the articles</italic></td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Assessment of overall infant health</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; Araújo et al., 2020; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Health education/caregiver counseling</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Moreira &amp; Gaiva, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Growth assessment</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Developmental assessment</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Recording in the CHH</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Promotion of breastfeeding and nutritional development</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Reis et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">Araújo et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Immunization status assessment</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Referral to other professionals or health services</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Accident prevention in the home</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Surveillance for domestic violence</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center" colspan="2"><italic>Terms used to define follow-up visits</italic></td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Childcare</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Reis et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Pitz et al., 2021</xref>; Araujo et al., 2020; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Growth and development follow-up</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; Araujo et al., 2020, <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Growth and development surveillance</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Nursing consultation</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B28">Moreira &amp; Gaiva, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Reis et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center" colspan="2"><italic>Other infant-health aspects addressed by the articles: beyond the body</italic></td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Emotional health of infants and caregivers</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Social context or living conditions</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Moreira &amp; Gaiva, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Dantas et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center" colspan="2"><italic>Professional-caregiver relationship</italic></td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Relationship and attendance at visits</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Relationship, respect, and welcoming of diversity</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B1">Arpini et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Dantas et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Moreira &amp; Gaiva, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center" colspan="2">Challenges for professionals conducting infant follow-up visits </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center" colspan="2"><italic>Challenges</italic></td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Articles that indirectly describe challenges in infant follow-up work</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Reis et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaíva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Dantas et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; Araújo et al., 2020; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Pitz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Training-related challenges</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Dantas et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Reis et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Challenges related to health-unit or network infrastructure</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Dantas et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; Araújo et al., 2020; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Excess tasks and nurses’ administrative workload</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Poor adherence to visits</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Lucena et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Challenges using the CHH</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Marques et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Cultural and linguistic diversity challenges</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Pandemic-related challenges</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center" colspan="2"><italic>Suggestions proposed by the articles to overcome challenges</italic></td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Training focused on infant-specific needs</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Nascimento et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Pereira et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Reichert et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Reis et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Reorganization of work processes</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vieira et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Improved physical structure and material resources</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B11">Carvalho &amp; Sarinho, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Brito et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Souza et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Promoting professionals’ engagement with users and their sociocultural context</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B29">Moreira &amp; Gaiva, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Vieira et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Participation of different caregivers in visits</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B16">Gomes et al., 2019</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Investment in team humanization</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B38">Rodrigues et al., 2019</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Use of protocols to identify and refer suspected ASD cases</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B34">Pitz et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Health-education strategies</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B17">Guareschi et al., 2022</xref>
									</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Opportunities for dialogue with teams and agents from other countries</td>
									<td align="left">
										<xref ref-type="bibr" rid="B19">Hirano et al., 2021</xref>
									</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN2">
								<p>ASD = autism spectrum disorder; CHH = Child Health Handbook.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
			</sec>
			<sec sec-type="results|discussion">
				<title>Results and Discussion</title>
				<sec>
					<title>Analysis of study objectives and methodological aspects</title>
					<p>Across the selected articles, publications appeared predominantly in nursing journals (2, 4, 5, 7, 8, 11, 12, 13, 14, 16, 17, 18, 20, 23, 24, 25), followed by interdisciplinary journals (9, 15, 21, 22), Collective Health (6, 10, 19), Dentistry (3), and Psychology (1). Although infant follow-up visits are grounded in comprehensive care - i.e., the articulation of different areas, bodies of knowledge, and health practices (Ministério da Saúde, 2018) - the predominance of nursing outlets stands out. This imbalance may reflect the fact that nurses are among the main professionals conducting follow-up visits. Conversely, we note the absence of studies in pediatrics or medicine, even though pediatricians and family physicians, like nurses, commonly conduct these visits.</p>
					<p>Study objectives varied. Many aimed primarily to describe actions carried out during visits (4, 6, 7, 12, 13, 14, 17, 18, 24); others examined professionals’ or users’ perceptions of key aspects of the visits (2, 3, 8, 10, 11, 15, 19, 20, 21); some reported singular experiences of visits (1, 9, 22, 23, 25); one investigated caregivers’ adherence to services (16); and another focused on professional-user communication (5). Notably, one article (6) lacked a discrete objectives section; its aims were inferred from the justifications and results.</p>
					<p>Methodologically, qualitative approaches predominated (1, 2, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 15, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 25), typically using interviews, observation, and field diaries for data collection and thematic content analysis for interpretation. Among these, three were experience reports (1, 9, 25). Quantitative studies (3, 4, 14, 16, 17, 24) used questionnaires, scales, and observation checklists; the most common analyses were descriptive statistics, chi-square, and <italic>t</italic>-tests.</p>
					<p>There is notable diversity in methods used to study follow-up visits, which is positive given that different designs capture distinct facets of growth-and-development care. However, given the complexity of the phenomenon, the field would benefit from longitudinal designs and mixed-methods research; all included studies were cross-sectional with either qualitative or quantitative approaches. Most articles reported basic methodological information (participants, instruments/devices, data-collection procedures, and data-analysis procedures), with one exception (16), which described a quantitative analytic method yet presented and discussed qualitative data in its results.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Description of infant follow-up visits</title>
					<p>The practices most frequently described were overall assessment of the infant’s health (1, 4, 6, 8, 9, 10, 12, 13, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 22, 25), followed by guidance to parents/caregivers - often framed as “health education” (1, 2, 5, 6, 7, 9, 12, 15, 16, 17, 20, 22, 24, 25) - growth assessment (4, 6, 9, 10, 12, 13, 16, 17, 18, 20, 22, 24), developmental assessment (1, 4, 10, 12, 13, 17, 18, 20, 22, 24), recording in the CHH (2, 4, 9, 13, 14, 17, 18, 22, 24), promotion of breastfeeding and nutritional development (3, 9, 12, 13, 19, 22, 23, 24, 25), assessment of immunization status (10, 12, 14, 17, 20), referral to other professionals and/or specialties (7, 9, 13, 17, 22), and - reported by one study (22) - actions for preventing household accidents and monitoring domestic violence. The articles attribute multiple responsibilities to professionals conducting follow-up visits, many of which are performed by the same professional in a single encounter. Although our review period encompassed the entire pandemic, only one study considered this context (25).</p>
					<p>Even while addressing the same practice, the articles conceptualize visits from different perspectives, using the terms childcare (1, 2, 3, 4, 6, 8, 9, 10, 12, 13, 14, 15, 16, 18, 19, 20, 21, 23); growth-and-development follow-up (1, 2, 4, 7, 8, 9, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 22, 24); growth-and-development surveillance (2, 4, 8, 12, 17, 18, 20); and nursing consultation, especially when embedded in nurses’ work (3, 5, 8, 13, 14, 18, 25). Most articles employ more than one term, underscoring conceptual arbitrariness. Such labels originate in different fields of knowledge and reflect distinct understandings of care.</p>
					<p>The most common term, “childcare,” has historical roots in an educational context. Although it dates to the 16th century, childcare became a specific concern in Brazil in the 18th century, when physical-education treatises, infant-hygiene guides directed to mothers, and theses on the topic were produced (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bonilha &amp; Rivorêdo, 2005</xref>). The notion of “surveillance” dates to the Middle Ages with compulsory isolation and quarantine measures separating healthy from ill individuals; with advances in epidemiology - especially in the 1960s - epidemiological surveillance was defined as systematic monitoring for disease control (<xref ref-type="bibr" rid="B46">Waldman, 1991</xref>). “Growth-and-development follow-up” appears in both Ordinance No. 1,130 of 2015 (<xref ref-type="bibr" rid="B35"><italic>Portaria n° 3</italic>, 2015</xref>), which instituted PNAISC, and in its implementation manual (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>). Notably, PNAISC also describes follow-up as a “surveillance practice,” suggesting that official documents share the same conceptual arbitrariness observed in the reviewed articles.</p>
					<p>While the terms childcare, surveillance, and follow-up are often used interchangeably, their meanings remain salient. Childcare, in particular, aligns with the emphasis many articles place on educational practices that rely on pedagogical strategies to convey to caregivers a “right way” to care for the infant. This raises the question of whether such emphasis reinforces control more than care. <xref ref-type="bibr" rid="B14">Dunker and Thebas (2019</xref>) differentiate these perspectives, arguing that care is, in fact, the inverse of control. When one “cares for the other despite the other” - presupposing what is best and disregarding subjectivity - the relationship becomes one of control. Such practices position users as instruments and overlook autonomy. Care, by contrast, requires waiting, listening, and encounter. It is within the encounter among health professional, infant, and caregiver that a genuine practice of follow-up - being with the other in an attitude of care and otherness - can take shape.</p>
					<p>Another conceptual point is the articles’ emphasis on characterizing follow-up visits as comprehensive care, attentive to biological, psychological, and social dimensions. Yet, despite this framing, the discussions concentrate largely on physical aspects of health. Few studies address the emotional needs of infants and caregivers (1, 10, 23). Some mention social context or living conditions as important considerations for professionals (1, 5, 6, 7, 10, 11, 12, 14, 16, 25), but only one develops an analysis of users’ life contexts based on its data (7). Study 7 describes both nurses who considered families’ sociocultural particularities and those who did not. According to the authors, understanding families’ cultural realities facilitates communication and helps build the professional-user trust essential to nurses’ follow-up work (7).</p>
					<p>The importance of the professional-caregiver relationship for carrying out follow-up visits is underscored across the review. Several articles associate “bonding” with caregivers’ attendance at visits (6, 7, 8, 10, 12, 14, 16, 20, 25). In these studies, caregiver attendance reflects a strong bond among caregivers, professionals, and services - an important condition for continuity of care. Study 22 highlights that a trust-based professional-user relationship is fundamental to the effectiveness of therapeutic decisions. Other articles stress that communication should not aim at control; rather, it should respect specificities, welcome differences, and recognize diverse life contexts and cultures (1, 5, 7, 11, 20, 25).</p>
					<p>Attention to the triadic relationship among professionals, caregivers, and infants is also crucial. A literature review on asymmetries in the physician-patient relationship (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Caprara &amp; Rodrigues, 2004</xref>) indicates that this relationship is weakened when professionals disregard patients’ subjective and social dimensions, assuming a position of absolute authority. The consequences can include lower user satisfaction and impacts on health status. Moreover, the term “bond” is frequently used without clear definition, becoming generic and undefined despite its recognized importance.</p>
					<p>Listening is fundamental to consolidating comprehensive infant care. Users’ complaints are not always resolved through biomedical interventions; often they express other forms of suffering that can be recognized only if someone is willing to listen (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Val et al., 2017</xref>). One included study (1) describes how many aspects of caregivers’ distress could be addressed only after questions and complaints that initially appeared tied to physical development. Another (23) reinforces the need for qualified, welcoming, nonjudgmental listening during weaning, a period marked by insecurities and emotional, biological, and social implications. Thus, the relationship between health professionals and users goes beyond service provision; it is an everyday opportunity for qualified listening (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Val et al., 2017</xref>).</p>
					<p>Making room for listening requires letting go of certain technicist traditions in health care. Current efforts to standardize care through protocols can prevent technical errors, but they may also limit the professional’s ability to be with the other and to provide care aligned with users’ needs (<xref ref-type="bibr" rid="B40">Serralha, 2013</xref>). Listening as an ever-renewed experience demands openness to the unexpected (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Dunker &amp; Thebas, 2019</xref>) - a stance that depends on each professional’s availability.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Challenges in professionals’ practices during infant follow-up visits</title>
					<p>None of the analyzed articles set out primarily to investigate the challenges faced by professionals. Nevertheless, they indirectly describe difficulties and adversities encountered in practice, especially when following infants in diverse situations (2,3,4,6,7,8,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19,20,21,22,23,24,25). The most frequently mentioned challenge concerns professional training (2,3,4,11,12,13,17,22,23), encompassing both initial education and continuing education. Gaps relate especially to the specificities of infant and family health and development as well as to issues involving the organization of the health system itself and interprofessional work. Another highlighted aspect concerns the structure and functioning of Health Units (4,7,10,11,18,19,20), notably the lack of adequate conditions to perform the work, including insufficient equipment, staffing shortages, restricted opening hours, and the absence of a welcoming environment.</p>
					<p>Regarding nurses specifically (2,4,10,12,18,23), an excess of functions and dedication to administrative activities contribute to work overload, hindering the performance of infant follow-up visits. Such overload appears normalized given the breadth of responsibilities described across the articles. In addition, prioritizing quantity over quality - combined with feelings of professional devaluation - emerges as a factor that undermines both process and quality of care.</p>
					<p>Poor adherence to visits is also cited as a condition that compromises continuity of care - one of the structuring elements of follow-up (4,8,10,12,13,16,18). Conversely, prenatal consultations are identified as an important strategy for building the bond needed for caregivers to continue bringing infants for follow-up (4,8,10,11,16).</p>
					<p>The articles further note challenges in the way the CHH is used, especially with respect to recommended guidance and record-keeping (4,13,17,24). This is a critical point, since the CHH is understood as essential for longitudinal follow-up. It allows caregivers to track the work carried out by professionals and services and serves as the official record of all infant health actions.</p>
					<p>One article (25) reports that cultural and linguistic diversity in the follow-up of immigrant infants and caregivers can challenge professional practice. Alongside the pandemic context - which hindered caregivers’ ability to attend services and required safety measures - some articles propose ways to overcome challenges: training tailored to the specificities of working with infants (2,3,4,6,8,10,13,14,15,17,23); reorganization of work processes (10,14,17,18,20,25); improved physical infrastructure and material resources (4,10,17,18); bringing professionals closer to users by engaging with sociocultural contexts (7,18,25); participation of different caregivers in visits (15); investment in team humanization (16); use of protocols to identify and refer suspected autism spectrum disorder (ASD) cases (21); health-education strategies (25); and, in border territories, dialogue with teams and government agents from neighboring countries (23).</p>
					<p>Overall, the articles recognize the specificities of professional work in follow-up visits, which require overcoming institutional, training-related, and relational challenges. However, these challenges are addressed predominantly at a descriptive level, focusing on external working conditions - the environment and organizational context. While such conditions are crucial, the professionals’ subjective implication in their work is also fundamental, and this receives little attention in the literature. Only two articles mention feelings experienced by professionals, such as insecurity and lack of preparedness, in the context of ASD diagnosis during follow-up (13,21). One of these (21) suggests using a risk-indicator protocol as a way to ease professionals’ anxiety about not knowing. This approach does not involve the professional subjectively and serves mainly to shield them through a technical device that, in this case, is not intended to establish an ASD diagnosis (21).</p>
					<p>Work with infants requires professionals to commit themselves as subjects in relation to service users. It is a relationship among caregiver, infant, and professional that mobilizes psychic resources and entails sustaining these relationships (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Campos, 2014</xref>). This process demands a shift from purely technical work to subjective work, in which the professional’s own subjectivity is brought to bear. The point is not to downplay the importance of technical work, but to recognize that a purely technical stance can function as an avoidance of relational contact. One may therefore question whether the reviewed articles follow this path by producing knowledge centered on technical, structural, and working-condition challenges while overlooking professionals’ subjective challenges - a key issue that warrants deeper exploration in future research.</p>
					<p>Psychology could make an important contribution here by foregrounding professionals’ subjective challenges and fostering listening and care within relationships. We have observed that psychology’s incorporation into public childhood policies - including infant follow-up - often occurs through the rationale of standardized caregiving guidance, as expressed in multiple documents (Lopes et al., in press). Entering as a field from a position of listening is an important contribution psychology can make: the professional offers themself as a subject, allowing caregivers’ and infants’ real demands to emerge, which may diverge from standardized policy logics (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Gil &amp; Lopes, 2024</xref>). Achieving this, however, requires research in psychology to be committed to listening to professionals, since, as noted, the only widely available references to support practice are the standardized, systematized guidelines of public policies. In this articulation between professional practice and public policy, we highlight the need to promote interdisciplinary spaces in primary health care - such as matrix support previously enabled by NASF-AB and now by multiprofessional teams in PHC (eMulti). The presence of only one psychology study underscores the lack of this interface and the need for deeper engagement.</p>
				</sec>
			</sec>
			<sec sec-type="conclusions">
				<title>Final considerations</title>
				<p>This systematic literature review analyzed 25 articles published between 2015 and 2023 on healthcare professionals’ practices in infant follow-up visits (0-24 months) within SUS primary health care. We found diverse methodological designs, with a predominance of qualitative studies published in nursing journals. The descriptions emphasized health education, growth-and-development assessment, and attention to infants’ physical health.</p>
				<p>Although the included works adopt theoretical frameworks of comprehensive care - encompassing biological, psychological, and social dimensions - few developed perspectives that extend beyond physical aspects. Even when the professional-caregiver relationship, bonding, or listening is mentioned, discussion is usually generic and superficial. It is worth asking whether the literature’s broad, generic notion of comprehensive care - identified across the articles - reflects a certain naiveté that perpetuates the neglect of other health dimensions, such as emotional development and social context of infants and caregivers. This is particularly important given that PNAISC proposes to endorse truly comprehensive child health (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Ministério da Saúde, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35"><italic>Portaria n° 3</italic>, 2015</xref>).</p>
				<p>Challenges identified include professional training, precarious service infrastructure, work overload, poor caregiver adherence, and the need for training and reorganization of certain work processes. Little is said about the subjective challenges professionals face. Hence the importance of investing in studies that recognize the specificity of work with infants from a comprehensive-care perspective - work that could inform the training of professionals who conduct follow-up visits. Psychology has a key role to play as an interface field that contributes to discussions of professionals’ subjective implication in their practice.</p>
				<p>This review has limitations, such as restricting the corpus to journal articles and to an eight-year period. We also excluded studies covering visits across the entire 0-9-year span, since it would not have been possible to isolate aspects specific to infant follow-up.</p>
				<p>Finally, we underscore the potential of follow-up visits: because of their proximity to families, professionals can provide longitudinal, territory-attuned care responsive to local demands and particularities. We hope this review helps illuminate how knowledge about follow-up visits is being produced and highlights the need for research that addresses the demands of infant follow-up within SUS primary health care.</p>
			</sec>
		</body>
	</sub-article>
</article>