Ferenczi, o Ambiente e a Pulsão de Morte
DOI:
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v25i1.e11740Palavras-chave:
Ferenczi, pulsão de morte, ambiente, intersubjetividade, relações objetaisResumo
O presente trabalho tem por ponto de partida a investigação das vicissitudes da pulsão de morte na obra de Sándor Ferenczi. Toma-se, para tal, o que se entende como quatro eixos fundamentais do conceito na proposta original freudiana, quais sejam: o retorno ao inorgânico; a compulsão à repetição; a pulsão de destruição; e o trauma. Nesse sentido, a ideia ferencziana da tendência geral de retorno ao útero; a valorização da repetição sobretudo no âmbito da clínica; a subordinação das manifestações destrutivas do sujeito à ação, em primeiro lugar, dos objetos; e a proposição do trauma como um fenômeno relacional são fatores que permitem situar o ambiente como o protagonista para Ferenczi. Embora o autor húngaro jamais tenha negado explicitamente a pulsão de morte, compreende-se que o conceito assume papel de coadjuvante no seu pensamento, cujo pioneirismo abriu caminho decididamente para a psicanálise da intersubjetividade e das relações objetais.Downloads
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