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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">rbps</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Revista Brasileira em Promoção da Saúde</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. bras. promo. sau.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">1806-1230</issn>
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				<publisher-name>Universidade de Fortaleza</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.5020/18061230.2025.15374</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>ARTIGO ORIGINAL</subject>
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			<title-group>
				<article-title>A percepção de estresse e qualidade de vida de universitários de uma moradia estudantil</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="es">
					<trans-title>La Percepción del Estrés y la Calidad de Vida de Universitarios Residentes en una Vivienda Estudiantil</trans-title>
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						<surname>Sturbelle</surname>
						<given-names>Nathália Fontella</given-names>
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					<role>concepção e desenho da obra</role>
					<role>análise e interpretação dos dados para o trabalho</role>
					<role>elaboração do trabalho</role>
					<role>revisão crítica do conteúdo intelectual importante</role>
					<role>aprovação final da versão a ser publicada</role>
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					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-0422-2164</contrib-id>
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						<surname>Rugno</surname>
						<given-names>Fernanda Capella</given-names>
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					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-0774-7735</contrib-id>
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						<surname>Vital</surname>
						<given-names>Rodrigo da Silva</given-names>
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						<surname>Carneseca</surname>
						<given-names>Estela Cristina</given-names>
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				<institution content-type="original">Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Pelotas</institution>
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					<city>Pelotas</city>
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				<institution content-type="original">Universidade Federal do Paraná (UFPR) - Paraná - Curitiba - Brasil</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal do Paraná</institution>
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				<institution content-type="original">Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Pelotas</institution>
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					<city>Pelotas</city>
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				<institution content-type="original">Proestat - Consultoria Estatística. Araraquara - São Paulo - Brasil</institution>
				<institution content-type="orgname">Proestat - Consultoria Estatística</institution>
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					<city>Araraquara</city>
					<state>São Paulo</state>
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			<author-notes>
				<corresp id="c1">
					<label>Primeiro autor e endereço para correspondência</label> Nathália Fontella Sturbelle Rua dos Cravos, 220 Bairro: Pedra Branca CEP: 88137-410 / Palhoça (SC) - Brasil E-mail: <email>sturbellenf@gmail.com</email>
				</corresp>
				<fn fn-type="coi-statement" id="fn1">
					<label>CONFLITOS DE INTERESSE </label>
					<p> Os autores afirmam que não houve conflitos de interesse no desenvolvimento desta pesquisa.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>11</day>
				<month>06</month>
				<year>2026</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2026</year>
			</pub-date>
			<volume>38</volume>
			<elocation-id>e15374</elocation-id>
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				<date date-type="received">
					<day>15</day>
					<month>07</month>
					<year>2024</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>10</day>
					<month>04</month>
					<year>2025</year>
				</date>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<sec>
					<title>Objetivo:</title>
					<p> Avaliar o estresse e a qualidade de vida de estudantes universitários residentes em uma moradia estudantil de uma universidade pública. </p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Método:</title>
					<p> Trata-se de um estudo transversal, descritivo com abordagem quantitativa. As coletas ocorreram em setembro de 2019 na moradia estudantil. Foram utilizados a Escala de Estresse Percebido (EEP-10), o WHOQOL-<italic>bref</italic> e um questionário estruturado para caracterização do perfil dos estudantes. Os dados passaram por análises descritivas, análise univariada (razão de prevalência) e multivariável (análise de cluster e de correspondência). </p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados:</title>
					<p> Participaram do estudo 118 estudantes de graduação com média de idade de 22,16 anos. A maioria constitui-se do gênero masculino (63,5%) e solteira (99,1%). A média de estresse percebido foi de 24,6, sendo que 58,5% encontra-se com percepção alta de estresse. A qualidade de vida foi considerada mediana, apresentando a menor pontuação para o domínio <italic>meio ambiente</italic>. Não houve diferenças significativas entre o estresse e as variáveis investigadas. Contudo, obtiveram-se quatro perfis de associação: (1) estresse baixo/moderado, qualidade de vida alta, área de Humanas, período inicial do curso, turno não integral; (2) qualidade de vida intermediária, gênero masculino, área de Ciências Biológicas, período final; (3) estresse alto, área de Ciências Exatas e da Terra, turno integral, período intermediário do curso; (4) estresse alto/muito alto, qualidade de vida baixa e gênero feminino. </p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusão:</title>
					<p> Os resultados indicaram perfis de associações que auxiliam na compreensão das características dos estudantes que enfrentam níveis mais elevados de estresse, instigando a implantação de políticas institucionais voltadas ao apoio psicológico e ao bem-estar dos estudantes.</p>
				</sec>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title><italic>RESUMEN</italic></title>
				<sec>
					<title><italic>Objetivo:</italic></title>
					<p><italic>Evaluar el estrés y la calidad de vida de estudiantes universitarios residentes en una vivienda estudiantil de una universidad pública.</italic></p>
				</sec>
				<sec>
					<title><italic>Método:</italic></title>
					<p><italic>Se trata de un estudio transversal, descriptivo, con enfoque cuantitativo. La recolección de datos se llevó a cabo en septiembre de 2019 en la residencia estudiantil. Se utilizaron la Escala de Estrés Percibido (EEP-10), el WHOQOL-bref y un cuestionario estructurado para la caracterización del perfil de los estudiantes. Los datos fueron sometidos a análisis descriptivo, análisis univariado (razón de prevalencia) y análisis multivariable (análisis de conglomerados y de correspondencia).</italic></p>
				</sec>
				<sec>
					<title><italic>Resultados:</italic></title>
					<p><italic>Participaron en el estudio 118 estudiantes de grado, con una edad media de 22,16 años. La mayoría eran del sexo masculino (63,5%) y solteros (99,1%). La media de estrés percibido fue de 24,6, y el 58,5% presentó una percepción elevada de estrés. La calidad de vida fue considerada mediana, con la puntuación más baja en el dominio del medio ambiente. No se observaron diferencias significativas entre el nivel de estrés y las variables investigadas. Sin embargo, se identificaron cuatro perfiles de asociación: (1) estrés bajo/moderado, calidad de vida alta, área de Humanidades, inicio del curso, turno no integral; (2) calidad de vida intermedia, sexo masculino, área de Ciencias Biológicas, etapa final del curso; (3) estrés alto, área de Ciencias Exactas y de la Tierra, turno integral, etapa intermedia del curso; (4) estrés alto/muy alto, calidad de vida baja y sexo femenino.</italic></p>
				</sec>
				<sec>
					<title><italic>Conclusión:</italic></title>
					<p><italic>Los resultados indicaron perfiles de asociación que contribuyen a comprender las características de los estudiantes que enfrentan niveles más elevados de estrés, lo que motiva la implementación de políticas institucionales orientadas al apoyo psicológico y al bienestar estudiantil.</italic></p>
				</sec>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Descritores:</title>
				<kwd>Estresse psicológico</kwd>
				<kwd>Qualidade de vida</kwd>
				<kwd>Saúde do estudante</kwd>
				<kwd>Universidades</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Descriptores:</title>
				<kwd>Estrés psicológico</kwd>
				<kwd>Calidad de vida</kwd>
				<kwd>Salud del estudiante</kwd>
				<kwd>Universidades</kwd>
			</kwd-group>
            <funding-group>
            <funding-statement><bold>FINANCIAMENTO:</bold> Não houve financiamento.</funding-statement></funding-group>
			<counts>
				<fig-count count="2"/>
				<table-count count="8"/>
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			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>INTRODUÇÃO</title>
			<p>O ingresso na universidade é marcado por diversas situações, mudanças físicas e psicossociais que podem favorecer ou agravar o surgimento de transtornos mentais na população universitária<xref ref-type="bibr" rid="B1"><sup>1</sup></xref>. O jovem é designado a adaptar-se a um novo contexto, onde se depara com exigências profissionais que podem prejudicar a qualidade de vida e afetar o desempenho acadêmico<xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref>, além de produzir situações de estresse.</p>
			<p>Estresse refere-se a uma resposta natural do organismo a situações de perigo ou ameaça. Essa reação do organismo consiste em um comportamento biológico necessário para a adaptação a uma nova situação, deixando-o em estado de alerta ou alarme, causando alterações físicas e emocionais<xref ref-type="bibr" rid="B3"><sup>3</sup></xref>. Além disso, pode ocasionar comprometimento à saúde e prejudicar a qualidade de vida e a produtividade do indivíduo<xref ref-type="bibr" rid="B4"><sup>4</sup></xref>. </p>
			<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) define qualidade de vida como “a percepção do indivíduo de sua inserção na vida, no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”<xref ref-type="bibr" rid="B5"><sup>5</sup></xref>. Consiste em um conceito amplo, o qual envolve o bem-estar físico, mental, psicológico, emocional, espiritual, relações sociais, saúde, educação e outras características importantes para o indivíduo<xref ref-type="bibr" rid="B5"><sup>5</sup></xref>.</p>
			<p>Estudos demonstram que o estresse está presente em grande parte da população acadêmica. Uma pesquisa revelou que 73,6% dos estudantes apresentaram percepção elevada de estresse<xref ref-type="bibr" rid="B6"><sup>6</sup></xref>. Outra pesquisa observou que 90,22% dos estudantes apresentaram percepção moderada de estresse<xref ref-type="bibr" rid="B7"><sup>7</sup></xref>. </p>
			<p>Para os estudantes em situação de vulnerabilidade econômica e social existem barreiras educacionais, como a falta de oportunidades de estudo em suas regiões de origem, discriminação e condições precárias de ensino<xref ref-type="bibr" rid="B8"><sup>8</sup></xref>. Dessa forma, surge a necessidade de ampliar os recursos institucionais para atender às demandas sociais, econômicas, culturais, educacionais e de saúde especificas de cada estudante universitário<xref ref-type="bibr" rid="B9"><sup>9</sup></xref>. Dentre os recursos, está a moradia estudantil que visa acolher os alunos que possuem baixa renda e são oriundos de cidades distintas da instituição onde estudam<xref ref-type="bibr" rid="B10"><sup>10</sup></xref>. </p>
			<p>Em 2024, foi sancionada a Lei nº 14.914 que estabelece a Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) e inclui o Programa Estudantil de Moradia. O objetivo dessa iniciativa é garantir a moradia digna, apoiar a permanência de estudantes nas universidades em situação de vulnerabilidade socioeconômica, prevenir a evasão e fomentar o desenvolvimento de relações sociais<xref ref-type="bibr" rid="B11"><sup>11</sup></xref>. </p>
			<p>Diante desse contexto, a população da moradia estudantil tende a passar por situações de insegurança, devido ao distanciamento da família e ao convívio com pessoas desconhecidas<xref ref-type="bibr" rid="B12"><sup>12</sup></xref>.</p>
			<p>Um estudo constatou os impactos que a moradia estudantil pode ter sobre o estudante, organizando-os em três domínios: pessoal, social e acadêmico. Os impactos positivos foram maiores no domínio social, enquanto os negativos se sobressaíram no domínio pessoal, demonstrando a importância de se promover assistência a essa população<xref ref-type="bibr" rid="B10"><sup>10</sup></xref>.</p>
			<p>Outra pesquisa realizada com universitários de uma moradia estudantil investigou a presença de estresse durante o período letivo, apontando para as atividades acadêmico-extracurriculares, falta de infraestrutura e administração como as principais geradoras de estresse<xref ref-type="bibr" rid="B13"><sup>13</sup></xref>. Dessa forma, a universidade desempenha um papel fundamental nas ações de promoção da saúde, e o planejamento dessas iniciativas deve considerar as demandas especificas da comunidade acadêmica<xref ref-type="bibr" rid="B14"><sup>14</sup></xref>. </p>
			<p>O estresse tem acometido muitos estudantes universitários, como é demonstrado em diversas pesquisas<xref ref-type="bibr" rid="B6"><sup>6</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B7"><sup>7</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B13"><sup>13</sup></xref>. Contudo, há escassez de estudos específicos sobre o estresse em alunos que residem em moradia estudantil. Além disso, a literatura apresenta uma lacuna sobre a relação entre o estresse e a qualidade de vida dos estudantes universitários. Dessa forma, o tema da pesquisa possui relevância, pois entender o impacto do estresse no contexto da moradia é fundamental, uma vez que tal condição pode acarretar prejuízos na saúde mental e física, bem como no desempenho acadêmico. Além disso, o estresse pode afetar a qualidade de vida dos estudantes, influenciando na satisfação com a vida acadêmica e na capacidade em alcançar seus objetivos.</p>
			<p>O presente estudo tem como objetivo geral: Avaliar o estresse e a qualidade de vida de estudantes universitários residentes em uma moradia estudantil de uma universidade pública.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>MÉTODO</title>
			<p>Trata-se de um estudo de caráter transversal e descritivo com abordagem quantitativa. </p>
			<p>O local escolhido para execução da pesquisa foi a nova casa do estudante da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), inaugurada no segundo semestre de 2017. Optou-se por esse local devido à população-alvo constituir uma parcela da população universitária em situação de vulnerabilidade social e econômica, que pode ser indicativo de maiores níveis de estresse. </p>
			<p>A casa do estudante da UFPEL oferece três refeições por dia (café da manhã, almoço e jantar), refeitório coletivo, área de lazer, espaço para estudos com minibiblioteca e sala de jogos, possuindo capacidade para 300 estudantes<xref ref-type="bibr" rid="B15"><sup>15</sup></xref>. No geral, o ambiente é agradável e limpo, porém carece de recursos, principalmente na área de lazer, minibiblioteca e sala de jogos, as quais não estão equipadas.</p>
			<p>De acordo com os dados fornecidos pela instituição, o total de alunos residentes na moradia estudantil no mês de agosto de 2019 era de 208, sendo 168 estudantes de graduação, 22 de pós-graduação e 18 de intercâmbio. Os critérios de inclusão adotados na pesquisa foram os alunos de graduação da UFPEL, com idade igual ou maior que 18 anos, e que recebem o recurso da moradia estudantil. Os critérios de exclusão foram os alunos de pós-graduação e de intercâmbio. Dessa forma, os 168 estudantes residentes na unidade foram convidados a participar da pesquisa. </p>
			<p>As coletas ocorreram no mês de setembro de 2019. A aplicação dos questionários foi feita na própria moradia estudantil. Devido à inexistência de um local privado, alguns instrumentos foram autoaplicados coletivamente. </p>
			<p>A caracterização da amostra foi dada através de um questionário sociodemográfico contendo informações referentes ao gênero, idade, estado civil, local de origem, curso, semestre, turno do curso e quantidade de disciplinas cursadas no semestre atual.</p>
			<p>Para avaliar a percepção de estresse na amostra, foi utilizada a Escala de Estresse Percebido (EEP-10), criada por Cohen, Kamarck e Mermelstein e validada para estudantes universitárias brasileiras por Dias et al.<xref ref-type="bibr" rid="B16"><sup>16</sup></xref>. O instrumento é composto por 10 questões de múltipla escolha, sendo seis itens negativos (1, 2, 3, 6, 9 e 10) e quatro positivos (4, 5, 7 e 8). O questionário é respondido em uma escala tipo Likert, contendo cinco opções de resposta e uma variação de pontuação de 0 a 40. Ou seja, quanto maior a pontuação, maior a percepção de estresse<xref ref-type="bibr" rid="B17"><sup>17</sup></xref>. Os escores obtidos foram divididos em quatro categorias: estresse baixo - 0 a 10, moderado - 10 a 20, alto - 20 a 30 e muito alto - 30 a 40<xref ref-type="bibr" rid="B18"><sup>18</sup></xref>. </p>
			<p>O instrumento utilizado para avaliar a qualidade de vida foi WHOQOL-<italic>bref</italic>, que contém 26 questões. As duas primeiras são analisadas separadamente e relacionadas à percepção geral do indivíduo sobre a sua qualidade de vida e saúde<xref ref-type="bibr" rid="B19"><sup>19</sup></xref>. O restante das perguntas é dividido em quatro domínios: físico (compreende a dor e desconforto, energia e fadiga, sono e repouso, mobilidade, atividades da vida cotidiana, dependência de medicação e tratamentos, capacidade de trabalho); psicológico (avalia sentimentos positivos e negativos, o pensar, o aprender, a memória e a concentração, além da autoestima, imagem corporal e aparência, espiritualidade, religião e crenças pessoais); relações sociais (engloba as relações pessoais, o suporte e o apoio social, além da atividade sexual); meio ambiente (considera a segurança física e proteção, ambiente no lar, recursos financeiros, cuidados de saúde e sociais, a disponibilidade, qualidade e oportunidades para adquirir informações e habilidades, além da recreação ou lazer e o transporte)<xref ref-type="bibr" rid="B20"><sup>20</sup></xref>. Cada domínio é pontuado separadamente, com pontuações que variam de 0 a 100 pontos, sendo que pontuações mais altas indicam melhor a qualidade de vida.</p>
			<p>Inicialmente, os dados foram descritos pelas frequências absolutas e percentuais (variáveis qualitativas), e por meio de medidas como média, desvio-padrão, mínimo, mediana e máximo (variáveis quantitativas).</p>
			<p>Para estimar as razões de prevalência quanto ao nível alto/muito alto de estresse foi utilizado o modelo de regressão log-binomial<xref ref-type="bibr" rid="B21"><sup>21</sup></xref>, que consiste em uma análise univariada, a qual permite estimar a relação de cada variável com o desfecho em si.</p>
			<p>Para agrupar os participantes quanto às respostas aos quatro domínios do WHOQOL-<italic>bref</italic>, foi proposta a análise de cluster. Esta metodologia tem como objetivo dividir os elementos das amostras em grupos que sejam heterogêneos entre si e homogêneos em um mesmo grupo (em relação às características de interesse). A medida de dissimilaridade aplicada foi a distância Euclidiana, e a técnica de agrupamento hierárquico através do método de Ward<xref ref-type="bibr" rid="B22"><sup>22</sup></xref>. </p>
			<p>Após a definição do número de clusters, foi realizado um ajuste pelo método não hierárquico “k-means”. Este método permite o agrupamento dos alunos com características mais próximas, uma vez que, neste método, é permitido que o aluno mude de cluster de acordo com a homogeneidade dos grupos<xref ref-type="bibr" rid="B22"><sup>22</sup></xref>. </p>
			<p>A relação conjunta entre as características dos alunos, o estresse e a qualidade de vida foram analisados por meio da análise de correspondência múltipla, técnica exploratória multivariada de simplificação da estrutura da variabilidade de dados. Utiliza variáveis categóricas dispostas em tabelas de contingência, considerando medidas de correspondência entre as linhas e as colunas da matriz de dados. Trata-se de um método para determinação de um sistema de associação entre os elementos de duas ou mais variáveis, buscando explicar a estrutura de associação dos fatores em questão. Assim, são construídos gráficos com os componentes principais das linhas e das colunas, permitindo a visualização da relação entre os conjuntos, onde a proximidade dos pontos referentes à linha e à coluna indicam associação e distanciamento<xref ref-type="bibr" rid="B23"><sup>23</sup></xref>.</p>
			<p>O processo gráfico gera, inicialmente, uma nuvem de pontos contidos em um espaço multidimensional, que pode ser projetada em planos escolhidos por sua capacidade de representar o mais fielmente as distâncias originais dos pontos. Nos planos, os pontos se distribuem naturalmente a partir da representatividade dos mesmos, de acordo com o valor dos perfis, linha ou coluna, que representam o conjunto de dados. Desta forma, pontos consequentes de perfis semelhantes se localizam mais próximos no plano do que pontos advindos de perfis com características discrepantes. Isso faz com que a análise de correspondência desvende modelos de associações entre as variáveis em estudo e suas respectivas categorias<xref ref-type="bibr" rid="B23"><sup>23</sup></xref>. </p>
			<p>O nível de significância estatístico considerado foi de 0,05. As análises foram feitas através do <italic>software</italic> SAS 9.2<xref ref-type="bibr" rid="B24"><sup>24</sup></xref>, R<xref ref-type="bibr" rid="B25"><sup>25</sup></xref> ou SPSS 21.0<xref ref-type="bibr" rid="B26"><sup>26</sup></xref>.</p>
			<p>O presente estudo foi aprovado pela instituição universitária e submetido à Plataforma Brasil para apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa (Processo CAAE 05666818.9.0000.5317, parecer nº. 3.165.980). Para garantir o anonimato dos participantes, bem como esclarecer objetivos da pesquisa e a participação voluntária, foi disponibilizado um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results">
			<title>RESULTADOS</title>
			<p>Participaram do estudo 127 estudantes de graduação residentes da moradia estudantil da Universidade Federal de Pelotas. Destes, nove alunos foram excluídos por não preencherem completamente os instrumentos. Dessa forma, a amostra foi composta por 118 estudantes, correspondendo a 70,2% do número total de estudantes de graduação que residem na moradia. </p>
			<p>A maioria dos universitários é do gênero masculino (n=75; 63,5%), seguida pelo gênero feminino (n=42; 35,6%) e não binário (n=1; 0,9%). A média de idade foi de 22,16 anos (DP 3,73 anos), com mínima de 18 e máxima de 36 anos. Em relação ao estado civil, 99,1% (n=117) são solteiros e 0,9% (n=1) casado. </p>
			<p>Houve predomínio de estudantes das regiões Sudeste (n=48; 40,7%) e Sul (n=44; 37,3%) do Brasil, seguidos por Norte (n=12; 10,2%), Nordeste (n=7; 6%), Centro-Oeste (n=6; 5%) e Haiti (n=1; 0,8%).</p>
			<p>A pesquisadora realizou uma busca no site da universidade em estudo para verificar a quantidade de semestres de cada curso informado pelos participantes. Por conseguinte, foram criadas três categorias, de acordo com a porcentagem de semestres concluídos no momento da coleta de dados: inicial (0 a 33%), intermediário (34% a 67%) e final (68% a 100%). As informações acadêmicas são apresentadas na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela I</xref>. Os participantes do estudo cursam uma média de 6,07 disciplinas, com desvio padrão de 1,6, variando de 1 a 10 disciplinas. </p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Tabela I:</label>
					<caption>
						<title>Distribuição dos dados acadêmicos dos estudantes (n=118), Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 2019.</title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="justify">Variável</th>
								<th align="center">Frequência absoluta N</th>
								<th align="center">Frequência relativa %</th>
							</tr>
							<tr>
								<th align="justify">Área de conhecimento</th>
								<th align="left"> </th>
								<th align="left"> </th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="justify">Linguística, Letras e Artes</td>
								<td align="center">27</td>
								<td align="center">22,9</td>
							</tr>
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								<td align="justify">Ciências da Saúde</td>
								<td align="center">18</td>
								<td align="center">15,2</td>
							</tr>
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								<td align="justify">Ciências Exatas e da Terra</td>
								<td align="center">15</td>
								<td align="center">12,7</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Engenharias</td>
								<td align="center">12</td>
								<td align="center">10,2</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Ciências Sociais Aplicadas</td>
								<td align="center">12</td>
								<td align="center">10,2</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Ciências Humanas</td>
								<td align="center">11</td>
								<td align="center">9,3</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Ciências Agrárias</td>
								<td align="center">10</td>
								<td align="center">8,5</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Ciências Biológicas</td>
								<td align="center">4</td>
								<td align="center">3,4</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Outros </td>
								<td align="center">9</td>
								<td align="center">7,6</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Turno</td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Integral</td>
								<td align="center">80</td>
								<td align="center">67,8</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Noturno</td>
								<td align="center">21</td>
								<td align="center">17,8</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Vespertino</td>
								<td align="center">11</td>
								<td align="center">9,3</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Matutino</td>
								<td align="center">5</td>
								<td align="center">4,2</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Semi-integral</td>
								<td align="center">1</td>
								<td align="center">0,9</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Período</td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Inicial </td>
								<td align="center">65</td>
								<td align="center">55,1</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Intermediário</td>
								<td align="center">38</td>
								<td align="center">32,2</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Final</td>
								<td align="center">15</td>
								<td align="center">12,7</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN1">
							<p>Fonte: Tabela elaborada pelos autores da pesquisa.</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>Os dados obtidos através da Escala de Estresse Percebido (EEP-10) revelaram que a média de estresse na amostra foi de 24,6 (DP 6,49), com pontuação variando de 2 a 36 e mediana 26. Em relação às categorias, a maioria dos estudantes apresentou níveis altos de estresse (n=69; 58,5%), seguido por nível moderado (n=27; 22,9%), nível muito alto (n=19; 16,1%) e nível baixo (n=3; 2,5%).</p>
			<p>Em relação à qualidade de vida da amostra, conforme apresentado na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela II</xref>, o domínio sobre as relações sociais obteve a maior média(59) entre os participantes. Em contrapartida, o domínio sobre o meio ambiente (composto por questões referentes à segurança física e à proteção, ao ambiente no lar e físico, aos recursos financeiros, aos cuidados de saúde e sociais, às oportunidades de novas informações, ao lazer e transporte) apresentou a menor média(49,4).</p>
			<p>
				<table-wrap id="t2">
					<label>Tabela II:</label>
					<caption>
						<title>Média de escores obtidos em cada domínio do WHOQOL-<italic>bref.</italic> Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 2019.</title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="center">Variável</th>
								<th align="center">Média</th>
								<th align="center">Desvio-padrão</th>
								<th align="center">Mínimo</th>
								<th align="center">Mediana</th>
								<th align="center">Máximo</th>
							</tr>
							<tr>
								<th align="left"><bold>WHOQOL-<italic>bref</italic>
</bold></th>
								<th align="left"> </th>
								<th align="left"> </th>
								<th align="left"> </th>
								<th align="left"> </th>
								<th align="left"> </th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="left">Domínio Físico</td>
								<td align="center">55,2</td>
								<td align="center">17,3</td>
								<td align="center">19</td>
								<td align="center">56</td>
								<td align="center">94</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Domínio Psicológico</td>
								<td align="center">52,3</td>
								<td align="center">19,3</td>
								<td align="center">0</td>
								<td align="center">56</td>
								<td align="center">94</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Domínio Relações Sociais</td>
								<td align="center">59</td>
								<td align="center">22,7</td>
								<td align="center">0</td>
								<td align="center">62,5</td>
								<td align="center">100</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Domínio Meio Ambiente</td>
								<td align="center">49,4</td>
								<td align="center">15,2</td>
								<td align="center">19</td>
								<td align="center">50</td>
								<td align="center">88</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN2">
							<p>Fonte: Tabela elaborada pelos autores da pesquisa.</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>A análise de cluster, representada na <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela III</xref>, indicou três categorias de alunos em relação às médias das pontuações do WHOQOL-<italic>bref</italic>: qualidade de vida baixa (categoria 3), qualidade de vida intermediária (categoria 1) e qualidade de vida alta (categoria 2). </p>
			<p>
				<table-wrap id="t3">
					<label>Tabela III:</label>
					<caption>
						<title>Categorias relacionadas às médias obtidas nos quatro domínios do WHOQOL-<italic>bref,</italic> após a análise de cluster - método K-means<italic>.</italic> Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 2019.</title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col/>
							<col span="2"/>
							<col span="2"/>
							<col span="2"/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="justify" rowspan="2">Domínio</th>
								<th align="center" colspan="2">1 </th>
								<th align="center" colspan="2">2 </th>
								<th align="center" colspan="2">3 </th>
							</tr>
							<tr>
								<th align="center">n</th>
								<th align="center">Média (DP)</th>
								<th align="center">n</th>
								<th align="center">Média (DP)</th>
								<th align="center">n</th>
								<th align="center">Média (DP)</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="justify">Físico</td>
								<td align="center">51</td>
								<td align="center">59,03 (14,17)</td>
								<td align="center">23</td>
								<td align="center">70,5 (15,31)</td>
								<td align="center">44</td>
								<td align="center">43,43 (11,5)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Psicológico</td>
								<td align="center">51</td>
								<td align="center">55,72 (13,23)</td>
								<td align="center">23</td>
								<td align="center">74,64 (11,58)</td>
								<td align="center">44</td>
								<td align="center">36,65 (14,75)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Social</td>
								<td align="center">51</td>
								<td align="center">66,67 (16,07)</td>
								<td align="center">23</td>
								<td align="center">75 (18,97)</td>
								<td align="center">44</td>
								<td align="center">41,29 (19,1)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Ambiental</td>
								<td align="center">51</td>
								<td align="center">51,9 (13,57)</td>
								<td align="center">23</td>
								<td align="center">56,93 (12,74)</td>
								<td align="center">44</td>
								<td align="center">37,79 (12,48)</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN3">
							<p>Fonte: Tabela elaborada pelos autores da pesquisa.</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>As razões de prevalência em relação ao nível alto/muito alto de estresse são representadas na <xref ref-type="table" rid="t4">Tabela IV</xref>. Através dessa análise, identificou-se que não há evidência de diferença na prevalência de estresse alto/muito alto entre as variáveis analisadas.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t4">
					<label>Tabela IV:</label>
					<caption>
						<title>Estimativa das razões de prevalência quanto ao estresse alto/muito alto dos estudantes e as variáveis analisadas. Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 2019.</title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col span="2"/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="justify">Efeito</th>
								<th align="center">Razão de prevalência</th>
								<th align="center" colspan="2">Intervalo de confiança (95%) </th>
								<th align="center">Valor-p</th>
							</tr>
							<tr>
								<th align="justify">Gênero</th>
								<th align="left"> </th>
								<th align="left"> </th>
								<th align="left"> </th>
								<th align="left"> </th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="justify">F vs M</td>
								<td align="center">1,03</td>
								<td align="center">0,79</td>
								<td align="center">1,33</td>
								<td align="center">0,84</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Área de conhecimento</td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Biol vs Exatas</td>
								<td align="center">1,00</td>
								<td align="center">0,71</td>
								<td align="center">1,40</td>
								<td align="center">0,98</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Biol vs Humanas</td>
								<td align="center">1,01</td>
								<td align="center">0,73</td>
								<td align="center">1,39</td>
								<td align="center">0,96</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Exatas vs Humanas</td>
								<td align="center">1,01</td>
								<td align="center">0,65</td>
								<td align="center">1,59</td>
								<td align="center">0,96</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Turno</td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Integral vs Matutino/vespertino/semi-integral</td>
								<td align="center">1,03</td>
								<td align="center">0,70</td>
								<td align="center">1,50</td>
								<td align="center">0,89</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Integral vs Noturno</td>
								<td align="center">1,00</td>
								<td align="center">0,74</td>
								<td align="center">1,36</td>
								<td align="center">0,99</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Matutino/vespertino/semi-integral vs Noturno</td>
								<td align="center">0,98</td>
								<td align="center">0,68</td>
								<td align="center">1,40</td>
								<td align="center">0,90</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Período</td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Inicial vs Intermediário</td>
								<td align="center">0,99</td>
								<td align="center">0,77</td>
								<td align="center">1,27</td>
								<td align="center">0,92</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Inicial vs Final</td>
								<td align="center">0,97</td>
								<td align="center">0,72</td>
								<td align="center">1,32</td>
								<td align="center">0,87</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Intermediário vs Final</td>
								<td align="center">0,99</td>
								<td align="center">0,69</td>
								<td align="center">1,41</td>
								<td align="center">0,94</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify"><bold>WHOQOL-<italic>bref</italic>
</bold></td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
								<td align="left"> </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Físico</td>
								<td align="center">1,00</td>
								<td align="center">0,98</td>
								<td align="center">1,01</td>
								<td align="center">0,71</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Psicológico</td>
								<td align="center">1,00</td>
								<td align="center">0,99</td>
								<td align="center">1,01</td>
								<td align="center">0,65</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Social</td>
								<td align="center">1,00</td>
								<td align="center">0,99</td>
								<td align="center">1,01</td>
								<td align="center">0,83</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Ambiental</td>
								<td align="center">1,00</td>
								<td align="center">0,99</td>
								<td align="center">1,01</td>
								<td align="center">0,99</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN4">
							<p>Fonte: Tabela elaborada pelos autores da pesquisa.</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>A análise de correspondência, apresentada na <xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>, permitiu identificar quatro perfis de associação:(1) estresse baixo/moderado, qualidade de vida alta, área de Humanas, período inicial do curso, turno não integral;(2) qualidade de vida intermediária, gênero masculino, área de Ciências Biológicas, período final;(3) estresse alto, área de Ciências Exatas e da Terra, turno integral, período intermediário do curso;(4) estresse alto/muito alto, qualidade de vida baixa e gênero feminino.</p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Figura 1:</label>
					<caption>
						<title>Perfis de associação de acordo com a análise de correspondência entre as variáveis estresse, qualidade de vida e dados sociodemográficos. Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 2019.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1806-1230-rbps-38-e15374-gf1.png"/>
					<attrib>Fonte: Figura gerada através da análise de correspondência múltipla.</attrib>
				</fig>
			</p>
		</sec>
		<sec sec-type="discussion">
			<title>DISCUSSÃO</title>
			<p>O estudo demonstrou percepção de estresse na maioria dos estudantes de graduação que residem na moradia estudantil. Este resultado diverge com a pesquisa realizada por Araujo<xref ref-type="bibr" rid="B13"><sup>13</sup></xref><sup>)</sup> em um alojamento estudantil, na qual observou estresse em 19,75% dos estudantes do segundo período. </p>
			<p>Contudo, as características amostrais diferiram em ambos os estudos. Na presente pesquisa, foi encontrada discrepância entre os gêneros e as áreas de conhecimento. Por conseguinte, a amostra do estudo de Araujo<xref ref-type="bibr" rid="B13"><sup>13</sup></xref> foi composta por um equilíbrio entre os gêneros e a área de conhecimento predominante foi Ciências Agrárias.</p>
			<p>Ressalta-se, ainda, que os estudantes da moradia estudantil carregam vulnerabilidades e se encontram em um contexto sociocultural diferente daquele de sua origem, tornando o processo de adaptação desafiador e estressor. Além disso, a literatura destaca a prevalência de estresse em universitários, apontando fatores como a adaptação à vida acadêmica, à sobrecarga de atividades e à necessidade de conciliar os diversos papéis ocupacionais<xref ref-type="bibr" rid="B27"><sup>27</sup></xref>. </p>
			<p>A média de estresse percebido encontrada no presente estudo foi de 24,6, semelhante a de um estudo publicado com estudantes de graduação <xref ref-type="bibr" rid="B23"><sup>23</sup></xref><sup>),(</sup><xref ref-type="bibr" rid="B34"><sup>34</sup></xref><sup>)(</sup><xref ref-type="bibr" rid="B7"><sup>7</sup></xref>, indicando a presença de estresse no ambiente universitário. </p>
			<p>É importante ressaltar que as coletas ocorreram entre o início e o meio do semestre. De acordo com Costa<xref ref-type="bibr" rid="B28"><sup>28</sup></xref>, o estresse aumenta ao longo do semestre devido à pressão acadêmica e aos desgastes físico e emocional. Por conseguinte, o período final do semestre pode influenciar nos níveis de estresse.</p>
			<p>Os dados obtidos através do WHOQOL-<italic>bref</italic> permitiram verificar que a qualidade de vida da população em estudo encontra-se mediana, com valores próximos aos 50 pontos. A menor pontuação apresentada foi no domínio <italic>meio ambiente</italic> e a maior no domínio <italic>social</italic>, o que possibilita inferir que apesar do ambiente não ser favorável, há uma percepção positiva em relação ao suporte e apoio social. Além disso, um estudo realizado em uma moradia estudantil, também identificou pontuação menor no domínio meio ambiente<xref ref-type="bibr" rid="B29"><sup>29</sup></xref>. </p>
			<p>No presente estudo não houve diferença entre níveis altos/muito altos de estresse e as variáveis investigadas. Contudo, identificaram-se perfis de associação entre essas variáveis. Estes dados possuem relevância significativa para compreender as características dos estudantes que enfrentam níveis mais elevados de estresse, já que a literatura ainda carece de estudos aprofundados sobre o tema.</p>
			<p>Níveis baixos e moderados de estresse foram associados aos estudantes da área de humanas, aos que estão no início do curso e aos que não estudam em turno integral. Mussi et al.<xref ref-type="bibr" rid="B30"><sup>30</sup></xref> encontraram em seu estudo maiores níveis de estresse em estudantes de Enfermagem do último ano comparados aos do primeiro ano. Tais indicativos podem estar relacionados a menores exigências acadêmicas nos períodos iniciais do curso. </p>
			<p>Em relação à segunda associação obtida, a qualidade de vida intermediária esteve relacionada aos estudantes homens, da área de Ciências Biológicas e em período final do curso. A literatura aponta que as mulheres possuem qualidade de vida inferior quando comparadas aos homens<xref ref-type="bibr" rid="B31"><sup>31</sup></xref>. Além disso, uma pesquisa menciona que a qualidade de vida tende a ser menor no meio e no final do curso<xref ref-type="bibr" rid="B32"><sup>32</sup></xref>.</p>
			<p>Foi identificada associação entre níveis altos de estresse e estudantes da área de Ciências Exatas e da Terra. Embora a maioria das pesquisas seja realizada com estudantes da área da saúde, um estudo demonstrou maiores níveis de estresse em estudantes da área de Ciências Exatas<xref ref-type="bibr" rid="B33"><sup>33</sup></xref>. Os cursos da área de Ciências Exatas geralmente possuem uma sobrecarga de atividades acadêmicas, exigindo habilidades cognitivas complexas. Tais aspectos podem levar os estudantes a enfrentar níveis mais elevados de estresse. </p>
			<p>Níveis altos de estresse foram observados, também, em alunos que estudam em turno integral e em período intermediário do curso. De acordo com uma revisão literatura, observa-se um percentual mais elevado de estresse entre os alunos que estudam em período integral<xref ref-type="bibr" rid="B27"><sup>27</sup></xref>, o que pode ser atribuído à maior carga horária de atividades.</p>
			<p>Apesar de não ter sido evidenciada diferença significativa entre os gêneros, as estudantes mulheres apresentaram valores de estresse mais alto. Esse achado corrobora com os dados encontrados na literatura, revelando que o estresse prevalece entre o sexo feminino<xref ref-type="bibr" rid="B7"><sup>7</sup></xref><sup>),(</sup><xref ref-type="bibr" rid="B34"><sup>34</sup></xref>. As mulheres enfrentam uma maior sobrecarga de atividades, exigindo gerenciamento simultâneo de suas tarefas acadêmicas e domésticas, o que se configura como um fator estressor<xref ref-type="bibr" rid="B35"><sup>35</sup></xref>. </p>
			<p>Os estudantes que apresentaram estresse mais alto possuíam qualidade de vida mais baixa. A literatura apresenta escassez de estudos relacionando estresse à qualidade de vida em universitários. Contudo, os estudos que apresentam tal associação têm demonstrado desfechos semelhantes<xref ref-type="bibr" rid="B7"><sup>7</sup></xref><sup>),(</sup><xref ref-type="bibr" rid="B36"><sup>36</sup></xref>. Destaca-se, portanto, que os estudantes universitários são mais suscetíveis aos problemas de saúde mental e à redução na qualidade de vida<xref ref-type="bibr" rid="B37"><sup>37</sup></xref>.</p>
			<p>Assim, torna-se fundamental investigar os impactos do contexto acadêmico no processo saúde-doença da população universitária, a fim de implementar políticas públicas que favoreçam espaços saudáveis e promotores de saúde<xref ref-type="bibr" rid="B38"><sup>38</sup></xref>. </p>
			<p>As limitações do estudo foram, principalmente, a escassez de dados na literatura, que impediu a comparação de pontos importantes encontrados nos resultados, tais como as características dos estudantes em relação ao estresse. No entanto, a pesquisa é inovadora por trazer dados inéditos que permitem a reflexão sobre o assunto e fomenta a realização de novos estudos que contemplem os estudantes da moradia estudantil. </p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>CONCLUSÃO</title>
			<p>Os dados apresentados no presente estudo indicam que o estresse está presente na maioria dos estudantes de graduação residentes na moradia estudantil da Universidade Federal Pelotas. Não foram encontradas diferenças significativas entre o estresse e as variáveis investigadas. Contudo, foram observados quatro perfis de associações entre o estresse, a qualidade de vida e as características dos estudantes, destacando-se para os níveis mais altos de estresse presentes no gênero feminino, apresentando qualidade de vida baixa. </p>
			<p>Estudos dessa natureza instigam a implantação de políticas institucionais que forneçam apoio psicológico, ambientes apropriados de moradia e atividades que promovam o bem-estar dos estudantes. Além disso, a pesquisa contribui para o desenvolvimento de um meio acadêmico saudável, integrando educação e saúde, e assegurando que a trajetória acadêmica seja favorável ao aprendizado e ao crescimento pessoal e profissional.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS</title>
			<ref id="B1">
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				<mixed-citation>1. Yang BW, Zou P, Chen Q, Sun L, Ling X, Yang H, et al. Lifestyle-related risk factors correlated with mental health problems: a longitudinal observational study among 686 male college students in Chongqing, China. Front Public Health. 2022; 10: 1-12.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>Yang</surname>
							<given-names>BW</given-names>
						</name>
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							<given-names>Q</given-names>
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							<given-names>L</given-names>
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						<etal/>
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					<article-title>Lifestyle-related risk factors correlated with mental health problems: a longitudinal observational study among 686 male college students in Chongqing, China</article-title>
					<source>Front Public Health</source>
					<year>2022</year>
					<volume>10</volume>
					<fpage>1</fpage>
					<lpage>12</lpage>
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			<ref id="B2">
				<label>2</label>
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				<p> Não houve financiamento.</p>
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			<author-notes>
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					<label>CONFLICTS OF INTEREST</label>
					<p> The authors declare that there were no conflicts of interest in the development of this research.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<abstract>
				<title>ABSTRACT</title>
				<sec>
					<title>Objective:</title>
					<p> To assess the stress and quality of life of university students living in student housing at a public university. </p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Method:</title>
					<p> This is a cross-sectional, descriptive study with a quantitative approach. Data collection took place in September 2019 at the student residence. The Perceived Stress Scale (EEP-10), the WHOQOL-bref, and a structured questionnaire were used to characterize the students’ profile. The data underwent descriptive analysis, univariate analysis (prevalence ratio), and multivariate analysis (cluster and correspondence analysis). </p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Results:</title>
					<p> 118 undergraduate students with an average age of 22.16 years participated in the study. The majority were male (63.5%) and single (99.1%). The average perceived stress was 24.6, with 58.5% having a high perception of stress. The quality of life was considered average, with the lowest score in the environment domain. There were no significant differences between stress and the variables investigated. However, four association profiles were obtained: (1) low/moderate stress, high quality of life, Humanities area, initial period of the course, non-full-time shift; (2) intermediate quality of life, male gender, Biological Sciences area, final period; (3) high stress, Exact and Earth Sciences area, full-time shift, intermediate period of the course; (4) high/very high stress, low quality of life and female gender. </p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusion:</title>
					<p> The results indicated association profiles that help in understanding the characteristics of students who face higher levels of stress, instigating the implementation of institutional policies aimed at psychological support and student well-being.</p>
				</sec>
			</abstract>
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				<title>Descriptors:</title>
				<kwd>Psychological stress</kwd>
				<kwd>Quality of life</kwd>
				<kwd>Student health</kwd>
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			<sec sec-type="intro">
				<title>INTRODUCTION</title>
				<p>Entering university is marked by various situations, physical and psychosocial changes that can favor or aggravate the emergence of mental disorders in the university population<xref ref-type="bibr" rid="B1"><sup>1</sup></xref>. The young person is designed to adapt to a new context, where they are faced with professional demands that can harm their quality of life and affect their academic performance<xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref>, in addition to producing stressful situations.</p>
				<p>Stress refers to the body’s natural response to dangerous or threatening situations. This reaction of the organism consists of a biological behavior necessary for adapting to a new situation, leaving it in a state of alert or alarm, causing physical and emotional changes<xref ref-type="bibr" rid="B3"><sup>3</sup></xref>. Furthermore, it can compromise health and harm the individual’s quality of life and productivity<xref ref-type="bibr" rid="B4"><sup>4</sup></xref>. </p>
				<p>The World Health Organization (WHO) defines quality of life as “an individual’s perception of his or her place in life, in the context of the culture and value systems in which he or she lives and concerning his or her goals, expectations, standards and concerns”<xref ref-type="bibr" rid="B5"><sup>5</sup></xref>. It consists of a broad concept which involves physical, mental, psychological, emotional, spiritual well-being, social relationships, health, education, and other important characteristics for the individual <xref ref-type="bibr" rid="B5"><sup>5</sup></xref>.</p>
				<p>Studies show that stress is within a large portion of the academic population. One survey revealed that 73.6% of students reported a high perception of stress<xref ref-type="bibr" rid="B6"><sup>6</sup></xref>. Another study found that 90.22% of students had a moderate perception of stress<xref ref-type="bibr" rid="B7"><sup>7</sup></xref>. </p>
				<p>For students in economically and socially vulnerable situations, there are educational barriers, such as the lack of study opportunities in their regions of origin, discrimination, and poor teaching conditions<xref ref-type="bibr" rid="B8"><sup>8</sup></xref>. Thus, there is a need to expand institutional resources to meet the specific social, economic, cultural, educational, and health demands of each university student. Among the resources is student housing, which aims to accommodate students with low incomes and who come from cities other than the institution where they study<xref ref-type="bibr" rid="B10"><sup>10</sup></xref>. </p>
				<p>In 2024, Law No. 14,914 was enacted, establishing the National Student Assistance Policy (PNAES) and including the Student Housing Program. The objective of this initiative is to guarantee decent housing, support the permanence of students in universities in situations of socioeconomic vulnerability, prevent dropouts, and encourage the development of social relationships<xref ref-type="bibr" rid="B11"><sup>11</sup></xref>. </p>
				<p>In this context, the student housing population tends to experience situations of insecurity due to being away from their families and living with strangers<xref ref-type="bibr" rid="B12"><sup>12</sup></xref>.</p>
				<p>A study found the effects that student housing can have on students, organizing them into three domains: personal, social, and academic. The positive effects were greater in the social domain, while the negative effects stood out in the particular domain, demonstrating the importance of assisting this population<xref ref-type="bibr" rid="B10"><sup>10</sup></xref>.</p>
				<p>Another study conducted with university students in student housing investigated the presence of stress during the academic term, pointing to academic-extracurricular activities, lack of infrastructure, and administration as the principal sources of stress<xref ref-type="bibr" rid="B13"><sup>13</sup></xref>. Therefore, the university plays a fundamental role in health promotion actions, and the planning of these initiatives must consider the specific demands of the academic community<xref ref-type="bibr" rid="B14"><sup>14</sup></xref>. </p>
				<p>Stress has affected many university students, as demonstrated in several studies <xref ref-type="bibr" rid="B6"><sup>6</sup></xref><sup>),(</sup><xref ref-type="bibr" rid="B7"><sup>7</sup></xref><sup>),(</sup><xref ref-type="bibr" rid="B13"><sup>13</sup></xref>. However, there is a lack of specific studies on stress in students living in student housing. Furthermore, there is a gap in the literature regarding the relationship between stress and the quality of life of university students. Hence, the research topic is relevant, as understanding the impact of stress in the housing context is fundamental, as such a condition can lead to harm to mental and physical health, as well as academic performance. Furthermore, stress can affect students’ quality of life, influencing their satisfaction with academic life and their ability to achieve their goals.</p>
				<p>The present study has the general objective: To evaluate the stress and quality of life of university students living in student housing at a public university.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="methods">
				<title>METHOD</title>
				<p>It is a cross-sectional and descriptive study with a quantitative approach. </p>
				<p>The location chosen for conducting the research was the new student house at the Federal University of Pelotas (UFPEL), inaugurated in the second semester of 2017. This location was chosen because the target population constitutes a portion of the university population in a social and economic vulnerability situation, which may be indicative of higher levels of stress. </p>
				<p>The UFPEL student house offers three meals a day (breakfast, lunch, and dinner), a communal cafeteria, a leisure area, a study space with a mini library, and a games room, with capacity for 300 students<xref ref-type="bibr" rid="B15"><sup>15</sup></xref>. Overall, the environment is pleasant and clean, but it lacks resources, especially in the leisure area, mini-library, and games room, which are not equipped.</p>
				<p>According to data provided by the institution, the total number of students residing in student housing in August 2019 was 208, including 168 undergraduate students, 22 postgraduate students, and 18 exchange students. The inclusion criteria adopted in the research were UFPEL undergraduate students, aged 18 or over, who receive student housing resources. The exclusion criteria were graduate and exchange students. Therefore, the 168 students residing at the unit were invited to participate in the study. </p>
				<p>Data collection took place in September 2019. The questionnaires were administered in the student residence hall. Due to the lack of a private space, some instruments were self-administered collectively. </p>
				<p>The sample was characterized through a sociodemographic questionnaire containing information regarding gender, age, marital status, place of origin, course, semester, shift of course, and number of subjects taken in the current semester.</p>
				<p>To assess the perception of stress in the sample, the Perceived Stress Scale (EEP-10) was used, created by Cohen, Kamarck and Mermelstein and validated for Brazilian university students by Dias et al.<xref ref-type="bibr" rid="B16"><sup>16</sup></xref>. The instrument consists of 10 multiple-choice questions, six negative items (1, 2, 3, 6, 9 and 10) and four positive items (4, 5, 7 and 8). The questionnaire is answered on a Likert-type scale, containing five response options, and the score ranges from 0 to 40. In other words, the higher the score, the greater the perception of stress<xref ref-type="bibr" rid="B17"><sup>17</sup></xref>. The scores obtained were divided into four categories: low stress - 0 to 10, moderate - 10 to 20, high - 20 to 30 and very high - 30 to 40<xref ref-type="bibr" rid="B18"><sup>18</sup></xref>. </p>
				<p>The instrument used to assess quality of life was the WHOQOL-bref, which contains 26 questions. The first two are analyzed separately and relate to the individual’s overall perception of their quality of life and health<xref ref-type="bibr" rid="B19"><sup>19</sup></xref>. The remaining questions are divided into four domains: physical (covering pain and discomfort, energy and fatigue, sleep and rest, mobility, activities of daily living, dependence on medication and treatments, and work capacity); psychological (assesses positive and negative feelings, thinking, learning, memory, and concentration, as well as self-esteem, body image and appearance, spirituality, religion, and personal beliefs); social relationships (covering personal relationships, support, and social support, as well as sexual activity); environment (considering physical safety and security, home environment, financial resources, health and social care, the availability, quality, and opportunities to acquire information and skills, as well as recreation or leisure and transportation)<xref ref-type="bibr" rid="B20"><sup>20</sup></xref>. Each domain is scored separately, with scores ranging from 0 to 100 points, where higher scores indicate better quality of life.</p>
				<p>Initially, the data were described by absolute and percentage frequencies (qualitative variables) and by means of measures such as mean, standard deviation, minimum, median, and maximum (quantitative variables).</p>
				<p>To estimate the prevalence ratios for high/very high levels of stress, the log-binomial regression model was used<xref ref-type="bibr" rid="B21"><sup>21</sup></xref>, consisting of a univariate analysis, which allows estimating the relationship of each variable with the outcome itself.</p>
				<p>To group participants according to their responses to the four domains of the WHOQOL-bref, cluster analysis was proposed. This methodology aims to divide the sample elements into groups that are heterogeneous among themselves and homogeneous within the same group (concerning the characteristics of interest). The dissimilarity measure applied was the Euclidean distance, and the hierarchical clustering technique was performed using the Ward method<xref ref-type="bibr" rid="B22"><sup>22</sup></xref>. </p>
				<p>After defining the number of clusters, an adjustment was performed using the non-hierarchical “k-means” method. This method allows the grouping of students with similar characteristics, since this method allows the students to change clusters according to the homogeneity of the groups<xref ref-type="bibr" rid="B22"><sup>22</sup></xref>.</p>
				<p>The joint relationship between student characteristics, stress, and quality of life was analyzed using multiple correspondence analysis, a multivariate exploratory technique for simplifying the structure of data variability. It uses categorical variables arranged in contingency tables, considering correspondence measures between the rows and columns of the data matrix. It is a method for determining a system of association between the elements of two or more variables, seeking to explain the association structure of the factors in question. Thus, graphs are constructed with the main components of the rows and columns, allowing the visualization of the relationship between the sets where the proximity of the points referring to the row and column indicates association and distance<xref ref-type="bibr" rid="B23"><sup>23</sup></xref>.</p>
				<p>The graphic process initially generates a cloud of points contained in a multidimensional space, which can be projected onto planes chosen for their ability that most faithfully represent the original distances of the points. In the plans, the points are distributed naturally based on their representativeness, according to the value of the profiles, row or column, which represent the data set. Thus, points resulting from similar profiles are located closer together on the plane than points resulting from profiles with different characteristics. It allows correspondence analysis to uncover patterns of associations between the variables under study and their respective categories<xref ref-type="bibr" rid="B23"><sup>23</sup></xref>. </p>
				<p>The level of statistical significance considered was 0.05. The analyses were performed using SAS 9.2<xref ref-type="bibr" rid="B24"><sup>24</sup></xref>, R<xref ref-type="bibr" rid="B25"><sup>25</sup></xref>, or SPSS 21.0 software<xref ref-type="bibr" rid="B26"><sup>26</sup></xref>.</p>
				<p>This study was approved by the university institution and submitted to Plataforma Brasil for review by the Research Ethics Committee (CAAE Process 05666818.9.0000.5317, opinion no. 3,165,980). To guarantee the anonymity of the participants, as well as to clarify the research objectives and voluntary participation, a Free and Informed Consent Form (FICF) was made available</p>
			</sec>
			<sec sec-type="results">
				<title>RESULTS</title>
				<p>127 undergraduate students living in student housing at the Federal University of Pelotas participated in the study. Of these, nine students were excluded for not completing the questionnaires completely. Thus, the sample consisted of 118 students, corresponding to 70.2% of the total number of undergraduate students residing in the residence hall. </p>
				<p>The majority of university students are male (n=75; 63.5%), followed by female (n=42; 35.6%) and non-binary (n=1; 0.9%). The average age was 22.16 years (SD 3.73 years), with a minimum of 18 and a maximum of 36 years. Regarding marital status, 99.1% (n=117) were single and 0.9% (n=1) were married. </p>
				<p>There was a predominance of students from the Southeast (n=48; 40.7%) and South (n=44; 37.3%) regions of Brazil, followed by the North (n=12; 10.2%), Northeast (n=7; 6%), Central-West (n=6; 5%) and Haiti (n=1; 0.8%).</p>
				<p>The researcher searched the university website in question to verify the number of semesters for each course reported by the participants. Therefore, three categories were created, according to the percentage of semesters completed at the time of data collection: initial (0 to 33%), intermediate (34% to 67%), and final (68% to 100%). Academic information is presented in <xref ref-type="table" rid="t5">Table I</xref>. Study participants take an average of 6.07 courses, with a standard deviation of 1.6, ranging from 1 to 10 courses. </p>
				<p>
					<table-wrap id="t5">
						<label>Table I:</label>
						<caption>
							<title>Distribution of students’ academic data (n=118), Pelotas, Rio Grande do Sul, Brazil, 2019.</title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="justify">Variable</th>
									<th align="center">Absolute frequency N</th>
									<th align="center">Relative frequency %</th>
								</tr>
								<tr>
									<th align="justify">Area of knowledge</th>
									<th align="left"> </th>
									<th align="left"> </th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="justify">Linguistics, Literature, and the Arts</td>
									<td align="center">27</td>
									<td align="center">22.9</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Health Sciences</td>
									<td align="center">18</td>
									<td align="center">15.2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Exact and Earth Sciences</td>
									<td align="center">15</td>
									<td align="center">12.7</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Engineering</td>
									<td align="center">12</td>
									<td align="center">10.2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Applied Social Sciences</td>
									<td align="center">12</td>
									<td align="center">10.2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Human Sciences</td>
									<td align="center">11</td>
									<td align="center">9.3</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Agricultural Sciences</td>
									<td align="center">10</td>
									<td align="center">8.5</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Biological Sciences</td>
									<td align="center">4</td>
									<td align="center">3.4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Other</td>
									<td align="center">9</td>
									<td align="center">7.6</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Shift</td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Integral</td>
									<td align="center">80</td>
									<td align="center">67.8</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Evening</td>
									<td align="center">21</td>
									<td align="center">17.8</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Afternoon</td>
									<td align="center">11</td>
									<td align="center">9.3</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Morning</td>
									<td align="center">5</td>
									<td align="center">4.2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Semi-Full-Time</td>
									<td align="center">1</td>
									<td align="center">0.9</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Period</td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Initial</td>
									<td align="center">65</td>
									<td align="center">55.1</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Intermediate</td>
									<td align="center">38</td>
									<td align="center">32.2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Final</td>
									<td align="center">15</td>
									<td align="center">12.7</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN5">
								<p>Source: Table prepared by the research authors.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>The data obtained through the Perceived Stress Scale (EEP-10) revealed that the average stress in the sample was 24.6 (SD 6.49), with scores ranging from 2 to 36 and a median of 26. Regarding the categories, most students presented high levels of stress (n=69; 58.5%), followed by moderate levels (n=27; 22.9%), very high levels (n=19; 16.1%), and low levels (n=3; 2,5%).</p>
				<p>Regarding the sample’s quality of life, as shown in <xref ref-type="table" rid="t6">Table II</xref>, the domain of social relations obtained the highest average (59) among the participants. In contrast, the domain over the environment (consisted of questions related to physical safety and protection, the home and physical environment, financial resources, health and social care, opportunities for new information, leisure and transportation) presented the lowest average (49,4).</p>
				<p>
					<table-wrap id="t6">
						<label>Table II:</label>
						<caption>
							<title>Average scores obtained in each domain of the WHOQOL-<italic>bref.</italic> Pelotas, Rio Grande do Sul, Brazil, 2019.</title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="justify">Variable</th>
									<th align="center">Mean</th>
									<th align="center">Standard deviation</th>
									<th align="center">Minimum</th>
									<th align="center">Median</th>
									<th align="center">Maximum</th>
								</tr>
								<tr>
									<th align="justify"><bold>WHOQOL-<italic>bref</italic>
</bold></th>
									<th align="left"> </th>
									<th align="left"> </th>
									<th align="left"> </th>
									<th align="left"> </th>
									<th align="left"> </th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="justify">Physical Domain</td>
									<td align="center">55.2</td>
									<td align="center">17.3</td>
									<td align="center">19</td>
									<td align="center">56</td>
									<td align="center">94</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Psychological Domain</td>
									<td align="center">52.3</td>
									<td align="center">19.3</td>
									<td align="center">0</td>
									<td align="center">56</td>
									<td align="center">94</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Social Relationships Domain</td>
									<td align="center">59</td>
									<td align="center">22.7</td>
									<td align="center">0</td>
									<td align="center">62.5</td>
									<td align="center">100</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Environmental Domain</td>
									<td align="center">49.4</td>
									<td align="center">15.2</td>
									<td align="center">19</td>
									<td align="center">50</td>
									<td align="center">88</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN6">
								<p>Source: Table prepared by the research authors.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>The cluster analysis, represented in <xref ref-type="table" rid="t7">Table III</xref>, indicated three categories of students in relation to the average WHOQOL-bref scores: low quality of life (category 3), intermediate quality of life (category 1) and high quality of life (category 2). </p>
				<p>
					<table-wrap id="t7">
						<label>Table III:</label>
						<caption>
							<title>Categories related to the means obtained in the four domains of the WHOQOL-bref, after cluster analysis - K-means method. Pelotas, Rio Grande do Sul, Brazil, 2019.</title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col/>
								<col span="2"/>
								<col span="2"/>
								<col span="2"/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="justify" rowspan="2">Domain</th>
									<th align="center" colspan="2">1 </th>
									<th align="center" colspan="2">2 </th>
									<th align="center" colspan="2">3 </th>
								</tr>
								<tr>
									<th align="center">n</th>
									<th align="center">Mean (SD)</th>
									<th align="center">n</th>
									<th align="center">Mean (SD)</th>
									<th align="center">n</th>
									<th align="center">Mean (SD)</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="justify">Physical</td>
									<td align="center">51</td>
									<td align="center">59.03 (14.17)</td>
									<td align="center">23</td>
									<td align="center">70.5 (15.31)</td>
									<td align="center">44</td>
									<td align="center">43.43 (11.5)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Psychological</td>
									<td align="center">51</td>
									<td align="center">55.72 (13.23)</td>
									<td align="center">23</td>
									<td align="center">74.64 (11.58)</td>
									<td align="center">44</td>
									<td align="center">36.65 (14.75)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Social</td>
									<td align="center">51</td>
									<td align="center">66.67 (16.07)</td>
									<td align="center">23</td>
									<td align="center">75 (18.97)</td>
									<td align="center">44</td>
									<td align="center">41.29 (19.1)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Environmental</td>
									<td align="center">51</td>
									<td align="center">51.9 (13.57)</td>
									<td align="center">23</td>
									<td align="center">56.93 (12.74)</td>
									<td align="center">44</td>
									<td align="center">37.79 (12.48)</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN7">
								<p>Source: Table prepared by the research authors.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>The prevalence ratios in relation to high/very high stress levels are represented in <xref ref-type="table" rid="t8">Table IV</xref>. Through this analysis, it was identified that there is no evidence of a difference in the prevalence of high/very high stress between the variables analyzed.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t8">
						<label>Table IV:</label>
						<caption>
							<title>Estimated prevalence ratios for high/very high stress among students and the variables analyzed. Pelotas, Rio Grande do Sul, Brazil, 2019.</title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col span="2"/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="justify">Effect</th>
									<th align="center">Prevalence ratio</th>
									<th align="center" colspan="2">Confidence interval (95%) </th>
									<th align="center">p-value</th>
								</tr>
								<tr>
									<th align="justify">Gender</th>
									<th align="left"> </th>
									<th align="left"> </th>
									<th align="left"> </th>
									<th align="left"> </th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="justify">F vs M</td>
									<td align="center">1.03</td>
									<td align="center">0.79</td>
									<td align="center">1.33</td>
									<td align="center">0.84</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Area of Knowledge</td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Biology vs. Exact Sciences</td>
									<td align="center">1.00</td>
									<td align="center">0.71</td>
									<td align="center">1.40</td>
									<td align="center">0.98</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Biology vs. Humanities</td>
									<td align="center">1.01</td>
									<td align="center">0.73</td>
									<td align="center">1.39</td>
									<td align="center">0.96</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Exact Sciences vs. Humanities</td>
									<td align="center">1.01</td>
									<td align="center">0.65</td>
									<td align="center">1.59</td>
									<td align="center">0.96</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Shift</td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Full-time vs. Morning/ Afternoon/ Semi-Full-time</td>
									<td align="center">1.03</td>
									<td align="center">0.70</td>
									<td align="center">1.50</td>
									<td align="center">0.89</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Full-time vs. Evening</td>
									<td align="center">1.00</td>
									<td align="center">0.74</td>
									<td align="center">1.36</td>
									<td align="center">0.99</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Morning/Afternoon/Semi-Full-time vs. Evening</td>
									<td align="center">0.98</td>
									<td align="center">0.68</td>
									<td align="center">1.40</td>
									<td align="center">0.90</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Period</td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Initial vs Intermediate</td>
									<td align="center">0.99</td>
									<td align="center">0.77</td>
									<td align="center">1.27</td>
									<td align="center">0.92</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Initial vs Final</td>
									<td align="center">0.97</td>
									<td align="center">0.72</td>
									<td align="center">1.32</td>
									<td align="center">0.87</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Intermediate vs Final</td>
									<td align="center">0.99</td>
									<td align="center">0.69</td>
									<td align="center">1.41</td>
									<td align="center">0.94</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify"><bold>WHOQOL-<italic>bref</italic>
</bold></td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
									<td align="left"> </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Physical</td>
									<td align="center">1.00</td>
									<td align="center">0.98</td>
									<td align="center">1.01</td>
									<td align="center">0.71</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Psychological</td>
									<td align="center">1.00</td>
									<td align="center">0.99</td>
									<td align="center">1.01</td>
									<td align="center">0.65</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Social</td>
									<td align="center">1.00</td>
									<td align="center">0.99</td>
									<td align="center">1.01</td>
									<td align="center">0.83</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Environmental</td>
									<td align="center">1.00</td>
									<td align="center">0.99</td>
									<td align="center">1.01</td>
									<td align="center">0.99</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN8">
								<p>Source: Table prepared by the research authors.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>The correspondence analysis, presented in <xref ref-type="fig" rid="f2">Figure 1</xref>, allowed the identification of four association profiles: ((1) low/moderate stress, high quality of life, Humanities, initial period of the course, non-full-time shift; (2) intermediate quality of life, male, Biological Sciences, final period; (3) high stress, Exact and Earth Sciences, full-time shift, intermediate period of the course; (4) high/very high stress, low quality of life, female.</p>
				<p>
					<fig id="f2">
						<label>Figure 1:</label>
						<caption>
							<title>Association profiles according to correspondence analysis between the variables stress, quality of life, and sociodemographic data. Pelotas, Rio Grande do Sul, Brazil, 2019.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1806-1230-rbps-38-e15374-gf2.png"/>
						<attrib>Source: Figure generated through multiple correspondence analysis.</attrib>
					</fig>
				</p>
			</sec>
			<sec sec-type="discussion">
				<title>DISCUSSION</title>
				<p>The study demonstrated a perception of stress in the majority of undergraduate students residing in student housing. This result differs from the research carried out by Araujo<xref ref-type="bibr" rid="B13"><sup>13</sup></xref> in student accommodation, in which he observed stress in 19.75% of second-year students. </p>
				<p>However, the sample characteristics differed in the studies. In the present study, discrepancies were found between genders and areas of knowledge. Therefore, the sample of Araujo’s study<xref ref-type="bibr" rid="B13"><sup>13</sup></xref> was composed of a balance between genders, and the predominant area of knowledge was Agricultural Sciences.</p>
				<p>It is also worth noting that students in student housing have vulnerabilities and find themselves in a sociocultural context different from their origin, making the adaptation process challenging and stressful. Furthermore, the literature highlights the prevalence of stress among university students, pointing out factors such as adaptation to academic life, the overload of activities, and the need to reconcile different occupational roles<xref ref-type="bibr" rid="B27"><sup>27</sup></xref>. </p>
				<p>The average perceived stress found in the present study was 24.6, similar to that of a study published with undergraduate students (23.34)<xref ref-type="bibr" rid="B7"><sup>7</sup></xref>, indicating the presence of stress in the university environment. </p>
				<p>It is relevant to emphasize that the collections took place between the beginning and the middle of the semester. According to Costa<xref ref-type="bibr" rid="B28"><sup>28</sup></xref>, stress increases throughout the semester due to academic pressure and physical and emotional exhaustion. Therefore, the final period of the semester can influence stress levels.</p>
				<p>The data obtained through the WHOQOL-bref allowed us to verify that the quality of life of the study population is average, with values close to 50 points. The lowest score presented was in the environment domain, and the highest in the social domain, which allows us to infer that although the environment is not favorable, there is a positive perception concerning support and social support. Furthermore, a study carried out in student housing also identified lower scores in the environment domain<xref ref-type="bibr" rid="B29"><sup>29</sup></xref>. </p>
				<p>In the present study, there was no difference between high/very high levels of stress and the variables investigated. However, association profiles were identified between these variables. These data are significantly relevant for understanding the characteristics of students who face higher levels of stress, as the literature still lacks in-depth studies on the subject.</p>
				<p>Low and moderate levels of stress were associated with students in the humanities, those at the beginning of their studies, and those who do not study full-time. Mussi et al.<xref ref-type="bibr" rid="B30"><sup>30</sup></xref> found in their study higher levels of stress in final-year nursing students compared to first-year nursing students. These indicators may be related to lower academic demands in the initial periods of the course. </p>
				<p>Regarding the second association obtained, the intermediate quality of life was related to male students in the area of Biological Sciences, and in the final period of the course. Literature indicates that women have a lower quality of life when compared to men<xref ref-type="bibr" rid="B31"><sup>31</sup></xref>. Furthermore, research mentions that quality of life tends to be lower in the middle and at the end of the course<xref ref-type="bibr" rid="B32"><sup>32</sup></xref>.</p>
				<p>An association was identified between high levels of stress and students in the Exact and Earth Sciences area. Although most research is conducted with health students, one study demonstrated higher stress levels in students in the Exact Sciences area<xref ref-type="bibr" rid="B33"><sup>33</sup></xref>. Exact Sciences courses often involve an overload of academic activities, requiring complex cognitive skills. These aspects can lead to students experiencing higher levels of stress. </p>
				<p>High levels of stress were also observed in students studying full-time and in the intermediate period of the course. According to a literature review, a higher percentage of stress is observed among students who study full-time <xref ref-type="bibr" rid="B27"><sup>27</sup></xref>, which can be attributed to the greater workload of activities.</p>
				<p>Although no significant difference was found between genders, female students showed higher stress levels. This finding corroborates data found in the literature, revealing that stress is more prevalent among females <xref ref-type="bibr" rid="B7"><sup>7</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B34"><sup>34</sup></xref>. Women face a greater overload of activities, requiring simultaneous management of their academic and domestic tasks, which constitutes a stressor<xref ref-type="bibr" rid="B35"><sup>35</sup></xref>. </p>
				<p>Students who experienced higher levels of stress had a lower quality of life. The literature shows a scarcity of studies linking stress to quality of life in university students. However, studies that present such an association have demonstrated similar outcomes<xref ref-type="bibr" rid="B7"><sup>7</sup></xref><sup>),(</sup><xref ref-type="bibr" rid="B36"><sup>36</sup></xref>. It is therefore noteworthy that university students are more susceptible to mental health problems and reduced quality of life<xref ref-type="bibr" rid="B37"><sup>37</sup></xref>.</p>
				<p>Therefore, it becomes essential to investigate the effects of the academic context on the health-disease process of the university population, to implement public policies that favor healthy and health-promoting spaces<xref ref-type="bibr" rid="B38"><sup>38</sup></xref>. </p>
				<p>The limitations of the study were mainly the scarcity of data in the literature, which prevented the comparison of relevant points found in the results, such as the characteristics of students concerning stress. However, the research is innovative because it brings new data that allows reflection on the subject and encourages the carrying out of new studies that include students in student housing. </p>
			</sec>
			<sec sec-type="conclusions">
				<title>CONCLUSION</title>
				<p>The data presented in this study indicate that stress is present in the majority of undergraduate students residing in student housing at the Federal University of Pelotas. No significant differences were found between stress and the variables investigated. However, four profiles of associations were observed between stress, quality of life, and student characteristics, highlighting the higher levels of stress present in females, presenting low quality of life. </p>
				<p>Studies of this nature encourage the implementation of institutional policies that provide psychological support, appropriate living environments, and activities that promote student well-being. Furthermore, research contributes to the development of a healthy academic environment, integrating education and health, and ensuring that the academic trajectory is conducive to learning and personal and professional growth.</p>
			</sec>
		</body>
		<back>
			<fn-group>
				<fn fn-type="financial-disclosure" id="fn4">
					<label>FINANCING</label>
					<p> There was no financing.</p>
				</fn>
			</fn-group>
		</back>
	</sub-article>
</article>